YIMBY é um acrônimo para "Yes, in my back yard" (sim, no meu quintal), um movimento pró-adensamento das cidades em contraste e oposição ao fenômeno NIMBY "Not in my back yard (não no meu quintal). A posição do YIMBY é de defesa do aumento da oferta de moradias nas grandes cidades, especialmente onde os custos com moradias alcançam valor inacessíveis.[1] Os YIMBYs costumam buscar um rezoneamento que permitiria a construção de moradias mais densas ou a reforma de prédios obsoletos, tal como shoppings, em moradias.[2][3][4] Ativistas YIMBYs também podem apoiar projetos de interesse público, tal como investimentos em energia limpa ou transporte alternativo.

O movimento YIMBY tem apoiadores em todo o espectro político, desde a esquerda, com a justificativa que a produção de novas moradias é uma questão de justiça social aos defensores do livre mercado liberais e libertários, que entendem que o fornecimento de moradias não deveria ser regulamentado, ou ao menos excessiva e perniciosamente regulamentado, pelo governo. YIMBYs argumentam que as cidades podem se tornar cada vez mais baratas e acessíveis através do aproveitamento para construção de espaços ociosos de determinadas habitações (tal como a construção acima de lajes, edículas e demais formas de "puxadinhos")[5] e que as emissões de gases de efeito estufa, que contribuem para o aquecimento global, seriam reduzidas em cidades mais densas.[6]

História editar

Um ensaio de 1993 publicado no Journal of the American Planning Association intitulado "Planners 'Alchemy, Transforming NIMBY to YIMBY: Rethinking NIMBY" fez uso da expressão YIMBY 'em referência geral a desenvolvimento, não apenas desenvolvimento habitacional.[7]

A posição YIMBY pró-habitação emergiu em locais que experimentavam preços de habitação cada vez mais inacessíveis. O Guardian disse que esse movimento começou na área da baía de São Francisco na década de 2010 devido aos altos custos de habitação, resultantes da indústria de tecnologia local adicionando muito mais empregos à região do que o número de unidades habitacionais construídas no mesmo período.[8]

Debate político editar

Grupos na Califórnia freqüentemente se opõem ao movimento, apontando que são financiados pelo Vale do Silício[9] e por um eleitorado mais jovem e mais branco.[10] Ao mesmo tempo, incorporadoras de moradias populares e grupos ambientais endossaram as políticas do YIMBY,[11] enquanto os proprietários de residências do suburbio se opuseram às mudanças no zoneamento unifamiliar.[12][13]

Os YIMBYs defendem moradias a preços de mercado e dizem que isso é essencial para a viabilidade do desenvolvimento da cidade. Argumentam também que isso criaria uma oferta de moradias que baixaria os preços ao satisfazer a demanda.[14] Aqueles que se opõem dizem que adicionar moradias ao preço de mercado em vez de moradias populares subsidiadas pode piorar a acessibilidade de moradias para pessoas de baixa e média renda por meio do processo de "seleção", em que recém-chegados de alta renda habitam a recém-construída habitação.[15][16] Os YIMBYs dizem que os empreendimentos a preços de mercado (incluindo empreendimentos de luxo) acabarão resultando em moradias populares, já que os residentes ricos existentes ocuparão essas novas unidades desocupando moradias menos desejáveis em um processo denominado "filtragem".[17]

YIMBYs dizem que seus opositores obstruem o desenvolvimento em defesa do status quo, do qual somente eles se beneficiam.[18] Os oponentes argumentam que as organizações YIMBY defendem interesses especiais.[19] Tanto os YIMBYs quanto seus opositores citam as preocupações com o meio ambiente, a qualidade de vida e a justiça social como razões para defenderem seus posicionamentos.[20][21][22][23] Alguns jornalistas argumentam que as posições YIMBY e NIMBY são independentes do espectro político esquerda-direita[24] Alguns os estudiosos afirmam que o debate de NIMBY contra YIMBY é uma falsa dicotomia.[25]

Pesquisa acadêmica editar

A pesquisa acadêmica produziu alguns resultados generalizáveis sobre os efeitos da verticalização e do adensamento e quais seriam as prescrições políticas mais eficazes para ajudar os trabalhadores de baixa renda nas grandes cidades. No entanto, alguns estudiosos afirmam que mais pesquisas são necessárias para determinar os efeitos totais de tais medidas na redução de custos para todos os níveis de renda.[26][27]

