Psicoterapia psicodélica

Psicoterapia psicodélica ou psicoterapia assistida por psicodélicos, é um método de tratamento cujo objetivo terapêutico é obtido com a utilização de um grupo específico de substâncias psicoativas para apoiar a terapia. [2] Tais substancias são classificadas farmacologicamente como psicodislépticos [3] e abrangem um grupo de substancias (em sua maioria) com ação serotoninérgica, tais como: LSD, psilocibina e DMT. [4] Tal modalidade terapêutica refere-se, portanto à prática de psicoterapia envolvendo o uso de substâncias psicoativas específicas conhecidas como "psicodélicas". [5]

Molécula da serotonina, principal sítio de ação das drogas psicodélicas [1]

O uso do termo "psicodélico", proposto por Humphrey Osmond em 1957 enfatiza a oportunidade que essas substâncias proporcionam para a exploração da psique, revelando suas propriedades, ou características, o que é fundamental para a maioria dos métodos de psicoterapia, em detrimento de outros termos como "alucinógenos" ou psicotomiméticos. [6] [7]

A utilização de tais substâncias é secular e por serem também utilizadas em experiências visionárias culturalmente sancionadas em contextos rituais ou religiosos receberam o nome de enteógenos [8] Sua investigação no âmbito científico e terapêutico praticamente se iniciou na década de 1950 com a comercialização da dietilamida do ácido lisérgico, tendo sido interrompida por sua proibição em metades dos anos 1960 e sendo retomada nos finais dos anos 1980 com a redescoberta do uso da ayahuasca ou yajé.[9]

Uma revisão dos artigos e livros sobre esse tema enfrentará a tarefa de classificar alguns milhares de artigos, capítulos de livros e livros já escritos do início do século XX até hoje.[10] Segundo Fontana (1969), [5] deverá se proceder a uma revisão de pelo menos duas centenas de artigos tomados como referência de publicações científicas e proselitistas. Essas substâncias devem ser consideradas como auxiliares da psicoterapia no sentido de aumentar o insight e favorecer a conexão e não como um uso per se, que poderia remover ansiedades latentes que deveriam ser elaboradas no processo psicoterápico. Assinala-se a indicação para a maioria dos pacientes neuróticos e chama-se a atenção ao risco de surto psicótico em pacientes susceptíveis. [11] [12]

HistóriaEditar

Psicoterapia psicodélica, no mais amplo senso, confunde-se com o estudo e utilização de técnicas de meditação, êxtase religioso e xamanismo pela psicologia, que são provavelmente tão antigos quanto o conhecimento humano sobre plantas psicoativas. Embora predominantemente vistos como espirituais por natureza, elementos de técnicas psicoterapêuticas podem ser reconhecidos nos rituais enteogénicos que integram as práticas "médicas" de muitas culturas. [13] [14] Notavelmente, algumas regiões da América Central (ocupadas por integrantes das culturas Maia e Asteca) e América do Sul (descendentes Incas e integrantes de algumas etnias da Amazônia e Região Nordeste do Brasil) reúnem a maioria das substâncias conhecidas como psicodislépticas ou psicodélicas. [15] [16]

Alguns estudos precursores poderiam ser citadosː entre estes, o estudo sistemático do Peiote o cacto Anhalonium lewinii em 1886 utilizado pelos índios do México e Sudoeste dos Estados Unidos (atualmente integrantes da Native American Church) pelos farmacologiastas Arthur Heffter e Ludwig Lewin que dele isoloram a Mescalina a partir do que se iniciaram estudos realizados por psicólogos famosos como Havelock Ellis [17], Jaensch e Weir Mitchell (Huxley, 1953/ 1965 [18]) e os estudos e experiência de Richard Spruce (1817-1893) e Alfred Russel Wallace (1823-1913) com a Ayahuasca na Amazônia na segunda metade do séc. XIX.

