Como ler uma infocaixa de taxonomiaMuriqui-do-norte[1]
Fêmea com filhote em Caratinga-MG (Brasil)
Fêmea com filhote em Caratinga-MG (Brasil)
Estado de conservação
Espécie em perigo crítico
Em perigo crítico (IUCN 3.1) [2]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Família: Atelidae
Género: Brachyteles
Espécie: B. hypoxanthus
Nome binomial
Brachyteles hypoxanthus
(Wied, 1820)
Distribuição geográfica
Mapa de distribuição
Mapa de distribuição
Sinónimos
  • Brachyteles hemidactylus I. Geoffroy, 1829

O muriqui-do-norte (nome científico:Brachyteles hypoxanthus) também chamado simplesmente muriqui ou mono-carvoeiro, é uma espécie de Macaco do Novo Mundo, da família Atelidae e gênero Brachyteles, endêmico da Mata Atlântica brasileira. Já foi considerado uma subespécie de Brachyteles arachnoides, sendo considerado uma espécie separada atuamente. Não é claro qual grupo de primata é mais próximo dos muriquis, mas alguns estudos apontam para uma ancestralidade comum do gênero Brachyteles com o macaco-barrigudo (gênero Lagothrix).

Ocorria desde o sul da Bahia, até o sul de Minas Gerais, sendo, provavelmente, a Serra da Mantiqueira como barreira geográfica com o muriqui-do-sul. Ocorre na floresta estacional semidecidual, não sendo necessário que a floresta seja primária. Prefere ficar nos estratos mais altos da floresta, mas pode descer até o chão. Atualmente, sua ocorrência é reduzida a poucos fragmentos de floresta em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro.

É o maior primata sul-americano, chegando a pesar até 15 kg. Possui longos braços e uma cauda preênsil, que permite a braquiação. Ao contrário do muriqui-do-sul, possui manchas esbranquiçadas na face negra, assim como um polegar vestigial. Os testículos são volumosos, consequência de um sistema de acasalamento promíscuo.

É uma espécie considerada como "criticamente em perigo" pela IUCN e pelo IBAMA. Isso se deve principalmente a alta fragmentação da Mata Atlântica e à caça, que pode levar pequenas populações reduzidas à extinção rapidamente. Calcula-se que deva existir pouco mais de 850 indivíduos, localizados em fragmentos de floresta isolados entre si. A maior população encontra-se na RPPN Feliciano Miguel Abdala, que tem cerca de 900 hectares. Apesar da alta fragmentação do habitat, existe uma rede unidades de conservação que se bem manejada, pode salvar a espécie da extinção. Existem poucos indivíduos em cativeiro, e apenas o Centro de Primatologia do Rio de Janeiro mantém um programa de reprodução em cativeiro.

EtimologiaEditar

Muriqui vem do tupi muri'ki e significa gente que bamboleia, que vai e vem.[3] Também pode ser chamado de mono-carvoeiro, visto possuir uma pelagem mais clara, em contraste com mãos e faces de cor negras, lembrando os trabalhadores que queimam carvão vegetal, os carvoeiros.[4] Muriqui-do-norte é uma referência usada por esta ser a espécie com distribuição mais ao norte das duas espécies de muriquis.

Taxonomia e evoluçãoEditar

O muriqui-do-norte pertence ao gênero Brachyteles, que é um táxon monofilético da família Atelidae e subfamília Atelinae.[1] Foi descrito por Maximilian Alexander Philipp, príncipe de Wied, em 1820.[5] Heinrich Kuhl, com quem o príncipe se correspondia a respeito de suas descobertas, também descreveu a espécie naquele ano.[1][6] Recentemente, pesquisadores descobriram que o livro de Wied antecede o de Kuhl em pelo menos alguns dias, atribuindo a autoria da espécie ao príncipe, e não a Kuhl, como vinha sendo feito até então.[7]

