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Anita Peçanha

7.ª Primeira-dama da República Federativa do Brasil
Anita Peçanha
7.ª Primeira-dama do Brasil
Período 14 de junho de 1909
até 15 de novembro de 1910
Presidente Nilo Peçanha
Antecessor Guilhermina Penna
Sucessor Orsina da Fonseca
4.ª Segunda-dama do Brasil
Período 15 de novembro de 1906
até 14 de junho de 1909
Vice-presidente Nilo Peçanha
Antecessor Guilhermina Penna
Sucessor Maria Pereira Gomes
Primeira-dama do Rio de Janeiro
Período 31 de dezembro de 1914
até 7 de maio de 1917
Governador Nilo Peçanha
Antecessor Julieta Botelho
Sucessor Laurecênia Guimarães
Período 31 de dezembro de 1903
até 1 de novembro de 1906
Governador Nilo Peçanha
Antecessor Luísa Costa
Sucessor Julieta Botelho
Dados pessoais
Nascimento 21 de março de 1876[1]
Campos dos Goytacazes, RJ
Morte 9 de abril de 1960 (84 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade brasileira
Cônjuge Nilo Peçanha (1895–1924)

Anna de Castro Belisário Soares de Sousa Peçanha (Campos dos Goytacazes, 21 de março de 1876Rio de Janeiro, 9 de abril de 1960) foi a esposa do 7.º Presidente do Brasil, Nilo Peçanha e a primeira-dama do Brasil de 1909 a 1910. Foi também a segunda-dama do Brasil de 1906 até a morte de Affonso Penna em 1909.[2][3]

Índice

BiografiaEditar

Família e primeiros anosEditar

Anna, cujo apelido era Anita, nasceu em 21 de março de 1876[1] em uma família aristocrata brasileira, em Campos dos Goytacazes.

Seu pai, o advogado João Belizário Soares de Sousa[4], era primo do visconde do Uruguai e filho de Bernardo Belizário Soares de Sousa, conselheiro do Império. Sua mãe, D. Anna Rachel Netto Ribeiro de Castro[4], era filha de José Ribeiro de Castro, Visconde de Santa Rita, sendo, portanto, neta partena do primeiro Barão de Santa Rita e materna do Barão e da Viscondessa de Muriaé.

"Era de pequena estatura, mas elegantíssima e de cativante beleza. A fronte altiva e o andar firme revelavam rara personalidade. Talvez um pouquinho de orgulho. (...) Dera-lhe o pai instrução requintada. Aprendera piano com o famoso professor italiano Carlos Reinolds; sua governanta Augusta Jaeger, ilustre mestra de Hamburgo, ensinara-lhe alemão e francês e a exercitara na equitação. Era campista do coração de Campos, pois nascera no solar do avô materno, o Visconde de Santa Rita à rua 7 de Setembro." — relatou Brígido Tinoco no seu "A Vida de Nilo Peçanha".[5]

Casamento e filhosEditar

No dia 6 de dezembro de 1895[4], na Igreja de São João Batista da Lagoa, no Rio de Janeiro, Anita casou-se com Nilo Procópio Peçanha, pelas mãos do Padre Pelinca, antigo vigário da paróquia de São Salvador de Campos dos Goytacazes. A lua de mel foi no Hotel White, no Alto da Boa Vista. O casamento foi um escândalo social, pois ela deixou a casa paterna para viver com uma tia e, assim, poder se casar com Nilo Peçanha, um sujeito pobre e mulato, embora político promissor. Anita e Nilo tiveram quatro filhos: Íris, Nilo, Zulma e Mário Nilo, mas todos faleceram após o nascimento.[6]

Foram muitas as represálias sociais sofridas pelo casal, a Baronesa de Monte de Cedro (Francisca Antonia Ribeiro de Castro Carneiro da Silva) cortou relações com sua prima e melhor amiga, sendo seguida pela Viscondessa de Quissamã (Anna Francisca Ribeiro de Castro Carneiro da Silva) e pela Condessa de Araruama (Rachel Francisca de Castro Netto Carneiro da Silva)[carece de fontes?].