Zoneamento Inclusivo editar

O California Legislative Analyst's Office (LAO) (Gabinete de Análise Legislativa da Califórnia) relatou que os locais da Califórnia que construíram mais moradias tiveram um aumento mais lento nos valores dos aluguéis para as famílias pobres.[28]

Oferta de habitação e preços editar

Estudos mostram que regulamentos rígidos proibindo o adensamento e a verticalização reduzem a oferta de moradias e aumentam o preço das casas e dos terrenos.[29][30][31]

"Filtragem" editar

O upzoning (rezoneamento que permite maior adensamento) pode não gerar a construção imediata de moradias e pode até piorar os preços: um estudo de Yonah Freemark publicado na Urban Affairs Review em 2019 descobriu que o rezoneamento para desenvolvimento mais denso perto de estações em Chicago levou a um aumento especulativo nos valores das propriedades e a nenhuma construção adicional após um período de cinco anos.[32] Em comentário posterior, Freemark disse que os resultados foram mal interpretados como prova de que o tais medidas sempre aumentariam os preços das casas. Ele disse que o estudo poderia descrever os efeitos da medida, não os efeitos de novas construções possibilitadas pela medida, e que os requisitos de acesso mais barato (zoneamento inclusivo) poderiam ser incluídos nas regulações. Freemark também disse que as descobertas para Chicago, não eram necessariamente são generalizáveis para outras regiões e concluiu que seu estudo não provou nem refutou que aumentos na densidade habitacional melhoram a acessibilidade.[26]

Outro estudo publicado na Urban Studies em 2006 observou as tendências de preços nas cidades canadenses e notou quedas muito lentas de preços para habitações mais antigas ao longo de um período de décadas; o autor concluiu que moradias recém-construídas não se tornariam acessíveis em um futuro próximo, o que significa que a filtragem não era um método viável para produzir moradias populares, especialmente nas cidades mais caras.[33]

Zoneamento editar

Em um artigo da 2020 Urban Studies, Michael Storper e Rodriguez-Pose argumentam "que não há evidências claras e incontestáveis de que a regulamentação da habitação é a principal fonte de diferenças na disponibilidade ou nos preços das casas nas cidades".[15] O artigo foi amplamente criticado por outros estudiosos que dizem que Storper e Rodriguez-Pose montaram um espantalho (que a verticalização por si só erradicaria a desigualdade), e que o artigo "ignora grande parte da pesquisa sobre o assunto, distorce ou falha em entender a pesquisa que ele próprio cita, apresenta análises enganosas e simplificadas e apresenta um argumento que é internamente inconsistente".[34]

Segregação racial editar

Diversas pesquisas mostram que os regulamentos rígidos de zoneamento contribuíram e ainda contribuem para a segregação racial na habitação dos Estados Unidos.[35][36] Pesquisas demonstram que há regulamentações rígidas nos bairros ocupados por brancos e que os brancos são mais propensos a apoiar essas regulamentações.

Economia editar

Um estudo de 2019 por Chang-Tai Hsieh e Enrico Moretti no American Economic Journal concluiu que o relaxamento das regulamentações contrárias ao adensamento poderia levar a enormes ganhos de produtividade. O estudo estimou que os regulamentos rígidos "reduziram o crescimento agregado dos Estados Unidos em 36 por cento de 1964 a 2009."[34][37]

Exemplos editar

Canadá editar

Em Toronto, Canadá, um movimento denominado YIMBY foi estabelecido em 2006 por membros da comunidade em resposta a propostas de desenvolvimento na área de West Queen West, e um festival YIMBY, lançado naquele mesmo ano, tem sido realizado anualmente desde então. O organizador do festival afirmou que "YIMBYism é uma mentalidade da comunidade que está aberta à mudança e ao desenvolvimento."

Suécia editar

Yimby é uma rede de partidos políticos independentes fundada em Estocolmo em 2007, que defende o desenvolvimento físico, o adensamento e a promoção do ambiente urbano. Possui filiais em Estocolmo, Gotemburgo e Uppsala. O grupo acredita que o PBL (Planos e Construções Act, a partir de 1987) é um dos principais obstáculos para qualquer nova construção, e deve ser eliminado ou drasticamente reformulado.

