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Pojuca

município brasileiro do estado da Bahia
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Pojuca é um município da Região Metropolitana de Salvador, no estado da Bahia, no Brasil.

Município de Pojuca
"Cidade Modelo"
Bandeira de Pojuca
Brasão de Pojuca
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 29 de julho de 1913
Gentílico pojucano [1]
Prefeito(a) Carlos Eduardo Bastos Leite (PSDB Partido Social Democrata Brasileiro)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Pojuca
Localização de Pojuca na Bahia
Pojuca está localizado em: Brasil
Pojuca
Localização de Pojuca no Brasil
12° 25' 51" S 38° 19' 40" O12° 25' 51" S 38° 19' 40" O
Unidade federativa Bahia
Mesorregião Metropolitana de Salvador IBGE/2008[2]
Microrregião Catu IBGE/2008[2]
Região metropolitana Salvador
Municípios limítrofes Mata de São João, São Sebastião do Passé, Catu, Itanagra, Araças
Distância até a capital 67 km
Características geográficas
Área 290,117 km² [3]
População 39 519 hab. IBGE/2019[4]
Densidade 136,22 hab./km²
Altitude 61.368 m
Clima Tropical Atlântico
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,666 médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 800 661 mil IBGE/2016[6]
PIB per capita R$ 21 073,9 IBGE/2016[6]

HistóriaEditar

O município foi criado pela Lei Estadual 979, de 29 de julho de 1913, com o território desmembrado de Sant'Ana do Catu. É constituído por dois distritos: Pojuca e Miranga.[7]

O rio Pojuca banha todo o município de oeste para leste, num percurso de 60 quilômetros aproximadamente, e a cidade encontra-se edificada à sua margem esquerda, originando-se daí o seu topônimo. "Pojuca" é um termo de origem tupi que significa "raiz podre", através da junção de apó (raiz) e îuka (podre).[8]

A fase do açúcarEditar

Ao longo dos tempos as pessoas construíram grandes aglomerados urbanos próximos aos rios. Foi assim com o Cairo, capital do Egito que nasceu às margens do grande Rio Nilo e Paris, capital da França, que tem seu coração atravessado pelo Rio Sena. Isto sem falar em Londres, banhada pelo majestoso Rio Tâmisa e a nossa querida São Paulo, banhada pelos rios Tietê e Pinheiros. Assim também Pojuca, nossa encantadora e aconchegante cidade nasceu na margem norte do rio que lhe dá nome: o Rio Pojuca.

Esse rio é um curso d'água cuja nascente está localizada na Serra da Mombaça, em Santa Bárbara- Ba e, em seu percurso, banha os municípios de Feira de Santana, Coração de Maria, Terra Nova, Pojuca e Mata de São João, desaguando no Oceano Atlântico, mais precisamente, na Praia do Forte. Os índios tupinambás que habitavam essa região desde muito antes da chegada dos portugueses, chamavam esse rio em sua língua nativa de “yapoyuca”. Segundo o livro Pojuca: O Arraial da Passagem, citando o grande geógrafo baiano Teodoro Sampaio, esse termo:

"é formado pela junção de duas outras palavras do tupi: Yapó, que significa água transbordante, cheia ou alagadiço e Yuca que significa brejo, pântano ou lugar apodrecido. Portanto, juntando yapo+yuca, vamos ter uma palavra cuja fonética é muito semelhante à “pojuca”. (…)Para Sampaio[9], o povo tupinambá que viveu nessa região desde muito antes da chegada dos portugueses teria batizado o caudaloso curso d’água em sua língua e, depois, com as derivações, supressões e corrupções que a palavra sofreu ao longo do tempo, chegou-se a expressão atual, “pojuca” que quer dizer: o lugar alagado, o lugar pantanoso, lugar apodrecido. É importante ressaltar que os indígenas ao usar aquela expressão, “yapoyuca”, estavam se referindo ao rio, não à cidade ou ao lugarejo. Muito antes de surgir o povoamento, o rio já existia e o termo yapoyuca = Pojuca, portanto, refere-se às águas do rio e às terras alagadas por onde este rio passava". (BATISTA, 2018, p.p. 14-15)[10]

Mas o povoamento que surgiu junto ao Pojuca, inicialmente, não tinha o nome do rio. Na formação do arraial, o lugarejo era conhecido como Passagem, numa referência a passagem que os tropeiros faziam ao atravessar o rio com suas mulas carregadas de mercadorias. Segundo contam os antigos, a cidade nasceu a partir de uma pequena feira que se formou no lugar da travessia dos tropeiros e, com o passar do tempo, foi atraindo mais pessoas e, no fim do século XVII, foi erguida uma capelinha pelos moradores em homenagem ao Bom Jesus que depois se tornaria o padroeiro da cidade. O memorialista pojucano José Lemos de Sant’Ana, nascido em 1921 escreveu o seguinte relato sobre a formação da Vila da Passagem, disse ele:

