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Albertina Paraíso

BiografiaEditar

Filha da classe média da cidade, o seu pai, Guilherme Augusto de Sousa Paraíso, era director bancário e sua mãe, Sofia Isilda de Freitas Paraíso, directora de um colégio. Desde cedo se envolveu na política, participa na Revolta do 31 de Janeiro, mas a sua acção no Porto é mais sentida no que respeita à criação de revistas femininas.

Dirigiu o Almanaque das Senhoras Portuguesas e Brasileiras, 1885-1887, e o Almanaque das Senhoras Portuenses, 1889, sentindo que o fulgor revolucionário do Porto estava a quebrar-se decide ir para Lisboa continuar o seu sonho da criação de uma Pátria mais justa para as mulheres.

Na capital vai dirigir uma página “Jornal da Mulher”, no jornal “ O Mundo”. Lança a revista “ Alma Feminina” e aqui vai ter a colaboração de vultos do republicanismo, como Guerra Junqueiro, João Chagas e Teófilo Braga.

Mulher empenhadíssima, vamos vê-la a participar nas manifestações contra a guerra que se adivinhava na Europa e corresponde-se com Ana de Castro Osório a grande referência do feminismo português da época. Mulher sensível e culta, Albertina Paraíso escreve poesias em algumas publicações e ainda jovem cursou Belas Artes no Porto. Graças a isso, divulga diversas pintoras em todas as revistas que vai dirigindo e publicando ao longo da sua vida.

Em 2 de julho de 1902, casou na Igreja Paroquial de São Jorge de Arroios com Manuel Rodrigues Barroca, ourives, natural de Lamego.

Sofria de arteriosclerose, da qual faleceu na Rua do Ataíde, número 17, primeiro andar, da freguesia de São Paulo (Lisboa), aos 90 anos. Ocorreu o funeral no Cemitério dos Prazeres, seguindo para jazigo.

A artéria que a homenageia é uma via recentemente aberta na freguesia de Paranhos, no Porto.

Referências

  1. «Porto: Uma centena de novas ruas». Porto Sempre (35). Janeiro de 2013 
  2. «Paraíso, Albertina, 1864-1954». Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 16 de maio de 2017 
  3. «Jornal da Mulher: Albertina Paraíso». silenciosememorias.blogspot.pt .
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