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Roger Federer

Jogador de tênis suíço

Roger Federer (Basileia, 8 de agosto de 1981) é um tenista suíço recordista de títulos de Grand Slam com 20 conquistas. Dentre seus 102 torneios ATP, também possui: 6 ATP Finals (recorde), 28 ATP Masters 1000, 23 ATP 500 (recorde) e 25 ATP 250. É o jogador que ficou por mais tempo como número 1 mundial, com um total de 310 semanas compreendidas entre os anos de 2004 e 2018. Entre 2004 e 2008, passou 237 semanas consecutivas como número 1 mundial o que é um recorde absoluto do tênis. Venceu seu primeiro torneio ATP oficial em Milan 2001. Sua última conquista foi em Miami 2019, o que lhe dá o recorde de maior distância entre o primeiro e o último título (18 anos). Tal longevidade permitiu que Federer ultrapassasse, tal como Jimmy Connors, os números de 100 títulos e 1200 vitórias na carreira.

Tenista Roger Federer
The Federer Technique - Oz Open 2014.jpg
Roger Federer em 2014
Alcunha(s) Swiss Maestro[1]
Federer Express, Fed-Ex[2]
País suíço
Residência Wollerau, Suíça[3]
Data de nascimento 8 de agosto de 1981 (37 anos)
Local de nasc. Basileia[4]
Altura 1,85 m[4]
Peso 85 kg[4]
Treinado por Ivan Ljubicic e Severin Lüthi [4]
Profissionalização 1998[4]
Mão Destro (backhand de uma mão) [4]
Prize money US$ 123 632 204,00[4]
Página oficial www.rogerfederer.com
Simples
Vitórias-Derrotas 1216–264
Títulos 102[4]
Melhor ranking 1 (2 de fevereiro de 2004)[4]
Ranking atual simples Nº 4 (desde 04 de março de 2019) [5]
Resultados de Grand Slam
Open da Austrália V (2004, 2006, 2007, 2010, 2017, 2018)
Roland Garros V (2009)
Wimbledon V (2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2012, 2017)
US Open V (2004, 2005, 2006, 2007, 2008)
Torneios principais
Tour Finals V (2003, 2004, 2006, 2007, 2010, 2011)
Jogos Olímpicos F (2012)
Duplas
Vitórias-Derrotas 129–89
Títulos 8
Melhor ranking Nº 24 (9 de Junho de 2003)
Resultados de Grand Slam de Duplas
Open da Austrália 3R (2003)
Roland Garros 1R (2000)
Wimbledon QF (2000)
US Open 3R (2002)
Torneios principais de duplas
Jogos Olímpicos V (2008)
Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro Pequim 2008 Duplas
Prata Londres 2012 Simples
Última atualização em: 31 de maio de 2019.

Federer é o atleta mais vezes premiado na história do Prêmio Laureus do Esporte Mundial. Fala fluentemente suíço-alemão, alemão, inglês e francês, realizando conferências de imprensa nas quatro línguas e é conhecido não só pelos seus feitos no tênis, mas também por suas iniciativas filantrópicas onde já ajudou através da sua fundação mais de 1 milhão de crianças na África. Em setembro de 2011, em uma pesquisa realizada na África do Sul, Roger Federer foi eleito uma das pessoas mais confiáveis e respeitadas do mundo, ao lado de Nelson Mandela. É casado com Miroslava Vavrinec com quem teve quatro filhos: Charlene, Myla, Lenny e Leo. Iniciou sua carreira profissional em 1998 e ganhou seu primeiro Major em Wimbledon 2003, após vencer Mark Philippoussis na final. Tornou-se número um mundial pela primeira vez após vencer Juan Carlos Ferrero na semi-final do Australian Open em 2004.

Como Andre Agassi, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Rod Laver, Roger Federer conquistou todos os Grand Slams após vencer Roland Garros em 2009, mas é o único a ter realizado três vezes (2004, 2006 e 2007) o fato notável de vencer 3 dos 4 torneios do Grand Slam na mesma temporada. É também, o único tenista na história a ter vencido pelo menos dois Grand Slams por quatro temporadas consecutivas entre 2004 e 2007. Durante esse mesmo período, conquistou 11 Grand Slams de 16 disputados, o que faz com que Federer tenha tido um dos períodos de maior domínio na história do tênis.

É considerado por diversos tenistas, analistas esportivos e críticos do tênis como um dos melhores tenistas de todos os tempos, ou mesmo o maior atleta de sua geração. O site Tennis.com considera Roger Federer como o maior jogador masculino da era aberta e o site "Ultimate Tennis Statistics", tem o suíço como líder na lista dos maiores jogadores masculinos da era aberta. Sua popularidade no mundo do esporte é tão grande, que o mesmo é considerado por alguns como uma "lenda viva" no seu próprio tempo.

Índice

Vida pessoalEditar

 
Assinatura de Federer

JuventudeEditar

Começou a jogar tênis aos oito anos. Seu pai, Robert, é suíço, e sua mãe, Lynette, é sul-africana, tendo se conhecido em uma viagem de negócios, já que ambos trabalhavam em uma companhia farmacêutica.[6] Tem uma irmã dois anos mais velha chamada Diana, que é mãe de um casal de gêmeos, assim como Federer.[7][8]

Como todos os cidadãos suíços do sexo masculino, entrou no serviço militar obrigatório das Forças Armadas da Suíça. No entanto, em 2003, ele foi considerado "inadequado" e, posteriormente, não foi obrigado a cumprir sua obrigação militar. Em vez disso, ele serviu na força de proteção civil e foi obrigado a pagar 3% do seu rendimento tributável como alternativa.[9]

Federer também atribui a sua facilidade de coordenação, "olho-mão", à ampla gama de esportes que jogou quando criança, incluindo badminton e basquete.[10] Ele cresceu apoiando o FC Basel e a seleção suíça de futebol.[11]

FamíliaEditar

É casado com a ex-tenista profissional Miroslava Vavrinec, mais conhecida como Mirka, que chegou a ser a nº 76 do ranking da WTA.[12][13] Conheceram-se durante os Jogos Olímpicos de Verão de 2000.[14] Encerrou sua carreira devido a uma contusão no tendão de aquiles, levando-a a acompanhar a carreira do marido, responsabilizando-se pelo seu contato com a imprensa.[13] Está sempre à sua disposição e sempre é vista nos jogos do marido.[13] Nasceu na Eslováquia, mas migrou para a Suíça com dois anos de idade.[15]

Mirka e Roger casaram-se em Basel, em 11 de abril de 2009, depois de cerca de oito anos de noivado e um mês depois de anunciarem que ela estava grávida.[16] Em 24 de julho, Mirka deu à luz as gêmeas Charlene Riva e Myla Rose.[17] Tiveram mais dois filhos gêmeos, Lenny e Leo, nascidos em 6 de maio de 2014.[18]

FundaçãoEditar

Roger Federer também é reconhecido fora das quadras como uma "excelente pessoa e é extremamente respeitado pelos adversários". Possui uma organização, a Fundação Roger Federer, que auxilia crianças carentes na África do Sul, terra natal de sua mãe.[19]

Em 2003, ele criou a Fundação Roger Federer para ajudar crianças carentes e promover seu acesso à educação e ao esporte.[20] Desde então, mais de 1 milhão de crianças já foram ajudadas pela instituição.[21][22][23] Em 24 de novembro de 2017, o suíço recebeu um doutorado honorário concedido a ele por sua universidade de origem, a Universidade de Basileia. Ele recebeu o título em reconhecimento por seu papel no aumento da reputação internacional da Basiléia e Suíça, e também seu envolvimento com crianças na África através de sua fundação de caridade.[24]

CarreiraEditar

Primeiros anos como juvenilEditar

Diferentemente de outros ídolos do tênis, Roger Federer foi objeto de poucas manchetes em seus primeiros anos como tenista. Seu maior destaque foi uma contínua evolução. Teve um grande sucesso quando adolescente, e depois apenas numa fase mais tardia. Assim, não foi muito documentada a fase juvenil de Federer, ao contrário de outros talentos como Andre Agassi, Martina Hingis e Steffi Graf. Foi número 1 juvenil e conquistou o torneio de Wimbledon em 1998 tanto em singulares como em pares. Mesmo assim, jogadores como Andy Roddick que venceu como juvenil os torneios do Australian Open e Us Open em 2000 e se tornaria número 1 mundial com apenas 21 anos de idade, David Nalbandian que havia vencido Federer na final do Us Open juvenil em 1998, Lleyton Hewitt e Marit Safin que conseguiram se tornar número um do mundo no circuito profissional aos 20 anos de idade eram mais cotados como o futuro do tênis do que o suíço.[25]

Entrada no circuito profissionalEditar

Iniciou sua carreira no circuito profissional em 1998 e chegou a sua primeira final ATP no ano de 2000 em França, perdendo para seu compatriota Marc Rosset, campeão olímpico de 1992, em três sets. Conquistou algumas vitórias significativas no decorrer dos anos: venceu Pete Sampras na grama em Wimbledon 2001[26] e Gustavo Kuerten no saibro em Hamburgo 2002.[27] Após vitória sobre Guga, Federer chegou a final do torneio e venceu seu primeiro ATP 1000 na carreira, ao derrotar Marat Safin na final. O suíço considera tal vitória como uma das mais especiais na sua carreira, pois foi seu primeiro grande torneio vencido e foi quando entrou no top 10 mundial pela primeira vez (posição que manteria por um longo tempo).[28] Seu primeiro título na carreira aconteceu quando tinha apenas 19 anos em 2001 na Itália. No ano de 2002, venceria seu segundo título em Sidney na Austrália. Depois conseguiria fazer algumas importantes finais como a em Miami contra Agassi onde perdeu pelo placar de 6-3, 6-3, 3-6 e 6-4, antes de finalmente ganhar seu primeiro título de ATP 1000 contra Safin em Hamburgo, Alemanha. Com essa combinação de resultados, se classificou pela primeira vez na carreira para jogar o torneio Masters Cup que reune os oito melhores jogadores da temporada e conseguiu fechar o ano de 2002 na sexta posição do ranking mundial. Com isso, as expectativas sobre o suíço aumentaram para o ano de 2003.[29]

2003: Wimbledon e Masters CupEditar

Sua carreira realmente ganhou destaque quando conquistou o seu primeiro título de Grand Slam em Wimbledon 2003. Vindo de uma série de três derrotas frustrantes: final do ATP de Roma, derrota para Mark Philippoussis em Hamburgo e derrota na primeira rodada de Roland Garros, acabaria por se recuperar no meio do ano ao vencer pela primeira vez um torneio na grama em Halle, Alemanha contra Nicolas Kiefer por 6-1 e 6-3 em pouco mais de uma hora de jogo.[30] Essa vitória, deu confiança ao suíço que acabaria por fazer um torneio de Wimbledon impecável perdendo apenas um set no caminho até o título. Na final, encontraria de novo Mark Philippoussis que o havia derrotado a poucos meses atrás. Apesar disso, o suíço conseguiu chegar ao match point e ao vencer a partida, ajoelhou-se no gramado e comemorou, no que o mesmo descreveu como um momento de puro alívio e alegria.[31][32] No mesmo ano ainda venceria Andre Agassi por 6-3, 6-0 e 6-4 e se consagraria como campeão da Masters Cup, em Houston, pela primeira vez, título que contribuiria para que o suíço terminasse o ano como número 2 do ranking mundial ultrapassando Juan Carlos Ferrero.[33] Jogou um total de nove finais, saindo vitorioso em sete, sendo o primeiro ano em que Federer jogou e venceu mais de 5 finais.[29]

2004: Início de uma era dominanteEditar

 
Se tornou em 2004 o primeiro homem desde 1988 a ganhar três majores em uma temporada

Em 2 de fevereiro de 2004, alcançou a liderança do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) pela primeira vez, posição que conservou por 237 semanas consecutivamente, um novo recorde mundial.[34] Depois de perder a posição para Rafael Nadal, conseguiu recuperá-la em 6 de julho de 2009, após vencer o Torneio de Wimbledon e se consagrar como o maior campeão de Grand Slams. Ao todo, até perder sua posição de número 1 mundial, Federer havia completado 285 semanas no posto, a uma semana do recorde absoluto de Pete Sampras de 286 semanas.[35]

Conquistou o Australian Open pela primeira vez, Wimbledon pela segunda e o US Open pela primeira. Terminou o ano no topo do Ranking ATP tendo conquistado 11 títulos em 11 finais disputadas, o que coloca o ano de 2004 como o ano onde Federer foi mais eficiente nas finais com 100% de aproveitamento.[29] Estatisticamente, 2004 foi um de seus melhores anos de sempre.[36]

Outras conquistas no ano de 2004 incluem: 3 ATP Masters 1000, incluindo Indian Wells, Hamburgo e Canadá. Foi campeão no Tennis Masters Cup, torneio que reune os oito melhores tenistas no fim do ano após vencer Lleyton Hewitt por 6-3 e 6-2 na final em uma partida que durou apenas uma hora e sete minutos. Venceu pela primeira vez, um torneio em sua terra natal, na Suíça, no ATP de Gstaad e também saiu vitorioso pela segunda vez no ATP de Dubai, torneio do qual seria bem sucedido ao longo de sua carreira.[7]

2005: Um ano quase perfeitoEditar

Em 2005, não conseguiu chegar às finais dos dois primeiros torneios do Grand Slam, perdendo a semifinal do Aberto da Austrália para o eventual campeão Marat Safin depois de disputar pontos de partida, e a semifinal do Aberto da França para o eventual campeão Rafael Nadal.[37][38] No entanto, rapidamente restabeleceu seu domínio, vencendo na grama o Torneio de Wimbledon de 2005 sobre Andy Roddick e vencendo o Aberto dos EUA em quadra rápida, onde derrotou Andre Agassi na última grande final do mesmo.[39]

Conquistou quatro vitórias no ATP Masters Series 1000: Indian Wells, Miami e Cincinnati em quadra dura e Hamburg no saibro.[7] A vitória em Miami foi particularmente digna de nota, pois foi a primeira final disputada entre Federer e Nadal. Após se recuperar de dois sets e uma quebra, o suíço conseguiu levar a final em cinco sets. Além disso, ganhou dois eventos da série ATP 500 em Roterdão e Dubai.[7] Perdeu o campeonato de final de ano para David Nalbandian em cinco sets. Sofria de uma lesão no pé que o deixou de fora por quase todo o resto da temporada depois de setembro.[40] Ele manteve sua posição como número 1 para a temporada inteira.[7]

Federer ganhou 11 títulos individuais, empatando com a temporada de 2004. As 81 vitórias de Federer em apenas um ano não aconteciam desde 1993 quando Pete Sampras venceu 85 partidas em apenas um ano.[41] E seu recorde de 81-4 (95,2%) continua a ser a terceira melhor porcentagem de vitórias na Era Open atrás de John McEnroe em 1984 e Jimmy Connors em 1974.[42]

2006: Melhor ano da carreiraEditar

 
Federer e Nadal. Um clássico do tênis até os dias de hoje (Wimbledon 2006)

A temporada de 2006 foi estatisticamente a melhor temporada da carreira de Federer. Em novembro de 2011, Stephen Tignor, redator-chefe editorial do Tennis.com, classificou esta temporada de 2006 como estatisticamente a segunda melhor temporada de todos os tempos durante a Era Aberta, atrás do ano de 1969 de Rod Laver quando o mesmo completou o Grand Slam.[43]

Federer ganhou 12 títulos de simples (o maior número de conquistas desde Thomas Muster em 1995 e John McEnroe em 1984) e teve um recorde de 92-5 (o maior número de vitórias desde Ivan Lendl em 1982). Chegou à final em 16 dos 17 torneios que ele participou durante a temporada.[44]

