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Monitor Encouraçado Santa Catarina

Santa Catarina
Linhas da Classe Pará
Carreira   Bandeira da marinha que serviu
Operador Armada Imperial Brasileira
Fabricante Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro
Homônimo Província de Santa Catarina
Batimento de quilha 8 de dezembro de 1866
Lançamento 23 de março de 1868
Comissionamento 5 de maio de 1868
Comandante(s) 1º Tenente Antônio Severino Nunes e outros
Fatalidade Afundou em 1882
Características gerais
Tipo de navio Monitor encouraçado
Classe Classe Pará
Deslocamento 342 t (754 000 lb)
Comprimento 36,57 m (120 ft)
Boca 8,54 m (28,0 ft)
Pontal 2,7 m (8,86 ft)
Calado 1,52 m (4,99 ft)
Propulsão vapor
caldeira cilindrica e duas máquinas alternativas, acopladas a dois eixos com hélices de passo fixo.
30 hp (22,4 kW)
Velocidade 8 nós (14,81 km/h)
Armamento 1 canhão Whitworth de 70 mm (2,8 in), em torre giratória.
Tripulação 43 homens, sendo 8 oficiais e 35 praças.

O Monitor Encouraçado Santa Catarina foi um navio de guerra da Classe de monitores Pará que serviu a Armada Imperial Brasileira durante a Guerra do Paraguai.

Índice

HistóriaEditar

ConstruçãoEditar

O monitor foi construído no estaleiro do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro seguindo os projetos de construção do engenheiro naval Napoleão João Baptista Level, maquinas de Carlos Braconnot e arranjo do armamento do Tenente Henrique Baptista. Foi a primeira embarcação da armada a receber este nome que era uma homenagem a província de Santa Catarina. Seu batimento de quilha ocorreu em 8 de dezembro de 1866 e foi lançado ao mar em 5 de maio de 1868. Um ponto notável de sua construção foi a de que o engenheiro Braconnot mesmo na falta de uma prensa hidráulica conseguiu dobrar couraças deste e de outros navios que construiu.[1]

ServiçoEditar

O monitor chegou ao Paraguai em meados de 1868, quando a guerra já estava acabando.[2] O Santa Catarina, junto com os navios de sua classe Ceará e o Piauí romperam as defesas paraguaias em Guaraio em 29 de abril de 1869 e expulsaram seus defensores.[3] O navio forneceu apoio de fogo ao exército pelo restante da guerra. Em 17 de maio, protegeu o desembarque das forças do General Câmara, na vila de Rosário.[1] Após a guerra, foi designado para a Flotilha de Mato Grosso. Enquanto ancorada para reparos em 1882, o Santa Catarina afundou devido às más condições de seu casco.[2]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b «NGB - Monitor Encouraçado Santa Catarina». www.naval.com.br. Consultado em 18 de outubro de 2018 
  2. a b Preston 1999, p. 157.
  3. Donato 1996, p. 300.

BibliografiaEditar