O gênero Brachyteles foi considerado inicialmente como monotípico, sendo Brachyteles arachnoides a única espécie, com duas subespécies: B. a. arachnoides para as populações localizadas ao sul e B. a. hypoxanthus para as populações localizadas ao norte.[8] Muitas evidências demonstraram que a divisão dessas duas populações era válida, mas de forma mais radical, e atualmente, as populações ao sul (o muriqui-do-sul) são uma espécie e as do norte, outra.[8]

Estudos filogenéticos nem sempre são conclusivos quanto às relações evolutivas do gênero Brachyteles com os outros Atelinae, sendo algumas vezes considerado próximo aos macacos-barrigudos (gênero Lagothrix) ou aos macacos-aranhas (gênero Ateles).[9][10] Estudos mais recentes e amplos corroboram com a hipótese da monofilia entre Lagothrix e Brachyteles, principalmente a partir de dados moleculares.[11][12][13] Mesmo assim, a relação desse gênero com os outros atelíneos, não é bem resolvida, pois os dados não conseguem sustentar uma relação entre qualquer um dos gênero de forma confiável.[14] Tal dificuldade deve-se, provavelmente, por uma diversificação muito rápida entre essas linhagens de atelíneos.[14] Sendo Brachyteles mais próximo de Lagothrix, talvez o comportamento de se manter em suspensão nas árvores evoluiu independentemente nos muriquis e nos macacos-aranhas.[15]

Apesar de não haver registro fóssil bem documentado, a espécie provavelmente já existia no Pleistoceno.[16] O gênero do Pleistoceno, Protopithecus, descoberto em Lagoa Santa, compartilhava características biogeográficas e morfológicas (como a capacidade de braquiação) o que já fez pensar que fosse o gênero de primata pré-histórico mais próximo dos muriquis.[17] Após a descoberta de um esqueleto mais completo (Protopithecus brasiliensis), Hartwig & Cartelle (1996) mudaram de posição, considerando Protopithecus como uma espécie altamente derivada de atelíneo não relacionada diretamente aos macacos-aranhas ou aos muriquis, tornando a história evolutiva dessa subfamília e consequentemente, dos muriquis, mais confusa.[18]

Distribuição geográfica e habitatEditar

 
Os muriquis, apesar da semelhança morfológica com os macacos-aranhas, provavelmente são mais próximos dos macacos-barrigudos.

O muriqui-do-norte é encontrado nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. Recentemente, foi registrado a ocorrência da espécie no Rio de Janeiro, mas em número muito reduzido.[19] O limite norte da espécie é o rio Jequiriçá, incluindo as florestas da margem direita do rio Paraguaçu.[2] Não ocorre nas florestas de terras baixas do extremo sul da Bahia e norte do Espírito Santo.[20] O limite sul não é muito claro, mas provavelmente a espécie não ocorre ao sul da Serra da Mantiqueira.[2]

Vivem em florestas entre 600 m e 1800 m de altitude, na Mata Atlântica, vivendo nos estratos mais altos das copas das árvores.[21] É preponderante que as florestas possuam árvores de grande porte para serem habitadas por muriquis.[22] Apesar de passarem a maior parte do tempo em cima das árvores, eles podem descer até o chão, principalmente em ambientes de floresta degradada.[23] Habitam predominantemente a floresta estacional semidecidual, dando preferência por floresta primária ou em estágios avançados de regeneração, mas essa preferência parece ser somente na estação mais seca do ano.[21] Ademais, foi reportada a presença da espécie em remanescentes de floresta altamente perturbados pelo homem.[21]

Atualmente, sua distribuição geográfica está restrita e fragmentada, tendo quase que desaparecido do estado da Bahia, embora foi registrada uma pequena população no vale do rio Jequitinhonha, próximo a Minas Gerais.[24] Ocorre em 12 localidades, espalhadas em cerca de 158 665 hectares, sendo que seis dessas são em propriedades particulares, e seis em áreas de proteção integral públicas.[2] A maior população conhecida se localiza em Minas Gerais, na cidade de Caratinga, na RPPN Feliciano Miguel Abdala.[2][20]

DescriçãoEditar

 
O muriqui-do-norte possui manchas esbranquiçadas na face, ao contrário do muriqui-do-sul.

