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Como ler uma infocaixa de taxonomiaPeiote
Lophophora williamsii pm.jpg
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Caryophyllales
Família: Cactaceae
Género: Lophophora
Espécie: L. williamsii
Nome binomial
Lophophora williamsii
(Lem. ex Salm-Dyck) J.M.Coult., 1894

Lophophora williamsii, conhecido popularmente como peiote, peyotl e mescal, é um pequeno cacto cuja região nativa estende-se do sudoeste dos Estados Unidos (incluindo os estados do Texas e Novo México) até o centro do México. Tem sido usado por séculos pelos efeitos psicodélicos experimentados quando ingerido.[1]

Índice

EtimologiaEditar

"Mescal" procede do náuatle mexcalli.[2]

PlantaEditar

O cacto floresce esporadicamente, produzindo uma pequena fruta cor-de-rosa, similar na aparência a uma pimenta, que pode ser detectável e testada quando comida. As sementes são pequenas e pretas, requerendo um habitat quente e úmido para germinar, uma das razões para essa planta estar tornando-se rara em seu habitat natural. A quantidade está se reduzindo devido à colheita para finalidades comerciais. O peiote contém um espectro grande dos alcaloides da fenetilamina, dos quais o principal é a mescalina. Todas as espécies de Lophophora têm um cultivo extremamente lento, podendo levar frequentemente até trinta anos para chegar à idade de florescimento na natureza (aproximadamente com o tamanho de uma bola de golfe, não incluindo a raiz). Os espécimes cultivados crescem consideravelmente mais rápido, geralmente levando de seis a dez anos para evoluir da semente ate a fase adulta, seguida do florescimento. Devido a esse crescimento lento e à frequente colheita por coletores, o peiote é considerado uma espécie em extinção na natureza.

 
Lophophora williamsii var. jordianum

A parte superior do cacto (que fica em cima da terra), também chamada de coroa, consiste em botões que podem ser cortados das raízes e secados. Quando cortados corretamente, novos brotos crescerão eventualmente. Quando utilizada uma técnica errada na colheita, a raiz é danificada e a planta morre. Esses botões, geralmente, são fervidos na água para produzir um chá psicoativo. A infusão resulta para o usuário, na maioria dos casos, em experiências com gosto extremamente amargo e algum grau de náusea antes do início dos efeitos psicodélicos. Isso é considerado completamente normal, de acordo com usuários e historiadores experientes.

Efeitos medicinaisEditar

A dose eficaz para a mescalina é de 300 a 500 miligramas (equivalente a aproximadamente 5 gramas do peiote seco) e os efeitos duram aproximadamente de 10 a 12 horas. Quando combinado com o lugar e o ambiente apropriados, o peiote é levado a um estado de introspecção profundo, descrito como sendo de uma natureza espiritual. Às vezes, esses podem ser acompanhados por ricos efeitos visuais ou auditivos (tipo sinestesia). A menos que a experiência aconteça em um contexto cerimonial conduzido por um "peyotero" com muita experiência, similar a um xamã, recomenda-se, para a segurança, que o usuário esteja acompanhado em todas as vezes por alguém que não tenha utilizado a mesma dose. Essa pessoa é consultada como se fosse um "guia" de viagem. Apesar estar sendo estudado por médicos e psicólogos desde finais do século XIX, a exemplo de Havelock Ellis (1859 - 1939), experiências psicoterapêuticas utilizando seus alcaloides ou rituais ainda estão em fase experimental.

Usos históricosEditar

Desde os tempos mais antigos, o peiote foi usado por povos ameríndios, tais como os huichol do norte do México e os Navajos no Sudoeste dos Estados Unidos, como uma parte dos rituais religiosos tradicionais. No século XIX, a tradição começou a se espalhar como forma de reviver a espiritualidade nativa, passando a ser utilizada para combater o alcoolismo e outros males sociais. A Igreja Americana Nativa é uma entre diversas organizações religiosas que usam o peiote como parte de sua prática religiosa.

O uso da mescalina popularizou-se nos anos 1970 entre leitores dos trabalhos posteriores do escritor Carlos Castañeda. Don Juan Matus, o pseudônimo para o instrutor de Castañeda no uso do peiote, usou o nome "Mescalito" para se referir a uma entidade que pode ser detectada por aqueles que usam o peiote como forma de introspecção e compreensão da vida. Certos trabalhos iniciais de Castañeda haviam afirmado que o uso de tais substâncias psicotrópicas não era necessário para conseguir a introspecção. No entanto, os escritos de Castañeda foram desacreditados pela maior parte das pesquisas antropológicas sérias, e são considerados geralmente como ficção alegórica.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 123.
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 123.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Peiote

BibliografiaEditar

  • Ellis, Havelock. Mescal: a new artificial paradise The Contemporary Review, January 1898 Dez. 2011
  • Lanternari, Vittorio. As religiões dos oprimidos. SP, Perspectiva, 1974
  • Gottlieb, Adam; Todd, Larry. Peyote and Other Psychoactive Cacti. Berkeley, CA, Ronin Publlishing, INC, 1997 Google Books Dez. 2011
  • Stewart, Omer C. Peyote religion: a history. USA, University Oklahoma Press, 1987. Google Books Dez. 2011