Xamar Iarixe

rei Himiarita

Xamar Iarixe (em árabe: شَمَّر يرعش; romaniz.: Xammar Yahri'x ou Xammar Yuhari'x), cujo nome completo era Xamar Iarixe ibne Iacir Iunim ibne Amr Dul Adar (Shammar Yahr'ish b. Yasir Yun'im b. 'Amr Dhu'l-Adh'ar,[1] foi um rei himiarita que reinou aproximadamente entre 275 e 312 de nossa era. [2] [1]

Xamar Iarixe
Nascimento 250
Morte 312 (62 anos)
Progenitores Pai:Yasir Yuhan'im
Ocupação monarca

VidaEditar

Neto de Abraa Dul Manar, filho de Amr Dul Adar, [3] também conhecido como Iacir Iuanim, [4] em 275 Xamar liderou suas tropas para a vitória sobre Najrã, Maribe (os sabeus reconquistaram mais tarde sua capital) e Hadramaute. Ele conseguiu unir grande parte do Iêmen, assumindo o título "Rei de Saba, de Du Raidã, de Hadramaute e de Iamnate" (Iamnate pode ter sido o nome da parte sul do Iêmen). Desde então, os reis Himiaritas ficaram conhecidos como "reis Tuba" e louvados por sua coragem e liderança na poesia tradicional do Iêmen. [3] O nome Xamar foi registrado na Inscrição de Namara. [5]

DiplomaciaEditar

Xamar Iarixe enviou delegações à tribo árabe-sabeu dos azedidas, para os tanúquidas e para a corte sassânida em Ctesifonte, levando a uma troca de embaixadores. Na mesma época, o imperador romano Constâncio II enviou o missionário Teófilo para perguntar se igrejas poderiam ser construídas para os comerciantes da Índia romana no território Himiarita. [6]

LegadoEditar

Por volta de 280 d.C., Xamar Iarixe, a partir de sua capital Zafar, uniu o Iêmen sob seu governo. [7] Cem anos depois, Abu Caribe Assade, apelidado de "Assade Camil" (o perfeito), realizou as mais altas aspirações de Xamar. Sob sua liderança, o antigo Reino de Sabá com Maribe como capital foi conquistado e deixou de existir como um reino independente. Os axumitas, que haviam se tornado uma grande potencia e haviam ocupado Tiama e as terras altas mais de uma vez, foram levados de volta à Etiópia. Durante seu governo, o Iêmen pré-islâmico provavelmente alcançou sua maior expansão, incluindo partes do sul da atual Arábia Saudita e todo o atual Omã. [8]

Referências

  1. a b Hatke, George; Ruzicka, Ronald (2019). Ancient South Arabia through History: Kingdoms, Tribes, and Traders (em inglês). [S.l.]: Cambridge Scholars Publishing, p. 25. ISBN 978-1-5275-3370-7 
  2. Moez al-Din Muhammad al-Mahdi (2010). Asma Alqabayil wa'Ansabiha (em árabe). [S.l.]: Dar Al Kotob Al Ilmiyah, p. 149. ISBN 978-2-7451-2876-8 
  3. a b Perlmann, Moshe (1987). The History of al-Tabari. Vol. 4:The Ancient Kingdoms (em inglês). [S.l.]: SUNY Press, p. 79. ISBN 978-0-88706-182-0 
  4. Kitchen, Kenneth Anderson (1994). Documentation for Ancient Arabia (em inglês). [S.l.]: Liverpool University Press, p. 8. ISBN 978-0-85323-359-6 
  5. Piepenburg, Fritz (1983). Traveller's Guide to Yemen (em inglês). [S.l.]: Yemen Tourist Company, p. 38 
  6. Hoyland, Robert G. (2001). Arabia and the Arabs: From the Bronze Age to the Coming of Islam. Psychology Press. pp. 50–51. ISBN 9780415195355.
  7. Neuwirth, Angelika; Sinai, Nicolai; Marx, Michael (2010). The Qur'an in Context:. Historical and Literary Investigations Into the Qur'anic Milieu (em inglês). [S.l.]: BRILL, p. 33. ISBN 978-90-04-17688-1 
  8. Houtsma, M. Th (1993). E.J. Brill's First Encyclopaedia of Islam, 1913-1936 (em inglês). [S.l.]: BRILL, p, 291. ISBN 978-90-04-09791-9