Abrir menu principal
Disambig grey.svg Nota: Se procura outro significado de ADA, veja ADA.
Amigos dos Amigos
Fundação 1994
Local de fundação Rio de Janeiro, Brasil.
Anos ativo 1994 –presente
Território (s)  Brasil
Atividades Assassinatos, assaltos, tráfico de drogas, extorsão, rebeliões e atividades terroristas.
Aliados PCC,
Rivais CV, LJ, EC, FDN, SDC,

CRBC, TCC, SS, CDL, PGC

Amigos dos Amigos [1][2], conhecida pela sigla A.D.A., é uma das três maiores [2] organizações criminosas da cidade do Rio de Janeiro [1][2]. A facção surgiu em 1994. O nome original "Amigos dos Amigos" foi dado pela união do TC (Terceiro comando) com o traficante conhecido como Pintoso. Foi durante o início da década de 2000 aliada ao Terceiro Comando até a sua extinção. Desde o início rivalizou com o Comando Vermelho e com o Terceiro Comando Puro, a partir da criação deste último.[3]

A facção vem sendo considerada, desde 2017, como decadente, e especula-se sobre sua possível extinção.[4]

O ADA já possui ramificações em outros estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Bahia e Maranhão

HistóriaEditar

A facção surgiu dentro dos presídios do Rio de Janeiro, entre 1994 a 1998, logo se aliando ao Terceiro Comando, para diminuir o poderio do Comando Vermelho. Seu fundador, Ernaldo Pinto de Medeiros, o , foi expulso do Comando Vermelho após matar o então líder da facção, Orlando Jogador. Na cadeia, se uniu a Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém e a José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha.

Em 11 de setembro de 2002, em uma rebelião no Complexo de Gericinó, Fernandinho Beira-Mar e seus comparsas mataram Uê e ameaçam Celsinho da Vila Vintém, que para escapar da morte, fingiu se aliar ao Comando Vermelho, sendo por isso acusado, por parte dos membros do Terceiro Comando, de traidor. Este fato decretou o fim do Terceiro Comando e a debandada de todos os seus membros, ou para a A.D.A., ou para o TCP.[3]

Em 2004, a facção passou a controlar a Rocinha, maior favela do Rio, após a guerra entre os traficantes Lulu e Dudu da Rocinha, ambos do CV. Sentindo-se traídos pela facção, o grupo de Lulu, morto pela polícia após os confrontos, decidiu migrar para a A.D.A.

A Rocinha só foi "perdida" pela facção em 2011, com a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora. O último líder da facção era Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, preso pela polícia. No entanto a facção criminosa continua tendo influência na comunidade, mesmo com a UPP.

Após a prisão de Nem, o traficante Rogério Avelino da Silva o Rogério 157 foi decretado o novo chefe da Rocinha.

Em 2017, após Rogério 157 superfaturar o preço dos produtos, cobrar altas taxas de vendedores na comunidade da Rocinha e expulsar Danúbia de Souza Rangel a mulher do traficante Nem, da comunidade, Nem tenta expulsar Rogério da Rocinha mandando três comparsas para a comunidade. Os mesmos são encontrados mortos pela polícia. Iniciando assim uma guerra na Rocinha. Posteriormente a Rocinha passou a ser controlada pelo Comando Vermelho, depois de Rogério 157 ter pulado para aquela facção.[4]

Em 2017 chegou a ser esboçada uma união com o TCP, que geraria a facção no caso foi o TCA - Terceiro Comando dos Amigos - mas esta proposta foi abortada no final de 2017.[4] Ao longo de 2018, o ADA perdeu diversos de seus territórios, sobrevivendo basicamente apenas na Vila Vintém e em algumas favelas fora da capital.[4]

Principais LíderesEditar

Nome Apelido Status Local de atuação Observação
Ernaldo Pinto de Medeiros Fundador e idealizador da facção - morto
Paulo César Silva dos Santos Linho desaparecido - Um dos fundadores da facção, os integrantes fazem a letra "L"em sua alusão até os dias de hoje
Celso Luís Rodrigues Celsinho da Vila Vintém preso Complexo Penitenciário de Gericinó Único fundador da facção ainda em atividade
José Carlos dos Reis Encina Escadinha morto - -
Erismar Rodrigues Moreira Bem-Te-Vi morto - -
Pedro Machado Lomba Neto Pedro Dom morto - -
Celso Pinheiro Pimenta Playboy morto - -
João Rafael da Silva Joca da Rocinha Preso - -
Rogerio Rios Mosqueira Roupinol morto - Foi um dos que levou a facçao para Macaé/RJ

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b Christovam Barcellos e Alba Zaluar (2014). «Homicídios e disputas territoriais nas favelas do Rio de Janeiro (especialmente páginas 97 a 100)» (PDF). Revista de Saúde Pública. Consultado em 25 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 25 de fevereiro de 2017 
  2. a b c Fernando Lannes-Fernandes (Janeiro de 2005). «Os discursos sobre as favelas e os limites ao direito à cidade (especialmente página 3)» (PDF). Periódico Cidades (Presidente Prudente: Grupo de Estudos Urbanos. Consultado em 25 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 25 de fevereiro de 2017 
  3. a b Procurados.org. «Terceiro Comando». Consultado em 14 de dezembro de 2011. Arquivado do original em 25 de novembro de 2011 
  4. a b c d Cecília Olliveira, Yuri Eiras (13 de Dezembro de 2018). «O fim de uma facção». The Intercept Brasil. Cópia arquivada em 14 de dezembro de 2018 

BibliografiaEditar