As Tranças de Maria

filme de 2003 dirigido por Pedro Carlos Rovai

As Tranças de Maria é um filme de drama brasileiro de 2003, dirigido por Pedro Carlos Rovai e escrito por Carmo Bernardes, Miguel Borges e Beriani Ortêncio. Baseado em um romance de Cora Coralina, o filme é protagonizado por Patrícia França como uma jovem do interior que não se conforma com seu casamento forçado. O elenco secundário é composto por Ilya São Paulo, Heloísa Millet, Maria Ribeiro e José Dumont.[1]

As Tranças de Maria
As Tranças de Maria
Pôster promocional do filme.
 Brasil
2003 •  cor •  85 min 
Gênero drama
Direção Pedro Carlos Rovai
Produção Celso Martins
Produção executiva
  • Noêmia Duarte
  • Virginia Limberger
Roteiro
Narração Lima Duarte
Elenco
Música
  • Luiz Avellar
  • Joaquim Jayme
  • Guilherme Vaz
Cinematografia Claudio Portiolli
Direção de arte Sebastião de Souza
Edição Sonia Garcia
Companhia(s) produtora(s) Tietê Produções Cinematográficas
Lançamento 13 de março de 2003
Idioma português

Sinopse

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A história se passa em 1950 e tem como protagonista Maria (Patrícia França) , uma jovem cabocla de longas tranças que descem até sua cintura. Ela vive com seu pai, o rude e machista capataz Oração (José Dumont), e sua mãe Jacinta (Heloísa Millet), uma mulher submissa. Os pais têm planos de casar Maria com o vaqueiro Izé (Ilya São Paulo), considerado um bom rapaz e apaixonado por ela. No entanto, Maria possui suas próprias vontades e não está disposta a aceitar um casamento imposto. Questionando o papel da mulher em uma sociedade onde ela é privada de voz e liberdade, Maria decide mudar o rumo de sua vida. Ao descobrir a existência de uma grande cobra no rio, ela compreende que seu destino oferece poucas opções.[2]

Elenco

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Ator/Atriz Personagem
Patrícia França Maria
Ilya São Paulo Izé da Abadia
José Dumont Oração
Maria Ribeiro Sá Virgila
Heloísa Millet Jacinta
Venerando Ribeiro Coronel João Jocacoronel
Sandra Abraão Dona Nenzinha
João Luiz Pompeu de Pina Capataz
Lima Duarte Narrador
Eliane Alcântara Almeida Professorinha
Evandro José Araújo Rapaz da fazenda
Ramon Borrás Batista Amigo do Izé
Rose Borges Maria Rosa
Brasilete Ramos Caiado Senhora Sarau
Simone Camargo Cardoso Menina de trança
Flávio da Cunha Menino
Ana Maria Rodrigues da Silva Lavadeira que canta
Aldair da Silveira Aires Político
Maxiléia Alessandra de Oliveira Amiga de Maria
Clarisse Dias Cartomante
João Carlos Almeida do Carmo Esfolador da cobra
Itamar Gonçalves Tonico Damascena
Dimitri Gabriel Homar Mascate
Eugênio Fleury Jardim Companheiro de viola
Flavia Marques dos Santos Amiga de Maria
Alberico Luiz Moreira Caçador
Nilton Pinto Escrivão
José Célio Posse Menino
Ana Maria da Silva Rodrigues Amiga de Maria
Maria das Graças Siqueira Lavadeira
Antonio Vicente de Paula Souza Caçador

Produção

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Baseado em um conto homônimo da renomada escritora Cora Coralina, o cineasta Pedro Carlos Rovaiassume a direção do longa-metragem As Tranças de Maria. A obra é uma adaptação do conto presente no livro "Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais". As filmagens ocorreram na cidade de Corumbá de Goiás, em Goiás, no ano de 1997. Em março do mesmo ano, o filme entrou na etapa de finalização, com previsão de conclusão em maio. Com um orçamento de R$ 1,6 milhão, a produção é estrelada por Patrícia França.[3]

Patrícia França assume o papel de Maria, uma jovem filha de um agregado de fazenda que, na década de 50, é forçada pelo pai a se casar com um homem respeitado, porém, que ela não ama.[3] Sentindo-se oprimida, Maria se rebela contra esse casamento arranjado, foge do noivo e se entrega a uma vida de introspecção e autodescoberta.[3]

Segundo relatos de Pedro Rovai, diretor do filme, "O noivo fica enlouquecido, o pai fica envergonhado e o dono da fazenda fica furioso".[3] A temática explorada por Cora Coralina é exatamente essa: a insubmissão da mulher.[3] As Tranças de Maria é uma obra cinematográfica de grande poesia, porém, do ponto de vista narrativo, é um desafio manter o espectador envolvido na trama. Por isso, buscamos criar um intricado rendilhado de imagens para cativar a atenção do público.[3]

Na trama do filme, o desaparecimento misterioso de Maria provoca um alvoroço entre os vizinhos, tornando-se objeto de comentários que ecoam nas portas das igrejas.[3] O noivo de Maria, um vaqueiro temido e conhecido na região, fica desesperado com a situação. A introspecção da protagonista é representada simbolicamente por sua personagem sendo engolida por uma sucuri, em uma transposição obediente ao tom de realismo fantástico presente no poema de Cora Coralina. O cineasta Pedro Rovai destaca que a cobra é um elemento feminino que simboliza a sabedoria em muitas mitologias.[3] O diretor enfatiza sua intenção de não criar um filme que seja um clone de produções americanas, mas sim uma obra com uma carga profundamente brasileira. Ele ressalta a importância da paisagem do cerrado, com sua tonalidade amarela e ensolarada, transmitindo autenticidade e verdade à narrativa da obra.[3]

Lançamento

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Em maio de 2003, foi apresentado na mostra competitiva do Cine Ceará-Festival Iberoamericano de Cinema, em Fortaleza.[4] Nos cinemas do Brasil, foi lançado a partir de 13 de março de 2003.[carece de fontes?]

Recepção

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Prêmios e indicações

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As Tranças de Maria foi premiado no Festival de Cinema e TV de Natal em 2004, recebendo os títulos de Melhor Montagem, Melhor Fotografia, Melhor Roteiro e Melhor Ator Coadjuvante para José Dumont.[carece de fontes?] Além disso, também conquistou o Prêmio da Imprensa - Troféu Samburá de Melhor Filme de Longa-metragem no Cine Ceará-Festival Iberoamericano de Cinema em 2003.[carece de fontes?]

Referências

  1. AdoroCinema, As Tranças de Maria, consultado em 21 de maio de 2023 
  2. Hsu (16 de janeiro de 2019). «Diário de um Cinéfilo: As tranças de Maria». Diário de um Cinéfilo. Consultado em 21 de maio de 2023 
  3. a b c d e f g h i «Folha de S.Paulo - Cora Coralina volta em teatro e cinema - 17/03/97». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 21 de maio de 2023 
  4. «Folha de S.Paulo - Cine PE começa com disputa entre 6 inéditos - 24/04/2003». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 21 de maio de 2023 

Ligações externas

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