O uso de agentes psicodélicos na psicoterapia ocidental se iniciou na década de 1950, depois da proposição de uso do LSD por pesquisadores, feita por seu fabricante, Sandoz Laboratories. Pesquisas extensivas quanto ao uso experimental, quimioterapêutico e psicoterapêutico do LSD e substancias semelhantes classificadas como psicodélicas foram realizadas em todo o mundo por 15 anos após sua descoberta. Muitos estudos constataram que o uso das drogas psicodélicas facilitaram em muito os processos psicoterapêuticos, e provaram particular utilidade para pacientes com problemas que de outra forma seriam de difícil tratamento, incluindo sobretudo alcoólicos, dependentes de drogas, pacientes terminais, além de autistas,[19] alguns tipos de enxaqueca (cefaleia em salvas) com esperanças de capacidade nas grandes patologias mentais tipo esquizofrenia, delinquência, ampliando a capacidade de reestruturação da personalidade de modo comparável à "lavagem cerebral" e conversão religiosa. [20] [21]

Outra forma de traçar a história dessa prática é associar sua origem ao desenvolvimento da "narcoanálise" ou utilização do soro da verdade na prática jurídica. Atribui-se a origem da narcoanálise à descoberta de Arthur S. Lovenharth, 1916, e colaboradores na Universidade de Wisconsin, experimentando estimulantes respiratórios em pacientes esquizofrênicos catatônicos reafirmadas em estudos independentes de Erich Lindemann e Lawrence Z. Freedmann que mostravam a seletividade da ação psicotrópica e o "relaxamento verbal" dos estado de "sono crepuscular" induzido [22] Quanto a utilização jurídica atribui-se a utilização da escopolamina ao médico Robert House em voluntários na cadeia do condado de Dallas, Texas em 1922 (Freedman o.c.) e a Stephen Horsley, nos anos 1930, que inclusive propôs o termo narcoanálise para designar a ação de todos os produtos farmacêuticos incluídos no grupo dos narcóticos (amitalsódio, pentotalsódio, escopolamina etc.) com o objetivo de vencer a resistência dos indivíduos, levando-os a revelar a verdade. [23]

Entre os marcos históricos da sua utilização, estão as contribuições de:

Arthur Heffter (1859-1925) identificou, em 1897 a mescalina como o princípio ativo no cacto peiote caracterizando suas propriedades farmacológicas usando experimentos com animais e autoexperiências, ele mostrou que a mescalina era o alcalóide responsável pelas profundas propriedades psicoativas do peiote. [24]
Lauretta Bender (1897-1987), uma neuropsiquiatra pediátrica, consultora do Child Psychiatry, New York State Department of Mental Hygiene, Creedmoor State Hospital, Queens Village que pesquisou sobre a utilização do LSD-25 para tratamento esquizofrenia e autismo infantil em 1959 [25] [26]
Humphry Osmond (1917 - 2004), conhecido por sua relação de amizade com Aldous Huxley (1894 — 1963), e proposição do termo psicodélico em 1957, talvez relacionando a utilização do LSD como soro da verdade, mas ampliando suas pesquisas para tratamento da esquizofrenia. Teve experiência com a "Native American Churh" e foi o diretor do Bureau of Research in Neurology and Psychiatry at the New Jersey Psychiatric Institute in Princeton e professor de psicologia na Universidade de Alabama e Birmingham. [27] [28]
Timothy Leary (1920 - 1996), que trabalhou com os psicanalistas Harry Stack Sullivan (1892 - 1949), e Karen Horney (1885 - 1952) publicando nesse linha o livro "The Interpersonal Diagnosis of Personality", 1957 (O diagnóstico interpessoal da personalidade) e principalmente no Harvard Psilocybin Project juntamente com Richard Alpert (Ram Dass (1931-2019) e o psicólogo Ralph Metzner (1936-2019) antes de voltar do México e fundar a League for Spiritual Discovery e ser expulso de Harvad por insistir no uso do, então proibido (6 de outubro de 1966) LSD.
Stanislav Grof (1931) é um psiquiatra checo, um dos principais desenvolvedores da psicologia transpessoal, que vive nos Estados Unidos desde a década de 60 e desenvolveu pesquisas sobre os estados alterados de consciência (EAC), através de experiências com o ácido lisérgico, LSD, e respiração holotrópica como meio de atingir esses estados e terapia.

