Airbnb é um serviço online comunitário para as pessoas anunciarem, descobrirem e reservarem acomodações e meios de hospedagem.

airbnb
Razão social Motor de busca de meios de hospedagem
Publica
Atividade Alojamento local
Fundação agosto 2008
Fundador(es) Brian Chesky, Joe Gebbia e Nathan Blecharczyk
Sede São Francisco (Califórnia)  Estados Unidos
Área(s) servida(s) Mundo
Empregados 5,597 (2020)
Serviços Locação, Hospitalidade
Subsidiárias Luxury Retreats International Inc.

Tilt.com
Accomable
Aibiying
Trooly, Inc.
Deco Software Inc.
Trip4real Experiences, S.L.
Lapka, Inc.
Airbnb UK Limited
HotelTonight

Receita Baixa US$ $3.378 bilhão (2020)
Website oficial www.airbnb.pt
www.airbnb.com.br

ConceitoEditar

Airbnb permite aos indivíduos alugar o todo ou parte de sua própria casa, como uma forma de acomodação extra. O site fornece uma plataforma de busca e reservas entre a pessoa que oferece a acomodação e o turista que busca pela locação. Abrange mais de 500 mil anúncios em mais de 35.000 cidades e 192 países. Desde sua criação em Novembro de 2008 até Junho de 2012, mais de 10 milhões de reservas foram agendadas via Airbnb.[1]

HistóricoEditar

Airbnb foi fundado em Agosto de 2008 por Brian Chesky, Joe Gebbia e Nathan Blecharczyk em São Francisco, na Califórnia. O financiamento inicial foi obtido a partir da incubadora Y Combinator. Mais tarde Greylock Partners, Sequoia Capital e Ashton Kutcher também investiram na empresa.[2]

RegulamentaçõesEditar

No mundo, centenas de cidades possuem restrições para locações de curto prazo.[3] Na Europa, cidades como Barcelona,[4] Amsterdã,[5] Paris e Veneza[6], impuseram restrições à plataforma nesse sentido. Em Paris, por exemplo, os anfitriões não podem alugar seus imóveis por mais de 120 dias por ano e estes devem estar regulares perante a prefeitura e adimplentes com os tributos.[7] [8].

Nos Estados Unidos cidades como Washington D.C.,[9] Los Angeles [10] e Santa Monica, [11] possuem restrições similares.

No Japão a situação não é diferente. A regulamentação nipônica exige registro dos anfitriões para que possam anunciar seus imóveis na plataforma. Ainda assim, limitando em 180 dias por ano o tempo que um imóvel pode ser alugado.[12].

No Brasil ainda não há legislação que regulamente o Airbnb. No entanto, em abril de 2021, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que condomínios residenciais podem impedir o uso de imóveis para locação pelo Airbnb.[13] [14]

Segundo a Quarta Turma do Tribunal, o sistema de reserva de imóveis pela plataforma digital é caracterizado como uma espécie de contrato atípico de hospedagem – distinto da locação por temporada e da hospedagem oferecida por empreendimentos hoteleiros, que possuem regulamentações próprias.

Desse modo, caso a convenção do condomínio preveja a destinação residencial das unidades, os proprietários não poderão alugar seus imóveis por meio de plataformas digitais como o Airbnb. No entanto, a convenção do condomínio pode autorizar a utilização das unidades nessa modalidade de aluguel. A alta rotatividade, que pode ameaçar a segurança, o sossego e a saúde do condomínio, são algumas das justificativas da decisão.

PolêmicasEditar

Assim como o Uber, o Airbnb sofre resistência por setores contrários à chamada economia do compartilhamento.[15] Cidades como Barcelona na Espanha, e Berlim na Alemanha, proibiram o aplicativo, sob o argumento de que ele pode minar setores já estabelecidos da economia, como a rede hoteleira. O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, em Portugal, foi em contramão, e estabeleceu políticas para flexibilizar o controle do aluguel e facilitar o Airbnb, como forma de incentivo ao turismo.[16]

Aderiu recentemente a BDS (Movimento de Boicote a Israel), deixando de oferecer os serviços nas áreas de ocupação israelense, deixando muito insatisfeito o governo de Israel.[17][18]

Referências

  1. airbnb.pt: Airbnb: 10 Milhões de Reservas Efetuadas[ligação inativa]
  2. blog.airbnb.com: No, We’re Not Punking You – Ashton Joins the Airbnb Team!
  3. https://www.airbnb.com.br/help/topic/272/hospedando-com-responsabilidade?_set_bev_on_new_domain=1619032116_MzA3NjA0NWY4YTdi
  4. https://www.bloomberg.com/news/articles/2018-06-06/how-barcelona-is-limiting-airbnb-rentals
  5. https://www.dutchnews.nl/news/2019/02/amsterdam-fails-to-reach-deal-with-airbnb-on-holiday-rental-rules/
  6. https://edition.cnn.com/travel/article/venice-tourism-overcrowding-intl/index.html
  7. https://www.cntraveler.com/story/paris-could-pull-43000-airbnb-listings-by-this-june
  8. https://www.reuters.com/article/us-france-airbnb-idUSKBN19Q1YW
  9. https://shorttermrentalz.com/news/rental-restrictions-washington-dc/
  10. https://www.latimes.com/california/story/2019-10-01/airbnb-short-term-rental-housing-enforcement-delay
  11. https://losangeles.cbslocal.com/2019/12/10/santa-monica-reaches-deal-with-airbnb-over-illegal-listings/
  12. https://www.cntraveler.com/story/nearly-80-percent-of-japans-airbnbs-were-just-removed
  13. https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/20042021-Condominios-residenciais-podem-impedir-uso-de-imoveis-para-locacao-pelo-Airbnb--decide-Quarta-Turma.aspx
  14. https://processo.stj.jus.br/processo/pesquisa/?aplicacao=processos.ea&tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&termo=REsp%201819075
  15. «Sobre Uber e outros: "desafio da economia compartilhada é regulamentação"» 
  16. «Lisboa vai na contramão de Berlim e Barcelona e se abre para o Airbnb» 
  17. «Airbnb vai excluir anúncios de imóveis em assentamentos de Israel na Cisjordânia» 
  18. «Boicote do Airbnb a Israel provoca revolta na Cisjordânia» 

Ligações externasEditar