Chiquinho Scarpa

Francisco Scarpa Filho, mais conhecido como "Conde Chiquinho Scarpa", (São Paulo, 13 de setembro de 1951[1]) é um socialite brasileiro, sempre presente nos meios de comunicação e em festas da elite. É famoso também por se envolver em diversas polêmicas, principalmente com suas várias ex-mulheres.[2]

Chiquinho Scarpa
Nome completo Francisco Scarpa Filho
Conhecido(a) por Conde Chiquinho Scarpa
Nascimento 13 de setembro de 1951 (68 anos)
São Paulo
Residência Jd. América, bairro de São Paulo
Nacionalidade Brasileiro
Progenitores Mãe: Patsy Scarpa
Pai: Francisco Scarpa
Parentesco Nicolau Scarpa (avô)
Cônjuge Ana Carolina Rorato de Oliveira (1998-1999)
Rosimari Bosenbecker (2006-2010)
Religião Católico

BiografiaEditar

Francisco Scarpa Filho nasceu em uma família de industriais ítalo-brasileiros.

Chiquinho se relacionou com celebridades e mulheres famosas. Seu primeiro casamento, com Ana Carolina Rorato de Oliveira, foi polêmico e rendeu muitas fofocas para as colunas sociais dos jornais e revistas de grande circulação na época. Em janeiro de 2007, casou-se pela segunda vez com Rosimari Bosenbecker, uma antiga namorada. Moraram na mansão dos pais dele até agosto de 2010, quando se separaram amigavelmente.[3]

Em abril de 2009 Chiquinho submeteu-se a uma cirurgia de redução de estômago e teve complicações no pós-operatório, permanecendo 63 dias em coma por causa de uma infecção hospitalar. A cirurgia foi motivada por seu elevado índice de massa corporal, calculado em mais de 40 (118 kg para 1,71 m).[4][5] Chiquinho chegou a receber 14 (quatorze) vezes o sacramento da extrema-unção.[6]

Título nobiliárquicoEditar

Segundo o próprio Chiquinho o título de conde teria sido recebido pela família Scarpa ainda na Itália, e a ele transmitido via jus sanguinis.[2] Não há, todavia, nenhuma confirmação sobre a veracidade da alegação.

Em outra ocasião, Chiquinho confirmou que se trata de um título de "conde papalino", honraria conferida pela Igreja Católica ao seu avô Nicolau Scarpa, em retribuição a donativos.[7][8] Portanto, trata-se de uma honraria meramente decorativa e não transmissível, não possuindo qualquer relação com o Reino de Itália e a Casa de Savoia, que efetivamente conferiu o título de conde aos empresários Francisco Matarazzo e Rodolfo Crespi, por exemplo. Seu pai, Francisco Scarpa (1910-2013), não ostentava o título e considerava-o "dispensável".[9]

ControvérsiasEditar

Em 1977, Chiquinho foi interpelado judicialmente pelo príncipe Rainier III de Mônaco, depois que insinuou na televisão ter vivido uma suposta cena de alcova com a princesa Caroline de Mônaco. Em entrevista para o colunista social Ibrahim Sued, exibida no Fantástico em 10 de outubro de 1976, Chiquinho insinuou conhecer "mais intimamente" a princesa. Ao que Ibrahim rebateu: "Mas ela é virgem". E Chiquinho: "Essa é a sua opinião".[10] Após se apresentar ao juiz da 9ª Vara Criminal de São Paulo em 22 de março de 1977, Chiquinho afirmou não conhecer a princesa ou quaisquer membros da família real de Mônaco e pediu desculpas.[11] Posteriormente Rainier e Chiquinho fizeram um acordo e o processo (cujo valor seria estimado na época em 50 milhões de dólares) acabou retirado.[12]

Em 1991, gerou discursos de protesto na Câmara dos Deputados por causa de uma entrevista na qual declarou ser dono de uma "criação de anões", que alugaria para trabalhar como garçons, e de um escravo pessoal em Marrocos.[13][6]

Caso BentleyEditar

Em setembro de 2013, dizendo-se inspirado por uma matéria que aludia ao costume dos faraós de enterrar suas riquezas para acompanhá-los após a morte, anunciou que enterraria seu carro, um Bentley Continental Flying Spur, no jardim de sua casa. Tal fato causou um alvoroço nas redes sociais, rendendo grande exposição na mídia. O enterro seria marcado para o dia 20 de setembro de 2013, às 9 horas da manhã, conforme o próprio Chiquinho anunciara no programa Agora É Tarde do apresentador Danilo Gentili.[14]

No dia marcado, Chiquinho revelou que tal enterro era apenas uma encenação, com o objetivo de promover a doação de órgãos. A ação foi criada pela agência de publicidade Leo Burnett Tailor Made.[15]

Referências

  1. Teresa Perosa (16 de setembro de 2014). «Aécio parabeniza Chiquinho Scarpa por aniversário». Sítio da Revista Época. Editora Globo - Grupo Globo. Consultado em 14 de outubro de 2017 
  2. a b America Online (30 de Janeiro de 2004). «O conde quer ser pai». Consultado em 11 de Maio de 2012. Cópia arquivada em 18 de junho de 2006 
  3. http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2178/chiquinho-scarpa-rosimari-bosenbecker-mais-uma-separacao-desta-vez-amigavel
  4. Isto é Gente
  5. http://contigo.abril.com.br/noticias/entrevistas/chiquinho-scarpa-exclusivo-aos-55-anos-faturei-muito-mais-mulheres-do-que-aos-18
  6. a b «Colunas: Aikido, Chiquinho! - Edição 186 - {Revista Trip}». Consultado em 11 de Junho de 2010 
  7. http://caras.uol.com.br/especial/caras-1000/post/chiquinho-scarpa-abre-sua-luxuosa-mansao-para-caras#image1
  8. Canal R10. Domingo Espetacular: Chiquinho Scarpa mostra mansão pela primeira vez e faz revelações.
  9. «Como vivem os nonagenários (ou quase) mais bem sucedidos de São Paulo - Edição 1995 - VEJA SP». Consultado em 11 de Junho de 2010 
  10. Dirceu Soares (12 de janeiro de 1977). «Em São Paulo, Chico, réu». Folha de S.Paulo, ano LVI, edição 17450, Caderno Ilustrada, página 1. Consultado em 6 de janeiro de 2020 
  11. «Chiquinho Scarpa pede desculpas no tribunal». Folha de S.Paulo, ano LVI, edição 17520, Caderno Ilustrada, página 33. 23 de março de 1977. Consultado em 6 de janeiro de 2020 
  12. Chico Barney (19 de junho de 2017). «A virgindade que quase custou US$ 1 bilhão ao Chiquinho Scarpa». Coluna Chico Barney-UOL. Consultado em 6 de janeiro de 2020 
  13. «Veja 28/04/99». Consultado em 11 de Junho de 2010 
  14. http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/09/chiquinho-scarpa-anuncia-que-vai-enterrar-carro-de-cerca-de-r-1-milhao.html
  15. http://ego.globo.com/famosos/noticia/2013/09/enterro-do-carro-de-chiquinho-scarpa-e-acao-favor-de-campanha.html

Ligações externasEditar

 
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