Em meados da década de 1960, em resposta a interesses ainda não esclarecidos associados ao fracasso do uso militar do LSD e/ou em relação a proliferação do uso desautorizado das drogas psicodélicas pelo público em geral (especialmente a contracultura), vários passos foram dados para cortar seu uso. Cedendo à pressão do governo, em 1965 a Sandoz suspendeu a produção de LSD e, em muitos países, este foi banido, ou disponibilizado tão limitadamente que tornou difícil a sua pesquisa. Em 1980, a pesquisa autorizada em aplicações psicoterapêuticas de drogas psicodélicas tinha sido essencialmente descontinuada ao redor do mundo. [29] [30] [31]

Possibilidades terapêuticasEditar

Uma das intrigantes formas de uso de vegetais que contêm substâncias alucinógenas é o caso da Ipomoea purpurea ou I. violácea, conhecida como Glória da Manhã (Morning Glory), que, para alguns autores, corresponde ao ololiuhqui, que contém substâncias semelhantes ao ácido lisérgico e que faz parte do sistema etnomédico náuatle dos astecas/toltecas. Com essa planta, se prepara uma essência floral diluída centenas ou milhares de vezes, assim como os medicamentos homeopáticos. Observe-se que o seu elemento ativo básico é o LSA – Amida do Ácido Lisérgico (Lysergic Acid Amides) e não a Dietilamida do Ácido Lisérgico (lysergic acid diethylamide) ou LSD. Ignora-se, entretanto, a possibilidade de ocorrer, espontaneamente, uma biotransformação e/ou os efeitos psicotrópicos específicos da Ergina (LSA) atuando em subtipos de receptores de serotonina ou dopamina. [15] [32]

Como essência floral, a Ipomeia é comercializada em vários sistemas, como no Sistema Floral de Minas, com o nome de Ipomea, no Sistema Floral do Nordeste com o nome de Água Azul e no Sistema Florais da Califórnia com o nome de Morning Glory. A sua indicação é a recuperação dos usuários de drogas e de todos aqueles que possuem estilos de vida desregrados.[33], [34]

As diferenças entre as distintas substâncias enteógenas ou mesmo sua presença em doses homeopáticas e/ou microdoses [35] [36] [37] [38] (independente dos questionamentos da sua presença material (dose infinitesimal) ou efeito placebo) reforçam a ideia que o efeito da substância e sua função terapêutica têm que ser compreendidos na perspectiva de um conjunto de expectativas e vivências (seting) simbólicas que o terapeuta precisa estar preparado para conduzir, pois não é apenas administrar a indicação e o risco de ingestão de um medicamento. [39] [40] [41]

O renovado interesse científico na medicina psicodélica está gerando novos conhecimentos tanto sobre uma classe de substâncias farmacológicas que os humanos há muito usavam para fins cerimoniais, terapêuticos e culturais como em ambientes de pesquisa clínica em todo o mundo, novas investigações estão ocorrendo sobre o uso dessas substancias para o tratamento de doenças como dependência de drogas, transtornos alimentares, depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). [42] [2] [43]

Perspectivas teóricasEditar

Apesar de não legalmente instituída pelos órgãos de regulação e controle profissional do Brasil, no plano teórico já existem, como referido, pesquisas de resultados terapêuticos de seu emprego na medicina tradicional e/ou quanto a segurança de ser inofensivo à saúde seu consumo dentro das práticas tradicionais. Contudo no plano teórico ainda não se formou um consenso quanto à forma do método terapêutico ou linha teórica de atuação e sobre as diferenças das substancias classificadas como psicodislépticas. Sem dúvida esse conflito também reflete a própria dificuldade de conceituação e intervenção das teorias e técnicas psicoterápicas. [44] [45] Entraves burocráticos e jurídicos também tem sido apontados para ainda não existir protocolos de pesquisa e aplicações terapêuticas já definidas. [46] [47]

Reboreda e Fernández (o.c.) [9] assinalam a importância das escolas de psicologia profunda e psicologia transpessoal neste contexto de interpretação das experiências vivenciadas, aonde não se pode negar as contribuições e tentativas de explicação neurofisiológica estado ou efeito psicodélico. [48]

Para Grof,[49] existem dois métodos básicos de utilização do LSD com fins terapêuticos: (1) Psicoterapia "potencializada" com LSD e (2) uso do LSD como elemento principal do processo terapêutico. Diversos protocolos de pesquisa, porém, vêm sendo desenvolvidos a partir das patologias com potencial terapêutico de reversão por sua utilização, a exemplo Psicoterapia com LSD (LSD – assisted psychotherapy) em pessoas sofrendo de ansiedade associado à estágio avançados de doenças terminais tal como o Psilocybin Cancer project do Departamento de Psiquiatria e Ciências do Comportamento da Johns Hopkins School of Medicine, ou proposições de intervenção que vem sendo desenvolvidas em centros para tratamento e recuperação de drogadição a exemplo do Takiwasi Centre.

