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Maria do Pilar
Infanta da Espanha
Casa Bourbon
Nome completo
Maria do Pilar Berengária Isabel Francisca de Assis Cristina Sebastiana Francisca Caracciolo Saturnina
Nascimento 4 de junho de 1861
  Madrid, Espanha
Morte 5 de agosto de 1879 (18 anos)
  Eskoriatza, Espanha
Enterro Mosteiro e Sítio do Escorial, San Lorenzo de El Escorial, Espanha
Pai Francisco, Duque de Cádis
Mãe Isabel II da Espanha
Religião Catolicismo

Maria do Pilar de Espanha (Maria del Pilar Isabel Francisca de Assis Berengária de Sebastiana Francisca Gabriela Cristina Caracciolo Saturnina; Madrid, 4 de junho de 1861 - Eskoriatza, 5 de agosto de 1879) foi infanta da Espanha, filha da rainha Isabel II de Espanha e do rei consorte, Francisco, Duque de Cádis.

BiografiaEditar

A infanta Pilar nasceu no Palácio Real de Madrid, sendo a sétima dos doze filhos da rainha Isabel II da Espanha e de Francisco, Duque de Cádis. Aos sete anos de idade acompanhou a mãe para o exílio em França. Em Paris foi educada no Colégio do Sagrado Coração.[1] Durante um ano, após a queda de Napoleão III, a infanta, juntamente com a família real, viveu em Genebra, na Suíça.[2] Em 1873 recebeu sua primeira comunhão em Roma, das mãos do Papa Pio IX.[3]

Dois anos depois regressou à Espanha, quando a monarquia foi restaurada com o seu irmão, Afonso XII, como rei. Desde então, viveu sempre entre Sevilha e Madrid. Em Julho de 1879, foi passar alguns dias com os seus irmãos Isabel, Afonso e Eulália, na cidade balnear de Escoriaza, na província de Guipúzcoa. Lá, no dia 3 de Agosto, enquanto estava na cama a descansar da viagem, teve uma crise aguda de convulsões e trismo que a levaram a perder a consciência. Morreu dois dias depois, de meningite tuberculosa. No entanto, para que a dinastia não ficasse manchada, o médico oficial deu como causa de morte oficial um derrame seroso. Foi enterrada dois dias depois em El Escorial.

Embora nunca se tenha casado, Maria do Pilar esteve apaixonada pelo filho de Napoleão III, Napoleão Luís.[4] A imperatriz Eugénia e Isabel II eram adeptas deste enlace, mas o jovem príncipe Napoleão havia falecido em combate, na África do Sul, dois meses antes da própria infanta.[4] A imperatriz Eugénia retirou uma coroa da sepultura do seu filho e enviou-a para a de Pilar no Escorial.

Anos depois, a infanta Maria da Paz casou-se com o príncipe Luís Fernando da Baviera e decidiu chamar Pilar à sua única filha, em memória da sua irmã. Foi assim que introduziu um nome espanhol na Casa de Wittelsbach.

AncestraisEditar

Referências

  1. de Borbón, María de la Paz; Adalberto de Baviera (1935). «Primera parte. Capítulo segundo. ¡Abajo Bonaparte!». Cuatro revoluciones e intermedios. Espasa-Calpe. pp. 28. http://books.google.com/books?id=DwfAOwAACAAJ&hl.
  2. de Borbón, María de la Paz; Adalberto de Baviera (1935). «Primera parte. Capítulo segundo. ¡Abajo Bonaparte!». Cuatro revoluciones e intermedios. Espasa-Calpe. pp. 24. http://books.google.com/books?id=DwfAOwAACAAçJ&hl.
  3. de Borbón, María de la Paz; Adalberto de Baviera (1935). «Primera parte. Capítulo tercero. ¡Viva Alfonso XII!». Cuatro revoluciones e intermedio. Espasa-Calpe. pp. 36. http://books.google.com/books?id=DwfAOwAACAAJ&hl.
  4. a b Balansó, Juan (mayo de 1999). «Capítulo VI. Las hijas de Isabel». Las perlas de la corona (2ª edición). Plaza Janés. pp. 126. ISBN 84-01-54071-2. http://books.google.es/books?id=nBBpAAAAMAAJ.
 
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