Os muriquis são os maiores Macacos do Novo Mundo, pesando entre 12 a 15 kg, com o corpo medindo até 78 cm de comprimento e a cauda, 79 cm.[21] Esses dados de peso são questionáveis, visto que são de animais em cativeiro, e dados de indivíduos em liberdade são significativamente menores do que esses: o macho, pesa em média 9,6 kg, e a fêmea 8,3 kg.[16] Indivíduos do Pleistoceno, poderiam chegar a 20 kg.[16] Possui longos membros, e uma cauda preênsil, lembrando, nestes aspectos, o macaco-aranha.[25] A pelagem é densa, e na maior parte das vezes é amarela-amarronzada. O muriqui-do-norte possui a face negra, com manchas esbranquiçadas, que podem ser usadas para diferenciar indivíduos, contrastando com o muriqui-do-sul, que possui toda a face de cor negra.[21][26] Essas manchas aparecem quando o animal se torna adulto.[27] Também, diferenciando das populações de muriquis ao sul, possui um pequeno polegar, mas distinguível, ao contrário da outra espécie, que não possui polegar, ou é vestigial.[26] O dimorfismo sexual não é muito acentuado, mas os machos tendem a ser maios pesados, e apesar do comprimento do corpo ser semelhante entre os dois sexos, machos possuem membros e a cauda um pouco mais curtos.[10][28] Os dados atuais, contrastam com os primeiros estudos dos muriquis, que os consideravam espécies com grande dimorfismo sexual.[28] É notável, em indivíduos de ambos os sexos e em todas as idades, que o ventre é bastante proeminente, dando a impressão de estar inchado.[21]

 
A cauda é muito longa e preênsil.

As manchas brancas da face também estão presentes no escroto.[29] Os testículos dos muriquis são muito volumosos se comparado com animais de porte semelhante, como Ateles geoffroyi, tendo em média, 952,4 mm³ de volume.[28] O pênis possui um báculo de 18 mm de comprimento, a glande é curta, em formato de funil, achatada na ponta.[29] A superfície da glande é complexa, com vários sulcos e circunvoluções.[29] O corpo do pênis possui o músculo bulbocavernoso é desenvolvido, sugerindo papel importante no sistema de acasalamento do muriqui.[29]

Os muriquis possuem a capacidade de braquiação, como os macacos-aranhas, e por isso apresenta adaptações semelhantes na anatomia locomotora.[30] Possuem cauda preênsil, muito comprida, com uma região na ponta sem pelos: essa cauda também é uma das mais compridas quando comparada aos outros macacos sul-americanos.[30][31] As mãos com o polegar rudimentar e outros dedos muito longos tem relação com a locomoção braquiadora assistida pela cauda preênsil.[15] As adaptações do gênero Brachyteles lembram uma versão maior das do gênero Ateles: a escápula é posicionada dorsalmente à caixa torácica e alongada rostro-caudalmente, com a fossa glenoide apontando em direção frontal, mesmo quando os braços estão em posição de descanso.[30] Os membros superioress são muito longos, e como no macaco-aranha, são cerca de 5% maior que os membros inferiores.[30] Em comparação ao resto do corpo, os braços dos muriquis são cerca de 40% maiores.[30] O úmero também é muito semelhante ao do macaco-aranha, com uma cabeça globosa.[30]

ConservaçãoEditar

 
A RPPN Feliciano Miguel Abdala possui a maior população de muriquis-do-norte.