Já existem institutos que acompanham apoiam e desenvolvem pesquisas como o MAPS que é uma associação multidisciplinar para o estudo de substâncias psicodélicas e utilização medicinal da Cannabis sativa que tem como objeto de pesquisa o stress pós - traumático, drogadição; Sociedades médicas como a SÄPT - Sociedade suíça de médicos para terapia psicodélica criada por Peter Baumann e no Brasil o NEIP - Núcleo de Estudos Interdisciplinares Sobre Psicoativos, entre outras associações.

Considerando, então, esse conjunto de pesquisas das áreas médicas e sociais, o que se pode antever como proposição psicoterápica é a combinação das técnicas que possuem evidências clínicas no tratamento nos transtornos mentais já referidos a exemplo do emprego da psicologia analítica jungiana com pacientes terminais, as proposições da psicologia transpessoal principalmente porque inclui pesquisadores de substâncias psicodélicas como Stanislav Grof [50] ou associadas a outras formas de intervenção como o treinamento autógeno[51] terapia cognitivo-comportamental no controle da drogadição e outros agravos, naturalmente além das intervenções que já se realizam a partir da psicofarmacologia e terapias com essências florais como no caso da Ipomoea purpurea [52] [53].

Em recente publicação, pesquisadores dos departamentos de psiquiatria e neurociências da Johns Hopkins e da Divisão de Psiquiatria Infantil e Adolescente no Harbor-Ucla Medical Center chegaram a conclusão que em horas, substâncias psicoativas são capazes de induzir realinhamentos psicológicos profundos que exigiriam décadas para serem alcançados no divã (Griffiths; Grob, 2011)[54] Entre outras fontes, fundamentaram-se em resultados de pesquisas realizadas na Universidade Johns Hopkins usando questionários originalmente desenvolvidos para avaliar experiências místicas que ocorriam sem drogas. Analisando, também, os estados psicológicos gerais dos participantes entre dois e 14 meses após a sessão com psilocibina. Os dados mostraram que os participantes experimentaram um aumento na autoconfiança, maior sensação de contentamento interior, melhor capacidade de tolerar frustrações, diminuição do nervosismo e aumento no bem-estar geral.

 
Secção de terapia com psilocibina na Universidade Johns Hopkins

Psicoterapia assistida por psilocibina para o tratamento da depressão está sendo pesquisada.[55][56][57][58]

Além das instituições de pesquisa, não se podem ignorar, também, as contribuições dos principais centros urbanos brasileiros de utilização da hoasca: o Santo Daime, a União do Vegetal e nos EUA a Igreja Nativa Americana (Native American Church), que, em função de sua legitimação social e convívio com pesquisadores, vêm produzindo uma nova interface entre a ciência terapêutica e a religião. [59] [60]

Formação de terapeutasEditar

A formação de terapeutas com tal especialização no momento no Brasil, nos Estados Unidos da América do Norte, em alguns países da América do Sul e em muitos países ainda é apenas uma possibilidade teórica, e/ou realizada em caráter experimental, pois a utilização de tais substâncias apenas é permitida no contexto de uso tradicional, delimitada por teorias, ainda díspares entre si, advindas da psiquiatria, psicologia das religiões, antropologia da saúde e antropologia da religião, sendo controlada no Brasil pelo CONAD - Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas e nos Estados Unidos pelo FDA - Food and Drug Administration e o DEA - Drug Enforcement Administration. Contudo existem já alguns protocolos de tratamento sendo revistos e em desenvolvimento. [61] [62] [63] Segundo Pollan, o Instituto de Estudos Integrais da Califórnia, fundado em 1968, especializado em psicologia transpessoal, onde Stanislav Grof deu aulas na instituição por muitos anos, foi o primeiro a oferecer um programa certificado de terapia psicodélica, nos EUA,em 2016. [64]