Reino Unido editar

O London YIMBY foi criado em 2016, publicando seu primeiro relatório com o Adam Smith Institute em 2017 e recebendo cobertura da imprensa nacional.[38] Seus membros defendem uma política denominada 'Better Streets' (Melhores Ruas). Essa proposta permitiria que os moradores de ruas individuais votassem por uma maioria de dois terços para escolher a regulamentação de novas construções e permitir extensões ou a substituição de edifícios de até cinco ou seis andares, permitindo que casas suburbanas sejam gradualmente substituídas por blocos de mansões. Esta política emblemática alcançou certo grau de reconhecimento, sendo endossada pelo ex-parlamentar liberal democrata Sam Gyimah[39] e pelo líder da Câmara dos Comuns, Jacob Rees-Mogg.[40]

Outros grupos YIMBY foram criados em bairros de Londres e em cidades que sofrem de carências habitacionais semelhantes, como Brighton, Bristol e Edimburgo.

Membros do movimento YIMBY britânico têm criticado as organizações de planejamento estabelecidas, como a Town and Country Planning Association e a Campaign to Protect Rural England, acusando-os de defender políticas que pioram o déficit habitacional na Grã-Bretanha.[41][42]

Estados Unidos editar

Califórnia editar

Desde 2014, em resposta à crise de acessibilidade de moradias na Califórnia, vários grupos YIMBY foram criados na área da baía de São Francisco. Esses grupos têm feito lobby em nível municipal e estadual para aumentar a construção de moradias em todos os níveis de preços, bem como usando o Housing Accountability Act da Califórnia (a "lei anti-NIMBY") para processar as cidades quando tentam bloquear ou reduzir o tamanho do conjunto habitacional. O New York Times explicou sobre o movimento YIMBY que: "seus membros querem que São Francisco e seus subúrbios construam mais de todos os tipos de habitação. Mais moradias a preços acessíveis subsidiados, mais aluguéis a preços de mercado e também mais condomínios de alto padrão. "

De 2018 a 2020, o grupo de lobby California YIMBY juntou-se a mais de 100 executivos da indústria de tecnologia da de São Francisco para apoiar os projetos de lei 827 e 50 do senador Scott Wiener. Os projetos foram reprovados no Senado estadual após várias tentativas de aprovação. [43] [44] [45] California YIMBY recebeu $ 100mil dólares do CEO do Yelp, Jeremy Stoppelman, 1 milhão de dólares dos empreendedores irlandeses John e Patrick Collison por meio de sua empresa, Stripe, e 500 mil dólares arrecadados pelo CEO da Pantheon Zach Rosen e pelo CEO do GitHub Nat Friedman.[46][47]

Os grupos YIMBY na Califórnia apoiaram o esforço de eliminar as proteções da Proposta 13 para propriedades comerciais e estão apoiando a medida eleitoral conhecida como Proposta 15, que implementaria essa mudança. Essa mudança poderia incentivar os governos locais a aprovar o desenvolvimento de propriedades comerciais ao invés do desenvolvimento residencial e não forneceria financiamento a moradias populares.[48]

Massachusetts editar

Desde 2012, vários grupos YIMBY foram estabelecidos na área metropolitana de Boston. Um grupo argumenta que "... mais desenvolvimento de moradias inteligentes é a única maneira de reter uma classe média em cidades caras como Boston e Cambridge."

Nova Iorque editar

Em 2011, um site de notícias YIMBY foi criado tendo por foco a cidade de Nova York. [49] Em uma entrevista ao Politico, o criador afirmou: "O problema nesta cidade é o zoneamento, não o desenvolvimento. Acho que as pessoas realmente não entendem isso." [50] Vários grupos YIMBY também foram criados na cidade de Nova York; de acordo com um organizador: "Em áreas de grandes oportunidades onde as pessoas realmente querem viver, os ricos, em sua maioria residentes brancos, são capazes de usar seu poder político para impedir a construção de basicamente qualquer coisa", acrescentando que comunidades de baixa renda não compartilham essa capacidade de manter o desenvolvimento sob controle: "Pensamos que a parcela desproporcional do fardo do crescimento foi suportada por bairros industriais, de baixa renda e de minorias por muito tempo." [51]

Brasil editar

No Brasil ainda é incipiente o ativismo autodeclarado YIMBY ou de qualquer oposição ao NYMBY.

