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Partido Revolucionário Institucional

Partido Revolucionário Institucional
Partido Revolucionario Institucional
Presidente Enrique Ochoa Reza
Secretário Claudia Ruiz Massieu Salinas
Fundação 1929 (PNR)
1938 (PRM)
1946 (PRI)
Sede Cuauhtémoc, Cidade do México
Ideologia Nacionalismo mexicano

Corporativismo
A partir de 1982:
Tecnocracia
Neoliberalismo
Histórico (até 1946):
Socialismo democrático
Social-democracia
Secularismo Anticlericalismo

Espectro político A partir de 1946:
Centro[1][2][3]
Centro-direita
Terceira posição
Histórico (até 1946)
Centro-esquerda
Publicação La República
Ala jovem Réd Jóvenes x México
Afiliação internacional Internacional Socialista
COPPPAL
Câmara de Deputados
47 / 500
Senado
14 / 128
Estados
12 / 32
Cores Branco, Verde e Vermelho
Página oficial
http://www.pri.org.mx/ Site oficial

O Partido Revolucionário Institucional (PRI) é um dos principais partidos políticos do México que teve o poder hegemônico sobre este país entre 1929 até 2000. Todos os presidentes do México foram deste partido, até que foi derrotado nas eleições do ano de 2000 pelo candidato do Partido da Ação Nacional, Vicente Fox Quesada.

Atualmente a presidente nacional do partido é César Camacho Quiroz e a Secretaria Geral é ocupada por Ivonne Ortega Pacheco, ambos eleitos em 2012. O PRI é membro da Internacional Socialista,[4] porém, sua ideologia em nada se assemelha à social-democracia, já que, a partir da década de 80, o partido enquanto governo adoptou medidas, como privatizações, liberalização do comércio e corte nos gastos públicos, medidas estas, que muito se assemelham com as de seu principal opositor o Partido da Ação Nacional, abandonando uma linha desenvolvimentista que sempre caracterizou o partido.[5] Além do mais, ainda que conte com sindicalistas nos quadros do partido, estes não adotam uma linha combativa ao neoliberalismo, sendo apenas um instrumento dessa organização na busca de influência sobre os trabalhadores. Desde 1989, o PRI governava 32 entidades federativas, número que hoje foi reduzido a 15.

A oposição ao partido, como académicos e historiadores sustentam que durante o período de governo do PRI, as eleições eram nada mais que uma simulação de uma aparente democracia.[6][7] Também lembram que fraudes eleitorais, incluindo repressão e violência contra os eleitores, eram recursos utilizados pelo PRI quando o sistema político não funcionava como o partido pretendia. Em 1990, o escritor peruano Mario Vargas Llosa alcunhou o governo mexicano, sob o PRI, de uma "ditadura perfeita".[8]

O PRI conservou a maioria relativa no Congresso na eleições de 2 de julho de 2006, colocando-se como a terceira maior força política do México, sendo que até o ano 2000, conservara-se como a maior.

O partido voltou ao poder em 2012, com a eleição de Enrique Peña Nieto.

Índice

HistóriaEditar

Em 4 de março de 1929 o ex-presidente Plutarco Elías Calles criou o Partido Nacional Revolucionário (PNR) com a finalidade de estabelecer no país e normalizar o acesso ao poder dos principais veteranos da Revolução Mexicana. Nove anos depois, em 1938, o também presidente Lázaro Cárdenas del Río, apoiado pelas principais centrais de operários e camponesas do país, muda o nome da instituição para Partido da Revolução Mexicana (PRM). Finalmente, no ano de 1946, com o fim de enfatizar o início de uma nova época na qual o governo do México não seria mais liderado pelos principais revolucionários e sim pelas instituições sociais que surgiram a partir da guerra civil, o partido adaptou o nome com o qual se conhece até a atualidade: Partido Revolucionário Institucional (PRI).

Presidentes do PRIEditar

Presidentes do México eleitos pelo PRIEditar

Candidatos à Presidência do MéxicoEditar

Resultados eleitoraisEditar

Eleições presidenciaisEditar

Data Candidato

apoiado

CI. Votos %
1929 Pascual Ortiz Rubio 1.º 1 947 848
93,6 / 100,0
1934 Lázaro Cárdenas del Río 1.º 2 225 000
98,2 / 100,0
1940 Manuel Ávila Camacho 1.º 2 476 641
93,9 / 100,0
1946 Miguel Alemán Valdés 1.º 1 786 901
77,9 / 100,0
1952 Adolfo Ruiz Cortines 1.º 2 713 419
74,3 / 100,0
1958 Adolfo López Mateos 1.º 6 767 754
90,4 / 100,0
1964 Gustavo Díaz Ordaz 1.º 8 368 446
88,8 / 100,0
1970 Luis Echeverría 1.º 11 970 893
86,0 / 100,0
1976 José López Portillo 1.º 16 727 993
100,0 / 100,0
1982 Miguel de la Madrid 1.º 16 748 006
74,3 / 100,0
1988 Carlos Salinas de Gortari 1.º 9 687 926
50,7 / 100,0
1994 Ernesto Zedillo 1.º 17 181 651
48,7 / 100,0
2000 Francisco Labastida Ochoa 2.º 13 579 718
36,1 / 100,0
2006 Roberto Madrazo 3.º 9 301 441
22,3 / 100,0
2012 Enrique Peña Nieto 1.º 19 158 592
39,2 / 100,0
2018 José Antonio Meade 3.º 9289 378
16,4 / 100,0