Para Schenberg [2] atualmente vivemos uma crise paradigmática onde transtornos mentais estão aumentando enquanto o desenvolvimento de novos medicamentos psiquiátricos está em declínio, e essa estagnação da inovação, também tem sido associada a intensos debates sobre os diagnósticos e explicações atuais para os transtornos mentais na psicologia e psiquiatria. Para ele a psicoterapia assistida por psicodélicos (PAP), ou seja, o uso supervisionado profissionalmente de cetamina, MDMA, psilocibina, LSD e ibogaína são os novos programas elaborados de psicoterapia envolvendo profissionais da medicina, psicologia e psiquiatria.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Aghajanian GK, Marek GJ. Serotonin and hallucinogens. Neuropsychopharmacology. 1999 Aug;21(2 Suppl):16S-23S. doi: 10.1016/S0893-133X(98)00135-3. PMID: 10432484.
  2. a b c SCHENBERG, Eduardo E. Psychedelic-Assisted Psychotherapy: A Paradigm Shift in Psychiatric Research and Development. Front Pharmacol. 2018;9:733. Published 2018 Jul 5. doi:10.3389/fphar.2018.00733
  3. Delay J , Deniker P . Caractéristiques psycho-physiologiques des médicaments neuroleptiques. Psychotropic drugs . Amsterdam: Elsevier ; 1957, p. 485 - 501
  4. Aghajanian GK, Marek GJ. Serotonin and hallucinogens. Neuropsychopharmacology. 1999 Aug;21(2 Suppl):16S-23S. doi: 10.1016/S0893-133X(98)00135-3. PMID: 10432484.
  5. a b Fontana, Alberto E. et all. Psicoterapia com LSD e outros alucinógenos. SP, Mestre Jou 1969
  6. Nichols DE. Psychedelics [published correction appears in Pharmacol Rev. 2016 Apr;68(2):356]. Pharmacol Rev. 2016;68(2):264-355. doi:10.1124/pr.115.011478
  7. Bradley, P. B. (1989). Psychotomimetic drugs and drugs of abuse. Introduction to Neuropharmacology, 293–309. doi:10.1016/b978-0-7236-1271-1.50023-7
  8. Ruck, C. A. P. (2019). Entheogens in Ancient Times. Toxicology in Antiquity, 343–352. doi:10.1016/b978-0-12-815339-0.00024-x
  9. a b REBOREDA, María Vidal-Ribas; FERNÁNDEZ, Mª Isabel Rodríguez. Uso de enteógenos en psicoterapia. 11º Congreso Virtual de Psiquiatría. Interpsiquis 2010. www.interpsiquis.com - Febrero-Marzo 2010 Psiquiatria.com URL: http://hdl.handle.net/10401/1176 PDF Aces. out. 2015
  10. PASSIE, TORSTEN. Psycholytic and Psychedelic Therapy Research 1931-1995: A Complete international Bibliography Cottonwood Research Foundation Digital Library Arquivado em 3 de março de 2016, no Wayback Machine. Jul.2011
  11. Ryan, W. (1968). Psychoanalysis Observed. Geoffrey Gorer, Anthony Storr, John Wren-Lewis, and Peter Lomas. Edited with an introduction by Charles Rycroft. Coward-McCann, New York, 1967. Science, 159(3816), 723–724. doi:10.1126/science.159.3816.723
  12. Clausen, J. A. (1968). LSD, Man and Society. A Symposium, Middletown, Conn., March 1967. Richard C. DeBold and Russell C. Leaf, Eds. Wesleyan University Press, Middletown, Conn., 1967. xii + 219 pp., illus. $5. Science, 159(3816), 724–725. doi:10.1126/science.159.3816.724
  13. Krippner, StanleyOs primeiros curadores da humanidade: abordagens psicológicas e psiquiátricas sobre os xamãs e o xamanismo. Archives of Clinical Psychiatry (São Paulo) [online]. 2007, v. 34, suppl 1 [Acessado 24 Junho 2021] , pp. 17-24. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0101-60832007000700004>. Epub 16 Out 2007. ISSN 1806-938X.
  14. LEVI-STRAUSS, Claude. A eficácia simbólica (1949) in: Antropologia estrutural. SP Cosac Naify, 2008
  15. a b Carod-Artal, F. J. (2015). Hallucinogenic drugs in pre-Columbian Mesoamerican cultures. Neurología (English Edition), 30(1), 42–49. doi:10.1016/j.nrleng.2011.07.010
  16. Schultes, Richard Evans; Hofmann, Albert; Ratsch, Christian. Plantas de los dioses: Origenes del uso de los alucinogenos. México:FCE Fondo de Cultura Economica, 2000
  17. ELLIS, Havelock. Mescal: a new artificial paradise. The Contemporary Review, January 1898 Mescaline.com Acesso, maio 2015
  18. HUXLEY, ALDOUS. As portas da Percepção e O céu e o Inferno. RJ, Civilização Brasileira, 1965
  19. FISHER, GARY. Treatment of Childhood Schizophrenia Utilizing LSD and Psilocybin In: Newsletter of the Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies MAPS - Volume 7 Number 3 Summer 1997 - pp. 18-25 The Albert Hofmann Foundation jUL. 2011
