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Armando de Castro
Nome completo Armando Fernandes de Morais e Castro
Nascimento 18 de julho de 1918
Porto
Morte 16 de junho de 1999 (80 anos)
Nacionalidade português
Ocupação economista, advogado, historiador, investigador e professor universitário
Prémios Grande Prémio de Ensaio (1965) SPE

Armando Fernandes de Morais e Castro (Porto, 18 de Julho de 191816 de Junho de 1999) foi um economista, advogado, historiador, investigador e professor universitário português.

Índice

BiografiaEditar

Armando Fernandes de Morais e Castro nasceu em 18 de julho de 1918, no Porto.[1] Filho de Irene Fernandes de Morais e Castro e teve como irmãs Irene de Castro e Maria Carolina Campos.

Licenciou-se em Ciências Jurídicas (1941) e em Ciências Político-Económicas (1942) pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.[1]

Foi, desde 1935 até ao fim da sua vida, militante do Partido Comunista Português.[2]

Por razões exclusivamente políticas viu-se impedido de prosseguir a carreira académica, pelo que se viu obrigado a exercer a advocacia até à queda da ditadura ocorrida na Revolução de 25 de Abril de 1974.

A partir de 1974 foi professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, presidindo ao Conselho Directivo dessa instituição até ao limite de idade, em 1988.

Os seus estudos históricos e económicos dedicaram-se à compreensão da realidade portuguesa, apesar de durante muitos anos lhe ter sido vedado o acesso às bibliotecas das faculdades.

Armando de Castro dedicou-se à Economia Política, História do Pensamento Económico, Epistemologia e Gnoseologia. No que diz respeito à Economia Política dedicou-se aos seus fundamentos teóricos, tratando de assuntos como a teoria do valor e a inflação.

Armando de Castro morreu em 16 de Junho de 1999.[1][2]

Ainda em vida, doou o seu património pessoal de investigação científica à Universidade do Porto, estabelecendo como condição que o mesmo ficasse depositado na sua Faculdade de Economia.[3]

HomenagensEditar

Em 1965, a Sociedade Portuguesa de Escritores atribuiu o Grande Prémio de Ensaio à sua obra Evolução Económica de Portugal nos Século XII a XV.[4][5]

Armando Castro foi distinguido com a Medalha de Ouro de Mérito da Cidade do Porto, atribuída em 13 de julho de 1995 e entregue em 26 de setembro de 1996.[6]

A Assembleia da República aprovou, por unanimidade, em 17 de junho de 1999, um voto de pesar pelo falecimento de Armando Castro, tendo, no final da votação, sido guardado um minuto de silêncio.[7]

Em 14 de julho de 2018, o Partido Comunista Português realizou, no Porto, uma sessão de homenagem a Armando Castro, por altura do centenário do seu nascimento.[8]. Nessa sessão, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, proferiu uma intervenção evocativa da vida e obra do homenageado.[9]