Neste ano, ganhou três títulos de Grand Slam e chegou à final do outro, com a única derrota vindo contra Nadal no Torneio de Roland Garros de 2006. Este foi o primeiro encontro de Federer e Nadal em uma final do Grand Slam.[45] Ele foi o primeiro homem a alcançar as quatro finais do Grand Slam desde Rod Laver em 1969. Federer derrotou Nadal na final do Torneio de Wimbledon de 2006. No Aberto da Austrália, Federer derrotou Marcos Baghdatis,[46] e no Us Open de 2006, Federer derrotou Roddick (campeão de 2003).[47] Além disso, Federer chegou a seis finais da ATP Masters Series 1000, vencendo quatro em superfícies duras e perdendo duas no saibro para Nadal. Federer, no entanto, consistentemente levou Nadal ao limite no saibro durante toda a temporada, levando-o para o quarto set em Monte Carlo e Paris, e um emocionante jogo em Roma que foi decisivo no quinto set de desempate.[48][49]

 
Atacando um forehand no US Open de 2006, onde se tornou o primeiro homem na história a conquistar o Wimbledon-US Open por três temporadas consecutivas

Federer venceu um evento da série ATP 500 em Tóquio e conquistou o campeonato de fim de ano pela terceira vez em sua carreira, novamente terminando o ano como o número um do mundo.[7] Federer só perdeu para dois jogadores em 2006, para Nadal quatro vezes na final, e para Andy Murray, de 19 anos, na segunda rodada do ATP de Cincinnati, na única derrota de Federer antes de chegar à final de um torneio naquele ano. Federer terminou a temporada com 29 vitórias seguidas, além de vencer 48 de seus últimos 49 jogos depois do Aberto da França.[44] Perto do final da temporada, ele venceu o torneio de sua cidade natal, o ATP da Basileia, na Suíça, pela primeira vez, depois de ter falhado na final do mesmo torneio em 2000 e 2001 e de ter faltado ao torneio em 2004 e 2005 devido a lesões.[50]

2007: Grand Slams, ATP Finals e número 1Editar

 
No Us Open de 2007 recebeu o apelido de "Darth Federer" por fãs e comentaristas

Em 2007, alcançou as quatro finais de Grand Slam, vencendo três delas novamente. Ele venceu o Aberto da Austrália sem perder qualquer set, derrotando Fernando González na final o que fez dele o primeiro homem no século 21 a realizar tal feito, já que Björn Borg no Aberto da França de 1980 foi o último a ganhar um torneio do Grand Slam sem a perda de um set.[51] Federer havia entrado no ano em uma enorme série de vitórias e depois de conquistar sua quarta vitória no campeonato do Dubai, Federer ficou com 41 partidas, a mais longa de sua carreira e apenas cinco do recorde. Federer entrou em Indian Wells como o tricampeão defensor, mas sua sequência terminou em controvérsia.[52] Ele foi derrotado por um argentino, Guillermo Cañas, que falhou em um teste de drogas por doping ilegal.[53] Esta surpreendente derrota na primeira rodada marcou a primeira vez desde agosto de 2006 em que ele sofreu uma derrota, somando um período de mais de sete meses.[44]

Durante a temporada de saibro, a vitória de Federer na final do ATP de Hamburgo foi particularmente impressionante, uma vez que quebrou a sequência de 81 vitórias de Nadal no saibro, um recorde da Era Aberta. Federer virou o jogo de um set para varrer 12 dos 14 jogos finais, incluindo um "bagel/pneu" (6-0) no set final.[54] No Aberto da França, alguns previram que Federer poderia se tornar o primeiro homem em quase 40 anos a conquistar as quatro principais competições simultaneamente, já que havia derrotado o jovem rival Nadal no torneio anterior no saibro pela primeira vez.[54] No entanto, em uma repetição do ano anterior, Federer jogou uma dura final de quatro sets contra Nadal. Desperdiçou 16 break-points e perdeu o jogo.[55]

No Torneio de Wimbledon de 2007, Federer entrou no torneio não apenas como campeão por quatro vezes, mas também com uma sequência de 48 vitórias na grama. Mais uma vez, ele derrotou Rafael Nadal pelo segundo ano consecutivo na final, desta vez em um emocionante encontro de cinco sets que muitos analistas consideram a maior final de Wimbledon desde 1980.[56] Vitória em Wimbledon igualou-o com Björn Borg para o recorde de cinco campeonatos consecutivos no All England Club.[57][58]

Federer chegou à final em Montreal antes de encarar um jovem e relativamente desconhecido sérvio chamado Novak Djokovic. Djokovic provou seu potencial ao derrotar o número 1 do mundo em três sets, vencendo dois tiebreaks e perdendo um set pot 6-2.[59] Federer se recuperou em Cincinnati para capturar seu quinto título do ano.[60] Federer entrou no US Open de 2007 como tricampeão e enfrentou Djokovic na final. Desta vez, Federer venceu em um jogo próximo e direto. A vitória em Nova York levou-o à frente de Laver e Borg para o terceiro lugar na lista dos maiores campeões de majors de todos os tempos. Durante todo o torneio, a imprensa americana rotulou-o de "Darth Federer" por seu traje todo preto (que incluía shorts listrados de smoking) e o torneio colocava The Imperial March de Star Wars quando ele era anunciado para entrar na quadra para cada uma de suas partidas.[61] Encerrou o ano com vitórias no ATP da Basileia e no ATP Finals em Xangai.[62]

Terminou a temporada como número 1 do mundo pelo quarto ano consecutivo, demonstrando seu domínio, e durante esses quatro anos ele ganhou 11 títulos de Grand Slam. Depois de sua fenomenal temporada de Grand Slam triplo novamente, Federer se tornou o único jogador na história a vencer três Majors em um ano por três anos (2004, 2006, 2007). Foi a terceira temporada consecutiva que Federer ficou em primeiro lugar nas 52 semanas do ano.[44][63]

2008: Doença, Ouro Olímpico e Us OpenEditar

 
Recorde! Roger Federer consagra-se campeão do Us Open pela quinta vez consecutiva em 2008[64]

O sucesso de Federer em 2008 foi severamente prejudicado por uma prolongada crise de mononucleose que ele sofreu durante a primeira metade do ano. No final do ano, ele sofreu uma lesão nas costas que provou ser recorrente ao longo de sua carreira.[65]

Em 2008, Federer conquistou um Grand Slam, um título de simples no US Open sobre Andy Murray.[66] Federer foi derrotado por Nadal em duas finais do Grand Slam, o Aberto da França e Wimbledon, que foi considerado o melhor jogo da história do tênis por muitos, quando ele estava indo para seis vitórias consecutivas para quebrar o recorde de Björn Borg.[7] No Australian Open de 2008, Federer perdeu nas semifinais para o eventual vencedor Djokovic, que terminou seu recorde de 10 finais consecutivas.[7] Ele perdeu duas vezes na final do Masters Series 1000 no saibro para Nadal, em Monte Carlo e Hamburgo.[7] Federer conquistou três títulos em eventos de nível 250 como no Estoril, Halle e Basel.[66]

Nos Jogos Olímpicos, Federer e Stan Wawrinka conquistaram a medalha de ouro em duplas, depois de bater o time americano dos irmãos Bryan nas semifinais e a dupla sueca de Simon Aspelin e Thomas Johansson na final.[67] No entanto, Federer só conseguiu chegar às quartas de final nos singulares, perdendo com o então número 8 do mundo, James Blake. Com isso, perdeu sua classificação de número 1 para Nadal, depois de estar no topo por um recorde de 237 semanas consecutivas, terminando o ano como número 2 mundial.[68][69]

2009: Federer levanta o troféu de Roland GarrosEditar

 
Federer ganhou o Aberto da França e completou a carreira do Grand Slam

A temporada de Federer se inverteu quando ele derrotou Nadal no saibro pela segunda vez para capturar o Masters de Madri.[70] Com a vitória sobre Robin Söderling na final de Roland Garros 2009,[71][72] Federer se tornou, juntamente a Andre Agassi, o único tenista a vencer os quatro Grand Slams em pisos diferentes (Rebound Ace na Austrália, saibro na França, grama na Inglaterra e DecoTurf nos EUA), feito repetido por Rafael Nadal em 2010, ao conquistar o US Open em final disputada contra Novak Djokovic e por Novak Djokovic em 2016, ao conquistar Roland Garros em final disputada contra Andy Murray. Com tudo isso, Federer aos 27 anos já era considerado pela maioria dos especialistas, jogadores e ex-jogadores do tênis como o melhor e maior jogador da história.[73][74] Alguns anos depois, Rafael Nadal acabaria por reconhecer que havia ficado emocionado com a vitória de Federer em Roland Garros.[75]

Em julho de 2009, após vencer o Torneio de Wimbledon, Federer tornou-se o maior vencedor de torneios do Grand Slam de todos os tempos, com 15 troféus, superando Pete Sampras, e recuperou o primeiro lugar no ranking da ATP. Em janeiro de 2010, ampliou a vantagem, conquistando o Aberto da Austrália, noutro tipo de piso (Plexicushion), no que foi seu 16° título em torneios do Grand Slam.[76]

Com essa vitória, Federer conseguiria o oitavo ano consecutivo a ganhar pelo menos um torneio do Grand Slam, feito igualado até então somente por Bjorn Borg (1974-81) e Pete Sampras (1993-2000).[77] Federer continuou sua temporada de verão ao conquistar seu terceiro título nas quadras rápidas de Cincinnati Masters, derrotando Novak Djokovic na final.[70] Terminou a temporada como número um mundial pela quinta vez na carreira.[7]

2010: Australian Open e número 2Editar

 
Federer ganhou o seu 16º Grand Slam no Australian Open de 2010

Federer começou o ano com uma vitória no Australian Open, onde derrotou Andy Murray na final, estendendo-se o registro de Grand Slam em singulares para dezesseis títulos e igualando o recorde de Andre Agassi de quatro títulos no Aberto da Austrália.[78] Desde Wimbledon 2005, Federer fez 18 de 19 finais em torneios do Grand Slam, um período de excelência sustentada sem paralelo na Era Aberta. Este torneio, no entanto, marcou o fim de seu domínio nos majors.[44]

No Aberto da França, Federer venceu sua 700ª partida da turnê e a 150ª partida da turnê no saibro.[79] No entanto, ele não conseguiu chegar a uma semifinal do Grand Slam pela primeira vez desde o Aberto da França em 2004, perdendo para Söderling nas quartas-de-final e abandonando sua primeira posição,[80][81] estando a apenas uma semana de igualar Pete Sampras (registro de 286 semanas como número 1 mundial). Em uma enorme surpresa em Wimbledon, Federer perdeu nas quartas-de-final para Tomáš Berdych e caiu para o número 3 do ranking pela primeira vez em 6 anos e 8 meses.[82][83]

Em meados de julho, Federer contratou o antigo treinador de Pete Sampras, Paul Annacone.[84] No Aberto dos EUA de 2010, chegou às semifinais, onde perdeu uma partida de cinco sets para Novak Djokovic depois de desperdiçar dois match points.[85] Chegou a quatro finais do Masters 1000, prevalecendo no Cincinnati Masters contra Mardy Fish.[86]

Terminou o ano em forte forma, vencendo os títulos indoor: ATP de Estocolmo, ATP da Basileia e o ATP Finals em Londres, o que lhe rendeu o título número 66 da carreira. Federer venceu o campeonato de fim de ano em Londres ao derrotar o rival Rafael Nadal pelo seu quinto título no evento. Ele venceu todos os competidores, exceto Nadal em sets diretos.[87] Este continua sendo o único torneio em sua carreira em que Federer derrotou todos os membros do Big Four. Desde Wimbledon 2010, Federer teve um recorde de 34 vitórias e 4 derrotas terminando a temporada entre os dois primeiros pela oitava vez consecutiva.[7]

2011: Recorde no ATP FinalsEditar

O ano de 2011 foi um ano enxuto para Federer, apesar de ser ótimo para a maioria dos padrões dos jogadores. Ele foi derrotado em sets diretos nas semifinais do Aberto da Austrália 2011 pelo eventual campeão Novak Djokovic.[88] A temporada é marcada por ser a primeira vez desde julho de 2003 em que ele não venceu nenhum dos quatro títulos principais. Nas semifinais do Aberto da França, Federer acabou com a série invicta de 43 vitórias consecutivas de Djokovic com uma vitória em quatro sets, mas em seguida, perdeu a final para Rafael Nadal. Em Wimbledon, avançou para a sua 29º quartas-de-final consecutiva de Grand Slam, perdendo para Jo-Wilfried Tsonga. Este jogo marcou pela primeira vez em sua carreira, uma derrota em um torneio do Grand Slam depois de vencer os dois primeiros sets.[89][90][91]

No Aberto dos EUA, perdeu nas semifinais para Novak Djokovic em cinco sets. Em uma repetição da semifinal do ano anterior, Federer novamente desperdiçou dois match points em seu próprio saque antes de perder depois de vencer os dois primeiros sets pela segunda vez consecutiva no ano. Além disso, essa perda significou que foi a primeira vez desde 2002 que Federer não ganhou nenhum dos quatro títulos do Grand Slam.[92]

Federer terminou a temporada com sucesso na temporada de indoor, vencendo seus últimos três torneios do ano no Swiss Indoors, ATP de Paris e ATP Finals, formando uma sequência de 16 vitórias. Federer terminou o ano classificado como nº 3.[93] Somando os resultados de 2011 e toda sua carreira até então, Federer já era considerado por muitos como um dos melhores tenistas da história.[94][95] Para completar, em Setembro de 2011, o suíço foi reconhecido ao lado de Nelson Mandela como uma das pessoas mais respeitadas e confiáveis do mundo em uma votação na África do Sul.[96]

2012: Recorde de semanas como número 1Editar

 
Federer com o troféu de Wimbledon em 2012

A temporada de 2012 para Federer teve sua maior porcentagem de vitórias e número de títulos conquistados desde 2007.[44] Ele então venceu o Rotterdam Open pela primeira vez desde 2005, derrotando Juan Martín del Potro. Federer jogou no Dubai Tennis Championships de 2012, onde derrotou Andy Murray na final e conquistou o título do campeonato pela quinta vez em sua carreira.