  20. CASHMAN, JOHN. LSD. SP, Perspectiva, 1970
  21. COHEN, SIDNEY. A droga alucinante, história do LSD. Lisboa, Livros do Brasil, ...
  22. FREEDMAN, LAWRENCE ZELIC, Sôros da verdade. Scientific American, 1960 In Psicobiologia, as bases biológicas do comportamento, textos do Scientific American. SP Poligno, 1970
  23. MEDEIROS, Maurício et al. Terapêutica Psiquiátrica: narco-análise. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, Rio de Janeiro, v. 1, no. 5, p.3-78, 1948. apud: PAULA BARROS DIAS. ARTE, LOUCURA E CIÊNCIA NO BRASIL: As Origens do Museu de Imagens do Inconsciente. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História das Ciências da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, RJ, 2003. Em PDF Arquivado em 23 de fevereiro de 2014, no Wayback Machine. Jul. 2011
  24. Heffter Research Institute. About Dr. Arthur Heffter https://www.heffter.org/about-dr-heffter/ Aces. Jun. 2021
  25. BENDER, LAURETTA. Children's Reactions to Psychotomimetic Drugs, Psychotemimetic Drugs, 1970; pp. 263-273)
  26. BENDER L; GOLDSCHMIDT L; SIVA D.V. Treatment of Autistic Schizophrenic Children with LSD-25 and UML-491; Recent Advances in Biological Psychiatry, 4:170-77 (1962)
  27. EROWID CHARACTER VAULTS. Humphry Osmond Erowid Jul. 2011
  28. ORTHOMOLECULAR HISTORY. Humphry Osmond PDF Jul. 2011
  29. WARK, Colin. (2007). A social and cultural history of the federal prohibition of psilocybin. https://www.researchgate.net/publication/277765496_A_social_and_cultural_history_of_the_federal_prohibition_of_psilocybin Research gate.net Aces. Jun. 2021
  30. ORAM, M. (2016). Prohibited or regulated? LSD psychotherapy and the United States Food and Drug Administration. History of Psychiatry, 27(3), 290–306. doi:10.1177/0957154x16648822
  31. HISTORY.COM (Editors). History of LSD. 2017 / update 2018 https://www.history.com/topics/crime/history-of-lsd Aces. Jun. 2021
  32. Paulke A, Kremer C, Wunder C, Achenbach J, Djahanschiri B, Elias A, Schwed JS, Hübner H, Gmeiner P, Proschak E, Toennes SW, Stark H. Argyreia nervosa (Burm. f.): receptor profiling of lysergic acid amide and other potential psychedelic LSD-like compounds by computational and binding assay approaches. J Ethnopharmacol. 2013 Jul 9;148(2):492-7. doi: 10.1016/j.jep.2013.04.044. Epub 2013 May 7. PMID: 23665164.
  33. KAMINSKY, Patricia; KATZ, Richard. Flower Essence Repertory. Nevada. Flower Essence Society.... in: Morning Glory Flower Essence (Ipomoea purpurea) Ananda Apothecary Acesso, out. 2013
  34. HALLOT, Ana Catarina. Ipomeia. Estudo floral, Rio Flor, RJ, Julho de 2009 Assoc dos Terap. Florais do Estado do Rio de Janeiro Arquivado em 20 de julho de 2009, no Wayback Machine. Jun. 2011
  35. ANDERSON, Thomas et al. “Psychedelic microdosing benefits and challenges: an empirical codebook.” Harm reduction journal vol. 16,1 43. 10 Jul. 2019, doi:10.1186/s12954-019-0308-4 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6617883/ Aces. Jun. 2021
  36. POLITO V; STEVENSON RJ. A systematic study of microdosing psychedelics. PLoS One. 2019;14(2):e0211023. Published 2019 Feb 6. doi:10.1371/journal.pone.0211023 https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0211023 Aces. Jun. 2021
  37. CAMERON LP, NAZARIAN A, OLSON DE. Psychedelic Microdosing: Prevalence and Subjective Effects. J Psychoactive Drugs. 2020;52(2):113-122. doi:10.1080/02791072.2020.1718250 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7282936/ Aces. Jun. 2021
  38. ROSE, Sam. Do Microdoses of LSD Change Your Mind? Scientific American April 16 2019, V 320, Issue 4. https://www.scientificamerican.com/article/do-microdoses-of-lsd-change-your-mind/ Aces. Jun. 2021
  39. RIOS, Marlene Dobkin de. Uma teoria transcultural del uso de los alucinógenos de origem vegetal. América Indígena, (291-304) Vol XXXVII nº 2, abril-junio, 1977
  40. Cherry, Kendra; Daniel B. What Is Psychedelic Therapy? Dotdash/ Verywell Mind, May 17, 2021 https://www.verywellmind.com/psychedelic-therapy-how-does-it-work-5079161 Aces. Jun. 2021
