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Joaquim Manuel Marques Godinho Braga Barradas de Carvalho GCIH (Lisboa, São Jorge de Arroios, 13 de junho de 1920Lisboa, 1980), historiador e professor universitário português.

BiografiaEditar

Era filho de Manuel Barradas de Carvalho (Avis, Avis, 20 de Setembro de 1895 - ?) e de sua mulher (casados em Ponte de Sor, Galveias, a 23 de Agosto de 1919) Lobélia Garcia Godinho Braga (Ponte de Sor, Galveias, 4 de Março de 1896 - Ponte de Sor, Galveias, 8 de Fevereiro de 1981).

Era licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1946), doutor «de 3.e cycle» em Estudos Ibéricos, pela Universidade de Paris - Sorbonne (1961) e doutor «d'État» em Letras e Ciências Humanas, pela Universidade de Paris IV (1975). Em França foi bolseiro do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, da Fundação Calouste Gulbenkian, da Association Marc Bloch e do Centre National de Recherche Scientifique.

Durante a sua carreira académica foi Professor Titular Contratado da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, no Brasil (1964-1969), foi attaché e chargé de recherche no Centre National de la Recherche Scientifique, em Paris (1970-1976) e Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1977-1980).

Tem publicadas mais de uma centena de publicações científicas. Entre as principais, salientem-se os livros As Ideias Políticas e Sociais de Alexandre Herculano (1971), As fontes de Duarte Pacheco Pereira no Esmeraldo de situ orbis (1968), A Europa ou o Atlântico? (1974), À la recherche de la spécificité de la Renaissance portugaise – L ' Esmeraldo de situ orbis de Duarte Pacheco Pereira et Ia litérature portugaise de voyages à l' époque des grandes découvertes – Contribution à l' étude des origines de Ia pensée moderne (1975).

A 3 de Julho de 1987 foi agraciado a título póstumo com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.[1]

Casou primeira vez em Lisboa a 3 de Dezembro de 1945 com Ruth Arons (Berlin, 26 de Abril de 1922), judia alemã que fugiu de Berlim, com a família, em 1936, fixando-se em Lisboa. Foi pai do jornalista Manuel Arons de Carvalho e do deputado Alberto Arons de Carvalho. Casou segunda vez em Lisboa em 1957 com Maria Margarida Cambon Brandão (Lisboa, Santos-o-Velho, 24 de Dezembro de 1920), filha de Carlos Manços Brandão e de sua mulher Tomasa Fortunata Margarida Cambon Garcia, de origem espanhola, e foi pai do fonologista Joaquim Brandão de Carvalho e do desenhador Miguel Brandão de Carvalho.

Referências

  1. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Joaquim Barradas de Carvalho". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 6 de março de 2015