Federer então passou para o ATP de Indian Wells, onde derrotou Rafael Nadal nas semifinais e John Isner na final. Federer conquistou o título pela quarta vez na carreira e, ao fazê-lo, igualou o recorde de Nadal de 19 títulos ATP Masters 1000. Federer passou a competir no ATP de Madri na nova superfície de argila azul, onde derrotou Tomáš Berdych na final, recuperando assim o segundo lugar do ranking de Rafael Nadal.[97][98]

Com sua vitória na primeira rodada de Roland-Garros de 2012, Federer tornou-se o primeiro homem da História a vencer ao menos 50 partidas em cada um dos 4 torneios do Grand Slam, e ainda igualou o recorde de Jimmy Connors do total de partidas vencidas em torneios do Grand Slam, com 233 vitórias. O americano obteve sua 233a vitória num torneio do Grand Slam aos 40 anos. Federer igualou este recorde aos seus 30 anos. Na segunda rodada do torneio, ao vencer o romeno Adrian Ungur, Federer passou a deter sozinho o recorde de 234 partidas vencidas em torneios do Grand Slam.[99][100][101]

 
Federer e sua famosa esquerda a uma mão em Roland Garros 2012

Em 8 de julho de 2012, ele bateu Andy Murray na final do Torneio de Wimbledon. Com esta vitória, igualou o recorde de Pete Sampras de maior número de conquistas deste torneio, 7 para ambos. Com este título, ele voltou a ocupar a primeira posição no ranking de melhores tenistas da atualidade pela ATP.[102][103][104]

Em 2012, ao vencer o torneio de Wimbledon pela sétima vez, eliminando o então número 1 mundial Novak Djokovic na semifinal, voltou a alcançar a liderança do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), posição que manteve durante 17 semanas. Este feito permitiu-lhe igualar e, consequentemente, quebrar o recorde de Pete Sampras,[105] somando um total de 302 semanas no topo da classificação mundial. Após cinco anos e três meses longe do topo do ranking, voltou a ser o No. 1 do mundo em fevereiro de 2018. Jamais um tenista na história tinha conseguido recuperar o topo após tanto tempo.[106] Outro recorde é o intervalo entre a primeira vez que o suíço foi número 1, em fevereiro de 2004, e a última, no mesmo mês, em 2018, totalizando 14 anos e 17 dias.[106] O "melhor de todos os tempos" ainda se tornou o jogador mais velho a ocupar o posto (masculino ou feminino), aos 36 anos e 170 dias de vida, superando o americano Andre Agassi, com 33 anos e 131 dias, e Serena Williams, que ocupou o topo do ranking pela última vez aos 35 anos.[107]

Após perder a final do Tênis nos Jogos Olímpicos de Verão de 2012, se tornou o primeiro atleta da história a ser derrotado nas decisões dos quatro torneios de Slam (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon, US Open) e dos Jogos Olímpicos.[29][108] Ao vencer o Masters de Cincinnati pela quinta vez, em 2012, igualaria o recorde de Rafael Nadal em títulos vencidos nos ATP Masters 1000, com um total de 21 títulos.[109][110][111]

2013: Ano de lesões e alguns fracassosEditar

O jogador apresentou lesões nas costas em março e julho e seu ranking caiu do segundo para o sexto lugar. A temporada de 2013 foi a primeira desde 1999, na qual não conseguiu chegar a uma final nos primeiros quatro meses do ano.[29]

O primeiro e único título do suíço em 2013 aconteceu no ATP de Halle (derrotando Mikhail Youzhny), onde ele também jogou duplas com o bom amigo Tommy Haas. Com a vitória em Halle, ele empatou com John McEnroe para o terceiro maior número de títulos de ATP ganhos por um jogador masculino na Era Aberta.[112] No entanto, foi incapaz de manter sua forma em Wimbledon, sofrendo sua pior derrota no Grand Slam desde 2003 na segunda rodada contra Sergiy Stakhovsky. Não apenas a derrota acabou com a série recorde de 36 vitórias consecutivas nas quartas-de-final em torneios do Grand Slam,[113] significou que ele deixaria o Top 4 pela primeira vez desde julho de 2003.[7][114]

Durante o verão, ele experimentou várias raquetes diferentes e jogou o Aberto da Alemanha com uma raquete Wilson de 98 polegadas, em vez de sua raquete BLX com a menor área de 90 polegadas. Ele retornou à sua raquete regular para a segunda metade da temporada.[115][116] Depois de Wimbledon, continuou a ficar chateado no início de torneios em Hamburgo e Gstaad devido a uma grave lesão nas costas até outubro, quando anunciou que estava se separando de Paul Annacone, seu treinador nos últimos três anos.[117] Fez a final em Basileia, sucumbindo a Juan Martín del Potro em três sets, e indicou que foi um erro ter jogado certos torneios enquanto sofria de uma lesão nas costas.[118] Em 27 de dezembro de 2013, anunciou que Stefan Edberg estava se juntando a sua equipe como co-treinador com Severin Lüthi.[119][120]

2014: Conquista inédita da Copa DavisEditar

 
Em 2014, Federer testou uma nova raquete

Começou a temporada com uma mudança importante e determinante para o sucesso de sua carreira a longo prazo. Mudou radicalmente sua raquete passando de uma Pro Staff 90 para uma nova Wilson Pro Staff RF97. Esse maior tamanho do aro da raquete, ajudou Federer a melhorar seu jogo num momento onde a idade já começava a pesar em seus resultados como visto em 2013. A maior potência e o maior "Sweet Spot" da raquete ajudaram Federer a compensar a menor mobilidade natural de um jogador mais velho.[121] Venceu seu primeiro título com a nova raquete no Dubai Tennis Championships, onde derrotou Novak Djokovic nas semifinais e Tomáš Berdych na final para conquistar sua sexta coroa em Dubai e seu primeiro título desde Halle em 2013.[122]

No meio da temporada, conseguiu vencer Halle pela sétima vez após vencer dois tie-breaks contra o jogador colombiano Alejandro Falla que já havia dificultado e muito a vida de Roger Federer em Wimbledon de 2010.[123][124] Um pouco mais a frente, acabaria por rever David Ferrer na final do ATP 1000 de Cincinnati, vencendo com parciais de 6-3, 1-6 e 6-2 num jogo que teve altos e baixos dos dois lados. O suíço acabaria por prevalecer no final levantando seu sexto troféu do torneio americano.[125]

Destaca-se o final de sua temporada onde Federer jogou o Shanghai Masters. Ele bateu Novak Djokovic nas semifinais, encerrando a invencibilidade de 28 jogos do sérvio em solo chinês.[126] Ele lutou com o francês Gilles Simon em sua segunda final em Xangai, derrotando-o em dois sets com tiebreak e conquistando o 23º título de Masters 1000 em sua carreira. A vitória fez com que Federer voltasse ao segundo lugar pela primeira vez desde maio de 2013.[127][128] Federer, em seguida, jogou o Swiss Indoors em outubro, onde conquistou seu sexto título no torneio e seu octogésimo segundo título ATP. Federer também chegou à final do torneio ATP World Tour Final de 2014 para enfrentar Djokovic novamente, mas se retirou da final por causa de uma lesão nas costas proveniente de sua semifinal contra Stan Wawrinka.[129][130]

Fez parte da equipe suíça campeã da Copa Davis de 2014. Nas semifinais da Copa Davis, Federer venceu as partidas individuais contra a Itália em sets diretos e levou a Suíça à final pela primeira vez desde 1992.[131] Na decisão, ele e seus compatriotas venceram os tenistas que representavam a França por 3 a 1. Desta forma, conquistou o único título que faltava em sua carreira.[132] Somente ele e Agassi conquistaram o título dos quatro Grand Slams, a Copa Davis, a medalha de ouro olímpica e o título das Finais da ATP (antiga Masters Cup).[132]

2015: Milésima vitória e os nove mil acesEditar

No dia 11 de janeiro de 2015, conquistou o ATP 250 de Brisbane na Austrália, no seu primeiro torneio da temporada. O 83º título da carreira coincidiu com a milésima vitória em partidas pela Associação de Tenistas Profissionais. Além disso, este título lhe renderia um novo recorde na época: o de vencer pelo menos um torneio durante 15 anos consecutivos.[133][134] Além disso, Federer tornou-se a quarta pessoa desde 1991 a ultrapassar o marco de nove mil aces da carreira na final de Dubai contra Djokovic, onde acabaria por ser campeão pela sétima vez numa vitória em dois sets: 6-3 e 7-5 em uma hora e 24 minutos de jogo.[135] Em um dos últimos torneios da temporada, acabaria por conquistar uma vitória e título no ATP 500 de Basileia sobre seu arquirrival Rafael Nadal, a primeira desde Indian Wells 2012 e também quebrando uma sequência de 5 vitórias seguidas do espanhol.[136]

Destacam-se também as vitórias nos torneios de Halle, Istanbul Open e principalmente, em Cincinnati onde acabaria por vencê-lo pela sétima vez após vencer Andy Murray na semi-final e Novas Djokovic na final, fazendo deste o seu torneio de maior sucesso a nível de ATP 1000.[29]

2016: Lesões e queda no rankingEditar

 
Federer em partida válida pelo ATP 1000 de Roma

Federer começou sua temporada no Brisbane International como o atual campeão, apesar de ter um vírus quando o torneio começou. No entanto, em uma revanche da final do ano anterior, ele perdeu na final para Milos Raonic em dois sets.[137] Federer então participou do Aberto da Austrália de 2016 e se recuperou de sua derrota na terceira rodada por Andreas Seppi em 2015 ao chegar às semifinais, mas perdeu para o eventual campeão Novak Djokovic em quatro sets.[138] No dia seguinte a sua derrota para Djokovic, Federer sofreu uma contusão no joelho e no início de fevereiro foi submetido a uma cirurgia artroscópica para reparar um menisco rasgado no joelho e perdeu os torneios em Roterdã, Dubai e Indian Wells em fevereiro e março. Ele estava programado para retornar à ação em Miami.[139] Devido a um vírus estomacal, ele teve que se retirar de Miami, prolongando assim seu tempo nos bastidores.[140]

Federer fez seu retorno no Masters de Monte-Carlo, perdendo nas quartas de final para Jo-Wilfried Tsonga em três sets.[141] Em Madrid, ele sofreu uma lesão nas costas durante a prática e retirou-se pouco depois de chegar. Ele então participou do Internazionali BNL d'Italia, onde perdeu na terceira rodada para Dominic Thiem.[142][143] Sua retirada do Aberto da França quebrou uma série recorde de 65 participações consecutivas na principal atração dos torneios do Grand Slam.[144]

Ainda sofrendo de dores recorrentes no joelho durante a temporada de grama, ele perdeu nas semifinais de Stuttgart e Halle. Em 6 de julho, ele voltou de dois sets para derrotar Marin Čilić em cinco sets nas quartas de final de Wimbledon de 2016, igualando os recordes de todos os tempos de Jimmy Connors de onze semifinais de Wimbledon e 84 vitórias.[145] Ele sofreu sua primeira derrota em uma semifinal de Wimbledon, dois dias depois, em uma derrota de cinco sets para Raonic, re-machucando seu joelho no quinto set.[146]

Em 26 de julho, Federer anunciou que perderia as Olimpíadas de 2016 e o restante da temporada de 2016 para se recuperar totalmente de sua lesão no joelho.[147] A súbita retirada não apenas implicou que 2016 fosse sua primeira temporada desde 2000 sem a conquista de um título, mas também significou que ele teria que abandonar os dez primeiros lugares do ranking pela primeira vez em quatorze anos. Isso, combinado com uma seca de títulos em torneios de Grand Slam que durou mais de quatro anos, levou muitos analistas a acreditarem que sua excelente carreira estava finalmente chegando ao fim e que ele nunca mais ganharia títulos importantes novamente.[148][149]

2017: Um "conto de fadas" para Roger FedererEditar

 
Final do Australian Open de 2017 entre Federer e Nadal

Com a conquista do quinto título em Melbourne, em 2017, Federer tornou-se o único tenista da história a conquistar pelo menos 5 títulos em 3 Grand Slams diferentes. Além disso, é também o único tenista da história que possui 2 pentacampeonatos consecutivos em 2 Grand Slams: Wimbledon 2003 a 2007 e US Open de 2004 a 2008.[150][151] Após o Aberto da Austrália de 2017, ao vencer a final contra Rafael Nadal e vencer seu 18.º Slam, completou 365 partidas em nível Grand Slam e 314 vitórias nesses torneios, os maiores números absolutos da Era Aberta. Com a vitória na final do Masters de Miami de 2017, chegou a 1099 vitórias em 1345 partidas como profissional em simples, sendo nesse quesito superado apenas por Jimmy Connors (1256 vitórias em 1535 partidas).[152]

Em março, Federer conquistou seu 25º título de Masters em Indian Wells, derrotando Wawrinka na final e conquistando mais uma vitória sobre Nadal na quarta rodada. Este também foi o 90º título de carreira do suíço e ele subiu para o sexto lugar no ranking da ATP.[153] Federer conquistou seu 26º título de Master derrotando Nadal na final do ATP de Miami em dois sets e subiu para a quarta colocação no ranking da ATP. Isso marcou a terceira vez que Federer venceu em Indian Wells e Miami, coloquialmente chamado de "Sunshine Double" (2005, 2006 e 2017).[154]

No dia 20 de junho de 2017 alcançou sua vitória de número 1100 num jogo tranquilo com placar de 6-3 e 6-1 contra o japonês Yuichi Sugita[155][156][157] no ATP 500 de Halle, Alemanha. Acabaria por ser campeão do torneio pela nona vez, com outra fácil vitória na final contra o jovem alemão Alexander Zverev com parciais de 6-1 e 6-3 em 53 minutos de jogo.[158][159] Pela segunda vez na carreira, venceu um Grand Slam sem perder qualquer set. Ocorreu em Wimbledon 2017, numa vitória simples contra Marin Čilić por 6-3, 6-1 e 6-4.[160] Neste mesmo torneio, se tornaria o terceiro jogador da história a alcançar os dez mil aces na carreira.[161][162]

No ATP de Xangai, Federer conquistou seu terceiro título de Masters na temporada, derrotando o então número 1 Rafael Nadal na final. Esta foi a quinta vitória consecutiva de Federer sobre Nadal em sua rivalidade e seu 94º título na carreira, empatando com o segundo colocado Ivan Lendl.[163] Durante a temporada de indoor, derrotou Juan Martin Del Potro na final do torneio de sua cidade natal, o Swiss Indoors, em Basileia, conquistando um recorde de oito títulos no torneio e conquistando seu 95º título na carreira. Com isso, acabou por superar Ivan Lendl em número de títulos na carreira.[164][165] Federer se classificou para as finais da ATP de 2017, mas foi derrotado por David Goffin nas semifinais em três sets.[166]

Federer descreveu essa temporada como um "conto de fadas" e como possivelmente um de seus anos preferidos na ATP. Venceu dois Grand Slams, venceu Nadal quatro vezes sem perder nenhuma, conquistou 7 títulos em 8 finais e 52 vitórias em 57 jogos. Tudo isto aconteceu após ter sido desacreditado pela complicada temporada de 2016.[167] Somada as conquistas de 2017 com sua gloriosa carreira, Roger Federer foi aclamado como uma lenda viva em seu próprio tempo por diversos analistas e críticos do esporte.[168][169]

2018: 20º Grand Slam e número 1 mais velho da históriaEditar

Esta temporada foi importante, pois Federer conseguiu alcançar novos recordes além de ampliar alguns já existentes.[170] Começou sua temporada ganhando a Copa Hopman em parceria com Belinda Bencic. Este foi o seu segundo título na Hopman Cup, tendo vencido anteriormente em 2001 com Martina Hingis.[171] No Aberto da Austrália de 2018, chegou à final sem perder nenhum set, e defendeu com sucesso seu título vencendo Marin Čilić em uma final de cinco sets. Este foi o sexto título do suíço no Aberto da Austrália, igualando o então recorde de Roy Emerson e Novak Djokovic, que foi superado por Djokovic em 2019. Ele também se tornou o primeiro homem a ganhar vinte títulos do Grand Slam.[172] Foi também a primeira vez desde o Aberto dos EUA de 2008 que Federer defendeu com sucesso um grande título.[173][174] Tais conquistas reforçaram os elogios da imprensa de que o suíço seria de fato "o maior atleta da história".[175][176][177]

Ao vencer Robin Haase nas quartas-de-final do ATP de Roterdão em 16 de fevereiro de 2018, Roger Federer tornou-se o mais velho número 1 da história do tênis na era Open, com 36 anos e meio, quebrando o recorde anterior de Andre Agassi (33 anos).[178][179][180][181][182][183] Com esse título, o suíço também acabaria por alcançar o recorde absoluto de vitórias em torneios ATP 500.[184][185]

Ainda alcançaria a marca de 1400 jogos na carreira. Federer nunca abandonou uma sequer partida em sua vida inteira no tênis.[186] No dia 17 de junho de 2018, Federer conquistou o ATP 250 de Stuttgart, Alemanha e voltou ao ranking de número 1 do mundo, alcançando tanto seu título de número noventa e oito[187] quanto a sua 310º semana[188] como número um mundial.[189][190] Apesar de seus resultados no segundo semestre não terem sido tão bons como no primeiro semestre, Federer venceria por uma nona vez o torneio de Basel na Suíça já no fim do ano.[191]

No final da temporada, ainda jogaria um clássico contra Novak Djokovic no ATP 1000 de Paris, França. Num jogo espetacular, considerado um dos melhores jogos de 2018 pela ATP,[192] acabaria por perder em três sets com dois tiebreaks em 3 horas e 2 minutos. Apesar da derrota, este jogo foi um memorável jeito de se despedir do ano de 2018 (ainda jogaria o ATP Finals, onde perdeu na semi-final para o alemão Alexander Zverev, que acabaria campeão do torneio).[193]

