246 a.C.

ano
SÉCULOS: Século IV a.C.Século III a.C.Século II a.C.
DÉCADAS: 290 a.C.280 a.C.270 a.C.260 a.C.250 a.C.
240 a.C.230 a.C.220 a.C.210 a.C.200 a.C.190 a.C.
ANOS: 251 a.C.250 a.C.249 a.C.248 a.C.247 a.C.
246 a.C.245 a.C.244 a.C.243 a.C.242 a.C.241 a.C.

EventosEditar

Primeira Guerra PúnicaEditar

  • Décimo-nono ano da Primeira Guerra Púnica.
  • De acordo com o historiador bizantino Zonaras, na epítome de Dião Cássio, a partir deste ano os romanos passaram a escolher várias pessoas para a função de cônsul, mas eles não conseguiram nada de efetivo. Os reveses romanos se devem a que eles, ano após ano, enviaram líderes diferentes, removendo-os da função de general assim que eles aprendiam a arte. Era como se eles estivessem escolhendo para a prática e não para o serviço.[2]

Terceira Guerra SíriaEditar

 Ver artigo principal: Terceira Guerra Síria
  • Antíoco Teos,[Nota 1] que havia sido casado com Laódice, mas a havia repudiado para se casar com Berenice, filha de Ptolomeu II,[3] volta a se apaixonar por Laódice. Laódice, percebendo a instabilidade do marido, que poderia voltar para Berenice, o envenena, e arruma um impostor, Arremão, para fingir que o rei ainda estava vivo, enquanto prepara a sua sucessão.[4]
  • Laódice consegue que seu filho Seleuco Calínico seja nomeado sucessor do seu pai, em detrimento do filho de Berenice. Calínico é um epíteto que se refere às várias vitórias que ele teve, das quais Ussher diz não conhecer nenhuma. Ele também era chamado Pogão, barba em grego.[4]
  • No Egito, Ptolemeu II Filadelfo morre, e é sucedido por seu filho Ptolemeu III Evérgeta, cuja mãe era Arsínoe, filha de Lisímaco.[4]
  • Laódice entrega Berenice e seu filho para Icádio e Geneu/Ceneu, homens importantes de Antioquia, para serem assassinados. Berenice, quando sabe da chegada dos assassinos, se refugia em Dafne, uma cidadela nos subúrbios de Antioquia. Várias cidades da Ásia enviam ajuda a ela.[4]
  • Ptolemeu, temendo pela irmã e o sobrinho, reúne tropas o mais rapidamente que consegue e invade a Ásia.[4]
  • O filho de Berenice cai nos esquemas de Laódice e é assassinado por Ceneu. Berenice o persegue e o fere com uma pedra, e faz seu carro passar sobre o corpo dele.[4]
  • Os assassinos arrumam outro menino, e apresentam ao povo como se fosse o filho de Berenice. Eles enviam uma guarda de mercenários gauleses contra Berenice, que fingem jurar lealdade a ela, e a matam.[4]
  • Três assassinos, Panxriste, Maria e Getósine, colocam o corpo de Berenice na cama, como se ela estivesse ferida, e não morta, para deixar o povo em suspense até a chegada de Ptolemeu.[4]
  • As cidades da Ásia, que apoiaram Berenice, apoiam a invasão de Ptolemeu, pretendendo defender Berenice ou vingar sua morte.[4]
  • Ptolemeu chega, e executa Laódice. Ele marchou até a Babilônia, e conquistou a Celessíria, Selêucia, Síria, Cilícia, as províncias superiores do Eufrates e quase toda a Ásia.[4]
  • Após a conquista da Síria, Ptolemeu Evérgeta vai a Jerusalém e oferece sacrifícios de agradecimento a Deus.[4]

Notas e referências

Notas

  1. O texto de Ussher do ano 246 a.C. traz, incorretamente, Seleuco em vez de Antíoco.

Referências

  1. a b Fasti Capitolini [em linha]
  2. Dião Cássio, Livro XII, 16, preservado em epítome por Zonaras, Livro VIII [em linha]
  3. James Ussher, The Annals of the World 261 BC [em linha]
  4. a b c d e f g h i j k James Ussher, The Annals of the World 246 BC