Dudi Maia Rosa

artista brasileiro
Dudi Maia Rosa
Nascimento 26 de dezembro de 1946 (73 anos)
São Paulo
Cidadania Brasil
Ocupação artista

Rafael Maia Rosa, mais conhecido como Dudi Maia Rosa (São Paulo, 1946) é um artista plástico brasileiro.

BiografiaEditar

Dudi Maia Rosa tem sua formação inicial ligada ao artista Wesley Duke Lee e ao contexto da Escola Brasil:, na década de 1970.

Teve destaque na arte brasileira a partir do início dos anos 1980, quando o Dudi inaugurou, em exposições individuais na Cooperativa dos Artistas Plásticos de São Paulo (1980) e na Galeria São Paulo (1982), procedimentos pioneiros de questionamento da pintura a partir da utilização de suportes e materiais diferenciados que permanecem como marcas de seu trabalho até hoje.

Dudi Maia Rosa iniciou sua primeiras investigações pictóricas com materiais translúcidos, como a resina poliéster pigmentada em fibra de vidro, em 1984. Estas investigações, passaram a gerar trabalhos que "não possuem frente e trás, superfície e estrutura".[1] Em seus trabalhos, "a tinta, a tela, o chassi, até a moldura, são uma coisa só, amalgamada".[2]

BienaisEditar

Dudi participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM-SP, em 1973, 1986, 1989, 1993; das edições de 1987 e 1994 da Bienal Internacional de Arte de São Paulo; da Bienal de Johannesburgo, na África do Sul, em 1995; da Mostra do Redescobrimento: Brasil 500 Anos, no Pavilhão da Bienal de São Paulo, em 2000; e da V Bienal do Mercosul (2005), em Porto Alegre. Dez anos depois, na X Bienal do Mercosul (2015), Dudi apresentou instalação com peças de poliestireno e outros trabalhos geométricos (em resina poliéster pigmentada e fibra de vidro) na exposição “A Poeira e o Mundo dos Objetos”, montada na Usina do Gasômetro de Porto Alegre, RS.

AcervosEditar

Possui obras em importantes acervos como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, MASP, MAM-RJ, MAM-SP, MARGS, MACRS, MAC Niterói, Coleção Itaú e Stedelijk Museum (Amsterdã, Holanda).

DocênciaEditar

Dudi Maia Rosa iniciou sua atividade didática como professor de gravura, monotipia, desenho, aquarela, e pintura. Ministrou aulas na própria Escola Brasil:, em seu estúdio, e em instituições como SESC, MAM-SP e Instituto Tomie Ohtake.

Realizou diversas oficinas e workshops, com destaque para o Festival de Artes Plásticas de Governador Celso Ramos, Curso de trainees da Folha de S.Paulo e Festival de Inverno Serrinha (Bragança Paulista – SP),[3] tendo participado também de palestras, seminários e debates.

Além disso, participou do júri do Edital de Oficinas Livres do Centro Cultural São Paulo e do XXIV e XXXI Salão de Arte de Ribeirão Preto.

LivroEditar

Em 2006, foi lançado o livro intitulado "Dudi Maia Rosa e as mortes da pintura", de autoria de Oswaldo Corrêa da Costa e editado pela Metalivros.[4] O lançamento coincidiu com a abertura da sua exposição individual "Naipes", na Galeria Brito Cimino.[5].

Exposições individuaisEditar

1978 Pinturas e Esculturas, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - MASP, SP.

1979 100 Aquarelas, Galeria Pindorama, São Paulo, SP.

1980 Pinturas, Cooperativa dos Artistas Plásticos de São Paulo, SP.

1982 Pinturas, Galeria São Paulo, SP.

1984 Fibers, Thomas Cohn Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, RJ.

1985 Fibers, Galeria Subdistrito, São Paulo, SP.

1986 Portas, Thomas Cohn Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, RJ.

1989 Pinturas, Galeria Subdistrito, São Paulo, SP.

1991 Galeria Subdistrito, São Paulo, SP.

Ciclo de Esculturas do Centro Cultural São Paulo, Capela do Morumbi, SP.

1993 Ciclo Arte Contemporânea Brasileira, Instituto Estadual de Artes Visuais, Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre, RS.

1993 Galeria André Millan, São Paulo, SP.

1997 Galeria Valú Oria, São Paulo, SP.

1998 Desenhos, Centro Cultural São Paulo, SP.

2001 Pinturas, Galeria Brito Cimino, São Paulo, SP

Gravuras, Museu Victor Meirelles, Florianópolis, SC.

