António Cipriano «Badajoz»

toureiro português

António Badajoz, nome artístico de António Pereira Cipriano (Coruche, 22 de setembro de 1922[1]) é um toureiro português.

António Cipriano «Badajoz»
Nascimento António Pereira Cipriano
22 de setembro de 1922
Coruche
Cidadania Portugal
Ocupação toureiro

Destacado bandarilheiro profissional, foi aprendiz de ferrador numa oficina de Coruche antes de se dedicar profissionalmente à arte de tourear.[2] Ensinado pelo praticante Francisco Susana,[3] em Coruche, passou a profissional na Praça de Touros do Campo Pequeno, em 9 de setembro de 1949, data da alternativa concedida por Manuel Segarra.[4] Já profissional, começou a ensinar a arte ao seu irmão mais novo, Manuel Cipriano «Badajoz», que seguiria os passos do primogénito, tomando a alternativa de bandarilheiro em 1953. Os irmãos «Badajoz» fariam, a partir daí, boa parte das suas carreiras toureando juntos.[5]

Nos anos 1960 António Badajoz integrou a quadrilha do matador Manuel dos Santos, com José Tinoca e Manuel Barreto, uma formação de tal modo competente que o público e a crítica chamava de Quadrilha-Maravilha.[6] Além de Manuel dos Santos, vestiu-se igualmente de prata nas quadrilhas de Francisco Mendes, José Júlio e José Trincheira e de um conjunto importante de cavaleiros tauromáquicos — João Branco Núncio, Luís Miguel da Veiga, José João Zoio, Emídio Pinto, Manuel Jorge de Oliveira e Paulo Caetano.[7]

Os irmãos António e Manuel Badajoz fundaram nos anos 1950 a Escola de Toureio de Coruche, que viria a originar o aparecimento de vários bandarilheiros e matadores — entre estes, José Simões, Ricardo Chibanga, José Falcão, Óscar Rosmano, Parreirita Cigano e Vítor Mendes os últimos alunos desta escola foram José Alexandre e João Carlos Lorena. Levando o nome de Coruche além fronteiras.[8][9]

António Badajoz despediu-se do público no Campo Pequeno, em 5 de setembro de 1991, sendo sucedido pelo seu irmão Manuel, em 11 de outubro de 1992.[10]

Em 2009, no Núcleo Tauromáquico do Museu de Coruche, foi inaugurada a exposição António Badajoz,[11] por ocasião dos seus 60 anos de alternativa.[12]

Em 06 de julho de 2019 realizou-se uma tourada em homenagem a Manuel Badajoz, na praça de Coruche, em Santarém que acabou com cavaleiros e forcados feridos.

Ana Batista e João Moura Júnior sofreram “aparatosas colhidas” quando lidavam o segundo e sexto touros, respetivamente, e tiveram de ser assistidos e transportados para o Hospital de Santarém. A colhida violenta de João Moura Jr fez com que o seu cavalo, batizado de Xeque-Mate, sofresse uma fratura exposta. O animal foi abatido.

Os forcados João Ventura e Luís Fera também sofreram ferimentos graves quando pegavam o quinto touro. Ventura perdeu os sentidos na arena, enquanto que Fera sofreu uma fratura no maxilar e teve de ser transportado de helicóptero para o Hospital de São José, em Lisboa onde se encontra em coma induzido.[13]

Referências