2019: 100º título ATP e 1.200ª vitóriaEditar

Federer abriu sua campanha defendendo seu título na Hopman Cup ao lado de Belinda Bencic, tornando-se no primeiro jogador a vencer o evento por três vezes.[194] Após frustrante derrota para o novato grego Stefanos Tsisipas no início do ano no Australian Open, sagrou-se campeão do ATP de Dubai, derrubando na final o mesmo jovem que o havia vencido na Austrália, tornando-se então no segundo homem na história a vencer 100 torneios ATP, atrás apenas de Jimmy Connors, que é dono de 109 títulos.[195] Esse título também lhe permitiu bater o recorde do americano de maior tempo entre o primeiro e o último título da carreira (18 anos).[196] Em 31 de março, Federer derrotou John Isner na final do Miami Open de 2019 para conquistar seu quarto título no torneio e o 28º título de Masters 1000 na carreira.[197]

No dia 9 de maio, Federer venceu sua partida de número 1200 na carreira, derrotando Gaël Monfils após salvar dois match-points num jogo que foi espetacular no ATP 1000 de Madri.[198][199] Com o placar de 6-0, 4-6 e 7-6 alcançou o seu 93º "6-0" na carreira.[200] Em Roland-Garros no dia 31 de maio, se tornou o primeiro jogador na história a possuir quatrocentos jogos em torneios de nível Grand Slam. Venceu Casper Ruud em 3 sets com parciais de 6-3, 6-1 e 7-6 em 2 horas e 11 minutos de jogo.[201] Após chegar as quartas-de-final de Roland-Garros, se tornou o jogador mais velho a chegar tão longe num Grand Slam desde 1991.[202] Acabaria por se despedir do torneio após derrota para um de seus maiores arquirrivais, Rafael Nadal, num jogo em que o "vento foi protagonista em diversos momentos".[203]

A temporada de grama começou da melhor maneira para Roger Federer. Após encontrar e vencer pela primeira vez o francês Pierre-Hugues Herbert por duplo 6-3 em cerca de uma hora de jogo, chegou a final do ATP 500 de Halle, onde conquistou seu décimo título no mesmo torneio após vitória contra o belga David Goffin se tornando o segundo homem a conseguir tal marco.[204][205] Chegou a Wimbledon como um dos favoritos e após vencer Lucas Pouille alcançou sua vitória de número 350 em Grand Slams.[206][207] Já nas oitavas de final do torneio londrino, encontrou pela primeira vez o italiano Matteo Berrettini. O primeiro set levou menos de vinte minutos e em pouco tempo, o suíço venceria a partida que lhe permitiria igualar o recorde de 185 vitórias em grama de Jimmy Connors.[208] No dia 10 de julho, após vencer o japonês Kei Nishikori nas quartas de final de Wimbledon, se tornaria no primeiro homem a conquistar 100 vitórias em apenas um Grand Slam e ainda quebraria o recorde de mais vitórias na grama se tornando no maior vencedor da história desta superfície.[209]

Torneios entre naçõesEditar

Copa DavisEditar

 
Federer se prepara para devolver um serviço na Copa Davis

Federer fez sua estreia na Copa Davis pela Suíça na primeira rodada do Grupo Mundial contra a Itália, em 1999, aos 17 anos de idade. Em sua primeira partida, ele derrotou Davide Sanguinetti em quatro sets e registrou uma segunda vitória dois meses depois, quando a Suíça avançou para as quartas de final do Grupo Mundial. Nas quartas-de-final, quando tinha 17 anos, sofreu sua primeira derrota na Copa Davis, ao perder para o belga Christophe Van Garsse em cinco sets. A equipe foi derrotada por 3-2. Um ano depois, Federer competiu pela primeira vez em um jogo de duplas da Copa Davis, jogando ao lado de Lorenzo Manta para derrotar os australianos Wayne Arthurs e Sandon Stolle em quatro sets. Federer perdeu as duas partidas de singulares para Mark Philippoussis e Lleyton Hewitt. Ele retornou para os playoffs em julho de 2000 e levou a Suíça a uma vitória de 5 a 0 sobre a Bielorrússia, registrando vitórias em simples e duplas.[210]

Seu primeiro momento de destaque na Copa Davis veio em 2003, quando o recém-coroado campeão de Wimbledon levou seu país a uma semifinal histórica. Depois de ganhar por 5x0 da Holanda, a equipe suíça viajou para Melbourne para disputar contra os australianos. Mais uma vez, Federer derrotou o vice-campeão de Wimbledon, Mark Philippoussis. Mas a suíça perderia o outro jogo de simples, e o de duplas. Federer, em seguida, jogou contra Lleyton Hewitt em uma situação de morte súbita para a Suíça. Federer venceu os 2 primeiros sets, mas levou uma virada e foi derrotado. Isso abalou Federer, que por muitos anos não quis mais defender as cores de seu país no torneio.[210]

O surgimento do compatriota Stanislas Wawrinka como campeão do Australian Open em 2014 renovou a esperança para Federer em sua missão na Copa Davis, e ambos se comprometeram com todos e cada um daquele ano. Vitórias sobre Sérvia, Cazaquistão e Itália permitiram que a equipe suíça avançasse para a final da Copa Davis de 2014. Levando para a final, Federer sofreu uma lesão nas costas,[211] que colocou sérias dúvidas sobre a chance da Suíça de conquistar o título, e Gaël Monfils, aparentemente, soletrou o pior para a Suíça derrotando Roger Federer no primeiro jogo. No entanto, no dia seguinte, o suíço retornou rejuvenescido para ajudar a conquistar a vitória nas duplas. No último dia do confronto, com vantagem para a Suíça por 2-1, o jogo de simples entre Federer e Richard Gasquet acabaria por definir o confronto. Após derrotar Gasquet deu o primeiro (e único até agora) título da Copa Davis à Suíça. Mais do que isso, Federer conquistou o único título que faltava em sua carreira.[132] Federer detém muitos recordes da Copa Davis para a Suíça, incluindo o maior número de vitórias totais; maior número de vitórias em singulares e mais anos jogados.[212]

Jogos OlímpicosEditar

 
Roger Federer e a esposa Mirka nas olímpiadas de 2012

Aos 18 anos de idade, Federer fez sua estreia olímpica em Sydney-2000, onde entrou na competição de simples. Foi derrotado por Tommy Haas nas semifinais e Arnaud Di Pasquale na disputa pela medalha de bronze, fazendo com que Federer deixasse Sydney de mãos vazias.[213]

Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2004, em Atenas, Federer foi o portador da bandeira da Suíça na cerimônia de abertura. Ele entrou na competição como favorito, por ser o então número 1 do ranking no início do ano e capturando os títulos Australian Open e Wimbledon. No entanto, ele perdeu na segunda rodada para Tomáš Berdych. Em duplas, ele e o compatriota Yves Allegro perderam na segunda rodada.[214]

Nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, Federer novamente foi o portador da bandeira da Suíça na cerimônia de abertura. E novamente ele era o favorito, mas perdeu nas quartas de final para James Blake.[215][216] No entanto, ele conquistou a medalha de ouro em duplas masculinas com o compatriota Stan Wawrinka, derrotando na final Simon Aspelin e Thomas Johansson, da Suécia.[217]

Em Londres 2012, após perder para Andy Murray na final, acabaria por ganhar sua primeira medalha olímpica em simples.[218] Ele e Wawrinka não foram capazes de defender sua medalha de ouro em duplas, perdendo na segunda rodada para Jonathan Erlich e Andy Ram de Israel.[219]

Federer não competiu nas Olimpíadas do Rio (2016) depois de passar o resto da temporada se recuperando de uma lesão no joelho.[147] Seu último jogo em 2016 foi na semi-final em Wimbledon contra Raonic.[220][221][222][223]

Copa HopmanEditar

É o recordista de títulos da Copa Hopman, com 3 conquistas.[224] Venceu pela primeira vez em 2001, quando se juntou a Martina Hingis para vencer os EUA, representados por Monica Seles e Jan-Michael Gambill nas finais.[225] No ano seguinte (2002), ele jogou ao lado de sua atual esposa, Mirka Federer, mas foram derrotados ainda na primeira rodada. As duas outras conquistas viriam em 2018 e 2019, ao lado de Belinda Bencic, ambas com vitórias na final contra a Alemanha, representada pelos tenistas Alexander Zverev e Angelique Kerber.[224]

Laver CupEditar

 
Time Europa foi o vencedor na edição de 2017[226][227]

Federer foi um dos idealizadores da Copa Laver, que coloca a Europa contra o resto do mundo. O torneio é nomeado em homenagem a Rod Laver e a edição inaugural foi disputada em 2017.[228]

A Europa venceu a primeira Laver Cup em 2017. Federer jogou sua primeira partida de simples despachando Sam Querrey em dois sets diretos. Foi neste evento também que Federer e Nadal competiram do mesmo lado em um jogo de duplas pela primeira vez.[229][230] No terceiro dia, Federer competiu na final do torneio, onde ele selou a vitória do Team Europe ao derrotar Nick Kyrgios no tiebreak da final (salvando um match point). Com três vitórias e sete pontos, Federer foi o jogador mais bem sucedido da edição 2017.[231]

A segunda edição foi disputada em 2018. A equipe europeia liderada por Federer conquistou novamente o título depois de derrotar o Team World por 13-8. Federer venceu seus dois jogos de simples, contra Nick Kyrgios e John Isner, mas perdeu ambos os jogos de duplas.[232][233] Destacou-se nesta edição, o jogador Jack Sock que conseguiu três vitórias em duplas, contribuindo com 6 pontos para a equipe Team World.[234] Federer até o momento, nunca perdeu um jogo em singulares na Laver Cup.[234]

RivalidadesEditar

Rafael NadalEditar

 
Federer e Nadal antes da final de Wimbledon de 2008

Federer e Rafael Nadal jogaram 40 vezes, com Federer perdendo por 16-24. Federer tem um recorde de vitórias em grama 3-1 e quadras duras 11-9, enquanto Nadal tem ampla liderança no saibro 14-2.[235] Como as participações em torneios são baseadas em classificações, 24 de suas partidas foram em finais de torneios incluindo um recorde de nove finais de Grand Slam.[236] Federer e Nadal jogam entre si desde 2004, e sua rivalidade é uma parte significativa das carreiras de ambos os homens.[237][238][239][240] O último encontro foi no Shanghai Masters 2017 (onde se encontraram pela primeira vez) e Federer derrotou Nadal em sets diretos na final.[163]

Eles mantiveram os dois primeiros rankings no ATP Tour de julho de 2005 até 17 de agosto de 2009, quando Nadal caiu para o número 3 (Andy Murray se tornou o novo número 2),[241] e o fizeram novamente em 11 de setembro de 2017. Eles são o único par de homens que já completaram seis anos consecutivos no topo. Federer ficou em primeiro lugar por 237 semanas consecutivas, começando em fevereiro de 2004. Nadal, que é cinco anos mais novo, subiu para o segundo lugar em julho de 2005 e manteve o lugar por 160 semanas consecutivas, antes de superar Federer em agosto de 2008.[242][243][244]

De 2006 a 2008, eles jogaram em todas as finais do Aberto da França e Wimbledon. Depois disso, jogaram também a final do Aberto da Austrália de 2009, a final do Aberto da França de 2011 e a final do Aberto da Austrália de 2017. Nadal venceu seis das nove finais, perdendo as duas primeiras finais de Wimbledon e a segunda final do Aberto da Austrália. Quatro dessas finais foram em cinco sets (2007 e 2008 em Wimbledon, 2009 e 2017 no Aberto da Austrália), com a final de Wimbledon em 2008 sendo considerada a melhor partida de todos os tempos por muitos analistas de tênis.[245][246] Das suas 39 reuniões, 13 chegaram a um set decisivo. Eles também jogaram em 12 finais Masters Series, incluindo seu único jogo de cinco horas no Masters de Roma 2006, que Nadal venceu no quinto set, tendo salvado dois match points.[49]

Novak DjokovicEditar

 
Um dos melhores serviços contra uma das melhores devoluções do circuito ATP

Federer e Novak Djokovic jogaram 47 vezes, com Federer perdendo por 22-25. Eles estão empatados em 4-4 no saibro, enquanto Federer arrasta 17-19 em quadras duras e 1-2 em grama. Esta rivalidade é uma das maiores rivalidades na história masculina do torneio Grand Slam, com um recorde de 15 partidas disputadas entre si.[247][248][236] Djokovic é o único jogador para além de Nadal a derrotar Federer em torneios consecutivos de Grand Slam (2010 US Open e 2011 Australian Open, também 2015 Wimbledon e Aberto dos EUA e 2016 Australian Open), e o único jogador para além de Nadal e Murray que conseguiu mais de uma década de vitórias sobre Federer. Djokovic é um dos dois jogadores (o outro novamente sendo Nadal) em turnê a ter derrotado Federer em três sets em um evento Grand Slam mais de uma vez (2008 Australian Open, 2011 Australian Open, 2012 French Open). De suas 47 reuniões, 18 chegaram a um set decisivo.[249]

Federer e Djokovic jogaram pela primeira vez em uma final de Grand Slam no Aberto dos EUA de 2007, onde o tricampeão reinante e número 1 de Federer saiu vitorioso. Federer terminou com o início perfeito de Djokovic na temporada 2011 nas semifinais do Aberto da França, mas Djokovic conseguiu vingar a derrota no Aberto dos EUA de 2011 em cinco sets, depois de salvar dois match points contra Federer pelo segundo ano consecutivo.[249] Nas semifinais de Wimbledon 2012, Federer derrotou o então atual campeão e número 1 Djokovic em quatro sets.[250] Os dois se encontraram novamente durante as finais do Campeonato de Wimbledon de 2014, com Djokovic saindo vitorioso depois de cinco sets.[251] Federer também terminou com 28 vitórias consecutivas de Djokovic na China no 2014 Shanghai Open. Federer e Djokovic se reencontraram no Wimbledon Championships de 2015 com Djokovic mais uma vez garantindo a vitória em quatro sets.[252] O par se encontrou mais uma vez para o grande final da temporada, o US Open de 2015 e mais uma vez Djokovic prevaleceu em quatro sets.[253] Muitos especialistas incluíram a rivalidade entre Federer e Djokovic como uma das melhores rivalidades da Era Aberta.[254]

Andy MurrayEditar

Federer e Andy Murray jogaram 25 vezes, com Federer liderando por 14 a 11. Federer lidera em 12 a 10 em quadras duras e em 2 a 1 na grama. Eles nunca se encontraram no saibro.[255] Os dois se encontraram seis vezes em torneios de Grand Slam, sendo as três primeiras vezes em finais, e Federer venceu todas as três partidas; no Aberto dos EUA de 2008[256] e no Aberto da Austrália de 2010,[257] vencendo em três sets, e no Campeonato de Wimbledon de 2012 em que Murray ganhou o primeiro set, mas perdeu em quatro sets. No entanto, Murray venceu seu encontro nas semifinais do Aberto da Austrália de 2013, derrotando o suíço pela primeira vez em um torneio do Grand Slam em cinco sets. No Aberto da Austrália de 2014, Federer reverteu esse resultado, derrotando Murray em quatro sets nas quartas de final. O encontro mais recente entre os dois em um Major foi nas semifinais do Wimbledon Championships 2015, onde um inspirado Federer triunfou em sets diretos.[258][259]

Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2012, Murray derrotou Federer negando ao suíço completar um Golden Slam. Murray também lidera em 6-3 nos torneios ATP 1000 e 2-0 em finais do mesmo. Eles também se encontraram cinco vezes no ATP Finals, com Murray vencendo em Xangai em 2008[260] e Federer em Londres em 2009, 2010, 2012 e 2014.[261] Murray é um dos três únicos jogadores que registraram 10 ou mais vitórias sobre Federer (os outros dois são Rafael Nadal e Novak Djokovic).[44]

Andy RoddickEditar

 
Wimbledon 2009: Um torneio que ficaria para a história do tênis[262][263][264]

Federer e Andy Roddick jogaram 24 vezes com o suíço liderando o confronto com 21 vitórias e 3 derrotas. Roddick perdeu seu primeiro lugar no ranking para Federer depois que o mesmo ganhou seu primeiro Aberto da Austrália em 2004. Esta rivalidade inclui quatro finais de Grand Slam, três em Wimbledon e uma no US Open, todas vencidas por Federer.[265]

