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Mitologia suméria

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O deus Marduque e seu dragão mushussu, de um selo babilônico de um cilindro.

Os sumérios eram adeptos de uma religião politeísta caracterizada por deuses e deusas antropomórficos representando forças ou presenças no mundo material, noção esta bastante presente na posterior Mitologia Grega. Diante fartas evidências arqueológicas de raríssima preservação, compreende-se diante das traduções acerca de suas inscrições, que as divindades sumérias originalmente, chamados Anunnaki, ou "Aqueles que dos Céus Vieram", criaram a raça humana com a finalidade de que lhes servissem de trabalhadores, atendendo as designações dadas pelas divindades. Entretanto, futuramente os libertaram quando se tornaram demasiadamente numerosos e difíceis de se manter controle.

A narrativa sobre os sujeitos do panteão sumério, tende a apresentar estreita sintonia com a de outras culturas, como a do povo hebreu e grego, onde pode-se citar como exemplo a passagem do dilúvio de Noé, ou os Titãs gregos, bem como os atributos característicos atribuídos a cada deidade. De forma ampla e muito evidente, verifica-se que entre estas culturas, mesmo de diferentes religiões, regiões, idiomas, inclusive em distinto aspecto temporal, existem evidências paralelas aos contos sumérios.

Neste sentido, os deuses e deusas da Suméria têm representações similares nas religiões dos acadianos, cananitas, babilônicos, egípcios, moabitas, assírios, minoanos, e outros povos que habitaram a região do continente africano e do oriente médio, e até mesmo em culturas distantes, como nórdicos e celtas. Assim, um número de histórias relacionadas a divindades têm paralelos gregos[1], por exemplo, a descida de Inana ao submundo, Hades, ou Sheol (dos hebreus), ou Helvite (da punição da deusa Hel, ou Hell, dos nórdicos), está impressionantemente ligada ao mito de Perséfone; bem como dos gigantes, da cultura hebraica, aos titãs gregos.

Índice

CosmogoniaEditar

O universo surgiu quando Nammu, um abismo sem forma, enrolou-se em si mesmo num ato de auto-procriação, gerando An, deus do céu, Antu (Ki), deusa da Terra e Zuri, deus do equilíbrio entre as dimensões.

A união de An e Ki produziu Enlil, senhor dos ventos, que eventualmente tornou-se líder do panteão dos deuses. Após o banimento de Enlil de Dilmun (a morada dos deuses) por violentar Ninlil, a deusa teve um filho, Nana, o deus da lua (mais tarde chamado de Sin (ou Sinnu). Zuri revoltado com o acontecimento, criou uma dimensão abaixo da terra, uma dimensão neutra. Da união posterior entre Sin e Ningal nasceram Inana (deusa do amor e da guerra) e Utu (deus do sol, depois chamado de Chamache). Também durante o banimento de Enlil, o deus tornou-se pai de três divindades do submundo junto a Zuri e Ninlil. O mais famoso foi Nergal.

Nammu também teve um filho, chamado Enki, deus do abismo aquático ou Absu. Enki controlava também os Me, decretos sagrados que governavam coisas básicas como a física, e complexas como a ordem social e a lei.

FontesEditar

A mais antiga fonte de cosmologia suméria tem origem com os hinos da sacerdotisa Enheduana à deusa Inana.

Deuses da cultura sumériaEditar

Entre as principais divindades do panteão sumério, entendidos como deuses maiores, destacam-se:
EL
An
Ishkur (Adade)
Inana Ichtar
Enki
Antu
Enlil
Sinki (Damkina)
Nana (ou Innin, Innini)
Ninhursag
Ningal
Ninlil
Chamache (Utu, Babbar) Zuri.
Os deuses e as deusas menores:

Anshar
Ereshkigal
Husbishag
Isinu
Ninki
Nammu
Kingu
Kiskil-lilla
Namtar
Nebo
Nergal
Nidaba
Ninisinna
Ninkasi
Nusku
Tiamat
Utukku

Semi deuses e semi deusas:

Veja tambémEditar

  1. VERNANT, Jean Pierre (2002). O universo, os deuses e os homens. [S.l.]: Cia das Letras