2002 Centro Universitário Maria Antônia da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP.

2004 Galeria Brito Cimino, São Paulo, SP.

Artista Convidado da III Mostra do Programa de Exposições 2004, Centro Cultural São Paulo, SP.

2006 Naipes, Galeria Brito Cimino, São Paulo, SP.

Mercedes Viegas Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, RJ.

2008 Eu Sou um Outro, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, SP.

2009 Plásticos, Galeria Millan, São Paulo, SP.

2012 Cábulas, Galeria Millan, São Paulo, SP.

2013 Cábulas, Centro Universitário Maria Antônia, São Paulo, SP.[6]

2013 Cábulas, Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, SP.

2016 VRIDO, Galeria Millan, São Paulo, SP


Exposições coletivas
Editar

1971 V Jovem Arte Contemporânea – JAC, Museu de Arte Contemporânea, São Paulo, SP.

1973 V Panorama da Arte Atual Brasileira, Pintura, Museu de Arte Moderna, São Paulo, SP.

1979 O Desenho como Instrumento, Cooperativa dos Artistas Plásticos de São Paulo, Pinacoteca do Estado, São Paulo, SP.

1982 Entre a Mancha e a Figura, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, RJ.

1985 Inauguração, Galeria Subdistrito, São Paulo, SP.

1987 A Trama do Gosto: um olhar sobre o cotidiano, Fundação Bienal de São Paulo, SP.

XIX Bienal Internacional de São Paulo, Fundação Bienal de São Paulo, SP.

1988 Brasil Já – Beispiele zeitgenössischer brasilianischer Malerei, Leverkusen, Sttutgart e Hannover, Alemanha.

1990 Brazil Projects '90, Los Angeles, EUA, e Museu de Arte de São Paulo, SP.

1991 O que faz você agora Geração 60?, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, SP.

1992 Branco Dominante, Galeria São Paulo, SP.

1994 Bienal Brasil Século XX, Fundação Bienal de São Paulo, SP.

XXII Bienal Internacional de São Paulo, Fundação Bienal de São Paulo, SP.

1995 Johannesburg Biennale, Johannesburgo, África do Sul.

2000 Mostra do Redescobrimento: Brasil 500 anos – Arte Contemporânea, Pavilhão da Bienal, São Paulo, SP.

Marcas do Corpo, Dobras da Alma – XII Mostra da Gravura de Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, Curitiba, PR.

2003 Tomie Ohtake na Trama Espiritual da Arte Brasileira, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, SP.

2005 A Persistência da Pintura, Histórias da Arte e do Espaço, V Bienal do Mercosul, Porto Alegre, RS.

2012 O Triunfo do Contemporâneo, Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS), Porto Alegre, RS.

Cromomuseu: Pós-Pictorialismo no Contexto Museológico, Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS), Porto Alegre, RS.

3M, 3D – Maia Rosa, Michalany, Miguez, 3 décadas, Coleção Particular, São Paulo, SP.

2013 As tramas do tempo na arte contemporânea: estética ou poética?, Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, SP.

Pintura brasileira, Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS), Porto Alegre, RS.

O cânone pobre, Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS), Porto Alegre, RS.

2014 Deus e sua obra no sul da América – A experiência dos direitos humanos através dos sentidos, Museu dos Direitos Humanos do Mercosul, Porto Alegre, RS.

Distrações da memória – O museu como modo de rever o mundo, Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS), Porto Alegre, RS.

2015 X Bienal do Mercosul – Mensagens de uma nova América, Porto Alegre, RS.

2016 Horror Vacui Tropical (Experiência 2), Caminho dos Antiquários, Centro Histórico de Porto Alegre, RS.

2017 Modos de Ver o Brasil - Itaú Cultural 30 Anos, Oca, Parque Ibirapuera, São Paulo, SP.

QUEERMUSEU - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, Santander Cultural, Porto Alegre, RS.

BibliografiaEditar

ÁVILA, Roberta. Desenhando com Dudi Maia Rosa. Naipe, 27 set. 2012.[7]

BARROS, Stella Teixeira de. Entre a emoção e a razão: o insondável. In: VALU ORIA GALERIA DE ARTE. Dudi Maia Rosa: catálogo. São Paulo, 1997. p. 8-10.