"Daí nasceu um vilarejo que se chamou de Passagem e para identificá-lo perfeitamente e distingui-lo de outros locais com nome idêntico – Passagem do Rio Pojuca. Estabelecido aí na baixada, na beira do rio, o arraial, pelos favores dos proprietários de terras que não permitiam ocupar os altiplanos próximos, logo floresceu um pequeno comércio. Depois a igrejinha pequenina – oh! Quantas vezes ampliada pela fé e pelo trabalho do povo! – cujo padroeiro escolhido foi o Senhor Bom Jesus. Ora, o Bom Jesus é padroeiro de centenas de paróquias e lugarejos por este Brasil afora: Bom Jesus do Bonfim, da Lapa, dos Aflitos, etc. O nosso seria Bom Jesus da Passagem, que este era o nome do Arraial: Passagem do Rio Pojuca. Espero que ainda hoje conserve, ao menos no largo que vai a ponte da Passagem, o seu antigo nome identificador e histórico, de largo da Passagem". (SANT’ANA, sd. p.p. 340-342)[11]

Esses tropeiros que deram origem ao povoado da Passagem, vinham da região da Praia do Forte, onde ficava um ancoradouro chamado de Porto de Tatuapara e subiam pela margem norte do Rio Pojuca até chegarem no ponto de travessia e, aqui, abasteciam a população local que viva ao redor dos grandes engenhos de açúcar: o Engenho Pojuca e o Engenho dos Remédios. Estes, de propriedade dos produtores de cana que tinham migrado da região de São Francisco do Conde nos séculos XVII e XVIII.[12]

Entre os séculos XVIII e XIX a economia de Pojuca girava em torno dos engenhos e seu território era coberto de cana-de-açúcar. Em 1757, o Padre Felipe Barbosa da Cunha descreveu o território onde hoje é Pojuca como um lugar onde viviam muitos escravos e “muitos homens forros, havendo também neles muitos lavradores de cana, que as plantam para moer nos ditos engenhos dando-lhe a meação como é estilo, vivendo estes em fazendas distintas que fazem corpo com os mesmos engenhos.” (CUNHA, 1757). E, no final do século XIX, quando por aqui passou o escritor e jornalista Euclides da Cunha, escreveu: “A vizinhança de Pojuca é revelada por canaviais extensos que se estendem sobre os planos dos tabuleiros - miríades de folhas refletindo ao sol, com o brilho de aço antigo, ondulantes, vacilando em todos os sentidos ao sopro da viração, um ciciar imenso e indefinido”. (E. DA CUNHA, 1897). Esta cidade que nasceu na margem do rio, teve seu desenvolvimento calcado na monocultura da cana, tocada pela força da mão de obra escrava. A mancha de suor e sangue dos negros escravizados irrigam o chão de Pojuca. As marcas desta ancestralidade estão nas feições, na cultura, na arte, na culinária e no modo de ser do pojucano. Os negros escravizados que trabalhavam nos engenhos da região formavam um contingente significativo de pessoas. Em sua obra, o historiador Marcelo Oliveira (OLIVEIRA, 2015) cita o nome de um negro escravizado que vivia no distrito de Pojuca. Trata-se de Antônio da Costa, um africano a quem sua senhora, matriarca dos Leal Cardoso, deixa em seu testamento a ordem para que paguem a ele cento e dez contos de réis, referente a uma dívida que ela contraíra junto ao escravo. Certamente por serviços prestados por este. Assim como Antônio da Costa, centenas de outros africanos e seus descendentes viveram e contribuíram para a formação de Pojuca e aqui deixaram a marca de sua cultura, de sua arte e de sua genética. Manoel Joaquim foi outro escravizado que pertencia aos Freire de Carvalho e trabalhava em suas propriedades, especialmente no Engenho Central.

A fase do açúcar, vai chegar ao seu auge no século XIX, especialmente a partir da chegada da estrada de ferro em 1860. Nesse período, são erguidas as duas estações no povoado, a estação do centro do vilarejo e a estação de Central, que ficava justamente na frente da grande usina de açúcar pertencente a José Freire de Carvalho, o Barão de Pojuca e José Antônio de Saraiva, o Conselheiro Saraiva. Em 1862 é inaugurada a estação da sede e, a partir de então o povoado de Pojuca se liga a capital e a indústria açucareira passa a ter uma importante via de escoamento da produção. Em 1º de março de 1861, o presidente da Província da Bahia, Antônio da Costa Pinto externa, em pronunciamento, as suas expectativas para o progresso que o trem promoveria na região:

[...] logo que chegarem os trilhos a Mata de São João, Pojuca, Santana do Catu e Alagoinhas, deve o rendimento crescer muito, em razão da quantidade de engenhos que há por lá, os quais pagam subidos fretes pelos produtos que mandam a este mercado.

