Manaíra

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Manaíra
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Manaíra
Bandeira
Brasão de armas de Manaíra
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Cidade Verde"
Gentílico manairense
Localização
Localização de Manaíra na Paraíba
Localização de Manaíra na Paraíba
Mapa de Manaíra
Coordenadas 7° 42' 21" S 38° 09' 14" O
País Brasil
Unidade federativa Paraíba
Região intermediária[1] Patos
Região imediata[1] Princesa Isabel
Municípios limítrofes Curral Velho e Pedra Branca (norte); São José de Princesa (leste); estado de Pernambuco Serra Talhada e Santa Cruz da Baixa Verde (sul) e Santana de Mangueira (oeste)
Distância até a capital 449 km
História
Fundação 21 de dezembro de 1961 (58 anos)
Aniversário 21 de dezembro
Administração
Prefeito(a) Manoel Bezerra Rabêlo (PMN, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 352,570 km²
População total (IBGE/2016[3]) 11 094 hab.
Densidade 31,5 hab./km²
Clima semiárido quente e seco
Altitude 757 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [4]) 0,549 baixo
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 35 418,751 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 3 136,62

Manaíra é um município brasileiro do estado da Paraíba. Localiza-se a uma altitude de 757 metros. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2016 sua população era estimada em 11.094 habitantes. Área territorial de 352,570 km².

HistóriaEditar

Existem documentos datados de 1787 e 1818, no Museu de Manaíra, que dão conta da existência de "Alagoa Nova", vários anos antes dessas datas. Havia habitantes na região de Belém, Algodões, Quixaba, Poço do Cachorro e Olho d´Água. A povoação, ao lado da lagoa, é citada como tendo início em 1840, como desenvolvimento da fazenda “Alagoa Nova” (primeiro topônimo que recebeu a povoação) pertencente aos descendentes de Joaquim Ferreira: Antônia (que casou-se com Manoel Pereira da Silva); Balbina e Catarina (que doaram a parte das terras para constituir o Patrimônio da Capela; Severina e João Ferreira eram falecidos.

O Sr. Manoel Pereira da Silva, após o casamento com D. Antônia, assumiu o controle da Fazenda e iniciou as primeiras construções do povoado. Na época, adquiriram pequenos pedaços de terra e construíram suas casas os senhores Manoel Pequeno, Severino Benedito e Belarmino Nogueira. Há informações de que o senhor Cândido Soares já residia à margem da Lagoa, em 1840.

Em 1870, foi construída a primeira capela do local, oferecida a São Sebastião, em terreno doado pelas irmãs “Catarina e Balbina”, da família Ferreira Rabelo Aranha. Posteriormente, no século seguinte, foi construída a igreja atual que hoje serve como Matriz, tendo por padroeiro o Divino Espírito Santo.

Em 1877, o comércio já apresentava bom desenvolvimento e o proprietário da fazenda “ALAGOA NOVA”, Manoel Pereira da Silva, foi seu primeiro comerciante. Ele instalou inclusive, uma “bulandeira”, engenho primitivo para descaroçar algodão, também utilizado na moagem de cana-de-açúcar para a fabricação de rapadura e aguardente.

Na divisão administrativa do quinquênio 1939/43, aparece pela primeira vez, com a denominação de Manaíra.

O topônimo foi escolhido em homenagem a uma índia de nome Manaíra, vocábulo indígena que significa "Mel Cheiroso", segundo o Historiador Coriolano de Medeiros, ou "Abelha Cheirosa", variação da toponímia Tupi. Conta a história que ela havia sido prometida por seu pai em casamento ao índio Boiassú, da tribo dos Piancós(nome de outro Município Paraibano), chefe da grande tribo dos Coremas, mas que fugira com o colonizador Manoel Curado Garra, a quem amava. Por conta disso foi perseguida e assassinada por seu pai e índios de sua própria nação indígena, no sítio “Salgada”, vizinho ao sítio "Oiti", ambos situados em terras do atual Município de Manaíra. Dessa tragédia romântica originou-se o nome da cidade.

A emancipação política foi conseguida através da Lei Estadual nº 2.659, de 21 de dezembro de 1961, pela iniciativa do manairense Antônio Antas Diniz, enquanto Presidente da Câmara de Vereadores de Princesa Isabel (PB) e defendida na Assembleia Legislativa pelo Deputado Antônio Nominando Diniz. A instalação oficial ocorreu a 31 do mesmo mês e ano, desmembrado de Princesa Isabel e formado por dois Distritos: O da Sede e o de Pelo Sinal.

GeografiaEditar

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005[6]. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

ClimaEditar

Dados do Departamento de Ciências Atmosféricas, da Universidade Federal de Campina Grande, mostram que Manaíra apresenta um clima com média pluviométrica anual de 697,8 mm[7] e temperatura média anual de 23,8 °C.[8]

Dados climatológicos para Manaíra
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 32,9 31,9 31,2 30,8 29,7 28,9 28,9 30,5 32,1 33,6 33,9 33,8 31,5
Temperatura média (°C) 25,1 24,5 24,0 23,8 23,0 22,1 21,8 22,4 23,8 24,9 25,3 25,4 23,8
Temperatura mínima média (°C) 20,3 19,9 19,8 19,7 18,9 18,1 17,4 17,5 18,5 19,5 20,0 20,3 19,2
Precipitação (mm) 80,7 122,7 197,5 131,0 38,1 19,9 10,8 2,1 3,1 5,4 22,9 54,4 697,8
Fonte: Departamento de Ciências Atmosféricas.[7][8][9][10]

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 25 de dezembro de 2016 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro Arquivado em 15 de julho de 2010, no Wayback Machine..
  7. a b «Precipitação Mensal». Departamento de Ciências Atmosféricas. 1911–1990. Consultado em 15 de julho de 2018. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014 
  8. a b «Temperatura Compensada Mensal e Anual da Paraíba». Departamento de Ciências Atmosféricas. Consultado em 15 de julho de 2018. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014 
  9. «Temperatura Máxima Mensal e Anual da Paraíba». Departamento de Ciências Atmosféricas. 1911–1980. Consultado em 15 de julho de 2018. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014 
  10. «Temperatura Mínima Mensal e Anual da Paraíba». Departamento de Ciências Atmosféricas. Consultado em 15 de julho de 2018. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014 

Ligações externasEditar

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