Podemos observar que o fenômeno do NYMBY ocorre no Brasil em diversos bairros privilegiados habitados pela elite: nos Jardins, em São Paulo, no Leblon, no Rio de Janeiro, no Setor Sul, em Goiânia, no Santa Monica, em Florianópolis, no Santa Tereza, em Belo Horizonte, entre outros.[52]

Globalmente editar

Em setembro de 2018, a terceira conferência anual Yes In My Backyard, chamada "YIMBYTown" ocorreu em Boston, hospedada pela comunidade YIMBY daquela área. A primeira conferência YIMBY foi realizada em 2016 em Boulder, Colorado e hospedada por um grupo que incluía o ex-prefeito de Boulder, que comentou que: "É mais claro do que nunca que se realmente nos preocupamos em resolver grandes questões nacionais como a desigualdade e as mudanças climáticas, enfrentando a falta de moradias em áreas urbanas prósperas, causadas em grande parte por restrições de zoneamento locais, são fundamentais. " A segunda conferência anual foi realizada na cidade de Oakland, Califórnia, na área da baía de São Francisco. Essas conferências atraíram participantes dos Estados Unidos, bem como alguns do Canadá, Inglaterra, Austrália e outros países. [5]

Ver também editar

Leitura adicional editar

[54] [55] [56] [57] [58] [59] [60] [61] [62] [63] [64] [65] [66] [67] [68] [69] [70] [71] [72] [73] [74] [75] [5] [43] [44] [49] [50] [51]