Contudo, no final do século XIX, vamos ter um declínio na economia açucareira em Pojuca, e alguns fatores contribuíram para isso:
O movimento abolicionista que culminaria com a promulgação da Lei Áurea (1888);

A queda do preço do açúcar no mercado externo; As mudanças políticas ocorridas depois da Proclamação da República (1889); O declínio da força política dos grandes líderes do açúcar (o Conselheiro Saraiva e o Barão de Pojuca).

Sobre este aspecto, o livro Pojuca: o Arraial da Passagem, diz o seguinte:

Em 1890, um ano após a instauração do novo regime, Saraiva se demite do cargo de Senador e volta para seu engenho em Pojuca, conforme noticiou um jornal da época2. A partir de então, ele se retira da vida pública até sua morte em 22 de julho de 1895. Já o José Antônio Freire de Carvalho, o Barão de Pojuca, que fora chefe da Guarda Imperial, homem influente na Corte de D Pedro II, com o fim do Império, voltou-se para os seus negócios em Pojuca, onde morreu no ano de 1909.  (BATISTA, 2018, p. 27)[10]

Assim, no início do século XX, vamos ter uma mudança importante no distrito de Pojuca: sai de cena os líderes açucareiros e escravocratas e começam a ganhar força os produtores de leite, carne, fumo e os comerciantes. A esta altura o povoado já tinha sido elevado a categoria de distrito, fato que ocorreu em 02 de setembro de 1892. A formação do distrito foi o primeiro grande passo no caminho para a emancipação política definitiva.

Um dos líderes que se destaca neste novo cenário político é o Coronel Carlos Pinto. Pinto era proprietário de uma pequena fábrica de cachaça, proprietário de uma fazenda na região de Santiago e liderança política em Catu e no distrito de Pojuca. Foi ele uma das mais importantes figuras do processo que culminou na emancipação política de Pojuca no início do século XX. Além da ação de Carlos Pinto, houve também um movimento religioso importante no distrito que queria o fim da subordinação da capela do Bom Jesus da Passagem à paróquia Senhora Santana do Catu. Naquele tempo, a Igreja Católica exercia grande força religiosa e política. Esse movimento de independência religiosa foi responsável pela demolição da antiga capelinha e a construção de uma nova igreja na sede do distrito. Essa nova igreja se tornaria a sede da Paróquia do Bom Jesus da Passagem, criada em 12 de dezembro de 1904. Sobre esse aspecto, o livro Pojuca: o Arraial da Passagem diz:

A criação da paróquia do Bom Jesus da Passagem foi marcada por uma grande labuta da comunidade religiosa local. Em regime de mutirão, o povo do distrito se uniu em torno da causa. Um dos passos fundamentais para que a paróquia fosse criada era a construção de uma matriz. A capelinha do Bom Jesus da Passagem era uma construção muito modesta, precária. Agora, como sede paroquial, o distrito precisava ter uma igreja à altura da nova categoria que alcançara. Assim, em 1885 foram iniciados os trabalhos de demolição da antiga capelinha e a construção da matriz “pois a primeira era muito pobre e modesta3”. A obra foi interrompida entre 1889 e 1892, sendo finalmente concluída em 23 de dezembro de 19044.  (BATISTA, 2018, p. 30).

A fase agropecuáriaEditar

A partir do início do século XX Pojuca vai ter uma importante mudança na sua vida política e econômica. No campo político, ganha força o movimento emancipatório que queria ver o distrito se tornar cidade e comandar o seu próprio destino. No campo econômico, a monocultura da cana-de-açúcar começa a dar lugar às grandes fazendas de criação de gado para produção de carne e leite e a não menos importante cultura da mandioca. Na primeira metade do século XX a produção de farinha e leite vai ser o grande vetor de desenvolvimento econômico. Com suas duas estações, o distrito se tornara um importante entreposto comercial, tanto da produção local como do comércio de produtos de outros lugares circunvizinhos. A pujança econômica do distrito de Pojuca e a falta de atenção que Catu dava aos problemas locais fez com que os pojucanos buscassem sua independência da sede catuense. Sobre este aspecto, o livro Pojuca: o Arraial da Passagem nos diz:

"A emancipação política do Distrito de Pojuca teve como pano de fundo alguns elementos que enunciaremos a partir de agora. O primeiro deles foi o crescimento populacional e econômico da vila, a partir da chegada da estrada de ferro; o segundo, foi a insatisfação dos moradores do vilarejo com a pouca atenção dada por Catu aos problemas locais e o terceiro, foi a organização política dos comerciantes do distrito, liderados pelo Coronel Carlos Pinto, que aspirava a um cargo de Deputado Estadual e via na emancipação política de Pojuca o seu grande trampolim político.Pinto, despontando como uma liderança forte no início do século XX no Distrito de Pojuca, demonstra toda sua sagacidade quando consegue, ainda em 1910, fazer a comitiva do então aspirante a governador José Joaquim Seabra descer em Pojuca. Seabra, na ocasião, estava em busca de apoio na região de Alagoinhas, visitando cidades e distritos. Carlos Pinto, então, o convida para descer na estação de Pojuca e almoçar em sua residência. Um importante jornal da época dá destaque a essa campanha do candidato Seabra pelo interior e sua passagem por Pojuca:  “O Dr. Seabra regressou de Alagoinhas (...) Em Pojuca, recebeu-o o chefe local, coronel Carlos Pinto, de incontestável prestígio”5, frisava. Esse contato foi crucial dentro do processo emancipatório da cidade, pois foi ali que os acordos foram feitos, os apoios e votos prometidos e, certamente, o Coronel Carlos Pinto consolidou-se como líder político e futuro intendente. Pinto fez deste momento um ato grandioso, certamente, para promover-se politicamente diante de um povo ávido pela sua autonomia territorial. Como nos conta o memorialista José Lemos de Sant’Ana, a banda de música Recreio Jovial tocava em frente à estação, enquanto o povo ovacionava o candidato Seabra e sua comitiva.Seabra ambicionava a governadoria e sabia que, para ser eleito, era necessário obter o apoio das oligarquias rurais e das lideranças burguesas do interior. Com a morte dos dois maiores líderes políticos de Pojuca - o Conselheiro Saraiva (1895) e o Barão de Pojuca (1909), Carlos Pinto se tornou a referência da região. Ambicionando um cargo na Câmara dos Deputados da Bahia, não foi difícil para Seabra convencê-lo a sair candidato ao seu lado e, em troca, Pinto trazia os votos6 da região para o governador. Aliado a Seabra, o coronel de Pojuca entra na disputa e elege-se deputado estadual em 1912, assim como Seabra também se elege governador naquele mesmo pleito". (BATISTA, 2018, pp. 31-33)[10]

Eleito governador, Seabra permanece unido ao Deputado Carlos Pinto, mas o grande desejo de Pinto era, além de ser legislador estadual, também ser intendente (prefeito) de seu lugar. Naquela época era permitido ser, ao mesmo tempo, prefeito e deputado. Assim, em 29 de julho de 1913, é promulgada a Lei 979/1913, elevando o distrito de Pojuca à categoria de município. Mas, na prática, as coisas não mudaram muito no distrito naquele dia. Apesar de se comemorar hoje a emancipação de Pojuca em julho, na verdade, o município só foi instalado em outubro daquele ano. Vejamos:

"Embora a lei que emancipou Pojuca tenha sido promulgada em 29 de julho, só em 07 de setembro de 19138, sessenta e sete dias depois, aconteceu a eleição para conselheiros e intendente. Carlos Pinto, que renunciara a intendência de Catu dias antes9, é eleito o primeiro intendente10 juntamente com o Conselho Municipal11. O Conselho estava composto pelos seguintes membros: Manoel Joaquim, Pedro Trindade, Manoel Batista Santana, Raymundo Ferreira de Sant’Ana e João Evangelista Paim que, naquela sessão, fora eleito presidente do Conselho. Os eleitos esperaram mais quarenta e nove dias até que, em 26 de outubro, o município foi efetivamente instalado, com uma grande festa na cidade". (BATISTA, 2018, p. 34).[10]

Então, a rigor, a emancipação de Pojuca se deu de fato em 26 de outubro de 1913, pois foi nesta data que a cidade teve efetivamente seu prefeito (intendente) e seus vereadores (conselheiros) empossados. Neste dia, a cidade se vestiu para festa, suas ruas foram enfeitadas, a grande comitiva do governador veio a Pojuca e o povo comemorou sua emancipação. Neste dia, a principal rua da cidade, a Rua da Passagem, passou a se chamar Rua J. J. Seabra, em homenagem ao governador da época. No dia seguinte à festa, o Jornal Gazeta de Notícias estampava em sua capa:

"Diz-se que foi um dia cheio o de ontem para os que foram a Pojuca. (...) Que o deputado Carlos Pinto estava radiante, sendo realizado seu velho sonho – de Pojuca município, dirigindo os seus próprios destinos, sem perder, contudo, a boa amizade de Catu. (...) o Dr. Seabra, ilustre e honrado governador, deve ter ficado muito satisfeito, pois que lhe foi feita na Pojuca uma manifestação bastante carinhosa, a que se associou com o verdadeiro entusiasmo de todo povo do lugar". (Jornal Gazeta de Notícias, edição de 27 de outubro de 1913)

Nos anos seguintes, a festa da emancipação continuou sendo no dia 26 de outubro. Não se sabe ao certo, mas provavelmente, só no fim da década de 1940, depois da queda de Getúlio Vargas é que as comemorações passaram a ser em 29 de julho e assim permanecem até hoje. A cidade permaneceu sob o comando de Carlos Pinto até 1927. Entre 1927 e 1930 o comando da intendência (prefeitura) passou para Raymundo de Sant’Ana. Foi no governo de Sant’Ana que o paço municipal (prédio da prefeitura) foi inaugurado e a sede do poder executivo e legislativo saiu da Rua J.J. Seabra e foi para a nova sede. Ainda no governo dele foram inauguradas as pontes do Pau’Darco e da Mariquita, dentre outras obras. O governo de Raymundo de Sant’Ana foi interrompido com golpe de 1930 que implantou a ditadura de Getúlio Vargas.

