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Confederação Brasileira de Futebol

(Redirecionado de CBF)

Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é a entidade máxima do futebol no Brasil. Fundada em 20 de agosto de 1914, antiga CBD,[1] a atual CBF é responsável pela organização de campeonatos de alcance nacional. Também administra a Seleção Brasileira de Futebol Masculino, cinco vezes campeã mundial, e a Feminina, vice-campeã mundial.

Confederação Brasileira de Futebol

Confederação Brasileira de Futebol.svg

Fundação 20 de agosto de 1914 (103 anos)
Sede Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro
Filiação à FIFA em 1923
Filiação à Conmebol em 1916
Presidente Antonio Carlos Nunes de Lima
Website cbf.com.br

Seleção Masculina principal
Treinador Brasil Tite
Seleção Feminina principal
Treinador Brasil Vadão
A sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Foto:Fernando Frazão/ABr
A placa com as informações sobre a inauguração do sede da CBF, no seu interior. Foto:Cristina Índio do Brasil/ABr

A CBF é uma associação privada cuja principal atividade econômica é a produção e promoção de eventos esportivos.[2] A ela respondem as Federações estaduais, responsáveis pelos campeonatos em cada Unidade da Federação. Sua sede localiza-se na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro . A Confederação também pertence um centro de treinamento localizado no bairro Granja Comary, em Teresópolis no Rio de Janeiro.[3]

A CBF, tal como existe hoje, foi fundada em 24 de setembro de 1979.[4] Antes disso, o futebol, como os demais esportes praticados em território brasileiro, não era modalidade esportiva organizada, sendo até então gerido por uma entidade que aglutinava todos os esportes olímpicos, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), incluindo o futebol.[5]

À CBF cabe definir e publicar, através de seu Boletim Informativo Diário (BID) os nomes dos atletas dos plantéis profissionais que estão legalmente aptos e autorizados a atuar em partidas oficiais de futebol. O jogador cujo nome não conste no BID à véspera de uma partida, não poderá atuar, caso contrário, a escalação desse atleta será considerada irregular e a equipe, dependendo da competição que disputar, estará sujeita a punições, tais como desclassificação da competição, perda de mandos de campo, entre outras sanções aplicadas.

Índice

Gestão de Ricardo TeixeiraEditar

Escândalos atingiriam a gestão de Ricardo Teixeira, que é marcada por denúncias,[6] com acusações de nepotismo no preenchimento de cargos na CBF, pagamento de viagens para países sedes da Copa do Mundo a magistrados e outras autoridades, importação irregular de equipamentos para sua choperia El Turf, no Rio de Janeiro, após a Copa de 1994, a celebração de supostos contratos lesivos para o futebol brasileiro, em especial com a fabricante de artigos esportivos Nike.[7]

Em 1998, vê-se envolvido em comissões parlamentares de inquérito na Câmara de Deputados e no Senado Federal, mas, com auxílio de congressistas fiéis, consegue se livrar das acusações. Prestou depoimento em duas CPIs, a do futebol e a da CBF-Nike.[8]

Em 2000, Ricardo Teixeira prestou depoimento na CPI do Futebol. Até 1996, a CBF apresentava lucro. Neste ano assinou um contrato com a Nike de 160 milhões de dólares e a partir de então começou a ter prejuízos, ano após ano. A entidade então tomou dinheiro emprestado de origem duvidosa, pagando juros muito mais altos do que o de mercado, em alguns casos de cerca de 43%. Descobriu-se uma série de empresas suas e de comparsas ligadas a transações irregulares de dinheiro. Afirmou em depoimento na CPI que havia ganhado tanto dinheiro investindo em ações, mesmo sabendo-se que havia falido neste ramo no início de sua carreira. Também prestaram depoimentos Vanderlei Luxemburgo, Eurico Miranda e o empresário J.Hawilla. A Receita Federal autuou a CBF em R$ 14.408.660,80 por dívidas com o Fisco.[8]

Na CPI da CBF-Nike, que contou com declarações de Zagallo, João Havelange e do atacante Ronaldo, Ricardo Teixeira foi acusado por Aldo Rebelo de fazer complô para tentar enfraquecer o trabalho das CPIs, por unir forças com Pelé, que antes o acusava de corrupção.[9] Teixeira prestou esclarecimentos sobre a CBF, atividades pessoais e de suas empresas, como o restaurante carioca El Turf. Em janeiro de 2002, Teixeira obteve liminar da Justiça proibindo a impressão e distribuição do livro "CBF-Nike", de autoria dos deputados Sílvio Torres e Aldo Rebelo. A obra relatava todas as investigações que devassaram seus negócios.[8] Está disponível na internet um resumo do relatório final da CPI.[10]

