Abrir menu principal
Question book.svg
Este artigo ou secção não cita fontes confiáveis e independentes (desde Março de 2014). Ajude a inserir referências.
O conteúdo não verificável pode ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Wilson Grey
Nome completo Wilson Chaves
Outros nomes Wilson Grey
Nascimento 10 de dezembro de 1923
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade Brasil brasileiro
Morte 3 de outubro de 1993 (69 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Atividade 1942-1993
Cônjuge Maria Vieira de Sá Chaves

Wilson Grey, nome artístico de Wilson Chaves, (Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 1923Rio de Janeiro, 3 de outubro de 1993) foi um ator brasileiro de cinema, teatro e TV.

Considerado um dos melhores atores do cinema nacional e o artista que mais fez filmes no Brasil, participando de mais de 200 longas-metragens.

CarreiraEditar

Teve a vontade de ser ator desde cedo. Outro formado pela universidade da vida, teve diversas profissões antes de ingressar na carreira artística como anotador do jogo do bicho e até entregador de refeição de prostitutas.

Em 1942 entrou para o Teatro do Estudante, de Paschoal Carlos Magno, após ter várias ocupações, algumas delas à margem da lei. Fazia trabalhos administrativos no teatro durante o dia, e à noite figurava no elenco de Hamlet, um pequeno papel de soldado, sem fala.

Começou sua carreira cinematográfica em 1948, com "Hóspedes da Noite", de Ugo Lombardi, e não parou mais.

Participou de quase todos os filmes produzidos pela Atlântida, na época áurea das chanchadas, invariavelmente no papel de vilão, ao lado de José Lewgoy.

Seu tipo franzino e sua voz bem característica tornavam-no o ator perfeito para interpretar o malandro carioca típico das décadas de 1940 e 1950.

Naquela época fazia um filme a cada dois meses e, mesmo decorridos mais de uma década de sua morte, é ainda o ator brasileiro com a maior filmografia, construída em mais de quarenta anos de trabalho. Wilson Grey também considerava que seu recorde era mundial, mas a imprensa norte-americana especializada sempre o atribuía, para seu declarado desgosto, a um ator da Índia.

Somente viria a fazer um papel principal em 1982. Foi o professor Expedito Vitus, de "Segredo da Múmia", de Ivan Cardoso, que lhe valeu o prêmio de melhor ator no Festival de Brasília.

Além das "chanchadas", participou de filmes marcantes do cinema brasileiro, como "Memórias do Cárcere" e o "Beijo da Mulher Aranha". Na televisão, foi um crupiê na minissérie "A, e, i, o… urca", da Rede Globo e atuou também em "Guerra dos Sexos".

Afirmou em entrevistas que seu papel em "Vai Trabalhar, Vagabundo" era vagamente autobiográfico.

Ainda estava na ativa, às vésperas de completar setenta anos, quando morreu. Em 1996, foi lançado postumamente seu último filme, "O Lado Certo da Vida Errada".

Era casado com Maria Vieira de Sá Chaves, com quem teve dois filhos: Gildete e Giovânio.

Sofreu uma isquemia cardíaca em 1989, e dois AVC's em 1990. Faleceu em 1993, vítima de infarto.

FilmografiaEditar

Na TelevisãoEditar

Ligações externasEditar