A final de Wimbledon em 2009 é um marco nesta rivalidade. A partida incluiu um quinto set de 30 games (um recorde do Grand Slam) e durou mais de quatro horas. No último game do set decisivo, o saque de Roddick foi quebrado pela primeira vez na partida. Com essa vitória, Federer bateu o recorde de 14 títulos de Grand Slam de Pete Sampras, e Roddick se desculpou com Sampras (que estava lá) por não conseguir detê-lo.[266][267][268]

Esta final em Wimbledon 2009 foi um dos jogos mais assistidos da história do tênis com mais de 5 milhões de espectadores ao vivo.[269] Sobre Roddick, Federer afirmou que:

"Ele é melhor do que o retrospecto mostra!"[270]

Se considerada a grandeza da carreira do americano, de fato pode-se dizer que o retrospecto entre os dois é um pouco desequilibrado em favor do suíço. Venceu 21 partidas contra 3 do americano, ou seja, sete vezes a mais. Um aproveitamento de 88% no confronto.[265]

Lleyton HewittEditar

Federer e Lleyton Hewitt jogaram 27 vezes, com Federer liderando por 18-9.[271] No início de suas carreiras, Hewitt dominou Federer, vencendo sete de suas nove primeiras reuniões, incluindo uma vitória na semifinal da Copa Davis de 2003, que permitiu à Austrália derrotar a Suíça. Isso marcou um ponto de virada na rivalidade, já que Federer ganhou 16 das 18 próximas reuniões a partir de 2004. Esta é a maior rivalidade de Hewitt, uma vez que os dois jogaram pela primeira vez como juniores em 1996.[272] Eles se encontraram na final de 2004 do Aberto dos EUA, onde Federer ganhou seu primeiro título do Aberto dos EUA em um encontro desequilibrado no qual Federer marcou um "bagel" (6-0) no primeiro e no terceiro set. Ainda jogou com Hewitt em seis torneios do Grand Slam, onde acabou por terminar com o troféu em todos eles, incluindo os seus cinco triunfos entre 2004 e 2005. Seu último encontro foi no Brisbane International de 2014, onde Hewitt venceu Federer em três sets pelo seu primeiro título desde 2010, quando também venceu Federer pelo título de Halle.[271] Hewitt e Federer se uniram em duplas masculinas em Wimbledon em 1999 e perderam na terceira rodada para Jonas Björkman e Pat Rafter.[273]

David NalbandianEditar

Federer e David Nalbandian jogaram 19 vezes, com Federer liderando por 11-8.[236][274] David Nalbandian foi o maior rival de Federer no início de sua carreira tendo dominado o confronto desde cedo, vencendo seus primeiros cinco jogos de 2002 a 2003. Federer reverteu essa tendência na Masters Cup de 2003, onde registrou sua primeira vitória, e chegou a vencer 11 de suas últimas 14 partidas. Federer lidera por 6 a 5 em quadras duras, 1 a 0 na grama e 3 a 1 em quadras de saibro, enquanto Nalbandian lidera por 2 a 1 no carpete. Notáveis encontros incluem a vitória de Nalbandian em um tiebreak de quinto set para vencer a Masters Cup de 2005, e a vitória de Federer nas semifinais do Aberto da França de 2006. Eles se encontraram seis vezes em torneios do Grand Slam, com Federer liderando por 4 a 2.[236]

Marat SafinEditar

Marat Safin e Federer jogaram 12 vezes, com Federer liderando por 10 a 2.[275] Federer e Safin tornaram-se profissionais praticamente na mesma época, com Safin se tornando profissional em 1997 e Federer em 1998. Federer lidera por 4 a 1 em quadras duras, 3 a 0 em quadra de grama e saibro, enquanto Safin lidera por 1 a 0 no carpete. Notáveis encontros incluem Federer derrotando Safin no Hamburg Masters de 2002 para ganhar o primeiro título Masters 1000 de sua carreira, e também, a vitória do suíço nas semifinais do Masters Cup de 2004, depois de vencer o tiebreak por 20 a 18 em seu oitavo match point. Federer também derrotou Safin na final do Aberto da Austrália de 2004 para conquistar seu primeiro título de torneio do Aberto da Austrália e do segundo Grand Slam. No entanto, Safin derrotou Federer nas semifinais do Aberto da Austrália de 2005, depois de ter salvado um match point no tiebreak do quarto set, para encerrar uma série de 26 vitórias seguidas de Federer.[276] Eles se encontraram cinco vezes em torneios do Grand Slam, com Federer liderando por 4 a 1.[275]

Andre AgassiEditar

Federer e Andre Agassi jogaram 11 vezes, e Federer lidera o confronto direto com 8-3.[277] Esta foi a rivalidade mais significativa de Federer com um jogador dominante da geração anterior. Eles se encontraram pela primeira vez em apenas o terceiro torneio da carreira de Federer no ATP de Basileia em 1998, na cidade natal do suíço, com Andre Agassi prevalecendo sobre o jovem de 17 anos de idade. Agassi também o derrotou no Aberto dos EUA de 2001 e na final do Miami Masters em 2002. Federer começou a virar a maré na Masters Cup em 2003, quando derrotou Agassi tanto no round robin como na final. Eles disputaram uma memorável partida de quartas-de-final no Aberto dos EUA de 2004, que durou dois dias, com Federer vencendo em cinco sets. No Campeonato do Dubai de 2005, Federer e Agassi atraíram as manchetes mundiais com uma publicidade que viu os dois homens jogarem em um heliponto quase 220 metros acima do nível do mar no hotel Burj al-Arab. Sua partida final foi em uma das plataformas mais prestigiadas do esporte, quando jogaram na final do US Open de 2005. Federer foi vitorioso em quatro sets, conquistando o sexto torneio Grand Slam de sua carreira e negando a Agassi seu nono.[277]

Stan WawrinkaEditar

 
Federer e Wawrinka. Rivais e amigos.

Federer e seu colega suíço Stan Wawrinka jogaram um contra o outro 26 vezes, com Federer liderando por 23 a 3. Federer lidera por 7-1 em torneios de Grand Slam, 17-0 em quadras duras, 1-0 em gramados e 5-3 em quadras de saibro. O par tem um retrospecto de 1 a 1 nas finais. O primeiro encontro deles numa final aconteceu em 2014 no Monte-Carlo Rolex Masters, onde Wawrinka derrotou Federer em três sets para ganhar seu primeiro título Masters 1000, antes de Federer vingar sua derrota no BNP Paribas Open de 2017, vencendo-o na final.[278] Enquanto a rivalidade é unilateral em favor de Federer, os dois têm contestado alguns jogos próximos. Wawrinka derrotou seu compatriota durante as quartas de final do Aberto da França de 2015, a caminho de conquistar seu primeiro título do Aberto da França, embora Federer tenha conquistado uma vitória nas semifinais do Aberto dos EUA de 2015. Outros jogos mais próximos incluem o: Shanghai Masters 2012 e o Indian Wells Masters 2013, ambos vencidos em três sets; Wimbledon 2014 onde Federer venceu em quatro sets; a semifinal do ATP World Tour 2014 que Federer venceu em três sets depois de salvar quatro match points e a semifinal do Aberto da Austrália de 2017, que Federer venceu em cinco sets. Apesar de sua rivalidade na quadra, eles são amigos fora dela,[279] tendo jogado duplas juntos em várias ocasiões, mais notavelmente quando ganharam o ouro nas Olimpíadas de Pequim 2008 e quando ganharam a Copa Davis 2014.[280]

Juan Martín del PotroEditar

 
Juntos em exibição na Argentina

Juan Martín del Potro e Roger Federer jogaram 25 vezes, com Federer liderando por 18 a 7.[281] Eles se encontraram sete vezes em torneios do Grand Slam, com Federer liderando por 5 a 2. Suas duas mais famosas reuniões do Grand Slam aconteceram em 2009. O primeiro foi nas semifinais do Aberto da França, onde Federer sobreviveu a um confronto de cinco sets quando estava a caminho do primeiro título parisiense de sua carreira. A segunda foi na final do Aberto dos EUA, onde Del Potro venceu o pentacampeão Federer em cinco sets, terminando sua série de 20 vitórias nos Grand Slams. Outra partida de alto nível foi nas semifinais da Olimpíada de Londres 2012, onde Federer venceu por 19 a 17 no último set para garantir a medalha de prata olímpica. Eles também se enfrentaram nas finais dos Jogos Internacionais Suíços em 2012, 2013 e 2017, com del Potro prevalecendo nas duas primeiras ocasiões, e Federer no último deles em três sets apertados.[281]

Nas quartas de final do Aberto dos EUA de 2017, em uma revanche da final do Aberto dos EUA de 2009, Del Potro novamente venceu Federer em quatro sets para acabar com sua série de invencibilidade em Grand Slams naquele ano. Com esta vitória, Del Potro também negou a primeira partida de Federer-Nadal no US Open, como em 2009, onde ele derrotou Nadal em sets diretos nas semifinais. Federer, no entanto, vingou essa derrota nas semifinais do Masters de Xangai, onde derrotou o Del Potro. Na final de 2018 do BNP Paribas Open, Del Potro venceu Federer em três sets na final, depois de ter enfrentado match points no terceiro set. Com esta vitória, Del Potro conquistou seu primeiro título de Masters 1000 em sua carreira.[282]

Tomáš BerdychEditar

Tomáš Berdych e Federer jogaram 26 vezes, com o suíço liderando 20-6.[283] Federer lidera 12-5 em quadras duras, 3 a 1 em quadras de grama, 4 a 0 em quadras de saibro e 1 a 0 em carpete. Berdych venceu a primeira partida entre ambos, derrotando o suíço nos Jogos Olímpicos de Verão de 2004. Federer, em seguida, passou a ganhar seus próximos oito encontros, antes de Berdych encerrar a sequência de derrotas em 2010. Entre 2010 e 2013, Berdych ganhou 5 de 8 reuniões. Em 2014, mudou para uma raquete maior para evitar ser dominado por jogadores como Berdych e lidera 9-0 desde então. Eles se encontraram dez vezes em torneios do Grand Slam, com Federer liderando por 8 a 2. Berdych é um dos cinco jogadores, junto com Arnaud Clément, Álex Corretja, David Nalbandian e Jo-Wilfried Tsonga, a derrotarem o suíço antes das semi-finais dos majors por mais de uma vez. Seus mais notáveis jogos do Grand Slam aconteceram no Aberto da Austrália de 2009, quando Federer venceu em cinco sets depois de perder os dois primeiros sets, o Wimbledon Championships de 2010 e o US Open de 2012, os quais Berdych venceu em quatro sets. Berdych alcançou a única final de Grand Slam de sua carreira após a vitória nas quartas-de-final de Wimbledon 2010, terminando a série de sete finais consecutivas do suíço em Wimbledon desde 2003.[284]

Jo-Wilfried TsongaEditar

Jo-Wilfried Tsonga e Federer jogaram 17 vezes, com Federer liderando por 11 a 6. Federer lidera por 5 a 3 em quadras ao ar livre e em 4 a 0 em quadras cobertas, enquanto Tsonga lidera por 1 a 0 na grama. Em quadras de saibro, o encontro encontra-se empatado com 2 vitórias para cada tenista.[285] A dupla se enfrentou seis vezes em torneios do Grand Slam, incluindo seus cinco sets nas quartas de 2011 de Wimbledon e no Australian Open de 2013. Eles também têm uma semifinal no Aberto da Austrália de 2010, com Federer vencendo em três sets. Disputaram a final da ATP World Tour Finals 2011, com o suíço conquistando seu sexto campeonato de fim de ano em três sets. O par também se encontrou em duas finais do ATP World Tour Masters 1000. O primeiro foi no BNP Paribas Masters de 2011, com Federer conquistando seu primeiro título em Bercy, e o segundo na Rogers Cup de 2014, com Tsonga vencendo seu segundo título de Masters 1000.[286]

Marin ČilićEditar

Federer e Marin Čilić jogaram 10 vezes, com Federer liderando por 9 a 1.[287] A única vitória de Čilić foi nas semifinais do Aberto dos EUA de 2014, após o qual ele conquistou o primeiro Grand Slam da carreira. Seu primeiro encontro foi na terceira rodada do Masters de Paris 2008, onde Federer venceu em sets diretos. Eles disputaram cinco partidas do Grand Slam, duas em Wimbledon, duas no Aberto dos EUA e uma no Aberto da Austrália de 2018; Federer lidera estas partidas por 4-1. Duas delas foram em finais do Grand Slam: a final de Wimbledon de 2017, que Federer venceu em três sets, e a final do Aberto da Austrália de 2018, que Federer venceu em cinco sets.[288]

Conquistas, legado e impacto culturalEditar

ConquistasEditar

 
Roger Federer passou um total de 310 semanas e 237 semanas consecutivas no topo do Ranking da ATP[289]

Federer foi o primeiro homem desde Mats Wilander em 1988 a ganhar três dos quatro torneios do Grand Slam de tênis na mesma temporada (2004), feito que repetiu em 2006 e 2007. Rafael Nadal igualou esse feito ao vencer os torneios de Roland Garros, Wimbledon e US Open em 2010 e logo depois Novak Djokovic em 2011 e em 2015 ao vencer os torneios do Austrália Open, Wimblendon e US Open. Entre 1970 e 2005, nenhum homem conseguiu disputar todas as finais dos quatro torneios do Grand Slam numa mesma temporada: Roger Federer realizou tal feito duas temporadas seguidas, em 2006 e 2007, e outra vez na temporada de 2009, totalizando dez finais seguidas disputadas entre 2005 e 2007, das quais venceu oito. Na edição de 2010 do Aberto da Austrália, Federer disputou a vigésima-terceira semifinal consecutiva em Grand Slams, e em Wimbledon 2009 o décimo-quinto título de Grand Slam, marcas jamais atingidas por qualquer outro tenista.[290][291][292][293]

Federer também é o primeiro tenista da história a vencer os torneios de Wimbledon e US Open na mesma temporada por quatro anos consecutivos (2004-2007), além de ser o único tenista a fazer pelo menos cinco finais em todos os torneios de Grand Slam. Ao vencer o Master Series de Madri de 2006 ultrapassou Sampras em número de Master Series conquistados. Em 2007, se igualou a Borg em número de vezes consecutivas vencendo Wimbledon (cinco vezes).[294][295][296][297][298] Federer detém o recorde histórico de 237 semanas consecutivas como número 1 mundial, entre 2 de fevereiro de 2004 e 17 de agosto de 2008.[299] Ao vencer o US Open em 2008 pela quinta vez consecutiva, tornou-se o primeiro tenista da Era Open a realizar tal feito, o primeiro desde Bill Tilden, que venceu o torneio entre 1920 e 1925, e também o primeiro tenista da história a vencer dois torneios do Grand Slam cinco vezes seguidas (Wimbledon 2003-2007 e US Open 2004-2008). Com a final do Aberto da Austrália de 2010, Federer disputou a final de 18 dos últimos 19 torneios do Grand Slam, a exceção sendo a final do Aberto da Austrália de 2008. Ao todo, disputou 30 finais de torneios do Grand Slam, vencendo 20 delas, o que o coloca como o maior vencedor de torneios do Grand Slam de todos os tempos.[290][291][292][293]

O status de Federer deriva dos seus numerosos recordes, entre os quais 20 títulos de Grand Slam e um career Grand Slam (vitória nos quatro torneios do Grand Slam, recorde compartilhado com Fred Perry 1933-1934-1935, Donald Budge 1937-1938, Rod Laver 1960-1961-1962, Roy Emerson 1961-1963-1964, Andre Agassi 1992-1994-1995-1999, Rafael Nadal 2005-2008-2009-2010 e Novak Djokovic 2008-2011-2011-2016). Federer tem ainda a marca de 30 finais de Grand Slam disputadas e participação em 23 semifinais consecutivas de Grand Slam, série iniciada no Torneio de Wimbledon de 2004 e encerrada no Aberto da França de 2010, quando foi eliminado nas quartas-de-final por Robin Söderling, totalizando seis anos consecutivos de participações em semifinais de torneios do Grand Slam.[80][81] Federer detém também o recorde de conquistas no torneio ATP Finals, que reúne no final de cada ano, os oito tenistas mais bem classificados no ranking da ATP, com 6 títulos.[300] Em resultado de seus sucessos, Federer conquistou o Laureus World Sportsman of the Year por quatro anos consecutivos (2005-08), e pela quinta vez - um recorde - em 2018.[301][302][303]

Federer venceu o ATP Player of the Year cinco vezes (2004-2007, 2009) e tornou-se cinco vezes campeão mundial da ITF (2004-2007, 2009). Ganhou o Prémio Favorito dos Adeptos do ATPWorldTour.com, um recorde de 16 vezes consecutivas (2003-18), e ganhou o Prémio Stefan Edberg de Esportismo (votado pelos jogadores) um recorde de 13 vezes (2004-09, 2011-17)[304] sendo ambos prêmios indicativos de respeito e popularidade do atleta. Ele também ganhou o Prêmio Arthur Ashe Humanitário do Ano duas vezes (2006, 2013) e o Comeback do Ano Laureus do Mundo uma vez, após a gloriosa volta aos títulos em 2017.[305] Ele também é o único indivíduo a ganhar quatro vezes o prêmio BBC Overseas Sports Personality of the Year.[306][307] É reconhecido pelo "Tennis.com" e pelo "Ultimate Tennis Statistics" como o maior tenista masculino da história.[308][309]

Legado e impacto culturalEditar

Federer é um dos fundadores, através da sua empresa de gestão TEAM8, da Copa Laver. O torneio de tênis de equipe anual que coloca a Europa contra o resto do mundo. Ele co-fundou o torneio em honra da lenda do tênis Rod Laver e a edição inaugural foi disputada em 2017.[310]

Federer ajudou a liderar um "revival" no tênis conhecido por muitos como a Era de Ouro. Isso levou a um aumento do interesse pelo esporte, o que, por sua vez, levou a maiores receitas para muitos locais em todo o tênis. Durante este período, o aumento das receitas levou à explosão do prêmio em dinheiro. Quando Federer ganhou pela primeira vez o Aberto da Austrália em 2004, ele ganhou 985.000 dólares australianos, comparado a quando venceu em 2018 e o prêmio aumentou para 4 milhões de dólares australianos.[70]

Após vencer o Aberto da França de 2009 e completar a carreira de Grand Slam, Federer tornou-se o primeiro tenista individual a adornar a capa da Sports Illustrated desde Andre Agassi em 1999.[311] Ele também foi o primeiro jogador não americano a aparecer na capa da revista desde Stefan Edberg em 1992.[312] Federer voltou a fazer a cobertura da Sports Illustrated após o seu recorde no 8º título de Wimbledon e o segundo Grand Slam de 2017, tornando-se o primeiro tenista masculino a figurar na capa desde 2009.[312]

Estilo de jogoEditar

O jogo polivalente e o estilo de jogo versátil de Federer envolvem footwork e winners excepcionais.[313] Eficaz tanto no fundo da quadra quanto no voleio, sua aparente facilidade e movimento eficiente na quadra o tornaram num tenista muito popular entre os fãs de tênis.[314] A versatilidade de Federer foi descrita por Jimmy Connors como:

"Em uma época de especialistas, você pode ser um especialista em quadras de saibro, um especialista em quadra de grama ou um especialista em quadra dura ... ou você é Roger Federer."[315]

Também é notado pela pureza de seus gestos e pela inteligência do seu jogo. É apelidado de rubber-man (homem borracha)[316] por conta da soltura de seus movimentos. Sobre Roger Federer, Paulo Cleto declarou que:

"Mas, acima de tudo, Roger trouxe às quadras uma aliança raríssima de técnica, finesse, exuberância física, talento natural, disciplina, plasticidade e determinação. Todas essas são qualidades que, por vezes, sozinhas são o bastante para construir um campeão. No entanto, juntas, constroem um ídolo, uma unanimidade."[317]

Força mentalEditar

Federer também é reconhecido por seu comportamento exemplar e pelo seu grande controle emocional dentro da quadra. Em contraste com seu início de carreira, durante a maior parte de sua carreira profissional, o suíço quase sempre é caracterizado pela falta de explosões ou frustração emocional quando comete erros, o que lhe dá uma vantagem sobre os adversários menos controlados.[318]

Federer uma vez declarou que:

"Eu não sinto mais tanta ansiedade durante um jogo. Você sabe, jogar raquetes, atirar bolas para fora da quadra, gritar e coisas assim. Eu quase rio por dentro quando vejo um oponente fazendo isso. Mas isso é algo que para mim não é mais um problema."[319]

Uma das últimas vezes que Roger Federer se demonstrou extremamente frustado em uma quadra de tênis foi no ATP 1000 de Miami em 2009. Em um jogo contra Novak Djokovic, após inicio tranquilo com vitória no primeiro set pot 6-3, começou a cometer uma série de erros que culminaram numa derrota em 6-2 no segundo set. No início do terceiro set, o jogo continuou a decorrer mal para Roger Federer e quando o placar já estava favorável a Djokovic, Federer cometeu um erro fácil de direita e arremessou a raquete no chão a destruindo em pedaços. Esta foi uma das últimas vezes que Federer descontrolou-se numa quadra de tênis.[320] Apesar do início frustrante na temporada de 2009, o tenista encontraria o rumo no resto da temporada ao vencer Rafael Nadal no saibro pela segunda vez em Madrid 2009, ao conquistar Roland Garros pela primeira vez[321] e ao derrotar Andy Roddick numa épica final em Wimbledon com 16x14 no último set tornando-se o tenista com maior número de Grand-Slams a época com 15 conquistas (ultrapassando Pete Sampras que assistiu a final ao vivo).[322][323] Também voltaria a ser número um do Ranking ATP no mesmo ano.[324]

SliceEditar

 
Federer a preparar um slice

Uma das características principais do jogo de Federer é a sua habilidade em variar ângulos, profundidades, ritmos, velocidades, etc. Seu estilo é muito difícil de ler e isto torna seu jogo muito imprevisível a seus rivais. Consegue isso principalmente por causa de seu slice, que é um dos melhores do circuito.[325] Federer frequentemente utiliza o slice para desestabilizar seus adversários. Com o seu slice, o suíço consegue quebrar o ritmo, alcançar diferentes ângulos (curtas, "abaixando a bola", ou fazendo ela correr para o lado se adicionado um pouco de sidespin), preparar winners e esconder jogadas (muitas vezes, fingi que vai dar uma curta e joga um slice profundo). O slice de Federer é muito conhecido e é uma das características marcantes do tenista que o diferencia dos demais (apesar de possuir diversos excelentes golpes, seu slice merece especial atenção, pois é executado com uma maestria rara de se ver em outros tenistas).[326][327][328]

Sneak Attack by RogerEditar

Em 2015, Federer "inaugurou" um golpe que ficaria conhecido como SABR ou "Sneak Attack by Roger". Basicamente se trata de uma devolução "surpresa" executada quando o adversário levanta a cabeça para servir. Neste curto período de tempo, Federer avança para a rede. Quando o oponente acaba de servir e volta a olhar para a quadra, Federer já se encontra próximo a rede devolvendo a bola com um Half volley.[329] Apesar das devoluções seguidas de corridas para a rede já existirem a muito tempo, esta jogada recebeu esse nome, pois Roger a começou a usar de maneira muito específica. No SABR, Roger não espera a bola subir. Ele devolve a bola na linha do T e não permite que ela suba. A ideia de usar tal tática, surgiu numa brincadeira durante um treino. Após a fazer algumas vezes, Federer decidiu tentá-la em partidas oficiais. Essa jogada é de alto risco, podendo dar muito certo ou muito errado e por isso, é poucas vezes vista ou usada pelo mesmo. Outro jogador que a adotou após o suíço a fazer algumas vezes, foi Nick Kyrgios.[330][331]

Raquete e roupaEditar

RaqueteEditar

Federer joga com a raquete Wilson Pro Staff RF97. A raquete possui padrão de corda 16x19, peso de 366 gramas, peso de balanço de grama de 340 gramas, rigidez de 68 RA e equilíbrio de luz de cabeça de 9 pontos.[332] Federer utiliza em suas raquetes as cordas Wilson Natural Gut 16 na vertical e Luxilon Big Banger ALU Power Rough 16L (poliéster) na horizontal.[333] Como jogador júnior, Federer jogava com a raquete Wilson Pro Staff 6.0 85. Em 2003, mudou para a Pro Staff 90. O tamanho de seu Grip sempre foi de 4 3/8 polegadas (L3).[334][335][336] Quando perguntado sobre as tensões entre as cordas, Federer afirmou que:

"Isso depende de quão quentes são os dias e com que tipo de bola eu jogo e contra quem eu jogo. Então você pode ver... Depende de vários fatores e não apenas da superfície. A sensação que tenho é mais importante."[337]

RoupaEditar

 
Federer é patrocinado pela Uniqlo com acordo que lhe renderá 300 milhões de dólares em 10 anos

Federer assinou pela primeira vez com calçados e roupas da Nike em 1994.[338][339][340] Para o campeonato de 2006 em Wimbledon, a Nike projetou uma jaqueta com o brasão de três raquetes de tênis, simbolizando os três campeonatos de Wimbledon que ele já venceu e que foi atualizado no ano seguinte com quatro raquetes depois de vencer o campeonato em 2006.[341] Em Wimbledon 2008, e novamente em 2009, a Nike continuou esta tendência, fazendo-lhe um cardigã personalizado que também tinha seu próprio logotipo, um R e um F juntos,[341][342] que originalmente foi projetado por sua esposa Mirka Vavrinec.[342]

O contrato de Federer com a Nike expirou em março de 2018 e mais tarde assinou um contrato com a Uniqlo.[343][344] Foi relatado que a Uniqlo assinou com Federer por cerca de 300 milhões de dólares por 10 anos (30 milhões de dólares por ano)[345], ao contrário do acordo anterior da Nike, que era de aproximadamente 10 milhões de dólares por ano.[346] No entanto, Federer não tem um negócio de sapatos e ainda escolhe usar tênis Nike.[347]

PatrocíniosEditar

Federer é um dos atletas mais bem pagos do mundo e está listado como número 1 em publicidade na lista "Os atletas mais bem pagos do mundo da Forbes".[348] Ele é patrocinado pela empresa de roupas japonesa Uniqlo[343] e pelas empresas suíças Nationale Suisse, Credit Suisse, Rolex, Lindt, Sunrise e Jura Elektroapparate.[349] Em 2010, seu patrocínico com a Mercedes-Benz China foi estendido para um acordo de parceria global.[350] Seus outros patrocinadores incluem Gillette, Wilson, Barilla e Moët & Chandon.[348][351][352] Anteriormente, ele era embaixador da Nike, NetJets, Emmi AG[353] e Maurice Lacroix.[354]

EstatísticasEditar

Esta é uma lista das principais estatísticas de carreira do tenista profissional suíço Roger Federer. Todas as estatísticas estão de acordo com o site do ATP World Tour.[355][356]

Finais significativasEditar

Grand SlamsEditar

Simples: 30 Finais (20-10)Editar
Resultado Ano Campeonato Piso Oponente Placar
Campeão 2003 Wimbledon (1/8) Grama   Mark Philippoussis 7-6(5), 6-2, 7-6(3)
Campeão 2004 Australian Open (1/6) Dura   Marat Safin 7-6(3), 6-4, 6-2
Campeão 2004 Wimbledon (2/8) Grama   Andy Roddick 4-6, 7-5, 7-6(3), 6-4
Campeão 2004 US Open (1/5) Dura   Lleyton Hewitt 6-0, 7-6(3), 6-0
Campeão 2005 Wimbledon (3/8) Grama   Andy Roddick 6-2, 7-6(2), 6-4
Campeão 2005 US Open (2/5) Dura   Andre Agassi 6-3, 2-6, 7-6(1), 6-1
Campeão 2006 Australian Open (2/6) Dura   Marcos Baghdatis 5-7, 7-5, 6-0, 6-2
Vice 2006 Roland-Garros Saibro   Rafael Nadal 1-6, 6-1, 6-4, 7-6(4)
Campeão 2006 Wimbledon (4/8) Grama   Rafael Nadal 6-0, 7-6(5), 6-7(2), 6-3
Campeão 2006 US Open (3/5) Dura   Andy Roddick 6-2, 4-6, 7-5, 6-1
Campeão 2007 Australian Open (3/6) Dura   Fernando González 7-6(2), 6-4, 6-4
Vice 2007 Roland-Garros Saibro   Rafael Nadal 6-3, 4-6, 6-3, 6-4
Campeão 2007 Wimbledon (5/8) Grama   Rafael Nadal 7-6(7), 4-6, 7-6(3), 2-6, 6-2
Campeão 2007 US Open (4/5) Dura   Novak Đjoković 7-6(4), 7-6(2), 6-4
Vice 2008 Roland-Garros Saibro   Rafael Nadal 6-1, 6-3, 6-0
Vice 2008 Wimbledon Grama   Rafael Nadal 6-4, 6-4, 6-7(5), 6-7(8), 9-7
Campeão 2008 US Open (5/5) Dura   Andy Murray 6-2, 7-5, 6-2
Vice 2009 Australian Open Dura   Rafael Nadal 7-5, 3-6, 7-6(3), 3-6, 6-2
Campeão 2009 Roland-Garros (1/1) Saibro   Robin Söderling 6-1, 7-6(1), 6-4
Campeão 2009 Wimbledon (6/8) Grama   Andy Roddick 5-7, 7-6(6), 7-6(5), 3-6, 16-14
Vice 2009 US Open Dura   Juan Martín del Potro 3-6, 7-6(5), 4-6, 7-6(4), 6-2
Campeão 2010 Australian Open (4/6) Dura   Andy Murray 6-3, 6-4, 7-6(11)
Vice 2011 Roland-Garros Saibro   Rafael Nadal 7-5, 7-6(3), 5-7, 6-1
Campeão 2012 Wimbledon (7/8) Grama   Andy Murray 4-6, 7-5, 6-3, 6-4
Vice 2014 Wimbledon Grama   Novak Đjoković 6-7(7), 6-4, 7-6(4), 5-7, 6-4
Vice 2015 Wimbledon Grama   Novak Đjoković 7-6(1), 6-7(10), 6-4, 6-3
Vice 2015 US Open Dura   Novak Đjoković 6–4, 5–7, 6–4, 6–4
Campeão 2017 Australian Open (5/6) Dura   Rafael Nadal 6-4, 3-6, 6-1, 3-6, 6-3
Campeão 2017 Wimbledon (8/8) Grama   Marin Čilić 6-3, 6-1, 6-4
Campeão 2018 Australian Open (6/6) Dura   Marin Čilić 6-2, 6-7(5), 6-3, 3-6, 6-1

ATP FinalsEditar

Simples: 10 Finais (6-4)Editar
Resultado Ano Campeonato Piso Oponente Placar
Campeão 2003 ATP World Tour Final (Houston) (1/6) Dura   Andre Agassi 6-3, 6-0, 6-4
Campeão 2004 ATP World Tour Final (Houston) (2/6) Dura   Lleyton Hewitt 6-3, 6-2
Vice 2005 ATP World Tour Final (Shanghai) Carpete (i)   David Nalbandian 6-7(4), 6-7(11), 6-2, 6-1, 7-6(3)
Campeão 2006 ATP World Tour Final (Shanghai) (3/6) Dura (i)   James Blake 6-0, 6-3, 6-4
Campeão 2007 ATP World Tour Final (Shanghai) (4/6) Dura (i)   David Ferrer 6-2, 6-3, 6-2
Campeão 2010 ATP World Tour Final (Londres) (5/6) Dura (i)   Rafael Nadal 6-3, 3-6, 6-1
Campeão 2011 ATP World Tour Final (Londres) (6/6) Dura (i)   Jo-Wilfried Tsonga 6-3, 6-7(6), 6-3
Vice 2012 ATP World Tour Final (Londres) Dura (i)   Novak Đjoković 7-6(6), 7-5
Vice 2014 ATP World Tour Final (Londres) Dura (i)   Novak Đjoković W/O
Vice 2015 ATP World Tour Final (Londres) Dura (i)   Novak Đjoković 6-3, 6-4