  41. SCHNEIDER, Daniela Ribeiro; ANTUNES, Larissa. A função imaginária no uso de substâncias psicoativas: contribuições de Jean-Paul Sartre. Rev. NUFEN, São Paulo , v. 2, n. 1, p. 66-91, jun. 2010 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-25912010000100005&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 24 jun. 2021.
  42. Tupper KW, Wood E, Yensen R, Johnson MW. Psychedelic medicine: a re-emerging therapeutic paradigm. CMAJ. 2015;187(14):1054-1059. doi:10.1503/cmaj.141124
  43. Breeksema JJ, Niemeijer AR, Krediet E, Vermetten E, Schoevers RA. Psychedelic Treatments for Psychiatric Disorders: A Systematic Review and Thematic Synthesis of Patient Experiences in Qualitative Studies. CNS Drugs. 2020;34(9):925-946. doi:10.1007/s40263-020-00748-y
  44. Carhart-Harris, R., Goodwin, G. The Therapeutic Potential of Psychedelic Drugs: Past, Present, and Future. Neuropsychopharmacol 42, 2105–2113 (2017). https://doi.org/10.1038/npp.2017.84
  45. CFP - Conselho Federal de Psicologia. Ano da Psicoterapia – Textos Geradores. DF: Conselho Federal de Psicologia / XIV Plenário (Gestão 2008 - 2010), 2009 (PDF) Aces. out. 2015
  46. Garcia-Romeu A, Kersgaard B, Addy PH. Clinical applications of hallucinogens: A review. Exp Clin Psychopharmacol. 2016;24(4):229-268. doi:10.1037/pha0000084
  47. Dos Santos RG, Bouso JC, Rocha JM, Rossi GN, Hallak JE. The Use of Classic Hallucinogens/Psychedelics in a Therapeutic Context: Healthcare Policy Opportunities and Challenges. Risk Manag Healthc Policy. 2021;14:901-910. Published 2021 Mar 5. doi:10.2147/RMHP.S300656
  48. Palhano-Fontes F, Andrade KC, Tofoli LF, Santos AC, Crippa JAS, Hallak JEC, et al. (2015) The Psychedelic State Induced by Ayahuasca Modulates the Activity and Connectivity of the Default Mode Network. PLoS ONE 10(2): e0118143. doi:10.1371/journal.pone.0118143 Aces. Oct. 2015
  49. GROF S. Psicoterapia con LSD. El potencial curativo de la medicina psiquedélica. Barcelona: La Liebre de Marzo; 2005.
  50. GROF, STANISLAV LSD Psychotherapy, 1980. (3ª ed., editora MAPS, ISBN 0-9660019-4-X [2001])
  51. HOSSRI, CESÁRIO MOREY. Prática do treinamento autógeno & LSD. SP, Martin Claret, 1984
  52. R. ANDREW SEWELL; KYLE REED; MILES CUNNINGHAM. Response of cluster headache to self-administration of seeds. containing lysergic acid amide (LSA). MAPS Jul 2011
  53. SEMPERE , A.P.; BERENGUER-RUIZ, L.; ALMAZÁN, F. Chronic cluster headaches responding to psilocybin. Revista de Neurologia 2006; 43 (9), 571-572 MAPS Jul. 2011
  54. GRIFFITHS, ROLAND R.; GROB, CHARLES S. Alucinógenos que podem curar. Scientific American Brasil, Ano 8, n 104 56-59, Jan. 2011, Ed. on-line Jan. 2011
  55. «FDA approves magic mushrooms depression drug trial». Newsweek (em inglês). 23 de agosto de 2018 
  56. «Magic mushrooms may 'reset' the brains of depressed patients | Imperial News | Imperial College London». Imperial News (em inglês) 
  57. «The New Science of Psychedelics» (em inglês) 
  58. Carhart-Harris, Robin L; Roseman, Leor; Bolstridge, Mark; Demetriou, Lysia; Pannekoek, J Nienke; Wall, Matthew B; Tanner, Mark; Kaelen, Mendel; McGonigle, John (13 de outubro de 2017). «Psilocybin for treatment-resistant depression: fMRI-measured brain mechanisms». Scientific Reports (em inglês). 7 (1). ISSN 2045-2322. doi:10.1038/s41598-017-13282-7 
  59. BITTENCOURT, Miguel C. A divinização e a enteógenia das plantas: uma introdução para o campo drogas/cultura. REIA- Revista de Estudos e Investigações Antropológicas, ano 3, volume 3(2):162-197, 2016 https://periodicos.ufpe.br/revistas/reia/article/view/230035/24213 Aces. Jun. 2017
  60. HORGAN, John Tripping on Peyote in Navajo Nation Scientific American Blog July 5, 2017. Aces. Jun. 2021
  61. MITHOEFER, Michael C.. A Manual for MDMA-Assisted Psychotherapy in the Treatment of Posttraumatic Stress Disorder MAPS (2005), 2013 WEB Archive Aces. Jun. 2021
  62. Fuentes JJ, Fonseca F, Elices M, Farre M and Torrens M(2019) Therapeutic use of LSD in psychiatry: A systematic review of randomized-controlled clinical trials. Front. Psychiatry 10:943. doi:10.3389/fpsyt.2019.00943
  63. Jerome, Lisa. Psilocybin, Investigator’s Brochure. MAPS March-April 2007 https://maps.org/research-archive/psilo/psilo_ib.pdf
  64. POLLAN, Michael. Como mudar sua mente. RJ: Intrínseca, 2018. ISBN 978-85-510-0416-6 p.242-243