Referências editar

  1. Einstein, Katherine Levine; Glick, David M.; Palmer, Maxwell (2019). Gentrification, Affordable Housing, and Housing Reform (em inglês). [S.l.: s.n.] pp. 146–147. ISBN 9781108769495. doi:10.1017/9781108769495.007. Consultado em 19 de junho de 2020 
  2. «'YIMBY neo-liberal fascists' comment, perceived threats spark backlash against Cupertino planning commissioner». 25 de junho de 2019 
  3. «Go on, California — blow up your lousy zoning laws - the Boston Globe» 
  4. «Where Oregon's Single-Family Zoning Ban Came from» 
  5. a b c Stephens, Josh (21 de junho de 2016). «"YIMBY" Movement Heats Up in Boulder». Next City. Consultado em 31 de julho de 2018. Cópia arquivada em 15 de setembro de 2016 
  6. «YIMBYs say yes to urban density and affordable housing». The Charlotte Observer. 2019 
  7. Lake, Robert W. (Inverno de 1993). «Planners' Alchemy Transforming NIMBY to YIMBY: Rethinking NIMBY». Journal of the American Planning Association. 59: 87–93. doi:10.1080/01944369308975847 
  8. McCormick, Erin (2 de outubro de 2017). «Rise of the yimbys: the angry millennials with a radical housing solution». The Guardian. San Francisco 
  9. Angela Hart (17 de julho de 2017). «'Yes in my backyard.' Silicon Valley money fuels fight against state's housing crisis». Sacramento Bee. Consultado em 9 de abril de 2020 
  10. Fernando Marti (19 de fevereiro de 2019). «YIMBY, White Privilege, and the Soul of Our Cities». Shelterforce. Consultado em 9 de abril de 2020 
  11. «Major Environmental and Affordable Housing Organizations Endorse Senator Wiener's SB 50, the More HOMES Act» (Nota de imprensa). 13 de janeiro de 2019. Consultado em 9 de abril de 2020 
  12. Laura Bliss (5 de abril de 2019). «The Political Battle Over California's Suburban Dream». CityLab 
  13. «Backers of Controversial 'YIMBY' Housing Development Bill Trying Again». Times of San Diego. 13 de janeiro de 2020 
  14. Levin, Matt (10 de janeiro de 2020). Will the latest changes to controversial housing bill get Newsom on board?. Gimme Shelter (Podcast). Calmatters 
  15. a b Michael Storper, Andres Rodriguez-Pose (2020). «Housing, urban growth and inequalities: The limits to deregulation and upzoning in reducing economic and spatial inequality». Urban Studies. 57: 223–248. doi:10.1177/0042098019859458 
  16. Livable California. «Special Report: California YIMBY, Scott Wiener and Big Tech's Troubling Housing Push» 
  17. «A Call for Intersectional YIMBYism» 
  18. Fiske, Colin (22 de fevereiro de 2018). «NIMBY, YIMBY, NIABY, YIEBY». Coalition for Responsible Transportation Priorities 
  19. «Meet the YIMBYs: Can tech bros change California's housing policies?» 
  20. «Public Opinion about Energy Development: Nimbyism vs. Environmentalism» (PDF) 
  21. «The NIMBY Principle» 
  22. «Bill Text - SB-50 Planning and zoning: housing development: streamlined approval: incentives.». California Legislative Information 
  23. «Some See CEQA as a NIMBY Tool. But Environmentalists Want Landmark Law Strenghthened». KQED 
  24. Badger, Emily (21 de agosto de 2018). «The Bipartisan Cry of 'Not in My Backyard'». The New York Times 
  25. «The Racial Contours of Bay Area YIMBY/NIMBY Gentrification» (PDF). Berkeley Planning Journal 
  26. a b Yonah Freemark (22 de maio de 2019). «Housing Arguments Over SB 50 Distort My Upzoning Study. Here's How to Get Zoning Changes Right - Whether more buildings and greater density make units more affordable is a good question, but results from Chicago are being misinterpreted. Turns out that the nuances and details matter.». The Frisc. Consultado em 9 de abril de 2020 
  27. «UCLA's Ananya Roy on Housing Inequality & Market-Driven Displacement». Planningreport.com 
  28. California Legislative Analyst's Office (9 de fevereiro de 2016). «Perspectives on Helping Low-Income Californians Afford Housing» 
  29. Tan, Ya; Wang, Zhi; Zhang, Qinghua (1 de janeiro de 2020). «Land-use regulation and the intensive margin of housing supply». Journal of Urban Economics. Cities in China (em inglês). 115. 103199 páginas. ISSN 0094-1190. doi:10.1016/j.jue.2019.103199 
  30. Gyourko, Joseph; Molloy, Raven (2014). «Regulation and Housing Supply». Handbook of Regional and Urban Economics. doi:10.3386/w20536 
  31. Kok, Nils; Monkkonen, Paavo; Quigley, John M. (1 de maio de 2014). «Land use regulations and the value of land and housing: An intra-metropolitan analysis». Journal of Urban Economics (em inglês). 81: 136–148. ISSN 0094-1190. doi:10.1016/j.jue.2014.03.004 
  32. Freemark, Yonah (29 de janeiro de 2019). «Upzoning Chicago: Impacts of a Zoning Reform on Property Values and Housing Construction». SAGE Publications. Urban Affairs Review. 56: 758–789. ISSN 1078-0874. doi:10.1177/1078087418824672. Resumo divulgativoDoes Upzoning Boost the Housing Supply and Lower Prices? Maybe Not. (31 de janeiro de 2019) 