Desempenho em torneios da ATPEditar

Simples: 154 Finais (101-53)Editar

Por Categoria
Grand Slam (20-10)
Tennis Masters Cup /

ATP World Tour Final (6-4)

ATP Masters Series /

ATP Tour Masters 1000 (28-22)

Jogos Olímpicos (0-1)
ATP International Series Gold /

ATP Tour 500 Series (22-7)

ATP International Series /

ATP Tour 250 Series (25-9)

Por superfície
Dura (BR) ou Piso Rápido (PT) (70-27)
Grama (BR) ou Relva (PT) (18-7)
Saibro (BR) ou Terra Batida (PT) (11-15)
Carpete (BR) (2-4)
Por Ambiente
Outdoors (76–40)
Indoors (25–13)

Campeão: 102Editar

Nr. Data Torneio Superfície Adversário Pontos
1. 04 de fevereiro de 2001 ATP de Milão - Itália Carpete (i)   Julien Boutter 6-4, 6-7(7), 6-4
2. 13 de janeiro de 2002 ATP de Sydney - Austrália Dura   Juan Ignacio Chela 6-3, 6-3
3. 19 de maio de 2002 Masters Series Hamburgo - Alemanha (1/4) Saibro   Marat Safin 6-1, 6-3, 6-4
4. 13 de outubro de 2002 ATP de Viena - Áustria (1/2) Dura (i)   Jiri Novak 6-4, 6-1, 3-6, 6-4
5. 16 de fevereiro de 2003 ATP de Marselha - França Dura (i)   Jonas Björkman 6-2, 7-6(6)
6. 02 de março de 2003 ATP de Dubai - Emirados Árabes Unidos (1/7) Dura   Jiri Novak 6-1, 7-6(2)
7. 04 de maio de 2003 ATP de Munique - Alemanha Saibro   Jarkko Nieminen 6-1, 6-4
8. 15 de junho de 2003 ATP de Halle - Alemanha (1/9) Grama   Nicolas Kiefer 6-1, 6-3
9. 06 de julho de 2003 Wimbledon (1/8) Grama   Mark Philippoussis 7-6(5), 6-2, 7-6(3)
10. 12 de outubro de 2003 ATP de Viena - Áustria (2/2) Dura (i)   Carlos Moyà 6-3, 6-3, 6-3
11. 16 de novembro de 2003 ATP World Tour Final (Houston) (1/6) Dura   Andre Agassi 6-3, 6-0, 6-4
12. 01 de fevereiro de 2004 Australian Open (1/6) Dura   Marat Safin 7-6(3), 6-4, 6-2
13. 07 de março de 2004 ATP de Dubai - Emirados Árabes Unidos (2/7) Dura   Feliciano López 4-6, 6-1, 6-2
14. 21 de março de 2004 Masters Series Indian Wells - EUA (1/5) Dura   Tim Henman 6-3, 6-3
15. 16 de maio de 2004 Masters Series Hamburgo - Alemanha (2/4) Saibro   Guillermo Coria 4-6, 6-4, 6-2, 6-3
16. 13 de junho de 2004 ATP de Halle - Alemanha (2/9) Grama   Mardy Fish 6-0, 6-3
17. 04 de julho de 2004 Wimbledon (2/8) Grama   Andy Roddick 4-6, 7-5, 7-6(3), 6-4
18. 11 de julho de 2004 ATP de Gstaad - Suíça Saibro   Igor Andreev 6-2, 6-3, 5-7, 6-3
19. 01 de agosto de 2004 Masters Series Canadá (Toronto) (1/2) Dura   Andy Roddick 7-5, 6-3
20. 12 de setembro de 2004 US Open (1/5) Dura   Lleyton Hewitt 6-0, 7-6(3), 6-0
21. 03 de outubro de 2004 ATP de Bangkok - Tailândia (1/2) Dura (i)   Andy Roddick 6-4, 6-0
22. 21 de novembro de 2004 ATP World Tour Final (Houston) (2/6) Dura   Lleyton Hewitt 6-3, 6-2
23. 09 de janeiro de 2005 ATP de Doha - Catar (1/3) Dura   Ivan Ljubičić 6-3, 6-1
24. 20 de fevereiro de 2005 ATP de Roterdã - Holanda (1/3) Dura (i)   Ivan Ljubičić 5-7, 7-5, 7-6(5)
25. 27 de fevereiro de 2005 ATP de Dubai - Emirados Árabes Unidos (3/7) Dura   Ivan Ljubičić 6-1, 6-7(6), 6-3
26. 20 de março de 2005 Masters Series Indian Wells - EUA (2/5) Dura   Lleyton Hewitt 6-2, 6-4, 6-4
27. 03 de abril de 2005 Masters Series Miami - EUA (1/4) Dura   Rafael Nadal 2-6, 6-7(4), 7-6(5), 6-3, 6-1
28. 15 de maio de 2005 Masters Series Hamburgo - Alemanha (3/4) Saibro   Richard Gasquet 6-3, 7-5, 7-6(4)
29. 12 de junho de 2005 ATP de Halle - Alemanha (3/9) Grama   Marat Safin 6-4, 6-7(6), 6-4
30. 03 de julho de 2005 Wimbledon (3/8) Grama   Andy Roddick 6-2, 7-6(2), 6-4
31. 21 de agosto de 2005 Masters Series Cincinnati - EUA (1/7) Dura   Andy Roddick 6-3, 7-5
32. 11 de setembro de 2005 US Open (2/5) Dura   Andre Agassi 6-3, 2-6, 7-6(1), 6-1
33. 02 de outubro de 2005 ATP de Bangkok - Tailândia (2/2) Dura (i)   Andy Murray 6-3, 7-5
34. 08 de janeiro de 2006 ATP de Doha - Catar (2/3) Dura   Gaël Monfils 6-3, 7-6(5)
35. 29 de janeiro de 2006 Australian Open (2/6) Dura   Marcos Baghdatis 5-7, 7-5, 6-0, 6-2
36. 19 de março de 2006 Masters Series Indian Wells - EUA (3/5) Dura   James Blake 7-5, 6-3, 6-0
37. 02 de abril de 2006 Masters Series Miami - EUA (2/4) Dura   Ivan Ljubičić 7-6(5), 7-6(4), 7-6(6)
38. 18 de junho de 2006 ATP de Halle - Alemanha (4/9) Grama   Tomas Berdych 6-0, 6-7(4), 6-2
39. 09 de julho de 2006 Wimbledon (4/8) Grama   Rafael Nadal 6-0, 7-6(5), 6-7(2), 6-3
40. 13 de agosto de 2006 Masters Series Canadá (Toronto) (2/2) Dura   Richard Gasquet 2-6, 6-3, 6-2
41. 10 de setembro de 2006 US Open (3/5) Dura   Andy Roddick 6-2, 4-6, 7-5, 6-1
42. 08 de outubro de 2006 ATP de Tóquio - Japão Dura   Tim Henman 6-3, 6-3
43. 22 de outubro de 2006 Masters Series Madrid - Espanha (1/3) Dura (i)   Fernando González 7-5, 6-1, 6-0
44. 29 de outubro de 2006 ATP da Basileia - Suíça (1/9) Carpete (i)   Fernando González 6-3, 6-2, 7-6(3)
45. 19 de novembro de 2006 ATP World Tour Final (Shanghai) (3/6) Dura (i)   James Blake 6-0, 6-3, 6-4
46. 28 de janeiro de 2007 Australian Open (3/6) Dura   Fernando González 7-6(2), 6-4, 6-4
47. 03 de março de 2007 ATP de Dubai - Emirados Árabes Unidos (4/7) Dura   Mikhail Youzhny 6-4, 6-3
48. 20 de maio de 2007 Masters Series Hamburgo - Alemanha (4/4) Saibro   Rafael Nadal 2-6, 6-2, 6-0
49. 08 de julho de 2007 Wimbledon (5/8) Grama   Rafael Nadal 7-6(7), 4-6, 7-6(3), 2-6, 6-2
50. 19 de agosto de 2007 Masters Series Cincinnati - EUA (2/7) Dura   James Blake 6-1, 6-4
51. 09 de setembro de 2007 US Open (4/5) Dura   Novak Đjoković 7-6(4), 7-6(2), 6-4
52. 28 de outubro de 2007 ATP da Basileia - Suíça (2/9) Dura (i)   Jarkko Nieminen 6-3, 6-4
53. 18 de novembro de 2007 ATP World Tour Final (Shanghai) (4/6) Dura (i)   David Ferrer 6-2, 6-3, 6-2
54. 20 de abril de 2008 ATP de Estoril - Portugal Saibro   Nikolay Davydenko 7-6(5), 1-2 Ret.
55. 15 de junho de 2008 ATP de Halle - Alemanha (5/9) Grama   Philipp Kohlschreiber 6-3, 6-4
56. 08 de setembro de 2008 US Open (5/5) Dura   Andy Murray 6-2, 7-5, 6-2
57. 26 de outubro de 2008 ATP da Basileia - Suíça (3/9) Dura (i)   David Nalbandian 6-3, 6-4
58. 17 de maio de 2009 Masters Series Madrid - Espanha (2/3) Saibro   Rafael Nadal 6-4, 6-4
59. 07 de junho de 2009 Roland-Garros Saibro   Robin Söderling 6-1, 7-6(1), 6-4
60. 05 de julho de 2009 Wimbledon (6/8) Grama   Andy Roddick 5-7, 7-6(6), 7-6(5), 3-6, 16-14
61. 23 de agosto de 2009 Masters Series Cincinnati - EUA (3/7) Dura   Novak Đjoković 6-1, 7-5
62. 31 de janeiro de 2010 Australian Open (4/6) Dura   Andy Murray 6-3, 6-4, 7-6(11)
63. 22 de agosto de 2010 Masters Series Cincinnati - EUA (4/7) Dura   Mardy Fish 6-7(5), 7-6(1), 6-4
64. 24 de outubro de 2010 ATP de Estocolmo - Suécia Dura   Florian Mayer 6-4, 6-3
65. 07 de novembro de 2010 ATP da Basileia - Suíça (4/9) Dura (i)   Novak Đjoković 6-4, 3-6, 6-1
66. 28 de novembro de 2010 ATP World Tour Final (Londres) (5/6) Dura (i)   Rafael Nadal 6-3, 3-6, 6-1
67. 08 de janeiro de 2011 ATP de Doha - Catar (3/3) Dura   Nikolay Davydenko 6-3, 6-4
68. 06 de novembro de 2011 ATP da Basileia - Suíça (5/9) Dura (i)   Kei Nishikori 6-1, 6-3
69. 13 de novembro de 2011 Masters Series Paris Dura (i)   Jo-Wilfried Tsonga 6-1, 7-6(3)
70. 27 de novembro de 2011 ATP World Tour Final (Londres) (6/6) Dura (i)   Jo-Wilfried Tsonga 6-3, 6-7(6), 6-3
71. 19 de fevereiro de 2012 ATP de Roterdã - Holanda (2/3) Dura (i)   Juan Martín del Potro 6-1, 6-4
72. 03 de março de 2012 ATP de Dubai - Emirados Árabes Unidos (5/7) Dura   Andy Murray 7-5, 6-4
73. 18 de março de 2012 Masters Series Indian Wells - EUA (4/5) Dura   John Isner 7-6(7), 6-3
74. 13 de maio de 2012 Masters Series Madrid - Espanha (3/3) Saibro   Tomáš Berdych 3-6, 7-5, 7-5
75. 08 de julho de 2012 Wimbledon (7/8) Grama   Andy Murray 4-6, 7-5, 6-3, 6-4
76. 19 de agosto de 2012 Masters Series Cincinnati - EUA (5/7) Dura   Novak Đjoković 6-0, 7-6(7)
77. 16 de junho de 2013 ATP de Halle - Alemanha (6/9) Grama   Mikhail Youzhny 6-7(5), 6-3, 6-4
78. 01 de março de 2014 ATP de Dubai - Emirados Árabes Unidos (6/7) Dura   Tomáš Berdych 3-6, 6-4, 6-3
79. 16 de junho de 2014 ATP de Halle - Alemanha (7/9) Grama   Alejandro Falla 7-6(2), 7-6(3)
80. 17 de agosto de 2014 Masters Series Cincinnati - EUA (6/7) Dura   David Ferrer 6-3, 1-6, 6-2
81. 12 de outubro de 2014 Masters Series Shanghai - China (1/2) Dura   Gilles Simon 7-6(6), 7-6(2)
82. 26 de outubro de 2014 ATP da Basileia - Suíça (6/9) Dura (i)   David Goffin 6-2, 6-2
83. 11 de janeiro de 2015 ATP de Brisbane - Austrália Dura   Milos Raonic 6-4, 6-7(2), 6-4
84 28 de fevereiro de 2015 ATP de Dubai - Emirados Árabes Unidos (7/8) Dura   Novak Đjoković 6-3, 7-5
85 03 de maio de 2015 ATP de Istambul - Turquia Saibro   Pablo Cuevas 6-3, 7-6(11)
86. 21 de junho de 2015 ATP de Halle - Alemanha (8/9) Grama   Andreas Seppi 7-6(1), 6-4
87. 23 de agosto de 2015 Masters Series Cincinnati - EUA (7/7) Dura   Novak Đjoković 7-6(1), 6-3
88. 01 de novembro de 2015 ATP da Basileia - Suíça (7/9) Dura (i)   Rafael Nadal 6-3, 5-7, 6-3
89. 29 de janeiro de 2017 Australian Open (5/6) Dura   Rafael Nadal 6-4, 3-6, 6-1, 3-6, 6-3
90. 19 de março de 2017 Masters Series Indian Wells - EUA (5/5) Dura   Stan Wawrinka 6-4, 7-5
91. 03 de abril de 2017 Masters Series Miami - EUA (3/4) Dura   Rafael Nadal 6-3, 6-4
92. 25 de junho de 2017 ATP de Halle - Alemanha (9/9) Grama   Alexander Zverev 6-1, 6-3
93. 16 de julho de 2017 Wimbledon (8/8) Grama   Marin Čilić 6-3, 6-1, 6-4
94. 15 de outubro de 2017 Masters Series Shanghai - China (2/2) Dura   Rafael Nadal 6-4, 6-3
95. 29 de outubro de 2017 ATP da Basileia - Suíça (8/9) Dura (i)   Juan Martín del Potro 6-7(5),6-4,6-3
96. 28 de janeiro de 2018 Australian Open (6/6) Dura   Marin Čilić 6-2, 6-7(5), 6-3, 3-6, 6-1
97. 18 de fevereiro de 2018 ATP de Roterdã - Holanda (3/3) Dura (i)   Grigor Dimitrov 6-2, 6-2
98. 17 de Junho de 2018 ATP de Stuttgart - Alemanha Grama   Milos Raonic 6-4, 7-6(3)
99. 28 de outubro de 2018 ATP da Basileia - Suíça (9/9) Dura (i)   Marius Copil 7-6(5), 6-4
100. 02 de Março de 2019 ATP de Dubai - Emirados Árabes Unidos (8/8) Dura   Stefanos Tsitsipas 6-4, 6-4
101. 31 de Março de 2019 Masters Series Miami - EUA (4/4) Dura   John Isner 6-1, 6-4

102. 23 de Junho de 2019 |ATP de Halle - Alemanha(10/10) |Grama |  David Goffin |7-6(2), 6-1 |