Numa ocasião em que Anita esteve hospedada na Fazenda Bertioga, região serrana de Macaé, propriedade de sua prima Julia Nogueira da Gama e Gavinho, ficou encantada com o talento do cozinheiro campista Luís Cipriano Gomes, aliciando o serviçal de sua parenta, levando-o para o Rio de Janeiro. O Cipriano serviu ao casal Peçanha no Palácio do Catete, sendo avô materno de Angenor de Oliveira, o célebre Cartola[7].

Primeira-dama do BrasilEditar

Anita tornou-se primeira-dama do Brasil com a posse de Nilo Peçanha como Presidente da República em 14 de junho de 1909, que na qualidade de vice-presidente, assumiu em virtude do falecimento do Presidente Affonso Penna ocasionado por uma pneumonia.[8]

Ela foi uma mulher atuante, participativa e atenta as obrigações em que o mundo social e político lhe propuseram, tendo sido uma companheira incondicional, além de ter garantido o sucesso da carreira política de Nilo Peçanha.[5]

Enquanto primeira-dama, Anita e seu marido passaram um único verão no Palácio Rio Negro, durante cinquenta dias entre dezembro de 1909 e janeiro de 1910. O pouco tempo que passaram na residência oficial de verão do Presidente do Brasil, deu-se por conta de uma enfermidade que acometeu a primeira-dama.[5]

A Tribuna de Petrópolis relatou o fato na coluna "Ecos e Fatos":

"O Excelentíssimo Senhor Dr. Nilo Peçanha, ilustre Presidente da República, subirá para esta cidade afim de que a sua digna consorte Madame Anita Peçanha convalesça aqui da grave enfermidade, de que a distinta senhora acaba de ser acometida [...] Sua Excelência, como já noticiamos, só descerá ao Rio de Janeiro, para dar as audiências públicas, realizando os despachos coletivos do Ministério, nesta cidade, no Palácio Rio Negro".[5]

No dia 7 de março de 1910, Nilo e Anita Peçanha receberam no Palácio representantes do corpo diplomático que moravam nas serras cariocas de Petrópolis.

Em 2 de abril do mesmo ano, o casal Peçanha recebeu cerca de trezentos convidados nos salões do Palácio Rio Negro, em decorrência de uma festa em homenagem a sociedade petropolitana, entre os quais encontravam-se ministros de Estado, membros do corpo diplomático e famílias importantes. A banda do Corpo de Bombeiros e a orquestra dos Marinheiros Nacionais tocaram no evento social promovido pelo Presidente e pela Primeira-dama do Brasil.[5]

MorteEditar

Anita sobreviveu trinta e seis anos ao seu finado marido, vindo a falecer em 9 de abril de 1960, aos oitenta e quatro anos.

Referências

  1. a b «Coluna Enterros - Viuva de Nilo Peçanha - edição do jornal Diário Carioca». Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. 12 de abril de 1960. Consultado em 24 de janeiro de 2019 
  2. «Museu da República». Instituto Brasileiro de Museus. 1 de maio de 2011. Consultado em 24 de janeiro de 2019 
  3. «Anais do Senado - 1970» (PDF). Secretaria Especial de Editoração e Publicações - Subsecretaria de Anais do Senado Federal. Consultado em 24 de janeiro de 2019 
  4. a b c «AS GRANDES DAMAS DO RIO NEGRO NA REPÚBLICA VELHA, da Tribuna de Petrópolis, edição de 20/05/2001». Instituto Histórico de Petrópolis. Consultado em 24 de janeiro de 2019 
  5. a b c d e «As grandes damas do Rio Negro na Republica Velha // Francisco Jose Ribeiro de Vasconcellos». ihp.org.br. Consultado em 13 de junho de 2019 
  6. «150 anos de Nilo Peçanha». Jornal Terceira Via. 2 de setembro de 2017. Consultado em 24 de janeiro de 2019 
  7. «Amor proibido». Curta Botafogo. Consultado em 11 de fevereiro de 2019 
  8. «Biografia de Nilo Peçanha». eBiografia. Consultado em 13 de junho de 2019 

Ver tambémEditar

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Primeira-dama do Brasil
19091910
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Segunda-dama do Brasil
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