A partir de 1930, o município passou por um longo período de instabilidade política por causa da ascensão ao poder do Presidente Getúlio Vargas. Durante toda a Era Vargas (1930-1945) Pojuca passou a ter os seus prefeitos indicados (não mais eleitos pelo povo) pelo interventor federal na Bahia. Essa situação perdurou até que:

Em 1947, acontece a primeira eleição depois da nova Constituição e são escolhidos os novos governadores estaduais, dentre eles Octávio Mangabeira, que fora eleito pela União Democrática Nacional (UDN) governador da Bahia. Saía, então, a figura do interventor e, aos poucos, a democracia ia se estabelecendo. Como a Constituição de 1946 assegurou também a eleição para prefeitos nos municípios, em 21 de dezembro de 1947, Pojuca elegeu seu primeiro prefeito: Antônio Motta.

"Aquela eleição marca definitivamente o início da caminhada democrática no município. Aquela fora a primeira eleição em que o direito ao voto estava assegurado para todos os cidadãos a partir dos dezoito anos. Em 18 de janeiro de 1948, o novo prefeito foi empossado. No fim daquele mesmo ano, Motta pediu afastamento do cargo por motivos pessoais e, em 22 de dezembro de 1948, assumiu interinamente a prefeitura o presidente da Câmara13, José Martins Valverde, que permanece por seis meses no cargo, até 22 de junho de 1949, quando Antônio Motta reassume para a última parte do seu mandato que não chegaria até o fim, pois seria interrompido tragicamente em 25 de fevereiro de 1950" (BATISTA, 2018, pp. 53-54)[10].

Assim, Antônio Motta foi o primeiro prefeito democraticamente eleito depois da Era Vargas, o que marcaria uma nova fase na política local. Contudo, devido a um desentendimento de Motta com um fazendeiro por conta de uma ponte, o prefeito acabou sendo assassinado na estação de trem de Mata de São João. Seu assassino, o tenente-coronel, médico do exército, Aurélio Seabra Veloso, valendo de sua condição de militar sequer foi preso. O acontecimento, segundo os jornais da época, causou grande comoção na comunidade de Pojuca. Essa tragédia marcou o fim da primeira metade do século XX na história de Pojuca.

GeografiaEditar

Fica situada a 67 km (1h e 12 minutos - BA 093 e 1h e 33 minutos - BR 110 e BR 324) da capital baiana, na Região Metropolitana de Salvador. Suas principais rodovias de acesso são: BA-093, BA-504 e BA-507.

Sua temperatura média é de 24,7 °C, bastante confortável, principalmente em dias de verão.

As atividades econômicas do município são bastante diversificadas: agricultura, pecuária, extração de petróleo e gás natural, indústrias, comércios e serviços.

  • População: 36 551 habitantes (IBGE).
  • Superfície: A área do município é de 290 km²
  • Localização: Está localizada na Região Metropolitana de Salvador, a 67 km da capital ligada por rodovias asfaltadas.
  • Acidentes geográficos: O município é pouco acidentado, apresentando pequenas elevações ao oeste. Os principais acidentes geográficos são os rios Pojuca, Catu e Quiricó.
  • Clima: É temperado com variações bruscas. Não há posto meteorológico no município. A temperatura média é de 24,7 °C, bastante confortável, principalmente nos dias de verão.
  • Limites:
    • Ao norte: Catu e Araçás.
    • Ao sul: Mata de São João
    • A leste: Itanagra
    • A oeste: São Sebastião do Passé

Com o município de Catu - começa no rio Pojuca, na foz do rio Una, por este acima até a foz do riacho Muritiba, pelo qual sobe até sua nascente; daí em reta até a nascente do riacho Caboclo, de onde prossegue em reta até o lugar sapé, à margem do rio Catu, daí ainda em reta até o marco divisório entre as fazendas Angola e Camaçari, à margem do riacho Gameleira, pelo qual desce até sua foz no Quiricozinho, por este acima até a foz do riacho Fortuna.

Com o município de Araçás - começa na foz do riacho Fortuna, no rio Quiricozinho, daí em reta à foz do riacho Cancelão, no rio Quiricó Grande.

Com o município de Itanagra - começa na foz do riacho Cancelão, no rio Quiricó Grande, até a sua foz no rio Pojuca.

