Abrir menu principal
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde abril de 2017). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Emblem-scales.svg
A neutralidade deste artigo ou se(c)ção foi questionada, conforme razões apontadas na página de discussão deste artigo (desde janeiro de 2012).

Mario Celso Petraglia (Cruzeiro do Sul, 11 de fevereiro de 1944) é um empresário e dirigente esportivo brasileiro. Foi presidente do Clube Atlético Paranaense.

HistóriaEditar

Filho dos imigrantes uruguaios José Benito e Maria Etlin, Mario Celso nasceu em Cruzeiro do Sul (Rio Grande do Sul). Mudou-se com a família para Curitiba ainda na infância e não deixou mais a cidade. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba e iniciou sua carreira como gerente administrativo e financeiro da Enco, em 1971. Assumiu a posição de diretor financeiro da Inebrasa em 1973, e sete anos depois tornou-se vice-presidente da Inepar, em 1980, ocupando este cargo por vinte anos. Atualmente é membro do Conselho de Administração da Inepar.

Petraglia tornou-se diretor do Atlético Paranaense em 1984, a convite de Valmor Zimermann, integrante da Retaguarda Atleticana. Durante dez anos, pouco apareceu para a nação atleticana. Porém, tornou-se figura pública em 1995, após uma humilhante derrota por 5 a 1 para o rival Coritiba. Após uma grande revolução na cúpula atleticana, assumiu a presidência antes ocupada por Hussein Zraik.

Importância no clubeEditar

A grande contribuição de Petraglia para o Atlético Paranaense foi a adoção de uma política de gerenciamento do clube como uma empresa: corte de gastos desnecessários, e investimentos, visando a lucros e êxitos financeiros e técnicos. E esta política atingiu estes objetivos.

Assumiu a gestão do clube em 1995 e em menos de dez anos obteve os seguintes feitos: construção da Arena da Baixada e do CT do Caju, títulos brasileiros das Séries A e B, quatro títulos estaduais e classificação do Atlético para quatro Libertadores.

Em sua gestão, o Atlético iniciou a construção do novo Estádio Joaquim Américo. Quando da demolição da antiga Baixada, uma jogada de marketing: os compradores de ingressos para os jogos finais no estádio ganhavam pedaços de concreto e tijolos do estádio, para guardar como recordação. O marketing, aliás, foi a marca registrada da gestão Petraglia no Atlético.

PolêmicasEditar

Em 1997, um escândalo envolvendo Petraglia e o então diretor de arbitragem da CBF, Ivens Mendes, quase prejudicou o clube. Ele e o Atlético foram punidos pelo STJD e Ademir Adur assumiu a presidência.

Mas a diretoria atleticana, em conjunto com setores da imprensa e torcida, conseguiu mover uma campanha contra o STJD. A revolta e a defesa apresentada pelo Atlético surtiram efeito: a punição a Petraglia foi minorada, e o Atlético teve sua punição revertida para perda de pontos no Brasileiro de 1997.

Para o torcedor, porém, a evolução do clube dentro de campo foi acompanhada por uma conseqüência: a majoração dos ingressos, visando à tentativa de ampliar a participação das rendas dentro das receitas do clube. A Arena da Baixada, inaugurada em 1999, apresentou preços a 15 reais, então uma novidade entre os clubes brasileiros.

No aspecto técnico, o Atlético mostrou resultados nunca antes mostrados pelo clube: em 1996, ano do retorno ao Brasileiro, a equipe acabou com a quinta melhor campanha no Brasileiro, atingindo as quartas-de-final. Em 1999, após conquistar o título da Seletiva para a Libertadores, o Atlético conseguiu uma vaga na Libertadores da América.

Em 15 de dezembro de 2011 foi eleito para comandar o Atlético Paranaense para o triênio 2012/2014.[1]

Referências

  1. Atlético abre nova era Petraglia Portal Gazeta do Povo - acessado em 19 de dezembro de 2011