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Alfredo de Arruda Câmara

Vida PessoalEditar

Alfredo estudou em Monteiro (PB), na escola pública Alagoas e, em 1917, foi para Pernambuco continuar os estudos no Colégio do Triunfo (RE). Inicialmente, desejava entrar para o sacerdócio, por isso, em 1919, foi para o Seminário de Olinda (PE) e se formou lá, no ano de 1925, em Direito Canônico. [1] Mas os estudos não pararam: depois de formado, foi para Roma estudar no Colégio Pio Latino-Americano e na Academia de São Tomás de Aquino, conquistando, em seguida, o doutorado em Filosofia, no ano de 1927.[1] No ano seguinte, se tornou sacerdote oficialmente e continuou morando em Roma para o doutorado em Teologia Dogmática pela Universidade Gregoriana. Depois dessas conquistas, voltou ao país natal.[1]

Em 1929, Câmara foi nomeado cura da catedral e vigário da Paróquia de Pesqueira (PE). Além disso, atuou como pároco substituto em Piedade e em Afogados da Ingazeira. Foi professor de Latim e História da Filosofia em dois locais: no Seminário de Pesquisa, onde também era reitor, e no Seminário de Olinda.[1]

Carreira PolíticaEditar

No mesmo ano de 1929, iniciou sua carreira política, quando entrou para a Aliança Liberal, um movimento que apoiava as candidaturas de Getúlio Vargas, para presidente, e João Pessoa, para vice-presidente, nas eleições de 1930. Devido à vitória dos concorrentes, Júlio Prestes e Vital Soares, algumas partes da Aliança começaram a criar articulações para o nascimento de um movimento armado contra o governo.[1] Com o assassinato de João Pessoa, em 26 de julho de 1930, as movimentações ficaram mais fortes e a guerra começou no dia 3 de outubro do mesmo ano. Arruda Câmara se uniu aos rebeldes, comandados pelo capitão Antônio Muniz de Faria, que tomaram o quartel da Soledade, em Recife, no dia seguinte à eclosão da revolução.[1]

Cinco dias depois, o movimento já estava em grande parte do Nordeste e o chefe militar, Juarez Távora, decidiu que deveriam formar um grupo de destaque, sob o comando de Juraci Magalhães, para ocupar os municípios de Maceió e Aracaju e, depois, a Bahia. Como membro do grupo, Arruda foi preso no dia 20 de outubro, mas foi solto apenas quatro dias depois, pois o presidente Washington Luís havia sido deposto, o que gerou a queda do estado da Bahia.[1]

Durante a revolta do 21º Batalhão de Caçadores contra o governo de Pernambuco, que aconteceu entre os dias 29 e 30 de outubro de 1931, em Recife, Alfredo apoiou o governo e acabou ferido. Os adversários ocuparam Olinda e algumas partes de Recife e mandaram para Lima Cavalcanti uma ordem para que renunciasse, mas este conseguiu o apoio de Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e do governo federal, fazendo com que ganhasse o movimento.[1]

Depois desse fato, a carreira política de Alfredo de Arruda Câmara deslanchou e não parou mais.

Mandatos na Câmara dos DeputadosEditar

  • Deputado Federal Constituinte de 1934 a 1935 pelo Partido Social Democrático (PE) - Data da posse: 15 de novembro de 1933.[2]
  • Deputado Federal: de 1935 a 1937 pelo Partido Social Democrático (PE) - Data de posse: 03 de maio de 1935.[2]
  • Deputado Federal Constituinte de 1946 a 1951 pelo Partido Democrata Cristão (PE) - Data de posse: 05 de fevereiro de 1946.[2]
  • Deputado Federal de 1951 a 1955 pelo Partido Democrata Cristão (PE) - Data de posse: 01 de fevereiro de 1951.[2]
  • Deputado Federal de 1955 a 1959 pelo Partido Democrata Cristão (PE) - Data de posse: 01 de fevereiro de 1955.[2]
  • Deputado Federal de 1959 a 1963 pelo Partido Democrata Cristão (PE) - Data de posse: 01 de fevereiro de 1959.[2]
  • Deputado Federal de 1963 a 1967 pelo Partido Democrata Cristão (PE) - Data de posse: 02 de fevereiro de 1963.[2]
  • Deputado Federal de 1967 a 1970 pelo partido ARENA (PE) - Data de posse: 02 de fevereiro 1967.[2]