Com o município de Mata de São João - começa na foz do rio Quiricó Grande, no rio Pojuca, desce pelo rio Pojuca até a ponte da Estrada de Ferro sobre o mesmo rio.

Com o município de São Sebastião do Passé - começa no cruzamento da Estrada de Ferro sobre o rio Pojuca, na frente da cidade do mesmo nome, subindo o rio Pojuca até a foz do rio Una.

  • Densidade demográfica: 125,99 hab/km²
  • Altitude: 61 368 metros
  • Relevo: planície
  • Vegetação: matas perenes no centro como semidecíduas.
  • Clima: tropical úmido

O território do município é banhado por diversos rios de onde provém a fertilidade de suas terras. A zona central é regada de norte a sul pelos rios Catu e Quiricozinho. Os seus extremos de oeste, leste e sul, pelos rios Una, Quiricó Grande e Pojuca, estabelecendo linhas divisórias com os municípios vizinhos. Não há um só rio navegável. A época de maior intensidade das chuvas é a do inverno, embora se verifiquem chuvas também durante o verão. São raríssimas as secas e estiagens. O rio Pojuca, quando no período de inverno, enche, causando prejuízos à lavoura. O clima é temperado com variações bruscas. Sob o ponto de vista agrológico, predominam as terras arenosas e argilo-silicosas, existindo, entretanto cerca de 30% da sua área total de terras humíferas. Quanto à cor das terras mais características do município, é a amarela, notando-se certa quantidade avermelhada e escura. Dois terços, aproximadamente, da área total são acidentados e situados a oeste, embora não tenha montanhas ou picos que se possa mencionar.

Aspectos urbanosEditar

A cidade está situada à margem do rio Pojuca. É servida pela ferrovia Companhia Atlântico Leste (ex-Companhia Férrea Federal Leste Brasileiro), cujas linhas a dividem no meio.

A principal artéria é a rua J.J Seabra onde estão localizadas as melhores casas comerciais e as duas agências bancárias. Na Praça Antônio Carlos Magalhães, a principal da cidade, estão localizados o prédio da Câmara Municipal, o Fórum Desembargador Walter Nogueira, a Biblioteca Municipal, a sede da Filarmônica São José, o clube social, uma escola, estabelecimentos comerciais e residenciais. Na praça Almirante Vasconcelos, estão situados o prédio da Prefeitura Municipal, o prédio da EMBASA, o Colégio Estadual Luiz Eduardo Magalhães, a Escola Conselheiro Saraiva e várias residências. O bairro Inocoop também merece destaque pelo número de residências e que também situa o batalhão da polícia militar e a delegacia de polícia.

SubdivisõesEditar

Além da sede, o município conta com o distrito de Miranga, as localidades de Central e Retiro e os povoados de Riachão, Cabíola, Riacho do Meio, Coqueiro, Sapé, Sapucaia, Patins, Brejões, Lagoa Verde, Corujão (Paraíso), Garoupa, Araponga, Jenipapo, Riacho das Pedras, Arauari, Pipiri, Pacas, Santiago e barreiras.

PraçasEditar

Nome Localização
Praça 29 de julho Rua 29 de julho, Centro
Praça Juracy Magalhães Bairro Cruzeiro
Praça Guilherme Nonato Rua Alfredo Leite – Bairro Shangri-lá
Praça Lauro de Freitas Bairro Centro
Praça Rui Barbosa Bairro Centro
Praça da Bandeira Bairro Centro
Praça Edna Couto Bairro Inocoop
Praça Almir Guimarães Bairro Cruzeiro
Praça Celso de Santana Sérgio Bairro Central
Praça Antônio Carlos Magalhães Bairro Centro
Praça Almirante Vasconcelos Bairro Centro
Praça Mário Improta Bairro Inocoop
Praça Abdon Ibrahim Bairro Los Angeles
Praça José de Brito Dantas Bairro Pojuca II

Aspectos sociaisEditar

A sede do município é servida de energia elétrica, abastecimento de água, agência da EBCT e telefonia. Possui clube social, estádio e várias áreas de lazer.

A assistência médica oficial é prestada pelo Hospital Maternidade Maria Luiza dias Laudano, Hospital Doutor Carlito Silva, Posto Médico do Estado, Posto Médico de Central, Posto Médico do Retiro e Unidade Móvel de Saúde, dotada de consultório médico e odontológico que atende principalmente à população da zona rural. A sede possui clínicas, consultórios médicos e odontológicos particulares.

O município é sede da Paróquia de Nosso Senhor Bom Jesus da Passagem (fundada em 12 de dezembro de 1904), com oito templos. Praticam-se também os cultos evangélicos, ecumênicos e espíritas.

Nele está situada a sede da 32ª Companhia Independente da Polícia Militar do Estado da Bahia com jurisdição nos municípios de Catu, Itanagra e Mata de São João.

