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Disambig grey.svg Nota: Se procura o planeta anão, veja Éris (planeta anão).
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Éris
Deusa da Discórdia
Mãe dos Males
Éris
Pintura ateniense, c. 520 a.C.
Morada Via Láctea
Cônjuge(s) Éter
Pais Zeus e Hera
Nix (sozinha) ou com Érebo
Irmão(s) Ares, Ênio, Hebe, Hefesto e Ilitia
Filho(s) Androctasias, Anfilogias, Algea, Até, Disnomia, Fonos, Hisminas, Horcos, Lete, Limos, Macas, Neikea, Ponos e Pseudólogos
Romano equivalente Discórdia
Portal:Mitologia greco-romana

Éris (em grego: Ἔρις, transl.: Éris), na mitologia grega, era a deusa da discórdia. Filha dos reis do Olimpo, fora desprezada por sua mãe Hera por não ter muita beleza. Seu equivalente romano é Discordia, que significa "discórdia". O oposto grego de Eris é Harmonia, cuja contraparte latina é Concordia. Homer igualou-a com a deusa da guerra Enyo, cuja contraparte romana é Bellona. O planeta anão Eris é nomeado após a deusa. Foi desposada pelo deus primordial Éter (Deus do espaço imaterial), com o qual concebeu catorze filhos. Cada um deles dotado de um poder maligno o que a alcunhou como Mãe dos Males. Éris sempre fora companheira de seus irmãos em questões terrenas, sobretudo de Ares nas batalhas.


Fontes literáriasEditar

Hesíodo em Os Trabalhos e os Dias e Teogonia aponta Éris como a filha primogênita de Nyx, a Noite, e mãe de outras entidades peculiares.

Por sua parte, Éris deu à luz ao doloroso Ponos (desânimo e fadiga), aos Macas (batalhas), Limos (fome) e Horcos (juramento); e a Lete (esquecimento), as chorosas Algea (tristeza), Hisminas (discussões e disputas), as Fonos (dor e matança), as Androctasias (devastações e massacres), as Neikea (ódio), as Pseudólogos (palavras mentirosas), as Anfilogias (ambiguidades; dúvidas e traições), Disnomia (desrespeito) e Até (insensatez) todos eles companheiros inseparáveis. Chamados pelos gregos de Daemones; as "desgraças" para os romanos.

Homero, na Ilíada, refere-se a Éris como irmã de Ares e, portanto, presume-se ser filha de Zeus e Hera (IV, 440-443, tradução livre):

"(...) a Discórdia infatigável,
Companheira e irmã do homicida Ares,
Quem a princípio se apresenta timidamente, mas que logo
Anda pela terra enquanto a fronte toca o céu."

A lenda mais famosa referente a Éris relata o seu papel ao provocar a Guerra de Troia. As deusas Hera, Atena e Afrodite haviam sido convidadas, juntamente com o restante do Olimpo, para o casamento forçado de Peleu e Tétis, que viriam a ser os pais de Aquiles, mas Éris fora desdenhada por conta de seu temperamento controvertido - a discórdia, naturalmente, não era bem-vinda ao casamento. Mesmo assim, compareceu aos festejos e lançou no meio dos presentes o pomo da discórdia, uma maçã dourada com a inscrição καλλίστη (kallisti, ou "à mais bela"), fazendo com que as três deusas discutissem entre si acerca da destinatária. Príamo, o rei de Troia foi o escolhido por Zeus para resolver a contenta, que não queria também sofrer a cólera das duas perdedoras da escolha. Porém, o rei já estava velho e deixou tal pendência para seu filho, o incauto Páris, um pastor de rebanhos e Príncipe de Troia, para escolher a mais bela. Cada uma das três deusas presentes imediatamente procurou suborná-lo: Hera ofereceu-lhe poder político e a chance de ser o mais forte rei de todos os tempos; Atena, habilidade na batalha e o homem mais sábio de todos os tempos; e Afrodite, a atual mulher mais bela mulher do mundo, Helena, esposa de Menelau de Esparta. Páris elegeu Afrodite para receber o pomo, atraindo assim a ira de Hera e Atena. Tal história marca o início da Guerra de Troia, seja com o rapto de Helena, como por parte dos seres mitológicos na divisão entre Troia, protegida por Afrodite, e as cidades gregas com a benção de Hera e de Atena. Assim, a escolha de Páris acabou condenando sua cidade, que foi destruída na guerra que se seguiu.[1].

Em um adendo moderno de 1965, no livro Principia Discordia, é dito que após ela jogar a maçã de ouro dentro do salão do banquete ela saiu e foi comer um cachorro quente. Sendo este pelos adeptos do discordianismo a causa da "Esnobada original"[2]

DerivaçõesEditar

A palavra "erística", em português, vem do nome da deusa grega da discórdia. Significa a arte da disputa argumentativa no debate filosófico, desenvolvida sobretudo pelos sofistas, e baseada em habilidade verbal e acuidade de raciocínio (Houaiss).

Também leva o nome Éris um planeta anão no disco disperso do Sistema Solar (com a designação oficial 136199 Éris). Seu satélite natural chama-se Disnomia (segundo os antigos gregos, uma das filhas de Éris).

Os discordianos idolatram Éris como sua deusa.

  1. Guariento, Vitor (22 de Dezembro de 2018). «Quem é Éris, a Deusa da Discórdia?». O Curioso Mundo de Vitor Hugo. Consultado em 22 de Dezembro de 2018 
  2. the Younger, Malaclypse; Ferreira (tradutor), Vinicius; Andrade (tradutor), Lívia (2017) [1965]. Escrito em Brasil. Andrade, Lívia, ed. Principia Discordia 1 ed. São Paulo: Editora Penumbra (publicado em 17 de abril de 2017). pp. 00017,00018. 02 páginas. ISBN 8569871058. Ela jogou esta maçã no salão do banquete e então saiu e foi alegremente degustar um cachorro quente (...) E desta forma, os Discordianos Não devem degustar Pães de cachorro quente. Você acredita nisso?