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BiografiaEditar

Ingressou no curso de história natural na recém-formada Escola de Ciências da Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro, em 1938, formando em medicina pela Faculdade Nacional de Medicina em 1940. Foi o primeiro professor a obter grau de doutor em ciências naturais pela então Faculdade Nacional de Filosofia, em 1950.[1][2][3]

Ingressou no Museu Nacional em 1939, com o cargo de naturalista e organizou e participou de diversas excursões para coleta de plantas e animais para o museu. Estagiou no Batalhão de Guardas da 1.ª Região Militar e 1.ª Divisão de Infantaria em 1943 e tornou-se diretor do museu em 1961. Sob sua gestão, o museu aproximou-se do público e Newton foi um dos responsáveis pelo aumento significativo do acervo de insetos.[2][3] Em sua posse, discursou:

Também foi o responsável pela expansão de artefatos indígenas, com oitenta e nove peças das tribos asurini, apinayí e krahó. Na coleção de vertebrados fósseis foram adicionados fósseis do Ceará, em 1961 e da Paraíba em 1962, em um total aproximado de sete mil espécimens, com a colaboração do geógrafo Fausto Luiz de Souza Cunha e do geólogo Carlos de Paula Couto.[3] Em 1950, publicou o livro que se tornaria leitura obrigatório para os professores da área de ciências, "Práticas de Ciências" e publicou mais de cem artigos sobre a família Odonata, de libélulas.[1][2][3]

Foi professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, nas áreas de zoologia e didática e professor chefe do ensino de ciências na Escola Normal Carmela Dutra.[3] Na década de 1950, foi um dos dirigentes do suplemento científico do Jornal A Manhã, intitulado "Ciências para todos", voltado para as práticas de ensino em ciência, no qual também foi um dos pioneiros.[1][2][3]

MorteEditar

Newton Dias dos Santos morreu em 2 de março de 1989.[1][2][3]

Espécies de Odonatas identificadasEditar

  • Acanthagrion egleri 1961
  • Aceratobasis mourei 1970
  • Aeschnosoma marizae 1981
  • Brechmorhoga travassosi 1946
  • Chalcopteryx seabrai 1960
  • Elasmothemis alcebiadesi 1945
  • Elasmothemis schubarti 1945
  • Epipleoneura haroldoi 1964
  • Epipleoneura manauensis 1965
  • Epipleoneura williamsoni 1957
  • Erythrodiplax gomesi 1946
  • Erythrodiplax luteofrons 1956
  • Fluminagrion taxaensis 1965
  • Forcepsioneura itatiaiae 1970
  • Inpabasis hubelli 1961
  • Inpabasis machadoi 1961
  • Leptagrion aculeatum 1965
  • Leptagrion acutum 1961
  • Leptagrion bocainense 1979
  • Leptagrion capixabae 1965
  • Leptagrion dardanoi 1968
  • Leptagrion garbei 1961
  • Leptagrion siqueirai 1968
  • Leptagrion vriesianum 1978
  • Leptobasis costalimai 1957
  • Leptobasis tuberculata 1961
  • Macrothemis hosanai 1967
  • Mesoleptobasis acuminata 1961
  • Mesoleptobasis cantralli 1961
  • Metaleptobasis selysii 1956
  • Metaleptobasis sooretamae 1957
  • Micrathyria almeidai 1945
  • Micrathyria borgmeieri 1947
  • Micrathyria iheringi 1946
  • Micrathyria pirassunungae 1953
  • Micrathyria stawiarskii 1953
  • Minagrion caldensis 1965
  • Minagrion cananensis 1967
  • Minagrion ribeiroi 1956
  • Neocordulia carloschagasi 1967
  • Neocordulia luismoojeni 1967
  • Nephepeltia berlai 1950
  • Oligoclada borrori 1945
  • Oligoclada calvertii 1951
  • Peristicta gauchae 1968
  • Phasmoneura ciganae 1968
  • Planiplax machadoi 1949
  • Roppaneura beckeri 1966
  • Telagrion mourei 1970
  • Telagrion ribeiroi 1962
  • Ypirangathemis calvertii 1949
  • Zenithoptera lanei 1941
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Referências

  1. a b c d e «Newton Dias dos Santos». Neglected Science. Consultado em 17 de fevereiro de 2018 
  2. a b c d e «Ciência para Todos e a divulgação científica na imprensa brasileira entre 1948 e 1953». Sociedade Brasileira de História da Ciência. Consultado em 17 de fevereiro de 2018 
  3. a b c d e f g h «Os Diretores do Museu Nacional - UFRJ» (PDF). Museu Nacional. Consultado em 17 de fevereiro de 2018 
Precedido por
José Cândido de Mello Carvalho
Diretor(a) do Museu Nacional
1961 — 1963
Sucedido por
Luís de Castro Faria