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Crise constitucional na Gâmbia em 2016–2017

A crise constitucional na Gâmbia refere-se a uma crise política causada pela relutância do então presidente da Gâmbia Yahya Jammeh, cujo mandato expirou em 21 de janeiro de 2017, em deixar o cargo e entregar o poder ao presidente eleito nas eleições presidenciais ocorridas em 1 de dezembro de 2016, o líder da oposição Adama Barrow.

Nas eleições presidenciais de 2016 se enfrentaram Yahya Jammeh, que liderava o país desde o golpe de Estado de 2004 que dirigiu contra o então presidente Dawda Jawara e visava alcançar um outro mandato; e Adama Barrow, líder da oposição gambiana, com o último saindo vitorioso. Jammeh não reconheceu o resultado e decidiu permanecer no poder por um período indeterminado. Barrow, com receio de represálias, foi para o exterior, encontrando refúgio no Senegal.[1]

Embora o presidente tivesse inicialmente reconhecido o resultados das eleições, depois de oito dias se recusou a aceitar sua derrota. Jammeh entrou com recurso na Suprema Corte do país com o objetivo de anular a eleição e, posteriormente, decretou estado de emergência.[1] Na capital Banjul e na cidade de Serekunda, tropas foram implantadas. A comunidade internacional reagiu de forma muito negativa a decisão de Jammeh, com a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) enviando uma delegação à Gâmbia para tentar persuadir Jammeh a renunciar.[2]

Consequências: intervenção estrangeiraEditar

Uma vez que os delegados da CEDEAO não conseguiram convencer Jammeh a abandonar o poder, uma coalizão formada por Senegal, Nigéria e Gana decidiu intervir na Gâmbia. No dia 19 de janeiro tropas senegalesas invadiram a Gâmbia,[3] tomando a vila de Kalinai, terra natal de Jammeh, após vencerem a resistência das forças do Movimento das Forças Democráticas de Casamança, que apoiam Jammeh. O avanço foi suspenso por um dia para criar condições para negociações.[4] Um acordo foi anunciado no qual Jammeh deixaria o país [5] e pouco tempo depois ele anunciou na televisão estatal que ele estava deixando o cargo.[6] Depois que ele foi para o exílio, a CEDEAO anunciou que suas tropas permanecerão estacionadas no país para garantir a segurança.[7]

Ver tambémEditar

Referências