Seu primeiro intendente municipal foi Carlos Pinto, eleito com 206 votos, no pleito realizado no dia 7 de setembro de 1913. O Conselho Municipal também eleito naquela ocasião ficou composto dos seguintes membros: Manoel Joaquim da Silva, Pedro Cândido da Trindade, João Evangelista Paim, Raimundo Ferreira de Santana, Antônio José de Abreu, José Félix de Oliveira Ramos e João Nicodemo Poltti.

EconomiaEditar

Recursos energéticosEditar

O petróleo e o gás natural são as riquezas de maior evidência. Em 1956 foram produzidos 462.168 barris de petróleo e 1.132.782 barris, no primeiro semestre de 1957. Pojuca é um dos municípios que mais produz petróleo, na região do recôncavo baiano, e já foi o maior, recebendo o título de Rainha do Petróleo. Seu solo generoso é o celeiro de óleo na Bahia, tanto assim que a Petrobrás instalou no fim de 1962, no povoado de Santiago, a Unidade de Absorção de Planta de Gasolina Natural. Nesta unidade, o gás é submetido a um processo mecânico de limpeza, pelos depuradores (SCRUBBERS) e, em seguida, desidratado por contato, em determinadas condições de pressão de temperatura, com etileno glicol. Esse etileno é recuperado por liberação de água em forma de vapor, voltando ao processo para tratar novo volume de gás. Após ser desidratado, o gás passa através da torre de absorção em contra corrente a um fluxo de óleo de absorção ou óleo podre. Este óleo absorve as frações pesadas de gás e é retirado pela base da torre e conduzido para a torre reabsorvidora-desetanizadora onde, por aquecimento, são eliminados o metano e o etano que constituem o gás residual. Em seguida, o óleo rico vai para a torre retificadora para liberar as frações absorvidas do gás. Tendo perdido as frações absorvidas, o óleo volta à sua condição inicial e retorna à torre de absorção, após ser resfriado a 23 °C, para novo ciclo.

Atividades econômicasEditar

As atividades econômicas do município são agricultura, pecuária, comércio, extração de petróleo e gás natural, indústrias, principalmente de minérios, comércio e serviços. As atividades que mais geram ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços), segundo dados da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia são: extração e tratamento de minerais, indústria de minerais não metálicos, metalúrgica, indústria de espumas, colchões e estofados, mecânica, agricultura e criação de animais, serviços de transportes, serviços comerciais, comércio atacadista, comércio varejista.

Há também indústrias de cerâmica, alimentos, artefatos de cimento e farinha de mandioca.

Três grandes empreendimentos contribuíram para a emancipação econômica do município: o oleoduto que liga campos petrolíferos à Refinaria de Mataripe, a Estação Transformadora para fornecimento de luz e força da CHESF e a rodovia asfáltica que liga Pojuca à capital do Estado e outros centros.

Na pecuária, destacam-se os rebanhos de bovinos, equinos e suínos.

Parque industrialEditar

Construído numa área de mais de 58 hectares de terras, está abrigando importantes empreendimentos, gerando emprego e renda para o município.

Pojuca está localizado de forma centralizada, portanto e considerada cidade entroncamento pela viabilidade com os municípios de Simões Filho, Camaçari, Dias Dávila, Catú, Alagoinhas, Itanagra, Araçás, Mata de São João, São Sebastião do Passe, Esplanada, Entre Rios e Rio Real.

O Parque Industrial de Pojuca conta com os acessos pelas rodovias BA-093 e BA-533 e reserva a potencialidade de estar a apenas 32 km do Polo Petroquímico de Camaçari e a 38 km do Porto de Aratu em Candeias reconhecido nacionalmente por sua tecnologia de automação.

O PIP fica na região de Santiago, a 2 km do centro de Pojuca e conta com excelentes serviços de infraestrutura:

  • Energia – A oferta de energia e bem variada com a subestação da CHESF com 230 KVA e serviços da Cia de Eletricidade da Bahia COELBA.
  • Rede Ferroviária – Passa a 01 km de distância do PIP.
  • Bombeiros – Sua estrutura é fornecida pelo corpo de bombeiros da Petrobrás.
  • Comunicação – Ampla rede de atendimento fornecido por companhias de telefonia fixa e móvel com serviços de internet e também canais de TV, emissoras de rádio e sistemas de fibra óptica.
  • Incentivos fiscais – Atrativos como os incentivos fiscais e tributários instituídos pelo Governo do Estado constantes no Decreto 4 316, de 19 de junho de 1995, os quais concedem benefícios fiscais a indústrias que se estabelecerem no estado bem como os incentivos oferecidos pelo município com serviços de infraestrutura nas áreas habilitadas a receberem obras de terraplanagem, drenagens, esgotamentos sanitários, distribuição de água por poços perfurados, pavimentação de ruas e muitos outros benefícios.