  33. Andrejs Skaburskis (1 de março de 2006). «Filtering, City Change and the Supply of Low-priced Housing in Canada». Urban Studies. 43: 533–558. doi:10.1080/00420980500533612 
  34. a b «How Housing Supply Became the Most Controversial Issue in Urbanism». www.bloomberg.com. 2019. Consultado em 19 de junho de 2020 
  35. Trounstine, Jessica (2020). «The Geography of Inequality: How Land Use Regulation Produces Segregation». American Political Science Review (em inglês). 114: 443–455. ISSN 0003-0554. doi:10.1017/S0003055419000844 
  36. Trounstine, Jessica (2018). «Segregation by Design: Local Politics and Inequality in American Cities». Cambridge University Press (em inglês). Consultado em 16 de junho de 2020 
  37. Hsieh, Chang-Tai; Moretti, Enrico (2019). «Housing Constraints and Spatial Misallocation». American Economic Journal: Macroeconomics (em inglês). 11: 1–39. ISSN 1945-7707. doi:10.1257/mac.20170388 
  38. Myers, John (11 de agosto de 2017). «Forget nimbys. Yimby housing policy can transform the UK – with the political will». the Guardian 
  39. «If the Tories really want to provide more homes, here's what they need to do». The Daily Telegraph. 7 de julho de 2019 
  40. Rees-Mogg; Tylecote, eds. (2019). Raising the Roof: How to solve the UK's housing crisis (PDF). [S.l.: s.n.] ISBN 978-0-255-36783-7 
  41. Watling, Sam; Bhandari, Bishal (30 de julho de 2019). «Which four-letter acronym is worse for the housing crisis – the CPRE or the TCPA?». CityMetric 
  42. Watling, Sam; Bhandari, Bishal (12 de abril de 2019). «When did the CPRE start hating houses?». CityMetric 
  43. a b Pender, Kathleen (19 de abril de 2018). «Yelp CEO calls on Google, Facebook to help housing crisis». San Francisco Chronicle. Consultado em 6 de junho de 2018. Cópia arquivada em 28 de abril de 2018 
  44. a b Kendall, Marisa (3 de maio de 2018). «Stripe gives $1 million to pro-development YIMBY group tackling Bay Area housing shortage». San Jose Mercury News. Consultado em 20 de outubro de 2018. Cópia arquivada em 9 de junho de 2018 
  45. Portantino, Anthony J. (16 de maio de 2019). «Senator Portantino's Statement on SB 50». California State Senate. Sacramento, California 
  46. Efrati, Amir (10 de julho de 2017). «Tech Leaders Seek Bigger Political Role With Housing Push». The Information 
  47. «Stripe makes $1 million contribution to California YIMBY in support of lower-cost, high-density housing». Stripe Newsroom 
  48. «California's YIMBYs: The Growth Machine's Shock Troops». City Watch LA 
  49. a b Rosenblum, Constance (4 de abril de 2014). «Sure, Build It in My Backyard». The New York Times. Consultado em 3 de julho de 2018. Cópia arquivada em 20 de outubro de 2014 
  50. a b Prakash, Nidhi (29 de julho de 2014). «Nikolai Fedak, city polemicist». Politico. Consultado em 3 de julho de 2018. Cópia arquivada em 30 de março de 2017 
  51. a b Raskin, Sam (17 de setembro de 2018). «The YIMBY movement comes to New York City - Open New York, the city's first self-style YIMBY group, advocates for more housing in high-opportunity areas». Curbed. Consultado em 28 de março de 2019. Cópia arquivada em 3 de fevereiro de 2019 
  52. Ling, Anthony (23 de novembro de 2020). «A promoção da (des)igualdade pelo planejamento urbano». Caos Planejado. Consultado em 29 de janeiro de 2021. Cópia arquivada em 29 de janeiro de 2021 
  53. Semuels, Alana (5 de julho de 2017). «From 'Not in My Backyard' to 'Yes in My Backyard'». The Atlantic. Consultado em 5 de julho de 2017. Cópia arquivada em 25 de março de 2018. Out of a desire for more-equitable housing policy, some city dwellers have started allying with developers instead of opposing them. 
  54. «YIMBY». Consultado em 15 de setembro de 2016 – via The Free Dictionary 
  55. Bateman, Chris (9 de setembro de 2015). «YIMBY Festival brings together Toronto's city-builders». Toronto Metro. Consultado em 15 de setembro de 2016. Arquivado do original em 2 de março de 2016 
  56. Kuntz, Tom (17 de agosto de 2009). «From Liberal NIMBY to Green YIMBY». The New York Times. Consultado em 31 de julho de 2018. Cópia arquivada em 20 de dezembro de 2009. There's a growing recognition that opposition to growth — in Berkeley and Oakland, for example — contributed to environmentally unfriendly suburban and exurban sprawl, and that "infill development" — dense urban housing near mass transit — is now the way to go. 
  57. McCormick, Erin (2 de outubro de 2017). «Rise of the yimbys: the angry millennials with a radical housing solution». The Guardian. Consultado em 23 de agosto de 2018. Cópia arquivada em 7 de novembro de 2017. The cause of our current shortage is 100% political," wrote Trauss in 2015, in an internet post that helped her build an army of followers to speak at public hearings, send letters and drum up support for housing on the internet. 
