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Augusto Frederico Schmidt

Augusto Frederico Schmidt
Nascimento 18 de abril de 1906
Rio de Janeiro
Morte 8 de fevereiro de 1965 (58 anos)
Rio de Janeiro
Cidadania Brasil
Ocupação poeta, escritor

Augusto Frederico Schmidt (Rio de Janeiro, 18 de abril de 1906Rio de Janeiro, 8 de fevereiro de 1965) foi poeta da segunda geração do Modernismo brasileiro; falou de morte, ausência, perda e amor em seus poemas.

Índice

BiografiaEditar

Foi ainda assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República do Brasil[1] e embaixador do Brasil na ONU e na então Comunidade Econômica Europeia.

Foi também editor, dono da Livraria Schmidt Editora, no Rio de Janeiro. Foi casado com Yedda Ovalle Schmidt.

ObraEditar

Entre seus principais livros estão O Galo Branco (1948), Estrela Solitária (1940) e Prelúdio à Revolução. Como editor, publicou livros importantes como Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, e Caetés, de Graciliano Ramos. Em sua fase inicial, foi também o principal editor dos escritores integralistas principalmente de Plínio Salgado.

CarreiraEditar

Além de poeta, Augusto Frederico Schmidt também foi presidente do Club de Regatas Botafogo entre 1941 e 1942. Um de seus últimos atos de sua gestão foi idealizar a fusão do clube que presidia com o homônimo de futebol, Botafogo Football Club, criando assim o Botafogo de Futebol e Regatas. A ideia surgiu em decorrência da morte do atleta de basquete Armando Albano durante uma partida entre os dois clubes. Apesar de idealizador, o cargo de presidente do novo clube não ficou com Schmidt, mas sim com Eduardo Góes Trindade, então presidente da outra agremiação.

Espírito criativo e polivalente, foi também empreendedor, tendo sido um dos fundadores da cadeia de supermercados DISCO no Rio de Janeiro, além de sócio majoritário da ORQUIMA S/A, indústria precursora da energia nuclear brasileira encampada pela Nuclebrás em 1975.

Foi amigo pessoal do presidente da República Juscelino Kubitschek (1902-1976). Criou o famoso slogan de JK: "50 anos em 5". Escreveu inúmeros discursos para o presidente e várias de suas ideias vieram a ser realizadas, como a criação da Operação Pan-Americana (OPA), uma iniciativa que iria inspirar a Aliança para o Progresso, criada pelos Estados Unidos na administração Kennedy.

Foi ainda Assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais[1] e, em seguida, nomeado embaixador do Brasil na ONU e na então Comunidade Econômica Europeia.

Faleceu em 1965 sem deixar descendentes, sendo sepultado no Cemitério São João Baptista. Tinha duas irmãs, Anitta e Magdalena, esta última, sua revisora de textos. Era neto do Visconde de Schmidt (Frederico Augusto Schmidt), um dos homens mais ricos do Império, o qual havia amealhado uma imensa fortuna com uma empresa de importação e exportação - Schmidt & Cia, localizada na Rua da Alfândega nº 70.

Livraria Schmidt EditoraEditar

Schmidt fundou, em 1930, a Livraria Católica no Rio de Janeiro, que se tornaria, posteriormente, Livraria Schmidt Editora, e que se transformou no ponto de encontro dos intelectuais modernistas da época. Era ali que se reunia o grupo conhecido como "Círculo Católico".[2] A Livraria Schmidt Editora esteve em atividade até 1939, quando foi absorvida e suas instalações foram adquiridas por Zélio Valverde, de cuja firma Schmidt se tornou sócio.[3] Dentre os escritores lançados pela Editora Schmidt figuram autores de peso, tais como Graciliano Ramos, Raquel de Queirós, Vinícius de Morais, Gilberto Freyre, Jorge Amado, dentre outros.

Ver tambémEditar

Notas e referênciasEditar

  1. a b «Pronunciamento do Ministro das Relações Exteriores ao Senado» 
  2. Hallewell, 1985, p. 339
  3. Hallewell, 1985, p. 343

Referências bibliográficasEditar

  • HALLEWELL, Laurence (1985). O livro no Brasil: sua história. São Paulo: EDUSP. Col: Coleção Coroa Vermelha, Estudos Brasileiros. 6. [S.l.: s.n.] ISBN 85-85008-24-5 
  • LEITE, José Roberto Teixeira (2007). Di Cavalcanti e outros perfis. Osasco: EDIFIEO. [S.l.: s.n.] 

Ligações externasEditar