O muriqui-do-norte corre grave risco de extinção, principalmente devido à perda de habitat, e à caça, sendo listado como "criticamente em perigo" pela IUCN.[2] Das duas espécies de muriquis é a que corre maior risco de extinção, já que seu habitat encontra-se mais fragmentado que o do muriqui-do-sul, e sua população também é menor.[32] Esteve nas listas de 2000, 2002 e 2004 dos 25 primatas mais ameaçados do mundo.[32][33] O IBAMA também considera a espécie como "criticamente em perigo".[34] Regionalmente, também tem seu estado de conservação considerado grave, sendo listado "criticamente perigo" também pela lista de animais ameaçados do Espírito Santo.[35] Na lista de espécies ameaçadas de Minas Gerais é considerado "em perigo".[36] No Rio de Janeiro, existe uma população muito reduzida de 50 indivíduos no Parque Nacional de Itatiaia (19) e na Bahia, parece ocorrer apenas sete indivíduos na região do Alto Cariri.[19][20][24] A última estimativa da população dessa espécie de muriqui mostra que devam existir mais de 850 indivíduos na natureza, a maior parte deles no estado de Minas Gerais, ocorrendo as maiores populações na RPPN Feliciano Miguel Abdala (com 226 indivíduos), no Parque Estadual do Rio Doce (124 indivíduos) e no Parque Estadual Serra do Brigadeiro (226 indivíduos).[20] A maior população fora de Minas Gerais está no Espírito Santo, em Santa Maria de Jetibá, onde vivem 84 indivíduos.[20] Essa estimativa tem números maiores das que foram feitas em anos anteriores, principalmente por conta da descoberta de novas populações, antes desconhecidas.[20] Deve-se ressaltar que nenhuma das populações conhecidas excedem 500 indivíduos, o que dá poucas perspectivas de sobrevivência a longo prazo delas.[20] Tais populações acabam se tornando vulneráveis a eventos estocásticos, como catástrofes, e à depressão de consanguinidade.[37]

A caça constitui um dos maiores problemas, mesmo em áreas protegidas, e é possível que as populações do sul da Bahia tenham se extinguido, apesar de haver consideráveis porções de floresta, por conta dessa atividade.[20][24][37][38] A fragmentação do habitat faz com que a caça elimine rapidamente as já pequenas populações remanescentes da espécie.[37] De fato, o maior problema na conservação do muriqui-do-norte é a alta fragmentação do habitat, que está reduzido a menos de 5% de sua área original. Nesta paisagem fragmentada, estima-se que para que haja populações relativamente isoladas geneticamente viáveis, elas devem conter no mínimo 700 indivíduos, em florestas de pelo menos 11 570 hectares.[39] Mas, das 42 unidades de conservação da Mata Atlântica que estão na área de distribuição do muriqui-do-norte, apenas cinco contém populações viáveis por mais de 50 gerações.[40] Além disso, deve-se salientar, que a maior parte das áreas protegidas também são pequenas demais, tendo, na maioria das vezes, menos de 10 000 hectares.[40] Apesar desses problemas, a rede de unidades de conservação, se bem manejada e integrada, é o suficiente para evitar a extinção da espécie.[40]

Em algumas localidades, observou-se o aumento do número de indivíduos, desde o início das pesquisas de ecologia e comportamento dos muriquis, como observado em Minas Gerais.[41] Na RPPN Feliciano Miguel Abdala, um dos principais locais de estudo do muriqui-do-norte e também o que possui a maior população conhecida, ela cresceu de 60 indivíduos, na década de 1980 para quase 300, em cerca de 30 anos..[42] A área é demasiado pequena, e parece já ter chegado à sua capacidade de suporte, o que mostra que é necessário expandir a área da reserva e de florestas.[42] Por isso, a concretização de um corredor ecológico entre essa unidade de conservação e outra, a RPPN Mata do Sossego, é preponderante na viabilidade dessas populações de muriquis-do-norte.[43]

Poucos animais existem em cativeiro, e no passado, não houve o interesse em realizar um programa eficiente de reprodução, e apenas o Centro de Primatologia do Rio de Janeiro conseguiu esse feito.[44]

Referências

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Ligações externasEditar

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