Eleições legislativasEditar

Câmara dos DeputadosEditar

Data M. Uninominal M. Proporcional Deputados +/-
CI. Votos % +/- CI. Votos % +/-
1940 1.º N/D N/D
172 / 173
1943 1.º 376 000
92,1 / 100,0
147 / 147
 25
1946 1.º 1 687 284
73,5 / 100,0
 18,6
141 / 147
 6
1949 1.º 2 031 783
93,9 / 100,0
 20,4
142 / 149
 1
1952 1.º 2 713 419
74,3 / 100,0
 19,6
151 / 161
 9
1955 1.º 5 562 761
89,9 / 100,0
 15,6
153 / 162
 2
1958 1.º 6 467 493
88,2 / 100,0
 1,7
153 / 162
 
1961 1.º 6 178 434
90,3 / 100,0
 2,1
172 / 178
 19
1964 1.º 7 807 912
86,3 / 100,0
 4,0
175 / 210
 3
1967 1.º 8 342 114
83,9 / 100,0
 2,4
177 / 212
 2
1970 1.º 11 125 770
83,3 / 100,0
 0,6
178 / 213
 1
1973 1.º 10 458 618
77,4 / 100,0
 5,9
189 / 231
 11
1976 1.º 12 868 104
85,0 / 100,0
 7,6
195 / 237
 6
1979 1.º 8 714 151
74,1 / 100,0
 10,9 1.º 9 418 178
72,8 / 100,0
296 / 400
 101
1982 1.º 14 501 988
69,4 / 100,0
 4,7 1.º 14 289 793
65,7 / 100,0
 7,3
299 / 400
 3
1985 1.º 11 588 230
68,0 / 100,0
 1,4 1.º 10 981 938
63,3 / 100,0
 2,4
292 / 400
 7
1988 1.º 9 263 810
50,8 / 100,0
 17,2 1.º 9 276 934
49,3 / 100,0
 14,0
260 / 500
 32
1991 1.º 14 051 349
61,4 / 100,0
 10,6 1.º 14 145 234
61,4 / 100,0
 12,1
320 / 500
 60
1994 1.º 16 851 082
50,2 / 100,0
 11,2 1.º 17 236 836
50,3 / 100,0
 11,1
300 / 500
 20
1997 1.º 11 305 957
39,1 / 100,0
 11,1 1.º 11 438 719
39,1 / 100,0
 11,2
239 / 500
 61
2000 2.º 13 720 453
36,9 / 100,0
 2,2 2.º 13 800 306
36,9 / 100,0
 2,2
207 / 500
 32
2003 2.º 6 166 358
23,9 / 100,0
 13,0 2.º 6 196 171
24,0 / 100,0
 12,9
224 / 500
 17
2006 3.º 11 647 697
28,2 / 100,0
 4,3 3.º 11 704 639
28,2 / 100,0
 4,2
106 / 500
 118
2009 1.º 12 765 938
36,9 / 100,0
 8,1 1.º 12 809 365
36,9 / 100,0
 8,1
241 / 500
 135
2012 1.º 15 166 531
31,1 / 100,0
 5,8 1.º 15 513 478
31,9 / 100,0
 5,0
212 / 500
 29
2015 1.º 11 604 665
34,2 / 100,0
 3,1 1.º 11 638 556
29,2 / 100,0
 2,7
203 / 500
 9

SenadoEditar

Data M. Uninominal M. Proporcional Senadores +/-
CI. Votos % +/- CI. Votos % +/-
1964 1.º 7 837 364
87,8 / 100,0
64 / 64
1970 1.º 11 154 003
84,4 / 100,0
 3.4
64 / 64
 
1976 1.º 13 406 825
87,5 / 100,0
 3,1
64 / 64
 
1982 1.º 14 574 114
65,0 / 100,0
 22,5
64 / 64
 
1988 1.º 9 263 810
50,8 / 100,0
 14,2
60 / 64
 4
1991 1.º 14 256 447
61,5 / 100,0
 10,7
61 / 64
 1
1994 1.º 17 195 536
50,2 / 100,0
 11,3
95 / 128
 34
1997 1.º 11 266 155
38,5 / 100,0
 11,7
77 / 128
 18
2000 1.º 13 699 799
36,7 / 100,0
 1,8 1.º 13 755 787
36,7 / 100,0
51 / 128
 26
2006 2.º 11 629 727
28,0 / 100,0
 8,7 2.º 11 689 110
28,0 / 100,0
 8,7
35 / 128
 16
2012 1.º 17 119 854
37,3 / 100,0
 9,3 1.º 15 679 729
33,1 / 100,0
 5,1
57 / 128
 22

Ver tambémEditar

Referências

  1. Bruhn, Kathleen (2008), Urban Protest in Mexico and Brazil, Cambridge University Press, p. 18 
  2. Storrs, K. Larry (2005), «Mexico-U.S. Relations», Stanford University Press, Mexico: Migration, U.S. Economic Issues and Counter Narcotic Efforts, p. 56 
  3. Samuels, David J.; Shugart, Matthew S. (2010), Presidents, Parties, and Prime Ministers: How the Separation of Powers Affects Party Organization and Behavior, Cambridge University Press, p. 141 
  4. «Socialist International - Progressive Politics For A Fairer World». www.socialistinternational.org. Consultado em 15 de fevereiro de 2018 
  5. «Meade, the king of the Mexican sandwich». El Universal (em espanhol). 11 de janeiro de 2018 
  6. Russell, James W. (2009). Class and Race Formation in North America (em inglês). [S.l.]: University of Toronto Press. ISBN 9780802096784 
  7. MacLeod, Dag (1 de novembro de 2010). Downsizing the State: Privatization and the Limits of Neoliberal Reform in Mexico (em inglês). [S.l.]: Penn State Press. ISBN 0271046694 
  8. País, Ediciones El (1 de setembro de 1990). «Vargas Llosa: "México es la dictadura perfecta"». Madrid. El País (em espanhol). ISSN 1134-6582