Participações na Câmara dos DeputadosEditar

  • Primeiro-Vice-Presidente da Mesa Diretora entre 1935 e 1937.[2]
  • Presidente Interino da Mesa Diretora em 1937.[2]
  • Membro efetivo da Comissão Constituição e Justiça em 1963 e 1967.[2]
  • Suplente da Comissão de Fiscalização Financeira em 1967.[2]
  • Presidente da Comissão de Legislação Social entre 1934 e 1937.[2]
  • Membro da Comissão de Segurança Nacional.[2]
  • Membro efetivo da Comissão da Bacia do São Francisco em 1967.[2]
  • Membro da Comissão do Código Civil em 1967.[2]

Atividades PartidáriasEditar

  • Liderança da Bancada do Partido Social Democrático de Pernambuco.[2]
  • Participação na fundação do Partido Democrático de Pernambuco.[2]
  • Câmara dos Deputados entre os anos de 1933 e 1935.[2]
  • Fundação do Partido Democrata Cristão (PDC) em 1945.[2]
  • Liderança do PDC na Câmara dos Deputados entre 1951 e 1955.[2]
  • Presidência do Diretório Central do PDC entre 1951 e 1955.[2]

Atividades ParlamentaresEditar

  1. Vetou o Projeto de Lei 3634/66, isentando os tributos para aparelhos e equipamentos médico-hospitalares -  membro da comissão - 1967.[2]
  2. Vetou o Projeto de Lei 3663/66, autorizando a instituição, pelo Poder Executivo, da Fundação Universitária do Maranhão - membro da comissão - 1967.[2]
  3. Vetou o Projeto de Lei 31/67, estabelecendo normas para o funcionamento do Conselho de Justificação - Presidente da comissão - 1967.[2]
  4. Criou a PEC 4/67, criando a uma nova redação para os artigos 76 e 77 da Constituição Federal - membro da comissão - 1967.[2]
  5. Criou o Projeto de Lei 8/68, criando uma nova redação para o artigo 75 da Lei 5292/67, exigindo a prestação de serviço militar pelos estudantes de Medicina, Farmácia, Odontologia e Veterinária e pelos profissionais atuantes dessas áreas - Vice-Presidente - 1968.[2]
  6. Membro efetivo da Comissão de Constituição e Justiça em 1963.[2]
  7. Vetou o Projeto de Lei 35/67, que incluiu no artigo 171 da Lei 4328/64 o Clube dos Oficiais da Reserva e Reformados da Marinha, a Associação de Taifeiros da Armada e o Clube Beneficente dos Sargentos da Marinha - membro - 1968.[2]
  8. Vetou o Projeto de Lei 1309/68, que discursava sobre a extirpação e o transplante de órgãos para finalidades terapêuticas e científicas - membro - 1968.[2]
  9. Vetou o Projeto de Lei 43/68, que dizia respeito aos estímulos fiscais às indústrias de fabricação de empilhadeiras - membro - 1968.[2]
  10. Vetou o Projeto de Lei 1450/68, que cancelava a possibilidade de punição de crimes de sonegação fiscal previstos na lei 4729/65, criando outras providências - membro - 1968.[2]
  11. Vetou o Projeto de Lei 2803/68, que acrescentava um parágrafo sobre a aposentadoria dos Jornalistas profissionais ao artigo da lei 3529/59 - membro - 1968.[2]

Obras PublicadasEditar

  • Guia do Seminarista - tradução[2]
  • Discursos na Constituinte e na Câmara [2]
  • Na Tribuna e no Púlpito [2]
  • Casamento Indissolúvel[2]
  • Contra o Comunismo[2]
  • Ação Parlamentar[2]
  • A Família e as Imagens[2]
  • Em Defesa da Família[2]
  • A Família e o Divórcio[2]
  • Preservação da Família e das Tradições[2]
  • A Batalha do Divórcio[2]
  • O Espírito Santo[2]
  • Traços de Minha Vida[2]
  • O Direito da Família[2]
  • O Projeto de Código Civil[2]

Referências

  1. a b c d e f g h i «Alfredo de Arruda Câmara - CPDOC» (PDF). CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 31 de outubro de 2017 
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah ai aj ak al am an ao ap aq ar as at au av aw «Conheça os Deputados». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 30 de setembro de 2018 
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