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Nota: Se procura pelo agente policial, consulte Escrivão de polícia.
Jean Miélot, escriba europeu em seu escritório.

O escriba ou escrivão era aquele que na antiguidade dominava a escrita e a usava para, a mando do regente, redigir as normas do povo daquela região ou de uma determinada religião. Também podia exercer as funções de contador, secretário, copista e arquivista.Na Antiguidade, os escribas eram os profissionais que tinham a função de escrever textos,registrar dados numéricos, redigir leis, copiar e arquivar informações. Como poucas pessoas dominavam a arte da escrita, possuíam grande destaque social.

Índice

O Egito AntigoEditar

 
Escriba egípcio.

O Escriba do Antigo Egito, ou sesh,[1] era uma pessoa educada nas artes da escrita (usando tanto escritas hieróglifas e hieráticas, e da segunda metade do primeiro milenio AC a escrita Demotica foi usada também) e dena (aritmetica).[2][3] Filhos de escribas eram educados na mesma tradição escriba, enviados à escola e ao entrarem ao serviço civil, herdavam o mesmo cargo dos pais.[4]

Muito do que é sabido do Antigo Egito provem das atividades dos escribas. Edifícios monumentais foram erigidos sob suas supervisões,[5] atividades administrativas e economicas eram documentadas por eles, e os contos das bocas das baixas classes egípcias ou de terras estrangeiras sobreviveram graças ao escribas.[6]

Escribas também eram considerados parte da corte real e não eram obrigados a pagar taxas ou se juntar às forças armadas. A profissão do escriba possuía profissões similares, como os pintores e artesãos que faziam decorações e outras relíquias com pinturas e textos hieróglifos. Um escriba era eximido do trabalho manual pesado exigido às baixas classes.

Escribas na BíbliaEditar

Nos livros sagrados para os cristãos e judeus, o termo escriba refere-se aos chamados doutores e mestres (cf. Mateus 22,35; Lucas 5,17), ou seja, homens especializados no estudo e na explicação da lei ou Torá. Embora o termo apareça pela primeira vez no livro de Esdras, eles eram bem sucedidos ao que faziam e sabe-se que tinham grande influência e eram muito considerados pelo povo, tendo existido escribas partidários de diferentes seitas, tais como os fariseus (a maioria), saduceus e essênios.

HistóriaEditar

Iniciam sua atuação ainda nos tempos do Antigo testamento, em que a figura do profeta perde o seu valor. Já no Novo testamento, é possível verificar que a maioria dos escribas se opõe aos ensinamentos de Jesus (cf. Marcos 14,1; Lucas 22,1), que os critica duramente por causa do seu proceder legalista e hipócrita (cf. Mateus 23,1-36; Lucas 11,45-52; 10,46-47), comparando-o ao dos fariseus, a corrente de escribas que representava a maioria.

Após o desaparecimento do templo de Jerusalém no ano 70, seguido do desaparecimento da figura do sacerdócio judaico, sua influência passaria a ser ainda maior.

Escribas de destaqueEditar

Alguns escribas ficariam famosos, tais como Hillel e Sammai (pouco antes de Cristo), tendo sido ambos líderes de tendências opostas na interpretação da lei, liberal o primeiro e rigoroso o segundo.

Gamaliel, discípulo de Hillel, foi mestre de Paulo (cf. Atos 22,3), tendo existido também outros escribas simpatizantes com os cristãos. (cf. Atos 5,34).

Ver tambémEditar

Referências

  1. "Scribes", Life in Ancient Egypt, Carnegie Museum of Natural History: [1]. Retrieved 29 January 2009.
  2. Michael Rice, Who's Who in Ancient Egypt, Routledge 2001, ISBN 0-415-15448-0, p.lvi
  3. Peter Damerow, Abstraction and Representation: Essays on the Cultural Evolution of Thinking, Springer 1996, ISBN 0-7923-3816-2, pp.188ff.
  4. David McLain Carr, Writing on the Tablet of the Heart: Origins of Scripture and Literature, Oxford University Press 2005, ISBN 0-19-517297-3, p.66
  5. Kemp, op.cit., p.180
  6. Kemp, op.cit., p.296

BibliografiaEditar

  • Barry J. Kemp, Ancient Egypt: Anatomy of a Civilization, Routledge 2006, ISBN 0415235499, pp. 166ff.
  • Henri-Jean Martin, The History and Power of Writing, University of Chicago Press 1995, ISBN 0226508366
  • David McLain Carr, Writing on the Tablet of the Heart: Origins of Scripture and Literature, Oxford universitariam Press collyn anderson2005, ISBN 0195172973