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Senador Afonso Sancho.

José Afonso Sancho, filho de Francisco Rodrigues Sancho e Isabel Rodrigues Sancho. (Massapê, 27 de abril de 1922 - Fortaleza, 7 de junho de 2005) casado com Elen Braga Sancho. Foi um agropecuarista, minerador, banqueiro e político brasileiro.[1] Atuou como senador da República do Brasil no período de 1988 a 1991.[2] Sem dúvida uma das mais legítimas e destacadas lideranças do estado do Ceará. O ex-senador se fez sozinho. Começou a trabalhar aos 8 anos, na fazenda do pai, em Massapê, onde nasceu. Mudou-se para Fortaleza sete anos depois para ser funcionário da loja de louças de um tio. Em 1944, montou uma loja para vender couro curtido. Em 1946, inaugurou a Casa Sancho, de ferragens. Já era líder empresarial quando foi eleito presidente de uma cooperativa de capital, em 1950. Um ano depois, o capital da cooperativa superava o do Banco de Crédito Comercial, o maior do Ceará. Insatisfeito com o espaço que os jornais do Estado davam aos empresários, fundou a Tribuna, “o jornal das classes produtivas”. Em 1971, a experiência no setor financeiro rendeu-lhe o convite do arcebispo de Fortaleza, dom José Delgado, para salvar o Banco Popular, da arquidiocese. Em 1974, em sociedade com o empresário Edson Queiroz, sogro de Tasso Jereissati, comprou o banco. Queiroz vendeu sua parte. Dizia-se sem vocação para banqueiro.Voltariam a ser sócios quando Sancho lhe vendeu metade da Tribuna para comprar a primeira impressora offset do Estado. Queiroz desfez a sociedade em 1981, diante da insistência de Sancho em manter sob seu controle o conteúdo da Tribuna, e meses depois fundou o Diário do Nordeste, hoje o maior jornal cearense. Foram amigos até a morte de Queiroz, em 1982. Sancho preservava tanto as amizades que se licenciou do Senado por quatro meses para que a segunda suplente do coronel Virgílio Távora, Alacoque Bezerra, assumisse o cargo. Deu prova de gratidão ao irmão de Alacoque, o ex-governador Adauto Bezerra, que o indicou para a suplência de Távora. “Fui criticado por essa atitude, mas pensei na biografia de Alacoque”, admite. Sancho nunca foi um homem festeiro. Limitava-se às solenidades das associações classistas de que era membro. Mesmo assim, costumava deixar os salões antes de o jantar ser servido.

Referências

  1. «Morrem Afonso Sancho». Diário do Nordeste, Editora Verdes Mares. 8 de junho de 2005. Consultado em 11 de março de 2015 
  2. «José Afonso Sancho, Períodos Legislativos da Sexta República - 1987-1991». Senado Federal. Consultado em 11 demarço de 2015. Arquivado do original em 2 de abril de 2015  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
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