Adroaldo Costa

advogado, professor, jurista, jornalista e político brasileiro
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Adroaldo Mesquita da Costa (Taquari, 9 de julho de 1894 — Taquari, 1985) foi um advogado, professor, jurista, jornalista e político brasileiro.

Adroaldo Mesquita da Costa
Adroaldo Costa
Nascimento 9 de julho de 1894
Taquari
Morte 1985 (91 anos)
Taquari
Ocupação advogado
político

Filho de Antônio Porfírio da Costa e de Alzira Mesquita da Costa, foi alfabetizado por um professor particular, tendo depois ingressado no Externato Santana, ainda em Taquari.[1] Em 1907 ingressou como interno no Ginásio Nossa Senhora da Conceição, escola de jesuítas, em São Leopoldo (RS), depois entrou para a Faculdade Livre de Direito de Porto Alegre, diplomando-se em 1917.[1]

Foi, no início de 1918, interinamente, promotor público em Taquari, retomando depois a Porto Alegre, onde lecionou português e história nos colégios Anchieta e Júlio de Castilhos.[1] Foi professor na Escola Superior de Comércio de Porto Alegre e participou da criação do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, do qual tornou-se mais tarde presidente perpétuo.[1]

Após a vitória da Revolução de 1930, foi nomeado membro do conselho consultivo do estado do Rio Grande do Sul e, no ano seguinte, iniciou-se na política, ingressando no Partido Republicano Rio-Grandense.[1] Foi deputado à Assembleia Nacional Constituinte no pleito de maio de 1933, depois foi eleito deputado à Assembleia Constituinte Estadual que promulgou a Constituição do estado em junho de 1935.[1]

Após a implantação do Estado Novo, abandonou a atividade política, e voltou a lecionar, assumindo a cadeira de Direito Comercial na Faculdade Livre de Direito de Porto Alegre, na qual se manteve até 1942.[1] Elegeu-se deputado à Assembléia Nacional Constituinte de 1945, pelo PSD.[1] Ainda deputado federal, foi nomeado ministro da Justiça e Negócios Interiores no Governo Gaspar Dutra, cargo em que permaneceu de 7 de novembro de 1947 a 1 de abril de 1950.[1]

Cogitado como candidato à presidência da República, deixou o ministério e retornou a Câmara dos Deputados.[1] Seu nome foi depois vetado e, afastada a possibilidade de concorrer ao pleito presidencial, candidatou-se a deputado federal em 1950, reelegendo-se para a legislatura de 1951 a 1955.[1] Elegeu-se vereador em sua cidade natal, Taquari, cumprindo mandato de 1956 a 1959.[1]

Foi nomeado em 27 de abril de 1964 consultor-geral da República, cargo que exerceu ao longo dos governos Castelo Branco, Costa e Silva e da junta militar[1] , entre abril de 1964 e março de 1967.[2] Participou, entre março de 1976 e abril de 1977, do conselho fiscal da Varig, companhia da qual havia sido um dos fundadores em maio de 1927.[1]

Pertenceu à Sociedade Brasileira de Geografia, ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e à Academia Rio-Grandense de Letras.[1] Foi um dos fundadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, tendo sido catedrático de seu curso de Direito.[1] Foi membro do conselho da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Sul e um dos fundadores do Instituto dos Advogados do Rio Grande do Sul.[1] Foi ainda diretor-geral do Instituto de Direito Social de São Paulo e membro do conselho diretor da Fundação Universidade de Brasília.[1]

Como jornalista, fundou o Diário de Notícias, em Porto Alegre, e contribuiu no Correio do Povo e Diário de Notícias do Rio de Janeiro, tendo usado muitas vezes o pseudônimo de Rui Marçal.[1]

Em 1919 casou-se com Ceci Leite Costa, com quem viria a ter 11 filhos.[1]

Foi agraciado conde pelo Vaticano[3].

Referências


Precedido por
Benedito Costa Neto
Ministro da Justiça
e
Negócios Interiores do Brasil

1947 — 1950
Sucedido por
Honório Fernandes Monteiro


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