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Chico Lang
Nome completo Francisco José Lang Fernandes de Oliveira
Nascimento 8 de junho de 1954 (65 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidade brasileiro
Ocupação jornalista esportivo

Francisco José Lang Fernandes de Oliveira, mais conhecido como Chico Lang (São Paulo, 8 de junho de 1954), é um jornalista esportivo brasileiro.

CarreiraEditar

Chico Lang começou sua carreira ao lado dos jornalistas José Reiner Fernandes e Roberto Antonio Carlessi, na fundação do Jornal Integração, em Tatuí, interior de São Paulo. Logo em seguida entrou para o jornal paulistano Notícias Populares, como repórter policial em 1976. No mesmo periódico, também passou pelas editorias geral, saúde e esportes, na qual especializou-se. O editor-chefe do jornal era Ebrahim Ramadan e o de esportes era Dalmo Pessoa.

Posteriormente, Chico passou pelo jornal Folha da Tarde, onde desempenhou as funções de redator, repórter especial, sub-editor, editor de esportes, editor de polícia e secretário de redação. Ali conheceu Carlos Brickmann, editor-chefe da publicação, que o convenceu a ser colunista esportivo, nascendo daí a seção Bola Solta.

Entre muitas polêmicas protagonizadas por Chico Lang, houve uma envolvendo o piloto de Fórmula Um Ayrton Senna. Lang o chamava de "pé de chumbo", "motorista louco", "irresponsável do volante", entre outros adjetivos. A reação do público foi surpreendente. Milhares de cartas eram recebidas semanalmente a favor de Senna e contra Lang. Um dia um leitor chegou a invadir a redação do jornal buscando "acertar as contas" com o jornalista.

Em 1990, Chico fez parte de um pool entre a Folha da Tarde e a Folha de S.Paulo para cobrir a Copa do Mundo daquele ano na Itália. No retorno ao Brasil, ingressou no jornal A Gazeta Esportiva. Como repórter especial acompanhou a Seleção Brasileira em 1991 e 1992 em todos os amistosos disputados pela equipe, então dirigida pelo técnico Paulo Roberto Falcão.

A pedido do então presidente da Fundação Cásper Líbero, Constantino Cury, Lang integrou-se também à equipe de esportes da TV Gazeta, comandada por Roberto Avallone. Formou-se, então, o que alguns analistas consideram a mais polêmica dupla de apresentadores de programas esportivos do país (pelo fato de Lang ser corintiano e Avallone, palmeirense). Certa vez, Lang quase chegou a ser assassinado por torcedores do Corinthians que o confundiram com Avallone, no estacionamento do Morumbi; por sorte, o apresentador Raul Gil estava no local e chegou a tempo de desfazer a confusão.[1]

O programa Mesa Redonda chegou, em 1993, a ultrapassar a Rede Globo em audiência. Em 1997, com o afastamento de Avallone por motivo de saúde, Chico Lang assumiu o comando do programa. Em 1998, Avallone retornou e os dois voltaram a dividir a apresentação do programa.

Em 2003, por indicação de Lang, Flávio Prado veio da TV Cultura para ser o âncora do programa, função que exerce até os tempos atuais.

Em 2005, a direção da Fundação Cásper Líbero reativou a Rádio Gazeta AM, e Chico Lang aceitou comandar o tradicional programa da emissora, Disparada no Esporte, que tinha como coordenadora Regiani Ritter, considerada a musa do rádio esportivo brasileiro.[carece de fontes?]

Atualmente, Lang escreve colunas para as páginas eletrônicas da Gazeta Esportiva e para o jornal Expresso Popular, da cidade paulista de Santos. Pelo primeiro desses periódicos, Lang cobriu a Copa do Mundo de 2002, realizada na Coreia do Sul e no Japão. Pelo segundo, ele participa da coluna Duelo de Gigantes, escrevendo às quartas-feiras e sábados.

É comentarista do programa Gazeta Esportiva, exibido pela TV Gazeta de segunda a sexta-feira às 18 horas. Francisco Lang foi o primeiro a cogitar, em outubro de 2008, a transferência do futebolista, atacante Ronaldo para o Corinthians, o que acabou acontecendo dois meses depois.[carece de fontes?]

Em 2016, afastou-se da Rede Gazeta, para dedicar-se à sua candidatura a vereador de São Paulo pelo PTN. Lang já havia se candidatado em 2012 pelo PTB, conseguindo 12 340 votos e assim como naquele ano, não conseguiu se eleger, conseguindo 5 865 votos.[2][3][4][5]

Em 2018, foi candidato ao cargo de deputado estadual por São Paulo, pelo PRB. Apesar de inserções de propagandas políticas em intervalos de jogos de futebol na Rede Globo, o jornalista não conseguiu ser eleito, obtendo 6 720 votos, ocupando o 396.º lugar.

Em dezembro de 2018, perdeu seu filho Paulo de 23 anos, vítima de suicídio.[6] Menos de 9 meses depois, precisamente em 2 de agosto de 2019, perdeu seu segundo filho, Pedro de 35 anos, vítima de câncer.[7]

Referências

Ligações externasEditar