COSTA, Oswaldo Corrêa da. Dudi Maia Rosa e as mortes da pintura = Dudi Maia Rosa and the deaths of painting. São Paulo: Metalivros, 2005. 190p.

COSTA, Oswaldo Corrêa da. A sobrevida do pictórico na obra de Dudi Maia Rosa. Folha de S.Paulo, 05 jun. 2016. Ilustríssima.[2]

DUARTE, Paulo Sérgio. As aparências não enganam = Appearances are not deceiving. In: GALERIA MILLAN. Dudi Maia Rosa: plásticos, São Paulo, 2009. p. 3-8.

FARIAS, Agnaldo. A pintura como corpo = Painting as body. In: GALERIA MILLAN. Dudi Maia Rosa: 22a. Bienal Internacional de São Paulo. São Paulo: Marca D’Água, 1994.

FIDELIS, Gaudêncio. O Ciclo Arte Brasileira Contemporânea. In: INSTITUTO ESTADUAL DE ARTES VISUAIS (PORTO ALEGRE). Projeto Ciclo Arte Contemporânea: Dudi Maia Rosa: pintura: catálogo. Porto Alegre, 1993.

FIDELIS, Gaudêncio. A pintura pelo avesso. In: DUARTE, Paulo Sérgio (org.). A persistência da pintura. Porto Alegre: Fundação Bienal do Mercosul, 2005. p. 84.

FIDELIS, Gaudêncio; TAVARES, Márcio. (org.). Mensagens de uma nova América = Messages from a new America. Porto Alegre: Fundação Bienal do Mercosul, 2015. 2 v.

FREITAS, Thierry; RIVETTI, Lara. O trabalho da arte: Dudi Maia Rosa. Celeuma, n. 1, p. 12, 2013.[6]

FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO. Dudi Maia Rosa, Marcos Coelho Benjamim, Adriana Varejão. São Paulo: Fundação Bienal, 1995. 28 p.

GARCIA, Cynthia. Sensuality in Fiberglass: an interview with Dudi Maia Rosa on the occasion of his exhibition at Galeria Millan. Newcity Brasil: Visual art culture of São Paulo and beyond, Chicago, 2016.[8]

GAZIRE, Nina. Morre o controvertido, irreverente e pioneiro Wesley Duke Lee. IstoÉ Online, São Paulo, 13 set. 2010.[9]

INSTITUTO TOMIE OHTAKE. Tomie Ohtake na trama espiritual da arte brasileira: exposição comemorativa dos 90 anos da artista. São Paulo: Instituto Tomie Ohtake, 2003. p. 35.

LAGNADO, Lisette. A expressão de Dudi Maia Rosa. Casa Vogue, São Paulo, v. 11, n. 1, p. 126-131, jan./fev. 1987.

LEIRNER, Sheila. Não sobre o ‘eu’, mas sobre arte. O Estado de S. Paulo, 21 out. 1982. p. 22.

MAMMI, Lorenzo. Questões da pintura. Guia das artes, São Paulo, v. 10, n. 38, edição especial, p. 24-29, 1995.

MORAIS, Frederico. Como Jonas, no ventre da pintura. Módulo, Rio de Janeiro, n. 79, p. 22-25, 1984.

MORAIS, Frederico. Dudi Maia Rosa, a criação de pontes através da arte. O Globo, 26 abr. 1984. p. 31.

NAVES, Rodrigo. Dudi Maia Rosa: a alegria luminosa da matéria = Dudi Maia Rosa: the luminous joy of matter. In: GALERIA MILLAN. Vrido: Dudi Maia Rosa: folder. São Paulo, 2016.

PLAZA, Júlio. Entre (a pintura e seus) parênteses. Folha de S.Paulo, 24 out. 1982. Folhetim, n. 301, p. 10-11.

REZENDE, Marcelo. A origem do crime. In: CENTRO CULTURAL SÃO PAULO. Dudi Maia Rosa: folheto. São Paulo, 2004.

REZENDE, Marcelo. Seio postiço, saco de lixo, teclado de computador e... quadros. Bravo!, São Paulo, v. 11, n. 127, p. 68, mar. 2008.

RICCIOPPO, Carlos Eduardo. Dudi Maia Rosa: cábulas. 2013.[10]

RODRIGUES, Carlito (coord.). Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça, 2013. Rio de Janeiro: FUNARTE, 2013. p. 150-159.

