Abrir menu principal

Wikipédia β

Cervidae

(Redirecionado de Cervo)
Disambig grey.svg Nota: Cervo redireciona para este artigo. Para outros significados, veja Cervo (desambiguação).


Os cervídeos, cervos (latim científico: Cervidae) ou ainda veados (do latim venatu, "caça morta"[2][3]) .[2][nota 1] consituem uma família de animais ungulados artiodáctilos e ruminantes, à qual pertencem animais como a corça, o alce e o caribu. Os cervídeos estão geograficamente bem distribuídos por todos os continentes excepto Austrália e Antártida. O grupo distingue-se dos outros ruminantes por ter galhadas em vez de cornos. As galhadas são estruturas ossificadas que se desenvolvem todos os anos, presentes geralmente apenas nos machos. Os cervídeos são herbívoros com alimentação específica devido à pouca especialização do seu estômago, que não digere vegetação fibrosa como erva. Assim, os cervídeos alimentam-se principalmente de rebentos, folhas, frutos e líquenes. Têm ainda elevados requerimentos nutricionais de minerais que lhes permitam crescer novas galhadas todos os anos.

Como ler uma caixa taxonómicaCervidae[1]
Ocorrência: Oligoceno–Recente
Espécies da família Cervidae. Lado esquerdo: alto, veado-vermelho; baixo Odocoileus virginianus. Lado direito: alto, Cervus nippon; meio, Rucervus duvaucelii; baixo, rena.

Espécies da família Cervidae. Lado esquerdo: alto, veado-vermelho; baixo Odocoileus virginianus. Lado direito: alto, Cervus nippon; meio, Rucervus duvaucelii; baixo, rena.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Subordem: Ruminantia
Família: Cervidae
Goldfuss, 1820
Distribuição geográfica
Deer range.png
Subfamílias

Apesar de nunca terem sido domesticados com sucesso, os cervídeos tiveram grande importância histórica enquanto animal de caça e fonte de alimento.

Estátua da deusa grega Ártemis, em mármore, segurando um veado pelas galhadas. Museu do Louvre, Paris, França.
Crânio de cervídeo. Em exposição no MAV/USP.

Índice

TaxonomiaEditar

Famílias, gêneros e espéciesEditar

A lista é baseada nos estudos de Randi, Mucci, Claro-Hergueta, Bonnet and Douzery (2001); Pitraa, Fickela, Meijaard, Groves (2004); Ludt, Schroeder, Rottmann and Kuehn (2004); Hernandez-Fernandez and Vrba (2005); Groves (2006); Ruiz-Garcia, M., Randi, E., Martinez-Aguero, M. e Alvarez D. (2007); Duarte, J.M.B., Gonzalez, S. and Maldonado, J.E. (2008); Groves and Grubb (2011)[4]

Em heráldicaEditar

Os cervídeos são normalmente representados em heráldica pelo veado. Cabeças de veados e hastes também aparecem como cargas.

GíriaEditar

No idioma português brasileiro, a palavra "veado" é uma gíria geralmente depreciativa usada para referir-se a homens homossexuais.[7][8] O termo originou-se supostamente no tempo do Império em praças do Rio de Janeiro onde se reuniam grupos de rapazes para entre outros objetivos se prostituírem a clientes ricos. Diz-se que ao serem coibidos pela polícia, os "veados" fugiam dali aos saltos, daí resultando essa alcunha.[9]


Referências

  1. Grubb, P. (2005). Wilson, D.E.; Reeder, D.M. (eds.), ed. Mammal Species of the World 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press. pp. 652–671. ISBN 978-0-8018-8221-0. OCLC 62265494 
  2. a b Carminha Levy E Alvaro Machado (1999). A Sabedoria dos animais: viagens xamânicas e mitologicas e Carminja Levy, Alvaro Machado. Ground. p. 159. ISBN 978-85-7187-145-8.
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 757
  4. http://www.ultimateungulate.com/NewTaxonomy.html
  5. a b Pitraa, Fickela, Meijaard, Groves (2004`). «Evolution and phylogeny of old world deer» (PDF). Molecular Phylogenetics and Evolution. 33: 880–895. PMID 15522810. doi:10.1016/j.ympev.2004.07.013  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  6. Duarte, J. M. B., González, S. and Maldonado, J. E. (2008). «The surprising evolutionary history of South American deer» (PDF). Molecular Phylogenetics and Evolution. 49 (1): 17–22. PMID 18675919. doi:10.1016/j.ympev.2008.07.009 
  7. Dicionário UNESP do português contemporâneo. UNESP. 1 January 2005. pp. 1418–. ISBN 978-85-7139-576-3.
  8. Maria Helena de Moura Neves (2003). Guia de uso do português: confrontando regras e usos. SciELO - Editora UNESP. p. 779. ISBN 978-85-393-0310-6.
  9. Altair J. Aranha (2002). Dicionário brasileiro de insultos. Atelie Editorial. pp. 351 – 352. ISBN 978-85-7480-078-3.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
  Imagens e media no Commons
  Diretório no Wikispecies


Erro de citação: Existem elementos <ref> para um grupo chamado "nota", mas não foi encontrado nenhum <references group="nota"/> correspondente (ou falta um elemento de fecho </ref>)