Copa Davis

Davis Cup
Copa Davis
Taça Davis
Copa Davis.jpg
Detalhes
Local vários
Organização Federação Internacional de Tênis (ITF)
Direção Bernard Giudicelli (2018–19)[1]
Categoria Disputa por equipes
Piso vários
Premiação US$ 20.000.000[2]
Participantes Equipes de cada país com até cinco jogadores convocados, sendo:
18 equipes (Finais)
24 Equipes (Qualificatório)
Número variável de equipes em Grupos Mundiais e Zonais
Página oficial daviscup.com
Tennisball current event.svg Edição atual
Atualizado em: 6 de março de 2020
Partida entre David Ferrer (ESP) x Andy Roddick (USA), válido pela semi-final do grupo mundial de 2008.

A Copa Davis (português brasileiro) ou Taça Davis (português europeu) é um evento internacional de tênis masculino. A maior competição por equipes no esporte, a Copa Davis é dirigida pela Federação Internacional de Tênis - ITF e é jogada entre times de diversos países, no sistema de eliminação direta (ou mata-mata). Em 2005 134 nações equipes inscritas na competição. É o equivalente para homens da Fed Cup.

O recordista de participações em jogos da Copa Davis é o italiano Nicola Pietrangeli. Ele disputou 163 partidas (109 simples e 54 duplas), entre 1954 e 1972. Venceu 120 no total.

HistóriaEditar

A Copa ou Taça Davis teve sua 1ª edição no ano de 1900 e surgiu a partir de um desafio de quatro alunos da Universidade de Harvard, que tiveram a ideia de desafiar os britânicos, que na época eram os campeões do mundo no tênis, para uma partida no Longwood Cricket de Boston. O jogo seria marcado para o ano seguinte. A equipe dos Estados Unidos era formada por Dwight Davis (que daria nome ao torneio), Malcolm Whitman e Holcombe Ward e a equipe britânica era formada por Herbert Barret, Ernest Black e Arthur Gore. No final, a equipe estadunidense acabou sendo campeã[3].

As primeiras edições foram disputadas apenas por estadunidenses e britânicos, até que em 1904, belgas e franceses entraram na disputa. A partir daí, o número de participantes passou a aumentar, até que em 1923, a organização teve que dividir as equipes em duas zonas: americana e europeia, apesar que nem sempre a área geográfica seria respeitada [4].

Como em outras competições, a Davis deixou de ser disputada durante a 1ª Guerra Mundial (1915-1918) e 2ª Guerra Mundial (1940-1945). Além desses anos, a Davis deixou de ser disputada apenas em outras duas ocasiões, em 1901 e 1910.

Com o número de participantes aumentando a cada ano, em 1960 a direção da Davis foi obrigada a criar uma terceira Zona, já que naquela época, 39 países disputavam a competição.

A década de 1970, com o surgimento do Gran Prix, fez com que a Davis tivesse um encurtamento nas datas, o que foi feito após um dos torneios ter 16 meses, invadindo a temporada seguinte. Após muitas críticas, a Davis passou por uma grande reformulação na década de 1980, sendo criado um grupo de elite, o chamado Grupo Mundial, onde as 16 melhores equipes disputariam o título, e as demais equipes teriam que disputar as zonas regionais para chegar neste grupo.

Até 1973, a Davis foi dominada por 4 equipes, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália (até 1913 Australásia) e França. Em 1974, a África do Sul venceu ao chegar a final contra a Índia, a qual se recusou a viajar para a África do Sul em protesto as políticas de apharteid, sendo desclassificada.

Hoje, a Copa Davis obedece uma fórmula alcançada em 1989 [5]. Para não prejudicar o calendário da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), a competição acontece em quatro semanas por ano, e em 2010 tinha mais de 130 equipes participantes [6].

Embora a maioria dos países vencedores sejam europeus, a maioria dos títulos foram conquistados por países não-europeus (Argentina,África do Sul,Austrália e EUA).

2019: reformulaçãoEditar

Em 2018, a ITF votou para mudar o formato da competição a partir de 2019: dezoito equipes se reuniriam no final da temporada para a fase final de uma semana em sede fixa e pré-definida. 71% das federações votaram a favor da alteração.

O formato, apoiado pelo futebolista Gerard Piqué e pelo empresário japonês Hiroshi Mikitani, foi comparado a uma Copa do Mundo de tênis e foi projetado para ser mais atraente a patrocinadores e a emissoras de televisão.

