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João Lourenço
Nascimento 21 de junho de 1944 (75 anos)
Lisboa
Nacionalidade português
Ocupação Ator e encenador
Atividade 1952–presente
Cônjuge Irene Cruz
Outros prêmios
Globo de Ouro (2011)

João Lourenço (Lisboa, 21 de junho de 1944) é um ator e encenador português.

BiografiaEditar

O seu pai e mãe não estavam ligados ao teatro, mas eram espetadores assíduos; o pai era corretor da bolsa[1]. Também iam muito ao cinema e levavam-no, desde pequeno.
Frquentou o liceu Passos Manuel, em Lisboa[2].

CarreiraEditar

Inicia-se na rádio em 1952, como intérprete da Emissora Nacional. Estreia-se no teatro em 1957 na Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro (Teatro Nacional) em D. Inez de Portugal, de Alexandre Casona, encenado por Robles Monteiro. Em 1959 ingressa no Teatro Nacional Popular, companhia dirigida por Ribeirinho. Quando esta termina, trabalha durante alguns anos em diversas companhias dos empresários Vasco Morgado e Giuseppe Bastos. Interpreta, entre outros, autores como Samuel Beckett, Bernard Shaw, William Shakespeare, Frederico Garcia Lorca, Steinbeck, Molière, Goldoni, Beaumarchais, Lope de Vega. Em 1966 desloca-se ao Brasil numa digressão da companhia de Vasco Morgado. Passa pelo Teatro Ginásio do Rio de Janeiro e contacta com o moderno teatro brasileiro, Arena, Oficina, Opinião.

Funda por volta de 1966/67 o Grupo 4, ao lado de Irene Cruz, Rui Mendes e Morais e Castro. Aí produz e interpreta peças de Tankred Dorst, Peter Handke ou Eduard Manet, regressando como ator ao Teatro São Luiz, numa companhia formada por Luiz Francisco Rebello.

Estreia-se na encenação em 1973, dirigindo na Casa da Comédia a peça Oh Papá, Pobre Papá a Mamã Meteu-te no Armário e Eu Estou Tão Triste, de Arthur Kopit.

Integrando o Grupo 4 constrói em 1974/1975 um novo teatro em Lisboa, o Teatro Aberto. Em 1982 é cofundador, com Melim Teixeira, Francisco Pestana e Irene Cruz, do Novo Grupo de Teatro, a companhia residente do Teatro Aberto a partir de então.

Entre mais de meia centena de trabalhos, encenou obras de Bertolt Brecht, Dario Fo, Anton Tchekov, Athol Fugard, Botho Strauss, Bernard-Marie Koltès, Eric-Emmanuel Schmitt, Ibsen, David Hare, entre outros, sendo Luz na Cidade, de Conor McPherson, o seu mais recente trabalho.

Participou em 1988 nas comemorações do 90° aniversário do nascimento de Bertolt Brecht em Berlim Leste, com uma comunicação sobre as suas encenações das peças de Brecht em Portugal.

No cinema trabalhou como ator em filmes de João Mendes e Herlander Peyroteo. Para a televisão participou no primeiro folhetim da RTP (Enquanto Os Dias Passam de Armando Vieira Pinto); realizou o filme Romeu e Julieta - Uma Peça em Construção (1989); encenou peças de Jean Cocteau e Poulenc.

Foi premiado com distinções de melhor encenador e melhor espetáculo, pela Associação Portuguesa de Críticos, Globos de Ouro, Secretaria de Estado da Cultura, Casa da Imprensa, Câmara Municipal de Lisboa e diversos títulos da imprensa. A 9 de junho de 1993, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Mérito.[3]

Foi casado com a atriz Irene Cruz.

Referências

  1. http://observador.pt/especiais/joao-lourenco-estou-sempre-aflito-antes-de-um-espetaculo-estrear/
  2. Jornal de Letras n.º 1199 (14 a 27 de setembro de 2016), pág. 14.
  3. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "João Lourenço". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 12 de julho de 2019