Hubert Lagardelle

Hubert Lagardelle (Le Burgaud, departamento de Alta Garona, 8 de julho de 1874Paris, 20 de setembro de 1958) foi um pensador sindicalista francês, influenciado por Proudhon e Georges Sorel. Afinal, tornando-se opositor dos socialistas reformistas, converter-se-á em teórico do sindicalismo revolucionário, assim como Sorel. Movendo-se gradativamente para a direita, apoia os movimentos fascistas e afinal torna-se ministro do Trabalho do regime de Vichy, sob Pierre Laval, entre 1942 e 1943.[1]

Hubert Lagardelle
Nascimento 8 de julho de 1874
Le Burgaud
Morte 20 de setembro de 1958 (84 anos)
18.º arrondissement de Paris
Cidadania França
Ocupação jornalista, economista, político, sindicalista

BiografiaEditar

Depois de concluir seus estudos de Direito com uma tese sobre os sindicatos, Hubert Lagardelle inicia uma carreira de jornalista, criando, em 1895, na cidade de Toulouse, a revista marxista La Jeunesse socialiste. Em 1896, adere ao Partido Operário Francês (marxista), de Jules Guesde. Algum tempo depois, funda Le Mouvement socialiste (1899-1914), revista teóorica do socialismo e do sindicalismo revolucionário que continua a ser uma referência na história do socialismo francês.

Lagardelle foi influenciado pelas teorias de Proudhon, de Marx e de Georges Sorel. Militante socialista, frequentava os dirigentes da CGT e contribuiu para a constituição da doutrina sindicalista revolucionária, entre 1904 e 1908.

Nos anos 1910, decepcionado pela evolução da CGT, ele se retira para sua propriedade rural em Toulouse e atua na câmara de comércio local. Como outros ex-sindicalistas revolucionários ou ex-membros da ala esquerda do movimento operário (Gustave Hervé e Georges Valois, na France; Mussolini, na Itália), Hubert Lagardelle é atraído pelo fascismo. Em 1926, adere à seção de Toulouse de Le Faisceau, de Georges Valois, o primeiro partido fascista francês. Benito Mussolini se apropria desse legado, escrevendo na sua "Doutrina do fascismo" (1932) : "No grande rio do fascismo, encontrareis os filões que remontam a Sorel, a Lagardelle do Mouvement Socialiste, a Péguy e à coorte dos sindicalistas italianos que, entre 1904 e 1914, trouxeram uma nota de novidade ao ambiente socialista italiano, já desvirilizado e cloroformizado pela fornicação giolittiana, com as Pagine libere de Olivetti, La Lupa de Orano, Il Divenire sociale de Enrico Leone." [2]

De 1932 a 1937, fascinado pelo fascismo italiano, Hubert Lagardelle trabalha como assistente do embaixador da França em Roma, Henry de Jouvenel, na tentativa de estabelecer uma aliança franco-italiana para barrar o expansionismo alemão. Será um esforço inútil.

Após a derrota de 1940 diante da Alemanha, Lagardelle se torna ministro do Trabalho do regime de Vichy, no governo de Pierre Laval (abril de 1942-novembro de 1943). Em 1943, é obrigado a renunciar ao cargo, tornando-se então chefe da redação do jornal colaboracionista de esquerda La France socialiste.

Em 1946, pouco depois da Segunda Guerra Mundial, Lagardelle é condenado à prisão perpétua mas acaba liberado em 1949, em razão de sua idade.

ObrasEditar

  • Le Parti socialiste et la Confédération Générale du Travail. Paris: Rivière, 1908.
  • La Question agraire et le socialisme (1899)
  • L'Évolution des Syndicats ouvriers en France (1900)
  • Les Intellectuels devant le Socialisme (1901)
  • La Confédération du Travail et le Socialisme (1907)
  • Syndicalisme et Socialisme (1908)
  • Le Parti socialiste et la Confédération Générale du Travail, Paris, Rivière, 1908.
  • Bakounine et Marx, 1909, publié dans l’International.
  • Texte et Commentaire des lettres de Georges Sorel à Hubert Lagardelle, 1933, Rome.
  • Le Régime fasciste italien, 1935, na Encyclopédie française.
  • Vingt ans d'Histoire de l’Italie, 1937.
  • Le Socialisme français.
  • Rome : mission Mussolini, 1955.

Referências

  1. (em italiano) Lagardelle, Hubert. Dizionario di Storia (2010)
  2. (em italiano) "La dottrina del fascismo" (1932). Por Giovanni Gentile e Benito Mussolini. No original: ...nel grande fiume del fascismo troverete i filoni che si dipartirono dal Sorel, dal Lagardelle del Mouvement Socialiste, dal Péguy, e dalla coorte dei sindacalisti italiani, che tra il 1904 e il 1914 portarono una nota di novità nell'ambiente socialistico italiano, già svirilizzato e cloroformizzato dalla fornicazione giolittiana, con le Pagine libere di Olivetti, La Lupa di Orano, il Divenire sociale di Enrico Leone.


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