Abrir menu principal

Diogo de Mendonça (c. 1447 - 1516) foi um nobre português.

BiografiaEditar

Filho secundogénito de Afonso Furtado de Mendonça e de sua segunda mulher Beatriu de Vilaragut i Pardo de la Casta, filha do 3.º Barão de Olocau, etc, e bisneta por varonia dum primo-irmão do 1.º Duque de Milão.

É certamente o Diogo de Mendonça, Fidalgo da Casa Real, cujo criado Pedro Carvalho tem Carta de Perdão da Justiça Real a 23 de Outubro de 1475.

Foi o 1.° Alcaide-Mor do Castelo de Mourão na sua família a 22 de Agosto de 1476, etc.

Sucedeu ao irmão Duarte Furtado de Mendonça como Anadel-Mor dos Besteiros do Conto a 15 de Março de 1494, cargo que foi extinto em 1499, tendo, por Carta de 10 de Março de 1500, recebido uma tença anual de 92.000 reais, sendo 80.000 pelo ofício perdido e o restante pelo serviço dos expulsos Judeus de Mourão.

Entre 10 de Março de 1500 e 13 de Janeiro de 1511 foi feito Fidalgo do Conselho.

A 13 de Janeiro de 1511, foi concedida a Diogo de Mendonça, do Conselho do Rei e Alcaide-Mor da vila de Mourão, tença anual, desde 1 de Janeiro de 1501, de 92.000 reais, em satisfação do ofício de Anadel-Mor dos Besteiros do Conto, que foi extinto, e da renda do serviço real dos Judeus dessa vila, pagos pelo ramo das sisas de Portel, segundo uma Carta feita em Lisboa, a 11 de Março de 1500, por Francisco de Matos. Entretanto, como trespassou no seu filho, Pedro de Mendonça, 42.000 reais, pagos a partir de 1 de Janeiro de 1511, fica apenas com 50.000 reais de tença anual.

A 28 de Maio de 1514, houve Alvará de D. Manuel I de Portugal para o Almoxarife de Moura não constranger Diogo de Mendonça a pagar 15.000 réis das defesas de Mourão, porque deles se fez mercê.

A 30 de Dezembro de 1514 houve Certidão em que consta que Diogo de Mendonça, Alcaide-Mor de Mourão, tem direito a 50.000 reais anuais, pagos pelo Almoxarifado de Moura, cuja importância recebera.

A 9 de Agosto de 1525 houve Provisão para o Almoxarife de Moura pagar a António de Mendonça, filho de Diogo de Mendonça, 50.000 reais de tença com o Hábito.

Na sua Capela de Santa Maria da Graça, na Igreja de São Francisco de Évora estava uma campa antiga, sem armas, com a seguinte inscrição em letra gótica: «Aqui jaz Diº de M.ca Alc.mor q foy de Mourao e sua molher D. Britris dAlbergaria».

Casamento e descendênciaEditar

Casou com Brites ou Beatriz Soares de Albergaria (c. 1453 - d. 10 de Julho de 1516), que faleceu depois de 10 de Julho de 1516, data em que, sendo viúva de Diogo de Mendonça, recebeu uma tença real de 30.000 reais, filha bastarda de Fernão Soares de Albergaria, 1.º Senhor do Prado, e de Maria Gonçalves, da qual teve quatro filhos e três filhas:

  • Pedro de Mendonça, 2.º Alcaide-Mor do Castelo de Mourão na sua família, casado com D. Teresa de Lima, filha de D. Leonel de Lima, 1.º Visconde de Vila Nova de Cerveira, e de sua mulher D. Filipa da Cunha, filha do 3.º Senhor de Pombeiro, com geração
  • António de Mendonça, que a 9 de Agosto de 1525 houve Provisão para o Almoxarife de Moura pagar a António de Mendonça, filho de Diogo de Mendonça, 50.000 reais de tença com o Hábito, casado com Beatriz de Paiva, filha de Bartolomeu de Paiva e de sua mulher Filipa de Abreu, da qual teve uma filha:
  • Cristóvão de Mendonça
  • Isabel de Mendonça, casada com D. Juan Manuel de Villena, 3.º Senhor de Cheles, com geração
  • Joana de Mendonça (? - 1580), casada em 1520 com D. Jaime I, 4.º Duque de Bragança, do qual foi segunda mulher, com geração
  • Francisco de Mendonça, casado com D. Leonor de Almeida, filha de D. Francisco de Almeida e de sua mulher Beatriz Pereira, da qual foi segundo marido, e da qual teve duas filhas:
    • Brites de Mendonça, falecida depois de 1584, casada em 1527 com D. Francisco de Sousa, falecido em 1552, com geração
    • Maria de Mendonça, casada com D. Duarte da Costa, com geração
  • Margarida de Mendonça, casada com Jorge de Melo, Monteiro-Mor do Reino de Portugal, com geração

FontesEditar