Abrir menu principal
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde Fevereiro de 2014). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Martina
Imperatriz-consorte bizantina
Reinado 613 - 11 de fevereiro de 641
Consorte Heráclio
Antecessor(a) Eudóxia
Sucessor(a) Gregória
Floruit 613-641
  Rodes
Filho(s) Constantino
Fábio
Teodósio
Heraclonas
Davi (Tibério)
Marino
Augustina
Martina
Febrônia
Pai Martinho
Mãe Maria

Martina foi uma imperatriz-consorte bizantina, segunda esposa de Heráclio. Ela era filha de Maria, irmã de Heráclio, e de um tal Martinho[1]. Maria era filha de Heráclio, o Velho, com sua esposa Epifânia, conforme o relato na crônica de Teófanes, o Confessor.

Índice

ImperatrizEditar

Eudóxia, a primeira esposa de Heráclio, morreu em 13 de agosto de 612 e, de acordo com o Chronographikon syntomon, do patriarca Nicéforo I de Constantinopla, a causa foi epilepsia.

De acordo com Teófanes, Martina se casou com o tio materno não muito depois, datando a cerimônia no ano de 613 no máximo. Porém, Nicéforo afirma que o casamento ocorreu durante as guerras com os ávaros eurasianos que ocorreram na década de 620.

O casamento foi considerado ilegal por estar dentro dos graus proibidos de parentesco de acordo com as regras cristãs sobre o incesto. Apesar da ilegalidade e das tentativas de convencer Heráclio a repudiar a esposa, o patriarca de Constantinopla Sérgio I realizou a cerimônia e coroou Martina no Augusteu depois que ela foi proclamada augusta por Heráclio. Até mesmo os membros da família imperial deixaram claras as sua objeções, principalmente o irmão de Heráclio (e tio de Martina), Teodoro, continuamente criticando a relação.

O casal era muito próximo: Martina acompanhava o marido em suas campanhas mais difíceis contra o Império Sassânida e estava ao seu lado em Antioquia quando as notícias chegaram sobre uma séria derrota frente aos árabes no rio Jarmuque em agosto de 636.

RegenteEditar

Em seu leito de morte, em 641, Heráclio deixou o império para dois de seus filhos, Heráclio Constantino (como Constantino III) e Heraclonas (como Heráclio II), concedendo-lhes a mesma dignidade. Martina deveria ser honrada como imperatriz-mãe de ambos. O imperador morreu em 11 de fevereiro de um edema. Nicéforo acreditava que a morte havia sido uma punição divina pelo casamento pecaminoso. Três dias depois, Martina tomou a iniciativa de anunciar o conteúdo do testamento de Heráclio numa cerimônia pública. A autoridade para convocar uma cerimônia assim pertencia ao imperador e não à imperatriz, o que demonstra que Martina estava tentando estabelecer sua própria autoridade sobre os dois coimperadores.

A cerimônia foi realizada no Hipódromo de Constantinopla e estavam presentes os membros do Senado bizantino, outros dignatários e a população da cidade. Os dois coimperadores não participaram. Martina leu o testamento e reivindicou a autoridade maior sobre o Império para si, porém a multidão aclamou os nomes dos dois imperadores e não o dela, o que era uma clara rejeição à presunção de Martina, que retornou derrotada para o palácio.

As relações de Martina com o enteado, Constantino, sempre foram difíceis. Quando ele morreu subitamente de tuberculose apenas quatro meses depois, a crença geral era de que a imperatriz o teria envenenado para deixar apenas para Heraclonas o Império. Além disso, ela começou quase que imediatamente a exilar os principais aliados de Constantino e, com a ajuda do patriarca Pirro I de Constantinopla, um de seus aliados, deu nova vida à crença do monotelismo.

Suas ações e os rumores levaram o povo e o Senado a se voltarem contra Martina e o filho Heraclonas. O general armênio Valentino, comandando as tropas da Ásia Menor, marchou até Calcedônia (de frente para Constantinopla, do outro lado do Bósforo) e obrigou o apavorado Heraclonas a nomear Constante II, filho de Constantino, coimperador.

Nem isso, contudo, trouxe a paz e, no final do mesmo mês, o Senado o depôs. Mãe e filho foram mutilados - Heraclonas teve o nariz cortado e Martina, a língua arrancada - e ambos foram exilados para Rodes. Constante II se tornou o único imperador.

Família e filhosEditar

Martina e Heráclio tiveram pelo menos dez filhos, dos quais pelo menos dois eram deficientes, o que era visto, na época, como uma punição pelo casamento incestuoso. O nome de alguns é tema de debate:

  • Constantino, nomeado césar em 615. Morreu jovem.
  • Fábio, que tinha um "pescoço paralisado". Morreu jovem.
  • Teodósio, que era surdo-mudo, se casou com Nice, filha do general persa Sarbaro.
  • Heraclonas, imperador entre 638 e 641.
  • Davi (Tibério), nascido em 7 de novembro de 630, proclamado césar em 638. Foi brevemente proclamado augusto e coimperador com Heraclonas e Constante em 641. Foi deposto, mutilado e exilado para Rodes.
  • Marino, um césar. Morreu depois de ser circuncidado de acordo com João de Niquiu.
  • Augustina, proclamada augusta em 638.
  • Martina, proclamada augusta no século VII.
  • Febrônia.

Ver tambémEditar

Martina (imperatriz)
Nascimento: fl. 613 Morte: fl. 641
Títulos reais
Precedido por:
Eudóxia
Imperatriz-consorte bizantina
c. 613–641
Sucedido por:
Gregória
Precedido por:
Ino Anastácia
como imperatriz-mãe viúva
Imperatriz-mãe do Império Bizantino
fev–set de 641

Referências

Ligações externasEditar

  • Lynda Garland. «Martina» (em inglês). Roman Emperors. Consultado em 5 de julho de 2013 
  • Cawley, Charles, Her profile, Medieval Lands database, Foundation for Medieval Genealogy