Abrir menu principal
Márcio Pacheco
Deputado estadual pelo Rio de Janeiro
Período 1 de fevereiro de 2015 até a atualidade
Dados pessoais
Nascimento 9 de janeiro de 1975 (44 anos)
Sorocaba, SP
Partido PSC
Profissão Político

Marcio Henrique Cruz Pacheco, (Sorocaba, 9 de janeiro de 1975), é um político brasileiro, filiado ao PSC.[1]

Se elegeu deputado estadual no Rio de Janeiro em 2014 para o mandato 2015–2019.

Em abril de 2015, em polêmica votação, foi um dos parlamentares a votar a favor da nomeação de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, nomeação esta muito criticada na época.[2]

No dia 20 de fevereiro de 2017, votou contra privatização da CEDAE.[3][4]

Nas eleições de 2018, Márcio Pacheco foi reeleito deputado estadual para a 12ª legislatura (2019–2023) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). No pleito, como candidato do Partido Social Cristão (PSC), Pacheco obteve 48.317 votos.[5][6]

Índice

ControvérsiasEditar

Relatório sobre transações bancárias suspeitasEditar

Em dezembro de 2018, veio à tona um relatório de 422 páginas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que havia sido anexado pelo Ministério Público Federal à investigação que origem à Operação Furna da Onça e que ganhou grande repercussão nacional por envolver um ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro.[7] O documento reúne informações a respeito de operações bancárias de 75 funcionários e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) citadas em comunicados sobre transações financeiras suspeitas. As operações suspeitas, que envolvem pessoas que trabalham ou trabalharam em 20 gabinetes de deputados estaduais do Rio de Janeiro de diferentes matizes ideológicas, totalizam mais de R$ 207 milhões.[8][9][nota 1]

O relatório do Coaf apontou que funcionários do gabinete de Márcio Pacheco na Alerj movimentaram um total de R$ 25,3 milhões entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, sendo o terceiro maior valor apontado pelo documento.[10][9] De acordo com o relatório, as transações suspeitas foram feitas por nove servidores de Pacheco: Claúdio Sérgio Ornellas de Oliveira, André Santolia da Silva Costa, Paulo Roberto Abboud Pinto, José Eduardo Coutinho da Costa, Rosa Maria dos Santos, Fabiano Machado da Rosa, Paulo Roberto Petri da Silva, Danielle Laranjeira Santolia da Silva Costa e André Araújo Costa.[11] Desses nomes, segundo o RH da Alerj em dezembro de 2018, dois integram o gabinete do deputado, dois são ex-assessores, um nunca foi funcionário da Assembleia e os outros quatro estão lotados em áreas distintas na Alerj.[9]

Por meio de sua assessoria de imprensa, Márcio Pacheco declarou que sempre agiu com honestidade e transparência, que está apurando as informações, que agirá no caso de acordo com a Lei e que não pode se responsabilizar por transações bancárias de ex-assessores.[9] Já o Ministério Público Federal, em nota, esclareceu que nem todas as movimentações atípicas citadas no documento seriam, necessariamente, ilícitas.[12]

Notas e referências

Notas

  1. Para mais informações acerca das movimentações atípicas apontadas pelo relatório do Coaf, veja a subseção Operação Furna da Onça#Relatório sobre transações bancárias suspeitas.

Referências

  1. ALERJ. «Márcio Pacheco». Consultado em 20 de dezembro de 2016 
  2. Pedro Zuazo (29 de abril de 2015). «Conselheiro vapt-vupt: veja quem votou em Brazão para o TCE». Jornal Extra. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  3. Jornal Extra (20 de fevereiro de 2017). «Privatização da CEDAE aprovada na ALERJ». Consultado em 20 de fevereiro de 2017 
  4. G1 (20 de fevereiro de 2017). «Saiba como votou cada deputado sobre a privatização da Cedae e veja opiniões». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  5. «Deputados estaduais eleitos no RJ; veja lista». G1. 8 de outubro de 2018. Consultado em 13 de novembro de 2018 
  6. «Deputados estaduais eleitos no Rio de Janeiro». Gazeta do Povo. 7 de outubro de 2018. Consultado em 18 de dezembro de 2018 
  7. Serapião, Fábio (6 de dezembro de 2018). «Coaf relata conta de ex-assessor de Flávio Bolsonaro». O Estado de S. Paulo. Consultado em 15 de dezembro de 2018 
  8. «Coaf aponta movimentação suspeita em contas de servidores de 22 deputados da Alerj». G1. 7 de dezembro de 2018. Consultado em 15 de dezembro de 2018 
  9. a b c d Piva, Juliana; Castro, Juliana; Mello, Igor (12 de dezembro de 2018). «Coaf identificou movimentação suspeita em transferências financeiras de 75 servidores da Alerj». O Globo. Consultado em 15 de dezembro de 2018 
  10. Nogueira, Italo (12 de dezembro de 2018). «PSC, PT e PSOL aparecem em relatório do Coaf». Folha de S.Paulo. Consultado em 18 de dezembro de 2018 
  11. «Coaf aponta movimentação suspeita em contas de servidores de 22 deputados da Alerj». G1. 7 de dezembro de 2018. Consultado em 26 de dezembro de 2018 
  12. Gomes, Marcelo; Sarza, Diego (6 de dezembro de 2018). «Coaf aponta que ex-motorista de Flávio Bolsonaro movimentou mais de R$ 1,2 milhão em operações suspeitas». G1. Consultado em 18 de dezembro de 2018 
  Este artigo sobre um político brasileiro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.