Bibliografia principalEditar

  • Alguns aspectos da agricultura nacional. Coimbra : Coimbra Editora, 1945. Coleção Cultura Económica, n.º 1.[10]
  • Introdução ao estudo da economia portuguesa : fins do séc. XVIII a princípios do séc. XX. S.l., s.n., 1947. Coleção Biblioteca Cosmos[11]
  • Algumas exigências económicas da reorganização industrial em face da integração económica europeia. Lisboa : s.n., 1960.[12]
  • A evolução económica de Portugal dos séculos XII a XV. 10 vols. Vols. 1 a 9, Lisboa : Portugália Editora, 1964-1975. Vol. 10, Porto : Limiar, 1975.[13]
  • Ensaios sobre cultura e história. Porto : Editorial Inova, 1969. Coleção Civilização Portuguesa, n.º 4.[14]
  • O que é a inflação (porque sobem os preços). Lisboa : Edições 70, 1970.[15]
  • A dominação inglesa em Portugal. Porto : ed. a., 1972. Coleção Textos, n.º 4.[16]
  • A economia portuguesa do século XX (1900/1925). Lisboa : Edições 70, 1973. Coleção Biblioteca 70.[17]
  • O sistema colonial português em África : meados do século XX. Lisboa : Editorial Caminho, 1978. Coleção Caminho, Temas Políticos e Sociais, n.º 39.[18]
  • As ideias económicas no Portugal medievo (séculos XIII a XV). Lisboa : Instituto de Cultura Portuguesa, 1978. Coleção Biblioteca Breve, n.º 13.[19]
  • As doutrinas económicas em Portugal na expansão e na decadência (séculos XVI a XVIII). Lisboa : Instituto de Cultura Portuguesa, 1978. Coleção Biblioteca Breve, n.º 25.[20]
  • O pensamento económico no Portugal moderno : (de fins do século XVIII a começos do século XX). Lisboa : Secretaria de Estado da Cultura, 1980. Coleção Biblioteca Breve, n.º 48.[21]
  • A evolução económica de Portugal dos séculos XII a XV. Lisboa : Secretaria de Estado da Cultura, 1980. Coleção Biblioteca Breve, n.º 48.[22]
  • Camões e a sociedade do seu tempo. Lisboa : Editorial Caminho, 1980.[23]
  • Lições de história de Portugal. Lisboa : Caminho, 1982. Coleção Biblioteca Universidade Popular, n.º 2.[24]
    • As classes populares na formação, consolidação e defesa da nacionalidade : sécs. XII a XV.
  • Lições de Economia. Lisboa : Editorial Caminho, 1983. Coleção Biblioteca Universidade Popular, n.º 1.[25]
  • História económica de Portugal. Lisboa : Caminho. 1.º vol., 1985; 2.º vol. : séculos XII a XV, 1978; 3.º vol. : séculos XV e XVI, 1985.[26]
  • Teoria do sistema feudal e transição para o capitalismo em Portugal. Lisboa : Editorial Caminho, 1987. Coleção Universitária, n.º 20.[27]

Alguns escritos sobre Armando CastroEditar

Referências

  1. a b c Bastien, Carlos (2002). «A obra económica de Armando Castro» (PDF). Boletim de Ciências Económicas. 45: 3 (5) - 6 (8). Consultado em 21 de janeiro de 2019 
  2. a b «Faleceu Armando Castro», in Avante!, n.º 1334, 24 de junho de 1999. Consultado em 10 de fevereiro de 2019.
  3. Notícias da Universidade do Porto, de 14 de outubro de 2018. Consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  4. Redacção (19 de Maio de 1965). «Foram atribuídos os prémios literários da Sociedade Portuguesa de Escritores». Diário de Lisboa (via Casa Comum). p. 2. Consultado em 21 de janeiro de 2019 
  5. Redacção (19 de Maio de 1965). «Foram atribuídos os prémios literários da Sociedade Portuguesa de Escritores» (PDF). República (via Hemeroteca Municipal de Lisboa). p. 7. Consultado em 21 de janeiro de 2019 
  6. Medalhas atribuídas pela Câmara Municipal do Porto. Consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  7. Diário da Assembleia da República, VII legislatura, 4.ª sessão legislativa (1998-1999), I série, n.º 95, de 18 de julho de 1999, pp. 3410-3412. Consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  8. «A vida e a obra de Armando Castro em destaque no Porto» in Avante! n.º 2329, de 19 de julho de 2018. Consultado em 10 de fevereiro de 2019.
  9. Centenário de Armando Castro : um legado que perdura Consultado em 10 de fevereiro de 2019.
  10. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 10 de fevereiro de 2019.
  11. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 10 de fevereiro de 2019.
  12. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 10 de fevereiro de 2019.
  13. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  14. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  15. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  16. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  17. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  18. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  19. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  20. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  21. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  22. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  23. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  24. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 10 de fevereiro de 2019.
  25. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  26. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  27. Catálogo Geral da Biblioteca Nacional, consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  28. Consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  29. Consultado em 10 de fevereiro de 2019.
  30. Consultado em 9 de fevereiro de 2019.
  31. Consultado em 9 de fevereiro de 2019.
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