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Palimércio de Rezende

Palimércio de Rezende
Dados pessoais
Nascimento 13 de dezembro de 1880
Rio Grande do Sul,Brasil
Morte 2 de maio de 1939 (58 anos)
Rio de Janeiro,RJ, Brasil
Nacionalidade Brasileiro
Alma mater Escola Militar da Praia Vermelha
Profissão Militar
Serviço militar
Serviço/ramo Exército Brasileiro
Anos de serviço 18961931
Graduação Coronel.png Coronel do Exército Brasileiro

Palimércio de Rezende (Rio Grande do Sul,13 de dezembro de 1880Rio de Janeiro, 2 de maio de 1939) foi um coronel do Exército brasileiro.[1][2][3]

CarreiraEditar

Palimércio de Rezende nasceu no Rio Grande do Sul, em 13 de dezembro de 1880, filho de Afonso Zulmiro Resende. Em 1896, iniciou sua carreira militar como praça e posteriormente ingressando na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, onde estudou engenharia militar, ciências físicas e matemáticas.[1][2]

 
Palimércio de Rezende durante a Revolução Constitucionalista, na cidade de Aparecida, em setembro de 1932. Ao centro, o Coronel Palimércio de Rezende; a sua direita, o General Euclides Figueiredo; e a sua esquerda, o Capitão Aristóteles Ribeiro.

Em 1921, serviu em Juiz de Fora, onde também concluiu o curso de revisão da Escola de Estado-Maior. No ano seguinte, assumiu a função de oficial-de-gabinete do ministro da Guerra, general Fernando Setembrino de Carvalho. Em 1928, já coronel, assumiu a chefia do estado-maior da 2ª Região Militar, em São Paulo. Nesse posto, com a eclosão da Revolução de 1930, combateu os revoltosos no Paraná.[2][3]

Em 5 de julho de 1931, o coronel passou para a reserva, como oficial de primeira classe.[4]

Foi um dos líderes da Revolução Constitucionalista de 1932 em São Paulo, onde junto do então coronel Euclides Figueiredo, que inicialmente foi o comandante geral dos revoltosos e posteriormente comandante da frente norte, participou ativamente nas articulações do levante armado. Naquela ocasião, com deflagração do conflito, veio a assumir o general Bertoldo Klinger, então comandante da Circunscrição Militar sediada em Mato Grosso. Em seguida, Palimércio veio a assumir a chefia do Estado Maior do coronel Figueiredo, comandante da frente norte de combate.[1][5][6][3]

Contudo, iminente a derrota militar dos revoltosos, já dado o armísticio e as tratativas para a rendição formal, Palimércio então bateu em retirada para o Paraguai e na sequência para a Argentina. Nesse país, reuniu-se com demais revoltosos exilados.[1][5][6][3]

Em 1934, obteve a anistia concedida pelo governo federal, porém, permaneceu na reserva. Em 1935, participou juntamente com o coronel Euclides Figueiredo, Bertoldo Klinger e João Neves da Fontoura, entre outros, de uma conspiração contra o governo federal, que acabou não sendo realizada.[1][5][6][2][3]

Palimércio de Rezende sofria de diabetes e em consequência desta teve uma crise. Chegou a ser internado, mas entrou em coma. Após vários dias nesse quadro, veio a falecer na manhã do dia 2 de maio de 1939, na sua residência, na cidade do Rio de Janeiro. Foi sepultado no cemitério São João Batista.[7][8]

Segundo Guilherme Figueiredo (filho de Euclides Figueiredo), do qual era muito próximo, o coronel gaúcho não era um militarista embora fosse um militar de formação,era um homem culto, apreciador de música clássica, artes e literatura, tendo sido um dos seus mentores para a sua carreira como escritor.[8]

HomenagensEditar

Em sua homenagem foi inaugurada a EMEF Cel. Palimércio de Rezende na cidade de São Paulo. Há ainda a rua Cel. Palimércio de Rezende, no bairro Butantâ, em São Paulo, também em sua memória.[9][10]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d e «Coronel Palimércio de Rezende». FGV CPDOC Verbete biográfico. Consultado em 7 de abril de 2017 
  2. a b c d Carone, Edgard (1974). A República Nova (1930-1937). Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 423 páginas 
  3. a b c d e Donato, Hernani (1982). A Revolução de 32. Rio de Janeiro: Circulo do Livro. 224 páginas 
  4. «Actos do chefe do governo provisório» 11212 ed. Rio de Janeiro: Correio da Manhã. 5 de julho de 1931. p. 4 
  5. a b c Carvalho e Silva, Herculano (1932). A Revolução Constitucionalista. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. pp. 300 a 356. 
  6. a b c Figueiredo, Euclides de Oliveira (1954). Contribuição para História da Revolução Constitucionalista. São Paulo: Martins. pp. 23 a 359 
  7. «O fallecimento do coronel Palimercio de Rezende» Edição 25507 ed. São Paulo: Correio Paulistano. 3 de maio de 1939. p. 1 
  8. a b Figueiredo, Guilherme (1977). «Depoimento» (PDF). FGV CPDOC. p. 40 e 41. Consultado em 4 de janeiro de 2018 
  9. «EMEF Cel Palimércio de Rezende». Portal Escol. Consultado em 7 de abril de 2017 
  10. «Rua Coronel Palimércio de Rezende, Butantã - São Paulo SP - CEP 05505-010». www.consultarcep.com.br. Consultado em 8 de abril de 2017 

Ligações externasEditar