Austrália, Alemanha e Grã-Bretanha foram as federações que se opuseram a isso. Houve apoio de ex-jogadores, mas também de atletas em atividade, como Novak Djokovic e Rafael Nadal, enquanto que nomes como Rod Laver, Lucas Pouille e Roger Federer se posicionaram contra.[7][8][9][10]

Davis Cup Commitment AwardEditar

O Davis Cup Commitment Award é uma condecoração concedida pela Federação Internacional de Tênis (ITF) a todos os jogadores que disputaram pelo menos 20 confrontos na Copa Davis.[11]

O Brasil na DavisEditar

 Ver artigo principal: Brasil na Copa Davis

O Brasil não tem muita tradição na Davis. Fez sua estreia em 1935, com Ricardo Pernambuco, Ivo Simons, Nélson Cruz, Inácio Nogueira, Humberto Costa e Roberto Whately, desclassificados na primeira rodada pelos Estados Unidos. Até 1966, os brasileiros não conseguiram nenhuma vitória expressiva. A partir desse ano, o Brasil passa ser mais respeitado internacionalmente. Thomaz Koch e Edison Mandarino levam o Brasil às semifinais contra a Índia, mas foi derrotado em Calcutá. O mesmo acontece em 1971, quando o Brasil deixou de disputar a final contra os Estados Unidos ao perder para a Romênia. Individualmente Thomaz Koch é o brasileiro que mais se destacou, sendo o sétimo jogador em número de vitórias em toda a história da competição. O Brasil voltou às semifinais em 1992, liderado por Luiz Mattar e Jaime Oncins, após vencer sete confrontos seguidos, sua mais expressiva série de vitórias, incluindo a Alemanha de Boris Becker e a Itália - no Rio de Janeiro e em Maceió. Foi derrotado pela Suíça em Genebra.

Depois disso o Brasil não forma grandes equipes, só voltando ter bons resultados nos anos 90 com Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni como os principais jogadores, e volta a ter bons rendimentos, como a semifinal que perdeu para a Austrália em 2000. Nos últimos anos, tem disputado a repescagem para o retorno ao Grupo Mundial, sem lograr êxito até o ano de 2012 em que a seleção brasileira venceu a Rússia e voltou ao Grupo Mundial depois de 10 anos afastada. Em 2014, o Brasil impôs derrota histórica à Espanha em São Paulo e garantiu o retorno ao Grupo Mundial de 2015.

FormatoEditar

 Ver artigo principal: Lista de formatos da Copa Davis

Depois de alterar os níveis superiores no ano anterior, a ITF resolveu reformar a configuração dos inferiores em 2020. Os zonais regionais passaram de quatro a duas divisões, e se encontram na base da estrutura. Logo acima, divididos em duas datas, dois grupos mundiais, com play-offs e confrontos de acesso.[12]

Data 1 Data 2 Data 3
Finais
18 equipes 7 dias Sede única Fase de grupos e
eliminatórias
Até 3 jogos
por confronto
Qualificatório
24 equipes 2 dias 12 confrontos
mandantes x visitantes
Até 5 jogos
por confronto
———12 vencedoras———
\———12 derrotadas———→
/———12 vencedoras———→
Grupo Mundial I
24 equipes 2 dias 12 confrontos
mandantes x visitantes
Até 5 jogos
por confronto
Grupo Mundial I: play-offs
24 equipes 2 dias 12 confrontos
mandantes x visitantes
Até 5 jogos
por confronto
\———12 derrotadas———→
/———12 vencedoras———→
Grupo Mundial II
24 equipes 2 dias 12 confrontos
mandantes x visitantes
Até 5 jogos
por confronto
Grupo Mundial II: play-offs
24 equipes 2 dias 12 confrontos
mandantes x visitantes
Até 5 jogos
por confronto
\———12 derrotadas———
Grupo III
Nº de equipes
variável
4 dias,
em média
Sedes Fase de grupos Junho, julho
ou setembro
Até 3 jogos
por confronto
África Américas Ásia/Oceania Europa
Grupo IV
Nº de equipes
variável
4 dias,
em média
Sedes Fase de grupos Junho, julho
ou setembro
Até 3 jogos
por confronto
África Ásia/Oceania Europa

Vencedores da Copa DavisEditar

 Ver artigo principal: Lista de campeões da Copa Davis
País Torneios vencidos Vice campeonatos
  Estados Unidos 1900, 1902, 1913, 1920, 1921, 1922, 1923, 1924, 1925, 1926, 1937, 1938, 1946, 1947, 1948, 1949, 1954, 1958, 1963, 1968, 1969, 1970, 1971, 1972, 1978, 1979, 1981, 1982, 1990, 1992, 1995, 2007 (32) 1903, 1905, 1906, 1908, 1909, 1911, 1914, 1927, 1928, 1929, 1930, 1932, 1934, 1935, 1939, 1950, 1951, 1952, 1953, 1955, 1956, 1957, 1959, 1964, 1973, 1984, 1991, 1997, 2004 (29)
  Austrália
(inclui Australásia* )
1907*, 1908*, 1909*, 1911*, 1914, 1919, 1939, 1950, 1951, 1952, 1953, 1955, 1956, 1957, 1959, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1966, 1967, 1973, 1977, 1983, 1986, 1999, 2003 (28) 1912*, 1920, 1922, 1923, 1924, 1936, 1938, 1946, 1947, 1948, 1949, 1954, 1958, 1963, 1968, 1990, 1993, 2000, 2001 (19)
  Reino Unido
(inclui Ilhas Britânicas* )
1903*, 1904*, 1905*, 1906*, 1912*, 1933, 1934, 1935, 1936, 2015 (10) 1900*, 1902*, 1907*, 1913, 1919, 1931, 1937, 1978 (8)
  França 1927, 1928, 1929, 1930, 1931, 1932, 1991, 1996, 2001, 2017 (10) 1925, 1926, 1933, 1982, 1999, 2002, 2010, 2014, 2018 (9)
  Suécia 1975, 1984, 1985, 1987, 1994, 1997, 1998 (7) 1983, 1986, 1988, 1989, 1996 (5)
  Espanha 2000, 2004, 2008, 2009, 2011, 2019 (6) 1965, 1967, 2003, 2012 (4)
  Alemanha
(inclui Alemanha Ocidental* )
1988*, 1989*, 1993 (3) 1970*, 1985* (2)
  Tchéquia
(inclui Tchecoslováquia* )
1980*, 2012, 2013 (3) 1975*, 2009 (2)
  Rússia 2002, 2006 (2) 1994, 1995, 2007 (3)
  Croácia 2005, 2018 (2) 2016 (1)
  Itália 1976 (1) 1960, 1961, 1977, 1979, 1980, 1998 (6)
  Argentina 2016 (1) 1981, 2006, 2008, 2011 (4)
  Sérvia 2010 (1) 2013 (1)
  Suíça 2014 (1) 1992 (1)
  África do Sul 1974 (1) (0)
  Romênia (0) 1969, 1971, 1972 (3)
  Índia (0) 1966, 1974, 1987 (3)
  Bélgica (0) 1904, 2015, 2017 (3)
  Japão (0) 1921 (1)
  México (0) 1962 (1)
  Chile (0) 1976 (1)
  Eslováquia (0) 2005 (1)

RankingEditar

Em 9 de março de 2020.[13]

Pos. País Pontos Confrontos Variação
  França 1.364,50 10  
  Croácia 1.349,50 9  
  Espanha 914,81 10  
  Bélgica 632,63 10  
  Estados Unidos 603,32 8  1
  Canadá 481,63 10  3
  Sérvia 465,13 9  
  Alemanha 424,19 9  4
  Itália 423,26 8  2
10º   Reino Unido 417,50 8  2
11º   Austrália 417,13 10  1
12º   Cazaquistão 367,25 8  1
13º   Rússia 340,13 9  1
14º   Suécia 322,13 9  4
15º   Áustria 319,69 8  1
16º   Argentina 317,00 8  11
17º   Tchéquia 301,38 7  2
18º   Colômbia 294,25 9  1
19º   Japão 290,63 8  2
20º   Países Baixos 261,56 8  
26º   Brasil 212,50 7  1
28º   Portugal 205,50 9  

Referências

  1. «Davis Cup Committee» (em inglês). fedcup.com. Consultado em 23 de julho de 2018 
  2. «Historic Davis Cup reforms approved at AGM» (em inglês). daviscup.com. Consultado em 6 de março de 2020 
  3. A Serve is Born (em inglês)
  4. The Top Trophy (em inglês)
  5. How the Davis Cup Works (em inglês)
  6. Diagrama da estrutura da Copa Davis
  7. «Mudanças são aprovadas e Copa Davis terá novo formato a partir de 2019». folha.com.br. 16 de agosto de 2018 
  8. «udo sobre a Nova Davis: o que muda, como a ITF aprovou as mudanças e quem vai pagar a conta». uol.com.br. 16 de agosto de 2018 
  9. «Tennis greats tear into Davis Cup overhaul» (em inglês). news.com.au. 17 de agosto de 2018 
  10. «Davis Cup should not become the Pique Cup, warns Roger Federer» (em inglês). telegraph.co.uk. 29 de agosto de 2018 
  11. cbtenis.com.br/ Guga, Kirmayr, Mattar e Motta são premiados na Davis
  12. «ITF introduces global format for Davis Cup» (em inglês). daviscup.com. Cópia arquivada em 11 de março de 2020 
  13. «Nations Ranking» (em inglês). daviscup.com. Consultado em 11 de março de 2020 

RecordesEditar

  • O recordista de participações em jogos da Copa Davis é o italiano Nicola Pietrangeli. Ele disputou 163 partidas (109 simples e 54 duplas), entre 1954 e 1972. Venceu 120 no total.
  • A partida que mais tempo durou em toda a competição foi o duelo de duplas entre Stanislas Wawrinka/Marco Chiudinelli, da Suíça, e Tomas Berdych/Lukas Rosol, da República Tcheca, em 2013, que se arrastou por 7h02, com vitória dos tchecos por 6/4, 5/7, 6/4, 6/7 e 24/22.[1]
  • A partida entre Leonardo Mayer 3 x 2 João Souza (Feijão), válida pela Copa Davis de 2015, é o jogo de simples mais longo da história do torneio, com duração de 6h42[1].

Ver tambémEditar

ReferênciasEditar

  1. a b sportv.globo.com/ Feijão perde jogaço de quase 7h, e Bellucci faz "final" contra Argentina
 
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Ligações externasEditar