ROSA, Rafael Vogt Maia. A moldura do sujeito = The frame of the subject. In: GALERIA BRITO CIMINO. Dudi Maia Rosa: pinturas: catálogo. São Paulo, 2001.

ROSA, Rafael Vogt Maia. Estação das linhas. In: MUSEU VICTOR MEIRELLES. Dudi Maia Rosa: gravuras: folheto. Florianópolis, 2001.

ROSA, Rafael Vogt Maia. Na matéria, o Santo Sepulcro. In: INSTITUTO ESTADUAL DE ARTES VISUAIS (PORTO ALEGRE). Dudi Maia Rosa: pinturas: folheto. Porto Alegre, 1993.

ROSA, Rafael Vogt Maia. Poema. In: GALERIA MILLAN. Dudi Maia Rosa: 22a. Bienal Internacional de São Paulo. São Paulo: Marca D’Água, 1994.

ROSA, Rafael Vogt Maia. Um verbo para a carne. In: VALU ORIA GALERIA DE ARTE. Dudi Maia Rosa: catálogo. São Paulo, 1997. p. 4-5.

ROSA, Rafael Vogt Maia. Cábulas. In: INSTITUTO FIGUEIREDO FERRAZ. Cábulas: folheto. Ribeirão Preto, 2013.

VELASCO, Suzana. Pintura pelo avesso. O Globo, 13 abr. 2006. Segundo Caderno, p. 5.

VIEIRA FILHO, Renato. Dudi Maia Rosa. Arte em São Paulo, São Paulo, n. 21, p. 28-32, mar. 1984.

VídeosEditar

Metrópolis: as grandes esculturas de Dudi Maia Rosa em SP. 5 dez. 2012.[11]

Os artistas e a crítica: Dudi Maia Rosa [vídeo]. Celeuma, n. 2, 2013.[12]

PrêmiosEditar

1971 Prêmio Aquisição, Jovem Arte Contemporânea, São Paulo, SP, Brasil.

1989 Prêmio Aquisição, Panorama da Pintura Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo, SP, Brasil.

2013 Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça, FUNARTE, Brasil.[13]

Referências

  1. Riccioppo, Cadu (2016)."VRIDO: release da exposição". São Paulo: Galeria Millan, 2016
  2. a b Costa, Oswaldo (5 de junho de 2016). «A sobrevida do pictórico na obra de Dudi Maia Rosa». São Paulo: Folha de São Paulo. Folha de São Paulo. Consultado em 22 de setembro de 2017 
  3. Arte Serrinha (ed.). «Outras edições». Consultado em 10 de junho de 2015 
  4. «Oswaldo Corrêa da Costa». Consultado em 22 de setembro de 2017 
  5. Longmann, Gabriela (21 de março de 2006). «Dudi Maia Rosa põe seus naipes em jogo». São Paulo: Folha de São Paulo. Folha de São Paulo. Consultado em 22 de setembro de 2017 
  6. a b «O trabalho da arte: Dudi Maia Rosa». São Paulo: Centro Universitário Maria Antônia. Celeuma. 2013. Consultado em 22 de setembro de 2017 
  7. Ávila, Roberta (27 de setembro de 2012). «Desenhando com Dudi Maia Rosa». Naipe. Revista Naipe. Consultado em 22 de setembro de 2017 
  8. Garcia, Cynthia (2016). «Sensuality in Fiberglass: an interview with Dudi Maia Rosa on the occasion of his exhibition at Galeria Millan». Chicago: Newcity. Newcity Brasil. Consultado em 22 de setembro de 2017 
  9. Gazire, Nina (13 de setembro de 2010). «Morre o controvertido, irreverente e pioneiro Wesley Duke Lee». São Paulo: Três. IstoÉ Online. Consultado em 22 de setembro de 2017 
  10. Centro Universitário Maria Antônia (ed.). «Dudi Maia Rosa: cábulas». Consultado em 22 de setembro de 2017 
  11. UOL Mais (ed.). «Metrópolis: as grandes esculturas de Dudi Maia Rosa em SP». Consultado em 22 de setembro de 2017 
  12. «Os artistas e a crítica: Dudi Maia Rosa». São Paulo: Centro Universitário Maria Antônia. Celeuma. 2013. Consultado em 22 de setembro de 2017 
  13. RODRIGUES, Carlito (coord.). Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça, 2013. Rio de Janeiro: FUNARTE, 2013. p. 150-159.