Encarnação do Demônio

filme de 2008 dirigido por José Mojica Marins
Encarnação do Demônio
 Brasil
2008 •  cor •  93 min 
Direção José Mojica Marins
Coprodução José Mojica Marins
Antonio Fracari
Roteiro José Mojica Marins
Dennison Ramalho
Elenco José Mojica Marins
Milhem Cortaz
Gênero terror
Música André Abujamra
Marcio Nigro
Cinematografia José Roberto Eliezer
Direção de arte Cassio Amarante
Edição Paulo Sacramento
Lançamento 8 agosto 2008 (Brasil)
Idioma português
Cronologia
Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967)
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

Encarnação do Demônio é um filme brasileiro de 2008, do gênero terror, escrito e dirigido por José Mojica Marins, sendo mais um filme com o personagem Zé do Caixão. Esse é o filme que encerra a trilogia iniciada com À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), e Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967). Encarnação do Demônio teve um orçamento estimado em R$ 1 milhão, captados através de leis de incentivo e é o maior orçamento já administrado por Mojica Marins, que estava há 30 anos sem dirigir um longa-metragem .[1]

O filme foi selecionado para ser exibido no Festival de Veneza, em 2008, numa mostra chamada "Midnight Movies".

Foram incluídas cenas em preto e branco dos filmes anteriores de Zé do Caixão ("A Meia Noite Levarei Sua Alma", "Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver" e "O Despertar da Besta").

ElencoEditar

SinopseEditar

Após quarenta anos preso numa cela para doentes mentais, Zé do Caixão é finalmente libertado. Recebido na saída da penitenciária por Bruno, que o leva para casa. No caminho, Zé descobre que o mundo que ele então conhecia havia mudado, já que se encontrava na gigantesca capital paulista, o coveiro se sentia descolado no meio de tantos carros. Bruno o leva para uma favela e apresenta o seu novo lar. Uma sala macabra com instrumentos de tortura, um caixão e um trono para ele. Além disso, Bruno o apresenta a quatro seguidores que apresentam a mesma ideologia de Zé sobre a continuidade do sangue, e prometem ajudar o coveiro a cumprir seu objetivo, o mesmo que o levou a ser preso: encontrar a mulher que possa lhe gerar um filho perfeito. No entanto, Zé do Caixão é atormentado por pesadelos de suas vítimas mortas aparecem a juram vingança. Mesmo com essas alucinações, Zé do Caixão continua cético como sempre.

Ele vai para um covil dentro de uma favela e entra em conflito com moradores locais e também com o violento Capitão de Polícia Osvaldo Pontes, odiado por invadir o local e executar crianças. Durante a chacina, o militar é atacado por Zé do Caixão mas sobrevive. Ao descrever o vilão para o irmão, o coronel Claudiomiro, este descobre que o antigo algoz que no passado lhe arrancara um olho e que pensava estar morto, voltou. Zé do Caixão é assombrado por fantasmas de Teresinha e Lenita. Quando Bruno descobre uma cientista, Dra. Hilda que acreditava na imortalidade do sangue, a leva para o coveiro. Ao testa-la, Zé do Caixão percebe que ela é tão perfeita quanto Laura, mas se questiona se não há outras mulheres tão perfeitas por aí. Ele conhece Helena, uma jovem aprendiz de feiticeira, sobrinha das tias Cabíria e Lucrécia, e percebe que ela pode ser também uma candidata. Ao sair uma noticia na tv sobre o criminoso temido dos anos 60 que estava de volta às ruas, um sacerdote chamado Eugênio se interessa pelo assunto. Ele possui uma tatuagem das mãos e unhas longas no seu peito, como marca daquele a quem ele deveria se vingar, pois Eugênio é filho do doutor Rodolfo que foi morto por Zé em À Meia Noite Levarei Sua Alma.

Bruno ao observar um ritual de candomblé, é atacado por um grupo de policiais, porém, Zé e seus seguidores conseguem conter o ataque e levam os policiais para o porão onde são brutalmente torturados. Uma jovem chamada Maíra, observa de longe tudo o que estava acontecendo e se oferece para ser a mãe do filho de Zé, mas ele a rejeita por considera-la muito nova, e vai atrás de Helena. Chegando no terreiro de candomblé, Zé mata as tias de Helena, quando estas tentaram impedi-lo de se aproximar da jovem. Quando Helena chega, ela revela que não acredita em nada do que suas tias ensinavam e mesmo ao saber da morte delas, Helena se entrega para o coveiro. Durante o ato sexual, Zé do Caixão delira e passa a ter uma visão do purgatório, onde é recebido pelo mistificador. Zé do Caixão ao ver os horrores do purgatório, dá de cara com a morte, mas o seu delírio logo acaba. Mesmo considerando estar ficando louco, o coveiro manda seus seguidores trazerem mais mulheres para ele. Ao submeter várias delas a testes macabros e horripilantes, algumas são aprovadas nos testes.

Os irmãos militares, aliados ao vingativo padre Eugênio tentam achar o agente funerário, mas a população da favela em princípio se nega a colaborar com eles por medo de Zé e também por ódio da dupla de policiais. Mas, quando eles mostram interesse unicamente no coveiro, os moradores passam a colaborar. Enquanto isso, Zé do Caixão mata uma policial ao enfiar sua cara em um barril cheio de baratas, chicoteia as mulheres consideradas por ele como inferiores. Maíra, ainda insistindo que pode ser uma mulher superior pede-lhe uma chance para provar seu valor, assim, ela pega uma ratazana e enfia no órgão genital de uma das policiais, matando-a. Após isso, Maíra é considerada digna por Zé.

Os policiais conseguem encontrar o esconderijo de Zé, e encontram o lugar cheio de sangue e pessoas mortas, conseguem matar dois dos seguidores e prendem os demais, porém, a pessoa que eles queriam não estava mais lá. Tentando fugir pelo matagal e sendo perseguido pelos policiais e o padre Eugênio, Zé do Caixão consegue matar Claudiomiro Pontes e seu irmão. Mas, é confrontado pelo padre que o desafia e se declara seu executor. Os dois lutam, e Zé é gravemente ferido pela cruz do padre que continha uma faca na ponta. Eugênio consegue furar o coração de Zé e lança a maldição final que condena eternamente a alma do coveiro. No seu leito de morte, Maíra aparece, tira e roupa e tem a sua última relação sexual com o coveiro. A última cena aparece um grupo de mulheres grávidas caminhando pelo cemitério até chegar no túmulo de Josefel Zanatas, as mulheres eram justamente aquelas consideradas superiores durante o filme, todas em estado avançado de gravidez, mostrando que Zé do Caixão conseguiu finalmente cumprir seu objetivo.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Flávia Guerra (6 de novembro de 2006). Estadão http://www.estado.com.br/editorias/2006/11/06/cad-1.93.2.20061106.2.1.xml. Consultado em 4 de agosto de 2008  Em falta ou vazio |título= (ajuda)

Ligações externasEditar

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