Envolvido em um escândalo de corrupção, mas alegando problemas de saúde renunciou em 2012, sendo substituído por um dos vice-presidentes da CBF, representante da Região Sudeste, José Maria Marin.[11]

Gestão de José Maria MarinEditar

Marin assumiu o comando da Confederação Brasileira de Futebol e do COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014) em 12 de março de 2012.[11]

No primeiro ano de seu mandato, demitiu o então treinador da Seleção Brasileira, Mano Menezes após o título do Superclássico das Américas, na Argentina, e anunciou o retorno de Luiz Felipe Scolari. Em 2013, o Brasil foi campeão da Copa das Confederações, disputando a final contra a Espanha no Maracanã e recuperando, assim, o prestígio junto ao torcedor.[12]

Em 2014, último ano do mandato de Marin, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, foi eleito para sucedê-lo no comando da CBF a partir de 2015.[13]

Em 27 de maio de 2015, foi preso na Suíça, acompanhado de outros seis executivos da FIFA, em investigação liderada pelo FBI.[14] Foi banido de qualquer atividade relacionada ao futebol, pela Federação Internacional de Futebol (FIFA)[15] e afastado do quadro diretivo da CBF.[16]

Marin foi posteriormente enviado para a prisão, condenado por corrupção em seis acusações vinculadas à seu mandato na CBF: conspiração para recebimento de dinheiro ilícito, conspiração para fraude relativa à Copa Libertadores, conspiração para lavagem de dinheiro relativa à Libertadores, conspiração para fraude relativa à Copa do Brasil, conspiração para fraude relativa à Copa América e conspiração para lavagem de dinheiro relativa à Copa América, tendo recebido 6,5 milhões de dólares desde que assumiu a gestão da CBF.[17]

Títulos conquistadosEditar

Uso do escudoEditar

O escudo[18] da Confederação Brasileira de Futebol deve obrigatoriamente ser acompanhado da inscrição "BRASIL" logo abaixo, o que não aconteceu durante a Copa do Mundo FIFA de 2014;[19] a inscrição e as estrelas devem ser da cor verde no primeiro uniforme (camisa amarela, calções azuis e meias brancas) e uniformes materiais de fundo claro. No segundo uniforme, uniformes de goleiro e agasalhos na cor escura, a inscrição e as estrelas serão na cor branca.

PresidentesEditar

 
Álvaro Zamith, primeiro presidente da CBD.
Presidente Período Entidade
1 Álvaro Zamith 1915 – 1916 Confederação Brasileira de Desportos (CBD)
2 Arnaldo Guinle 1916 – 1920
3 Ariovisto de Almeida Rêgo 1920 – 1921
4 José Eduardo de Macedo Soares 1921 – 1922
5 Oswaldo Gomes 1922 – 1924
6 Ariovisto de Almeida Rêgo 1924
7 Wladimir Bernardes 1924
8 Oscar Rodrigues da Costa 1924 – 1927
9 Renato Pacheco 1927 – 1933
10 Álvaro Catão 1933 – 1936
11 Luiz Aranha 1936 – 1943
12 Rivadávia Correa Mayer 1943 – 1955
13 Sylvio Correa Pacheco 1955 – 1958
14 João Havelange 1958 – 1975
15 Heleno de Barros Nunes 1975 – 1979[a]
1979 – 1980 Confederação Brasileira de Futebol (CBF)
15 Giulite Coutinho 1980 – 1986
16 Octávio Pinto Guimarães / Nabi Abi Chedid 1986 – 1989
17 Ricardo Terra Teixeira 1989 – 2012
18 José Maria Marin 2012 – 2015
19 Marco Polo Del Nero 2015 – 2016
20 Antonio Carlos Nunes de Lima 2016
21 Marco Polo Del Nero 2016 – 2017
22 Antonio Carlos Nunes de Lima 2017 – Atual

a. ^ Em setembro de 1979, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) se tornou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por exigência da FIFA. Heleno de Barros Nunes dirigiu a nova confederação até novas eleições em 1980.