Bibliografia complementarEditar

  • BLEWETT, D.B., PH.D; CHWELOS N., M.D., A Handbook for the Therapeutic use of LSD-25, (Archive). Este texto está parcialmente desatualizado, mas ainda é um boa referência (em inglês).
  • KENT, James L. Psychedelic Information Theory Shamanism in the Age of Reason. Seattle, PIT Press, 2010 PDF Acesso, maio, 2015
  • JOHNSON, M. W.; RICHARDS, W. A.; GRIFFITHS, R. R. Human Hallucinogen Research: Guidelines for Safety. Journal of Psychopharmacology, Vol. 22, No. 6; pages 603–620; August 2008. Original papers in MAPS Jan. 2011 Em inglês
  • MYRON STOLAROFF, The Secret Chief: Conversations with a pioneer of the underground psychedelic therapy movement, Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies (MAPS) 1997. ISBN 0-9660019-0-7 (hardcover) ISBN 0-9660019-1-5 (paperback). Em inglês.
  • PiHKAL (ISBN: 096300965) e TiHKAL (ISBN: 0963009699), de Ann & Alexander Shulgin, incluem capítulos sobre psicoterapia psicodélica (em inglês).
  • STOLAROFF, MYRON,Thanatos to Eros MAPS. Apesar de não ser estritamente sobre psicoterapia, esse livro discute muitos aspectos da terapia psicodélica (em inglês).
  • MAPS, Research into psilocybin and LSD as potential treatments for people with cluster headaches MAPS

Ligações externasEditar