Nodosauridae


A Nodosauridae é uma família de dinossauros anquilossauros, sendo o grupo irmão da Ankylosauridae.[1][2]

Como ler uma infocaixa de taxonomiaNodosauridae
Ocorrência: Jurássico Superior - Cretáceo Superior
Esqueleto de Edmontonia.
Esqueleto de Edmontonia.
Estado de conservação
Extinta (fóssil)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Ornithischia
Subordem: Ankylosauria
Família: Nodosauridae

Os nodossauros são dinossauros herbívoros e quadrúpedes, de construção pesada. Possuem, assim como os anquilossaurídeos, uma armadura feita de osteodermas. Porém, em vez de uma clava óssea, tinham espinhos — e nódulos, daí o nome — cobertos por bainha de queratina (não confunda com quitina) e uma forte cauda. Em muitos nodossaurídeos, havia espinhos grandes na região do pescoço (estes também com cobertura de queratina) que usavam para defesa.

ClassificaçãoEditar

O cladograma abaixo segue a topologia mais resolvida de uma análise de 2011 pelos paleontólogos Richard S. Thompson, Jolyon C. Parish, Susannah C. R. Maidment e Paul M. Barrett.[3] A colocação de Polacanthinae segue sua definição original de Kenneth Carpenter em 2001.[4]

Nodosauridae

Antarctopelta





Mymoorapelta




Hylaeosaurus



Anoplosaurus






Tatankacephalus



Horshamosaurus


Polacanthinae

Gargoyleosaurus



Hoplitosaurus




Gastonia




Peloroplites



Polacanthus








Struthiosaurus



Zhejiangosaurus





Hungarosaurus




Animantarx




Niobrarasaurus



Nodosaurus



Pawpawsaurus



Sauropelta



Silvisaurus



Stegopelta



Texasetes




Edmontonia



Panoplosaurus










AlimentaçãoEditar

Os nodossauros eram herbívoros e tinham dentes pequenos, triangulares e compactos.

Um estudo de estratificação de altura de alimentação entre os dinossauros da Formação Dinosaur Park, Alberta, concluiu que os nodossaurídeos de lá só conseguiam se alimentar de vegetações com menos de 1 metro de altura. [5]

Referências

  1. Kirkland, J. I.; Alcalá, L.; Loewen, M. A.; Espílez, E.; Mampel, L.; Wiersma, J. P. (2013). Butler, Richard J, ed. «The Basal Nodosaurid Ankylosaur Europelta carbonensis n. gen., n. sp. From the Lower Cretaceous (Lower Albian) Escucha Formation of Northeastern Spain». PLoS ONE (em inglês). 8 (12). pp. e80405. Bibcode:2013PLoSO...880405K. PMC 3847141 . PMID 24312471. doi:10.1371/jornal.pone.0080405 
  2. Burns, Michael E. (2008). «Taxonomic utility of ankylosaur (Dinosauria, Ornithischia) osteoderms: Glyptodontopelta mimus Ford, 2000: a test case». jornal of Vertebrate Paleontology (em inglês). 28 (4). pp. 1102–1109. doi:10.1671/0272-4634-28.4.1102 
  3. Richard S. Thompson; Jolyon C. Parish; Susannah C. R. Maidment; Paul M. Barrett (2011). «Phylogeny of the ankylosaurian dinosaurs (Ornithischia: Thyreophora)». jornal of Systematic Palaeontology (em inglês). 10 (2). pp. 301–312. doi:10.1080/14772019.2011.569091 
  4. Carpenter K (2001). «Phylogenetic analysis of the Ankylosauria». In: Carpenter, Kenneth. The Armored Dinosaurs (em inglês). [S.l.]: Indiana University Press. pp. 455–484. ISBN 978-0-253-33964-5 
  5. Mallon, Jordan C; David C Evans; Michael J Ryan; Jason S Anderson (2013). «Feeding height stratification among the herbivorous dinosaurs from the Dinosaur Park Formation (upper Campanian) of Alberta, Canada». BMC Ecology. 13. 14 páginas. PMC 3637170 . PMID 23557203. doi:10.1186/1472-6785-13-14 

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar