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Manuel dos Santos
Bispo da Igreja Católica
Bispo de Targa

Título

Bispo de Targa
Atividade Eclesiástica
Congregação Congregação de Santa Cruz de Coimbra
Ordenação e nomeação
Dados pessoais
Nascimento Lisboa
Morte Mosteiro de São Vicente de Fora, Alfama, Lisboa
31 de agosto de 1570
Nacionalidade Portuguesa
Funções exercidas Provisor e coadjutor de D. Fernando de Vasconcelos, arcebispo de Lisboa. Comendatário do Mosteiro de Paço de Sousa. Provisor do Cardeal D. Henrique. Inquisidor e Presidente da Inquisição de Lisboa.
dados em catholic-hierarchy.org
Bispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

D. Manuel dos Santos, Bispo de Targa, foi natural de Lisboa, filho de Francisco Rolim, e Luísa Taveira, moradores na freguesia de Santos-o-Velho de donde tomou o sobrenome.

Foi Cónego Regrante de Santo Agostinho da Congregação de Santa Cruz de Coimbra. Teve grande estudo da Sagrada Escritura ainda nos primeiros anos da sua idade. Foi estudar a Paris Filosofia e Teologia em que se graduou, e foi Varão doutíssimo e esclarecido em virtudes. O Arcebispo de Lisboa, D. Fernando de Vasconcelos, o fez seu Provisor no ano de 1541. Depois do ano de 1550 o escolheu para seu Coadjutor. Foi sagrado com o titulo de Bispo de Targa. Foi Comendatário do Mosteiro de S. Salvador de Paço de Sousa, da Ordem de S. Bento, como escreve o Padre António de Carvalho da Costa na Chorografia Portugueza, tomo I, pg. 386, onde por erro da impressão D. Manuel dos Santos se chama D. Manuel do Canto. O Cardeal D. Henrique, sucessor de D. Fernando de Vasconcelos no Arcebispado de Lisboa, o conservou no mesmo lugar e o fez seu Provisor; e como Inquisidor Geral, o fez Inquisidor, e Presidente da Inquisição de Lisboa, nomeando-o em 13 de Dezembro de 1564.

Sempre viveu o Bispo na Clausura do Mosteiro de S. Vicente de Fora, e nele morreu entre os Cónegos seus irmãos a 31 de Agosto de 1570. Mandou-se sepultar ao pé do Altar do Capítulo do mesmo Mosteiro, dedicado à gloriosa Santa Ana, de quem fora muito devoto em vida. A sepultura era rasa, e tinha Epitáfio, mas uma e outra coisa se perdeu com as obras novas, sem ficar alguma memoria.

Trata deste Bispo o Padre D. Nicolau de Santa Maria na Chronica dos Cónegos Regrantes, livro 10, cap. 7, n. 6 e seguintes; mas cala totalmente outra notícia que me veio do Cabido de Évora, que este Bispo desde o ano de 1547 até o de 1558 foi Chantre de Évora, e que rezava no Coro como outros Bispos, que eram também Cónegos daquela Sé, sem hábitos Episcopais, para o que se alcançou Breve Pontifício, porque os Cónegos os não quiseram consentir no Coro senão em hábitos Canonicais, o que parece incompatível com o que deixo referido do Padre D Nicolau; mas a mim não me toca o conciliar estas notícias, nem o reprovar alguma delas.[1]

Referências

  1. Sylva, Manoel Telles da (1725). Collecçam dos Documentos, e Memorias da Academia Real da Historia Portugueza. Lisboa Occidental: Officina de Pascoal da Sylva, Impressor de Sua Magestade, e da Academia Real 
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