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Marcos Jorge é um artista plástico, diretor de filmes, fotógrafo e roteirista brasileiro, mais conhecido por seu primeiro longa-metragem de ficção, Estômago, o filme brasileiro mais premiado no biênio 2008-2009, nacional e internacionalmente.[1]

Índice

Anos de formaçãoEditar

Marcos Jorge formou-se em jornalismo no Brasil em 1988. Entre 1989 e 1990, estudou cinema na Itália, com ênfase em linguagem cinematográfica, roteiro e direção de atores. Entre os anos de 1991 e 1994, trabalhou em Roma como assistente de direção e montador, em filmes de longa-metragem e documentários para a televisão. Em 1995, transferiu-se para Milão, onde passou a roteirizar e dirigir profissionalmente.[carece de fontes?]

Durante a década de 1990 realizou diversos filmes, documentários e vídeos experimentais, que participaram de centenas de mostras e festivais, no Brasil e no exterior, e venceram mais de 80 prêmios. Neste período, destacou-se também como artista plástico: fez diversas videoinstalações que foram expostas na França, Itália, Holanda e Japão; expôs nos prestigiosos espaços da Triennale de Milão; foi artista-residente do CICV - Centre Internationale de Creation Video de Montbeliard, na França e seus ‘espetáculos multimídia’ foram eventos especiais no “Invideo - Mostra Internazionale di Video D’Arte e Ricerca” de Milão e do “Festival Pontino”, na Itália.[2][3]

Em 2001 retornou ao Brasil, onde criou, com Cláudia da Natividade, a produtora Zencrane Filmes.

Curta-metragensEditar

Em 2002 lançou o curta-metragem O Encontro[4], que recebeu 23 prêmios em festivais.[carece de fontes?]

Seu curta-metragem Infinitamente Maio, lançado em 2003, recebeu 17 prêmios.[5]

Arte rupestre: documentário e livroEditar

O Ateliê de Luzia - Arte rupestre no Brasil, lançado em 2004, foi seu primeiro documentário de longa-metragem, sendo vencedor de prêmio do Programa ‘Rumos Cinema e Vídeo’ do Instituto Itaú Cultural.

No ano de 2007 lançou seu primeiro livro como fotógrafo, o volume Brasil Rupestre, em co-autoria com os arqueólogos André Prous e Loredana Ribeiro. O volume, patrocinado pela Petrobrás, é referência no estudo e disponibilização da arte pré-histórica brasileira ao público.[6]

2008: EstômagoEditar

Estômago, lançado em 2008, foi seu primeiro longa-metragem de ficção.[7] O filme foi vencedor de trinta e nove prêmios, dezesseis deles internacionais (foi o filme brasileiro mais premiado no Brasil e no exterior em 2008-2009), sendo distribuído em diversos países de vários continentes. Venceu 5 prêmios Grande Otelo da Academia Brasileira de Cinema (Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original, Ator Coadjuvante e Melhor Filme pelo Público) e 4 Prêmios da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (Melhor Filme, Diretor, Roteiro e Ator). Foi considerado pelos críticos do Jornal O Globo como o Melhor Filme do ano de 2008 e como um dos dez melhores filmes brasileiros da década. Em novembro de 2015, a Abraccine o colocou entre os cem melhores filmes do cinema brasileiro.[8]

2011 - atualidadeEditar

Corpos Celestes, seu segundo longa-metragem (filmado antes de Estômago, em co-direção com Fernando Severo), foi lançado em 2011 e recebeu 8 prêmios em Festivais, incluindo Melhor Direção e Melhor Roteiro.

Seu terceiro longa, O Duelo, adaptação do romance O Capitão de Longo Curso, de Jorge Amado, produzido pela Warner Bros e pela Total Filmes, foi lançado em março de 2015.

Em 2014, realizou a filmagem de Mundo Cão, longa-metragem produzido pela Paramount e pela Zencrane Filmes, lançado em março de 2016.[9]

Dirigiu também centenas de filmes publicitários e institucionais, para empresas brasileiras e internacionais, com os quais venceu diversos prêmios, entre eles dois Profissionais do Ano da Rede Globo e duas medalhas de Ouro no Festival de Nova York.[carece de fontes?]

A revista americana ‘Variety’ o considerou entre os diretores mais interessantes da nova geração do cinema brasileiro e a brasileira ‘Revista de Cinema’ o colocou entre os 10 cineastas brasileiros que mais se destacaram na primeira década do século XXI.[carece de fontes?]

Filmografia principalEditar

Ano Título Tipo Formato
1993 Carta a Bertolucci Ficção Curta-metragem
1994 Reflexões Experimental Curta-metragem
1995 Vernichtung Baby Documentário Média-metragem
1998 Paisagens Experimental Curta-metragem
2000 O Medo e seu Contrário Experimental Média-metragem
2002 O Encontro Ficção Curta-metragem
2003 Infinitamente Maio Ficção Curta-metragem
2004 O Ateliê de Luzia - Arte Rupestre no Brasil Documentário Longa-metragem
2008 Estômago Ficção Longa-metragem
2011 Corpos Celestes Ficção Longa-metragem
2015 O Duelo Ficção Longa-metragem
2016 Mundo Cão Ficção Longa-metragem

Ligações externasEditar

Referências

  1. «Uma festa de \'Estômago\' cheio para o Globo de Ouro do cinema brasileiro». O Globo. plus.google.com/+JornalOGlobo/. Consultado em 28 de dezembro de 2015 
  2. «Marcos Jorge | Filme B - o maior portal sobre o mercado de cinema no Brasil». www.filmeb.com.br. Consultado em 28 de dezembro de 2015 
  3. «Marcos Jorge - Videobrasil». site.videobrasil.org.br. Consultado em 28 de dezembro de 2015 
  4. «ParanáCine». www.paranacine.com.br. Consultado em 28 de dezembro de 2015 
  5. «39ª Mostra Internacional de Cinema - Filme - Infinitamente Maio». 39.mostra.org. Consultado em 28 de dezembro de 2015 
  6. Lima, Tania Andrade (1 de janeiro de 2007). «Brasil rupestre: arte pré-histórica brasileira. JORGE, Marcos; PROUS, André; RIBEIRO, Loredana. Curitiba, Zencrane Livros, 2006. 272 páginas ilustradas; ISBN 978-85-60475-00-1.». Revista de Arqueologia. 20 (1). ISSN 1982-1999 
  7. «:: Estômago ::». www.estomagoofilme.com.br. Consultado em 28 de dezembro de 2015 
  8. «Abraccine elege os 100 melhores filmes do cinema brasileiro». AdoroCinema. plus.google.com/105546701654529473289/. Consultado em 28 de dezembro de 2015 
  9. «Cena de 'Mundo cão' mostra embate entre Lázaro Ramos e Babu Santana». Cinema. Consultado em 28 de dezembro de 2015