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Centralismo democrático

Centralismo democrático é um sistema de organização interna adotado nos partidos comunistas leninistas, pelo qual as divergências programáticas são debatidas democraticamente em todas as instâncias do partido, devendo todos os membros cumprir a decisão sob pena de sofrerem sanções[1][2]. As direções eleitas possuem alguma liberdade para decidir posicionamentos perante acontecimentos e mudanças repentinas na conjuntura, mas estão sempre limitados à linha decidida democraticamente.

O conceito foi desenvolvido por Lênin no seu livro Que Fazer?, de 1902, e adotado oficialmente pelo Partido Bolchevique no congresso de 1906[1]. Trotski resumiu o centralismo com o slogan "liberdade completa na discussão, unidade completa na ação”[3].

Gramsci, por sua vez, observou a oposição entre o centralismo democrático (ou "orgânico") dos partidos progressistas e o centralismo burocrático dos partidos regressistas, que nesse caso transforma a organização numa entidade policial[4].

Referências

  1. a b SEGRILLO, Angelo. Rússia e Brasil em transformação: uma breve história dos partidos russos e brasileiros na democratização política. 7Letras, 2005. P. 18
  2. SÈVE, Lucien. O que era realmente o centralismo democrático leniniano. In: Começar Pelos Fins - A Nova Questão Comunista
  3. O centralismo democrático. Esquerda Marxista
  4. LIGUORI, Guido. Dicionário gramsciano (1926-1937). Verbete "Centralismo". Boitempo Editorial, 2017
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