Abrir menu principal
HMS Tiger
HMS Tiger (1913).jpg
Carreira  Reino Unido
Operador Marinha Real Britânica
Fabricante John Brown & Company
Custo £ 2,5 milhões
Homônimo Tigre
Batimento de quilha 20 de junho de 1912
Lançamento 15 de dezembro de 1913
Comissionamento 3 de outubro de 1914
Descomissionamento 15 de maio de 1931
Estado Desmontado
Características gerais
Tipo de navio Cruzador de batalha
Deslocamento 33 260 t
Maquinário 2 turbinas a vapor
39 caldeiras
Comprimento 214,6 m
Boca 27,6 m
Calado 9,9 m
Propulsão 4 hélices triplas
- 85 000 hp (63 400 kW)
Velocidade 28 nós (52 km/h)
Autonomia 3 300 milhas náuticas a 24 nós
(6 100 km a 44 km/h)
Armamento 8 canhões de 343 mm
12 canhões de 152 mm
2 canhões antiaéreos de 36 mm
4 tubos de torpedo de 533 mm
Blindagem Cinturão: 76 a 229 mm
Convés: 25 a 76 mm
Anteparas: 102 mm
Barbetas: 203 a 229 mm
Casamatas: 152 mm
Torres de artilharia: 229 mm
Torre de comando: 254 mm
Aeronaves 1 hidroavião Sopwith Camel
Tripulação 1 110 a 1 460

O HMS Tiger foi um navio cruzador de batalha operado pela Marinha Real Britânica. Sua construção começou nos estaleiros da John Brown & Company na Escócia em junho de 1912 e foi lançado ao mar em dezembro do ano seguinte, sendo comissionado na frota britânica em outubro de 1914. O Tiger era o cruzador mais bem blindado da Marinha Real no início da Primeira Guerra Mundial e era armado com uma bateria principal composta por oito canhões de 343 milímetros, possuindo um deslocamento de mais de 33 mil toneladas e velocidade máxima de 28 nós.

PlaneamentoEditar

O Tiger foi originalmente planeado para ser um navio-irmão do HMS Lion tal como o Princess Royal e o Queen Mary. No entanto, em Janeiro de 1911, os estaleiros Vickers-Armstrong começaram a construir um cruzador de batalha para a Marinha Imperial Japonesa, o Kongo. O arquitecto-chefe da Vickers, Sir George Thurston, criou o que foi imediatamente reconhecido como um desenho muito equilibrado, com oito peças de 14" (356 mm) e um esquema equilibrado de proteção couraçada. A característica-chave da Classe Kongo era que as torres das peças principais estavam montadas ao longo do eixo do navio, na proa e popa, eliminando as torres montadas à meia-nau, com menor arco de tiro. O Kongo estava a ser construído com um desenho superior aos do da Classe Lion, o que causou indignação dentro da Marinha Real Britânica. O resultado desta indignação foi o abandonado do desenho original da Classe Lion.

Apesar de os três primeiros navios da Classe Lion já se encontrarem em construção e não poderem ser alterados, o Tiger encontrava-se num estádio inicial o que permitiu a alteração significativa do seu desenho e por isso foram revistas a suas especificações. O resultado que saiu dos estiradores dos arquitectos navais foi um navio que incorporava os elementos do desenho do Kongo, mas retinha muitas das características da Classe Lion, incluindo as peças de 13.5" (343 mm). O seu armamento secundário foi aumentado de 4" (102 mm) para 6" (152 mm) o que igualava as baterias secundárias dos couraçados britânicos mais recentes. A proposta para lhe serem montadas as novas caldeiras leves Yarrow foi rejeitada, uma decisão mais tarde criticada pelo director da construção naval, Sir Eustace Tennyson, que afirmou que as caldeiras Brown & White roubavam vários nós na velocidade do Tiger devido ao seu peso e tamanho. No entanto, quando o Tiger foi construído, as caldeiras Yarrow eram ainda pouco fiáveis.

A quantidade de carvão transportada pelo Tiger era substancialmente maior que a transportada pelo Lion, mas como os motores do Tiger geravam maior potência nas hélices e queimavam mais carvão que o Lion, não havia aumento real no alcance do navio.

O Tiger foi o único navio da sua classe, no entanto, e de acordo com Siegfrid Breyer (Battleships and Battle Cruisers, 1905-1970) um segundo navio, alegadamente se chamaria Leopard foi planeado para autorização de construção em 1912 e mais tarde em 1914, mas nunca chegou a ser encomendado.

Primeira Guerra MundialEditar

O Tiger ainda se encontrava em construção quando se iniciaram as hostilidades em Agosto de 1914. Ele foi armado em Outubro de 1914 e enviado para Rosyth para se juntar ao 1º Esquadra de cruzadores de batalha comandado pelo Contra-Almirante sir David Beatty. O esquadrão era constituído pelo HMS Lion, HMS Princess Royal e HMS Queen Mary. O seu primeiro comandante foi o Capitão Henry B. Pelly e a sua tripulação inicial era constituída maioritariamente por desertores de outros navios da esquadra.

O Tiger, conjuntamente com o HMS Lion e HMS Princess Royal fez parte da força Britânica que combateu a Batalha do Dogger Bank em 24 de Janeiro de 1915. Durante esta ação o Tiger foi atingido por várias granadas alemãs, perdendo 10 tripulantes. Tal como os restantes cruzadores de batalha, as armas do Tiger eram rápidas mas muito imprecisas (talvez devido ao facto de Beatty ter relutância em realizar exercícios de tiro real), e ele apenas acertou uma das 255 granadas disparadas, o que levou à dispensa do oficial de tiro.