Vice-Campeão: 53Editar

Nr. Data Torneio Superfície Adversário Pontos
1. 14 de fevereiro de 2000 ATP de Marselha - França Dura (i)   Marc Rosset 2-6, 6-3, 7-6(5)
2. 29 de outubro de 2000 ATP da Basileia - Suíça (1/5) Carpete (i)   Thomas Enqvist 6-2, 4-6, 7-6(4), 1-6, 6-1
3. 25 de fevereiro de 2001 ATP de Roterdã - Holanda Dura (i)   Nicolas Escudé 7-5, 3-6, 7-6(5)
4. 28 de outubro de 2001 ATP da Basileia - Suíça (2/5) Carpete (i)   Tim Henman 6-3, 6-4, 6-2
5. 03 de fevereiro de 2002 ATP de Milão - Itália Carpete (i)   Davide Sanguinetti 7-6(2), 4-6, 6-1
6. 31 de março de 2002 Masters Series Miami - EUA Dura   Andre Agassi 6-3, 6-3, 3-6, 6-4
7. 11 de maio de 2003 Masters Series Roma - Itália (1/4) Saibro   Felix Mantilla 7-5, 6-2, 7-6(8)
8. 13 de julho de 2003 ATP de Gstaad - Suíça Saibro   Jiri Novak 5-7, 6-3, 6-3, 1-6, 6-3
9. 20 de novembro de 2005 ATP World Tour Final (Shanghai) (1/4) Carpete (i)   David Nalbandian 6-7(4), 6-7(11), 6-2, 6-1, 7-6(3)
10. 05 de março de 2006 ATP de Dubai - Emirados Árabes Unidos (1/2) Dura   Rafael Nadal 2-6, 6-4, 6-4
11. 23 de abril de 2006 Masters Series Monte Carlo (1/4) Saibro   Rafael Nadal 6-2, 6-7(2), 6-3, 7-6(5)
12. 14 de maio de 2006 Masters Series Roma - Itália (2/4) Saibro   Rafael Nadal 6-7(0), 7-6(5), 6-4, 2-6, 7-6(5)
13. 11 de junho de 2006 Roland-Garros (1/4) Saibro   Rafael Nadal 1-6, 6-1, 6-4, 7-6(4)
14. 22 de abril de 2007 Masters Series Monte Carlo (2/4) Saibro   Rafael Nadal 6-4, 6-4
15. 11 de junho de 2007 Roland-Garros (2/4) Saibro   Rafael Nadal 6-3, 4-6, 6-3, 6-4
16. 13 de agosto de 2007 Masters Series Canadá (Montreal) (1/4) Dura   Novak Đjoković 7-6(2), 2-6, 7-6(2)
17. 21 de outubro de 2007 Masters Series Madrid - Espanha (1/2) Dura (i)   David Nalbandian 1-6, 6-3, 6-3
18. 27 de abril de 2008 Masters Series Monte Carlo (3/4) Saibro   Rafael Nadal 7-5, 7-5
19. 18 de maio de 2008 Masters Series Hamburgo - Alemanha Saibro   Rafael Nadal 7-5, 6-7(3), 6-3
20. 08 de junho de 2008 Roland-Garros (3/4) Saibro   Rafael Nadal 6-1, 6-3, 6-0
21. 06 de julho de 2008 Wimbledon (1/3) Grama   Rafael Nadal 6-4, 6-4, 6-7(5), 6-7(8), 9-7
22. 01 de fevereiro de 2009 Aberto da Austrália Dura   Rafael Nadal 7-5, 3-6, 7-6(3), 3-6, 6-2
23. 13 de setembro de 2009 US Open (1/2) Dura   Juan Martín del Potro 3-6, 7-6(5), 4-6, 7-6(4), 6-2
24. 08 de novembro de 2009 ATP da Basileia - Suíça (3/5) Dura (i)   Novak Đjoković 6-4, 4-6, 6-2
25. 16 de maio de 2010 Masters Series Madrid - Espanha (2/2) Saibro   Rafael Nadal 6-4, 7-6(5)
26. 13 de junho de 2010 ATP de Halle - Alemanha (1/3) Grama   Lleyton Hewitt 3-6, 7-6(4), 6-4
27. 15 de agosto de 2010 Masters Series Canadá (Toronto) (2/4) Dura   Andy Murray 7-5, 7-5
28. 17 de outubro de 2010 Masters Series Shanghai - China Dura   Andy Murray 6-3, 6-2
29. 26 de fevereiro de 2011 ATP de Dubai - Emirados Árabes Unidos (2/2) Dura   Novak Đjoković 6-3, 6-3
30. 05 de junho de 2011 Roland-Garros (4/4) Saibro   Rafael Nadal 7-5, 7-6(3), 5-7, 6-1
31. 17 de junho de 2012 ATP de Halle - Alemanha (2/3) Grama   Tommy Haas 7-6(5), 6-4
32. 05 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres Grama   Andy Murray 6-2, 6-1, 6-4
33. 28 de outubro de 2012 ATP da Basileia - Suíça (4/5) Dura (i)   Juan Martín del Potro 6-4, 6-7(5), 7-6(3)
34. 12 de novembro de 2012 ATP World Tour Final (Londres) (2/4) Dura (i)   Novak Đjoković 7-6(6), 7-5
35. 19 de maio de 2013 Masters Series Roma - Itália (3/4) Saibro   Rafael Nadal 6-1, 6-3
36. 27 de outubro de 2013 ATP da Basileia - Suíça (5/5) Dura (i)   Juan Martín del Potro 7-6(3), 2-6, 6-4
37. 05 de janeiro de 2014 ATP de Brisbane - Austrália (1/2) Dura   Lleyton Hewitt 6-1, 4-6, 6-3
38. 16 de março de 2014 Masters Series Indian Wells - EUA (1/4) Dura   Novak Đjoković 3-6, 6-3, 7-6(3)
39. 20 de abril de 2014 Masters Series Monte Carlo (4/4) Saibro   Stan Wawrinka 4-6, 7-6(5), 6-2
40. 06 de julho de 2014 Wimbledon (2/3) Grama   Novak Đjoković 6-7(7), 6-4, 7-6(4), 5-7, 6-4
41. 10 de agosto de 2014 Masters Series Canadá (Toronto) (3/4) Dura   Jo-Wilfried Tsonga 7-5, 7-6(3)
42. 16 de novembro de 2014 ATP World Tour Final (Londres) (3/4) Dura (i)   Novak Đjoković W/O
43. 22 de março de 2015 Masters Series Indian Wells - EUA (2/4) Dura   Novak Đjoković 6-3, 6-7(5), 6-2
44. 17 de maio de 2015 Masters Series Roma - Itália (4/4) Saibro   Novak Đjoković 6-4, 6-3
45. 12 de julho de 2015 Wimbledon (3/3) Grama   Novak Đjoković 7-6(1), 6-7(10), 6-4, 6-3
46. 13 de setembro de 2015 US Open (2/2) Dura   Novak Đjoković 6–4, 5–7, 6–4, 6–4
47. 22 de novembro de 2015 ATP World Tour Final (Londres) (4/4) Dura (i)   Novak Đjoković 6-3, 6-4
48. 10 de janeiro de 2016 ATP de Brisbane - Austrália (2/2) Dura   Milos Raonic 6-4, 6-4
49. 13 de agosto de 2017 Masters Series Canadá (Montreal) (4/4) Dura   Alexander Zverev 6-3, 6-4
50. 18 de março de 2018 Masters Series Indian Wells - EUA (3/4) Dura   Juan Martín del Potro 4-6, 7-6(8), 6-7(2)
51. 24 de junho de 2018 ATP de Halle - Alemanha (3/3) Grama   Borna Coric 6-7(6), 6-3, 2-6
52. 19 de agosto de 2018 Masters Series Cincinnati - EUA Dura   Novak Đjoković 4-6, 4-6
53. 17 de março de 2019 Masters Series Indian Wells - EUA (4/4) Dura   Dominic Thiem 6-3, 3-6, 5-7

Simples: EstatísticasEditar

  • Para evitar confusões e contagem dupla, essa tabela é posta em dia somente após o final de um torneio ou da participação do jogador no torneio.
  • Jogos da Copa Davis estão incluídos nas estatísticas.
  • Essa tabela está com os dados em dia até a vitória contra Gaël Monfils no ATP de Madri em 9 de Maio de 2019.
Torneio 2019 2018 2017 2016 2015 2014 2013 2012 2011 2010 2009 2008 2007 2006 2005 2004 2003 2002 2001 2000 1999 1998 Carreira
Aberto da Austrália 4R V V SF 3R SF SF SF SF V F SF V V SF V 4R 4R 3R 3R - - 6
Roland-Garros - - - QF 4R QF SF F QF V F F F SF 3R 1R 1R QF 4R 1R - 1
Wimbledon QF V SF F F 2R V QF QF V F V V V V V 1R QF 1R 1R - 8
U.S. Open 4R QF - F SF 4R QF SF SF F V V V V V 4R 4R 4R 3R - - 5
Tennis Masters Cup SF SF - F F SF F V V SF RR V V F V V SF - - - - 6
Indian Wells Masters F F V - F F QF V SF 3R SF SF 2R V V V 2R 3R 1R - - - 5
Miami Masters V 2R V - - QF - 3R SF 4R SF QF 4R V V 3R QF F QF 2R 1R - 4
Monte Carlo Masters - - QF 3R F - - QF - 3R F F F QF - - 2R QF 1R 1R - 0
Madrid Masters - - - 2R - 3R V SF F V SF F V - - SF QF 2R 2R - - 3
Rome Masters - - 3R F 2R F SF 3R 2R SF QF 3R F - 2R F 1R 3R 1R - - 0
Canada Masters - F - - F - - 3R F QF 2R F V - V SF 1R - 1R - - 2
Cincinnati Masters F - - V V QF V QF V V 3R V 2R V 1R 2R 1R - 1R - - 7
Hamburg MastersAté 2008
Shanghai MastersDesde 2009 5
SF V - 1R V 3R SF - F - F V - V V 3R V 1R 1R - - 6
Paris Masters SF - - 3R QF SF - V SF 2R QF 3R - - - QF 2R 1R - - - 1
Grand Slam Vitórias-Derrotas 3-1 14-2 18-1 10-2 18-4 19-4 13-4 19-3 20-4 20-3 26-2 24-3 26-1 27-1 24-2 22-1 13-3 6-4 13-4 7-4 0-2 0-0 342-55
Torneios disputados 4 13 12 7 17 17 17 17 16 18 15 19 16 17 15 17 23 25 21 28 14 3 351
Finais alcançadas 3 7 8 1 11 11 3 10 6 9 7 8 12 16 12 11 9 5 3 2 0 0 154
Torneios vencidos 2 4 7 0 6 5 1 6 4 5 4 4 8 12 11 11 7 3 1 0 0 0 101
Dura Vitórias-Derrotas 18-2 36-8 40-4 8-2 39-6 56-7 28-11 41-7 46-7 47-7 36-10 34-10 44-6 59-2 50-1 46-4 46-11 30-11 21-9 24-16 7-6 2-2 758-148
Grama Vitórias-Derrotas 12-2 12-1 10-3 11-1 9-1 5-1 15-2 6-1 8-2 7-0 11-1 6-0 12-0 12-0 12-0 12-0 5-3 9-3 2-3 0-2 0-0 176-26
Carpete Vitórias-Derrotas 0-0 0-0 0-0 0-0 0-0 0-0 0-0 0-0 0-0 0-0 0-0 2-0 5-0 4-1 0-0 5-2 11-4 10-4 7-4 6-4 0-0 50-207
Saibro Vitórias-Derrotas 2-0 0-0 0-0 3-2 13-4 8-4 12-5 15-3 12-4 10-4 18-2 21-4 16-3 16-3 15-2 16-2 15-4 12-4 9-5 3-7 0-5 0-1 216-68
Geral Vitórias-Derrotas 20-2 48-10 52-5 21-7 63-11 73-12 45-17 71-12 64-12 65-13 61-12 66-15 68-9 92-5 81-4 74-6 78-17 58-22 49-21 36-30 13-17 2-3 1200-262
Pontos no Ranking de final de ano1 6420 9605 2130 8265 9775 4205 10265 8170 9145 105506 5305 7180 8370 6725 6335 4375 2590 1745 1080 749 119 -
Posição no Ranking de final de ano2 3 2 16 3 2 6 2 3 2 1 2 14 13 1 1 2 6 13 29 65 301 -

Duplas: 14 Finais (8-6)Editar

Legenda
ATP Masters Series /

ATP Tour Masters 1000 (1-2)

Jogos Olímpicos (1-0)
ATP Tour (6-4)
Campeão: 8Editar
Nr. Data Torneio Superfície Parceiro Adversários na final Resultado
1. 25 de fevereiro de 2001 Roterdã, Países Baixos (1/2) Dura (i)   Jonas Björkman   Petr Pála

  Pavel Vízner

6–3, 6–0
2. 15 de julho de 2001 Gstaad, Suíça Saibro   Marat Safin   Michael Hill

  Jeff Tarango

0–1 Abandono
3. 24 de fevereiro de 2002 Roterdã, Países Baixos (2/2) Dura (i)   Max Mirnyi   Mark Knowles

  Daniel Nestor

4–6, 6–3, 10–4
4. 6 de outubro de 2002 Moscou, Rússia Carpete (i)   Max Mirnyi   Joshua Eagle

  Sandon Stolle

6–4, 7–6(0)
5. 30 de março de 2003 Miami, EUA Dura   Max Mirnyi   Leander Paes

  David Rikl

7–5, 6–3
6. 12 de outubro de 2003 Viena, Áustria Dura (i)   Yves Allegro   Mahesh Bhupathi

  Max Mirnyi

7–6(7), 7–5
7. 12 de junho de 2005 Halle, Alemanha Grama   Yves Allegro   Joachim Johansson

  Marat Safin

7–5, 6–7(6), 6–3
8. 16 de agosto de 2008 Jogos Olímpicos, Pequim Dura  Stanislas Wawrinka   Simon Aspelin

  Thomas Johansson

6–3, 6–4, 6–7(4), 6–3
Vice-Campeão: 6Editar
Nr. Data Torneio Superfície Parceiro Adversários na final Resultado
1. 29 de outubro de 2000 Basel, Suíça Carpete (i)  Dominik Hrbatý   Donald Johnson

  Piet Norval

7–6(11), 4–6, 7–6(4)
2. 17 de março de 2002 Indian Wells, EUA Dura   Max Mirnyi   Mark Knowles

  Daniel Nestor

6–4, 6–4
3. 23 de fevereiro de 2003 Roterdã, Países Baixos Dura (i)   Max Mirnyi   Wayne Arthurs

  Paul Hanley

7–6(4), 6–2
4. 3 de outubro de 2004 Bangkok, Tailândia Dura (i)   Yves Allegro   Justin Gimelstob

  Graydon Oliver

5–7, 6–4, 6–4
5. 19 de março de 2011 Indian Wells, EUA Dura  Stanislas Wawrinka   Xavier Malisse

 Alexandr Dolgopolov

6–4, 6–7(5), 10–7
6. 15 de junho de 2014 Halle, Alemanha Grama   Marco Chiudinelli   Andre Begemann

  Julian Knowle

1-6, 7-5, 12-10

Ver tambémEditar

Notas

  1. Fonte ATP Pontos de classificação no final de ano. O sistema de entrada ATP (ATP Entry System) é um sistema rotativo de 52 semanas. O maior número de pontos alcançado por Federer no sistema de 52 semanas foi de 12165 pontos, na classificação publicada pela ATP em 20 de agosto de 2012.
  2. Classificação baseada no final do ano de 52 semanas (ATP Entry), não ATP Race.
  3. Federer assegurou já em 10 de setembro de 2006 a posição de número 1 até o final de 2006.
  4. Federer assegurou em 28 de outubro de 2007 a posição de número 1 até o final de 2007.
  5. O Hamburg Masters deixou de fazer parte dos torneios Masters Series em 2009, sendo substituído pelo Shanghai Masters.
  6. A ATP modificou o sistema de contagem de pontos no início da temporada de 2009.
  7. O total de vitórias e derrotas em carpete é o indicado no site da ATP. Essa superfície foi abandonada desde 2009.

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Leitura adicionalEditar

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Ligações externasEditar