Competições organizadasEditar

Futebol masculinoEditar

Competição Edição atual Última edição Atual campeão
Campeonato Brasileiro - Série A 2017   Corinthians (7º título)
Campeonato Brasileiro - Série B 2017   América Mineiro (2º título)
Campeonato Brasileiro - Série C 2017   CSA (1º título)
Campeonato Brasileiro - Série D 2017   Operário-PR (1º título)
Copa do Brasil 2017   Cruzeiro (5º título)
Copa do Nordeste 2017   Bahia (3º título)
Copa Verde 2017   Luverdense (1º título)

Futebol femininoEditar

Competição Edição atual Última edição Atual campeão
Campeonato Brasileiro - Série A1 2017   Santos (1º título)
Campeonato Brasileiro - Série A2 2017   Pinheirense (1º título)
Copa do Brasil 2016   Audax (1º título)

Categorias de baseEditar

Competição Edição atual Última edição Atual campeão
Campeonato Brasileiro Sub-20 2017   Cruzeiro (4º título)
Copa do Brasil Sub-20 2017   Atlético Mineiro (1º título)
Supercopa do Brasil Sub-20 2017   Cruzeiro (1º título)
Copa do Nordeste Sub-20 2017   Vitória (4º título)
Copa Norte Sub-20 2015   Fast Clube (1º título)
Copa do Brasil Sub-17 2017   Palmeiras (1º título)

Ranking de clubes e federaçõesEditar

 Ver artigo principal: Ranking da CBF
 Ver artigo principal: Ranking da CBF de Futebol Feminino

Ver tambémEditar

Referências

  1. Comitê Olímpico Brasileiro Informações controversas: A "primeira entidade nacional de futebol surgiu em 8 de junho de 1914, com a criação da Federação Brasileira de Sports. Dois anos depois, em 5 de dezembro de 1916, ela mudou o nome para Confederação Brasileira de Desportos (CBD). A CBD passou a se chamar CBF em 24 de setembro de 1979, com um decreto da FIFA de que todas as entidades nacionais de futebol deveriam ser apenas para aquele esporte, o que não era o caso da CBD, que comandava todos os esportes na época. Mesmo assim, é bom deixar claro que a FBS, a CBD e a CBF são a mesma instituição, e todos os campeonatos brasileiros realizados pela CBD até 1979 são reconhecidos pela CBF."
  2. Sistema de Emissão de Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral de Pessoa Jurífica da Receita Federal do Brasil CNPJ da CBF: 33.655.721/0001-99.
  3. TeresopolisON A sede da seleção pentacampeã: uma opção de passeio.
  4. Qual é a diferença entre CBF e CBD?
  5. Quem é o maior Campeão Brasileiro?
  6. «O poderoso chefão e o aprendiz» [ligação inativa] 
  7. Marcação cerrada A Receita aperta o cerco sobre o mundo do futebol e o cartola Ricardo Teixeira é alvo das investigações
  8. a b c Presidente da CBF esteve em CPIs do Futebol e da Nike
  9. À sombra das chuteiras milionárias
  10. A corrupção no futebol brasileiro
  11. a b «Ricardo Teixeira renuncia à presidência da CBF e do COL». O Globo. 12 de março de 2012 
  12. «Mano Menezes não é mais o técnico da seleção brasileira». O Globo. 23 de novembro de 2012 
  13. «Marco Polo Del Nero é eleito presidente da CBF». O Globo. 16 de abril de 2014 
  14. «José Maria Marin, ex-presidente da CBF, é preso na Suíça por corrupção». Rede Brasil Atual 
  15. FIFA.com (27 de maio de 2015). «Independent Ethics Committee bans 11 individuals from football-related activities». FIFA.com (em inglês) 
  16. «CBF afasta José Maria Marín do quadro diretivo». www.correiodopovo.com.br. Consultado em 2 de março de 2017. 
  17. «José Maria Marin é condenado pela Justiça americana». Estadão Conteúdo. Veja.com. 22 de dezembro de 2017. Consultado em 14 de janeiro de 2018. 
  18. Memória do Futebol (com adaptações).
  19. «Seleção lança camisa para Copa sem a palavra Brasil abaixo do escudo - Guia do Boleiro». Guia do Boleiro. Consultado em 17 de abril de 2016. 

Ligações externasEditar