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Disambig grey.svg Nota: Se procura pela língua falada pelos crenaques, veja Língua crenaque.

Os crenaques ou Krenak, [1][2] conhecidos também por aimorés, exoetnônimo dado pelos tupis, ou Borun e autodenominados Gren ou Kren, são um grupo indígena brasileiro. O nome Krenak é o do líder do grupo que comandou a cisão dos Gutkrkk do rio Pancas, no Espírito Santo, no início do século XX.[2]

Crenaques
Ailton Krenak (5269420566).jpg
Ailton Krenak
População total

350

Regiões com população significativa
Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo, no Brasil
Línguas
borun e português
Religiões

O grupo dominou parte do vale do Rio Doce (em Minas Gerais e Espírito Santo) até o início do século XX. Pertencentes às etnias ligadas ao tronco linguístico macro-jê, os crenaques e outros grupos foram denominados aimorés, no início da colonização portuguesa do Brasil. No final do século XVIII, eram chamados botocudos, nome dado pelos portugueses aos grupos que usavam botoques auriculares e labiais.

Os Krenak constituem-se nos últimos dos chamados Botocudos do Leste. Foram desterrados e expulsos de suas terras com a construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas a partir do final do século XIX. Atualmente, estão confinados a pequenas reservas próximas do município de Resplendor, no estado de Minas Gerais.[2]

A língua krenak se encontra em situação crítica de perigo, a um passo da extinção.[3]

Em 1986, Ailton Krenak, um importante líder indígena, foi eleito para o Congresso Nacional do Brasil, vindo a participar da elaboração da Constituição Brasileira de 1988.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Etnônimo brasílico: Krenak. Ver Dicionário Houaiss: 'Krenak'
  2. a b c Instituto Socioambiental. Povos Indígenas no Brasil. Krenak. Por Maria Hilda Baqueiro Paraíso.
  3. «UNESCO Atlas of the World's Languages in danger». www.unesco.org (em inglês). Consultado em 2 de outubro de 2017 

Ligações ExternasEditar

  • Krenak. Acervo Etnográfico Museu do Índio.
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