  58. Barnett, Erica (1 de novembro de 2016). «Meet the YIMBYs, Seattleites in Support of Housing Density - A new movement is saying yes to urban density in all its forms». Seattle Magazine. Consultado em 5 de julho de 2018. Cópia arquivada em 5 de dezembro de 2016. Although they span the political spectrum, from far left social-justice activists to hard-core libertarian free marketeers, YIMBYs generally agree that cities should be accessible and affordable for everyone, whether they own a million-dollar mansion or rent a $900-a-month studio, and whether they work as a barista or just moved to Seattle for a new job at Amazon. 
  59. Beyer, Scott (1 de março de 2017). «Build, Baby, Build: A New Housing Movement's Unofficial Motto». Governing. Consultado em 5 de julho de 2018. Cópia arquivada em 12 de maio de 2017. And its prescriptions vary thanks to the different groups that inevitably come together under its banner, such as construction industry people seeking deregulation aligning with social justice advocates who want tenant protections and affordability set-asides. Despite their different backgrounds, YIMBYs, who tend to be young and lean liberal, unify around the broad idea of adding more housing. 
  60. «About – yimby» 
  61. De Franco, Luca (12 de novembro de 2010). «Head Space: Christina Zeidler, YIMBY festival organizer». Spacing. Consultado em 26 de junho de 2018. Cópia arquivada em 20 de outubro de 2017 
  62. Ranen, Kaj (6 de outubro de 2014). «Europe's Most Successful Economy Is Way Too Good to Be True». Next City. Consultado em 24 de junho de 2018. Cópia arquivada em 11 de maio de 2015. ...Gustav Svärd, spokesperson for the progressive urban network YIMBY, which has more than 6,000 members. ... Gustav Svärd agrees that Stockholm has many positive things going on, and has witnessed a dramatic change among politicians since YIMBY was founded in 2007. 
  63. Ranen, Kaj (6 de outubro de 2014). «Europe's Most Successful Economy Is Way Too Good to Be True». Next City. Consultado em 24 de junho de 2018. Cópia arquivada em 11 de maio de 2015. Svärd wants to completely rethink the PBL structure. "The PBL was basically shaped to prevent new developments, and it makes it virtually impossible to create truly connected urban fabrics. We need to transform, or abolish, the PBL and create real urban plans for larger areas. At the moment, every single house has to go through a massive process of bureaucracy and appeals. 
  64. Murphy, Katy (12 de novembro de 2017). «'Homes for human beings': Millennial-driven anti-NIMBY movement is winning with a simple message». San Jose Mercury News. Consultado em 14 de junho de 2018. Cópia arquivada em 23 de novembro de 2017 
  65. Dougherty, Conor (16 de abril de 2016). «In Cramped and Costly Bay Area, Cries to Build, Baby, Build». The New York Times. Consultado em 2 de julho de 2018. Cópia arquivada em 25 de abril de 2016 
  66. Logan, Tim (4 de maio de 2017). «Forget 'Not in my backyard,' YIMBY could be the new group on the rise». The Boston Globe. Consultado em 27 de junho de 2018. Cópia arquivada em 15 de maio de 2017 
  67. Taber, Jake (9 de agosto de 2016). «YIMBY - Yes In My Back Yard - Takes a Stand Against Gentrification; Group advocates creating more affordable housing to meet demand for urban living.». Metro.Us/Boston. Consultado em 27 de junho de 2018. Cópia arquivada em 14 de agosto de 2016 
  68. Kanson-Benanav, Jesse (29 de setembro de 2015). «Guest Column: How to keep Cambridge affordable». Cambridge Chronicle. Consultado em 28 de junho de 2018. Cópia arquivada em 24 de outubro de 2015 
  69. Logan, Tim (24 de junho de 2016). «Jesse Kanson-Benanav: Community organizing, with a focus on housing». The Boston Globe. Consultado em 28 de junho de 2018. Cópia arquivada em 25 de junho de 2016 
  70. «London Yimby 2017 report» (PDF). Adam Smith Institute 
  71. «YIMBYTown» 
  72. Groover, Heidi (17 de junho de 2016). «The First-Ever YIMBY Conference Is Happening Right Now». The Stranger. Consultado em 4 de julho de 2018. Cópia arquivada em 22 de julho de 2016 
  73. McPhate, Mike (14 de julho de 2017). «California Today: A Spreading 'Yimby' Movement». The New York Times. Consultado em 19 de julho de 2018. Cópia arquivada em 9 de agosto de 2017 
  74. Keeling, Brock; Walker, Alissa (20 de julho de 2017). «Can a grassroots movement fix urban housing shortages?». Curbed. Consultado em 19 de julho de 2018. Cópia arquivada em 21 de agosto de 2017 
  75. Bergthold, Garrett (18 de julho de 2017). «YIMBYs Build Momentum at Conference 2017». Beyond Chron. Consultado em 19 de julho de 2018. Cópia arquivada em 18 de julho de 2017 

Ligações externas editar