Vale destacar a ampla oferta de mão-de-obra especializada, facilitando a composição do quadro funcional da empresa.

O Parque Industrial de Pojuca é uma realidade com 03 grandes empresas:

  • Minuano – Beneficiadora de couros para produção de estofados.
  • Italsofá – Importante fábrica de estofados italiana chegou a Pojuca para acelerar sua produção de exportação, atendendo principalmente o mercado europeu. Sua filial em Pojuca conta com uma mega estrutura empregando cerca de mil funcionários que em grande maioria são moradores do município.
  • Chanceller/White Martins Lavanderia – Prestadora de serviços de lavanderia hospitalar já atende inúmeros hospitais. Sua técnica de lavagem por ozônio e bastante conhecida no Brasil em suas 06 unidades instaladas. Pojuca foi escolhida para instalação de mais uma unidade devido as excelentes condições que o município oferece as empresas no seu parque industrial e hoje emprega mais de 200 (a maioria mulheres).

CulturaEditar

Festas tradicionaisEditar

  • A festa do padroeiro Bom Jesus da Passagem, que tem dois aspectos, religioso e profano, é realizada no último domingo do mês de janeiro. [Aspecto religioso: consiste no novenário, seguido de alvorada e procissão. Aspecto profano: com desfile de baianas até a Igreja matriz, encerrando com lavagem das escadarias da mesma].
  • Festa de São José da Operário em Central,segue com novena, batizado e Primeira Eucaristia. Na Missa Festiva, além do momento religioso, ocorre a festa profana com bandas, barracas de comidas típicas de Pojuca e região e a procissão (ocorre no mês de maio).
  • Festa de Santo Antônio
  • Boi Janeiro (Dona Lindú)
  • Quadrilhas de São João.
  • Semana da Cultura Evangélica
  • Movimento Espírita na Praça

No Natal, à semelhança do que acontece em todo o Brasil, ocorre à meia-noite, a tradicional missa do galo. Normalmente, no primeiro domingo após a Páscoa, faz-se na cidade a mais popular de todas as festas, a denominada micareta, dela participando seus munícipes e moradores das cidades vizinhas, além de pessoas de Salvador.

Os tradicionais festejos de São João ainda guardam tradição, vivendo antigos hábitos, como o de fazer fogueira em frente às casas residenciais, a queima de fogos de artifícios e o ato de servir licor,milho cozido e canjica de milho verde.

A festa do padroeiro da cidade, Senhor Bom Jesus da Passagem, é realizada no mês de janeiro, sem data fixa; é precedida de novena, lavagem da Igreja, muita missa, rezas, procissão, comunhão e batizados.

A festa do São José, padroeiro do povoado do Riachão, realizada no 3° domingo de março também merece destaque.

A festa de aniversário de emancipação política do município, realizada anualmente, no dia 29 de julho, destaca-se pelo seu brilhantismo, inaugurações de obras realizadas pelo administrador municipal, desfile cívico, participação de entidades e do povo.

A capoeira também é uma manifestação presente no berço cultural pojucano.

Filarmônica São JoséEditar

A Sociedade beneficente São José foi fundada em 7 de setembro de 1959, com o objetivo de ensinar música. As primeiras aulas ocorreram em 1961 e sua primeira apresentação em público ocorreu durante a festa do Senhor Bom Jesus da Passagem, em 1962. Seu primeiro presidente foi Arlindo Izidoro de Andrade.

PolíticaEditar

Ex-prefeitosEditar

Carlos Pinto 1913 Eleito pelo Conselho Municipal
Raimundo Sant'Ana 1927 Eleito pelo Conselho Municipal
Pedro Cândido da Trindade 1928-1929 Eleito pelo Conselho Municipal
Raimundo Sant´ana 1930 Eleito pelo Conselho Municipal
Pacífico de Azevedo Lima 1930-1931 Nomeado p/ interventor federal
Elsior Coutinho 1931-1935 Nomeado p/ interventor federal
João da Costa Libório 1937-1938 Nomeado p/ interventor federal
João Alfredo Leite 1938-1939 Nomeado p/ interventor federal
Hunaldo de Lima Oliveira 1940-1941 Nomeado p/ interventor federal
Nilson Federal Coelho 1941-1943 Nomeado p/ interventor federal
Antônio Mota 1943-1945 Nomeado p/ interventor federal
José Martins Valverde 1945-1946 Eleito pelo povo
João Alfredo Leite 1946-1948 Eleito pelo povo
Antônio Mota 1948-1950 Eleito pelo povo
Antônio Paes Leal 1950-1954 Eleito pelo povo
Flaviano de Souza Bomfim 1954-1955 Eleito pelo povo
Percílio dos Santos 1955-1959 Eleito pelo povo
José Gonçalves Cruz Filho 1959-1963 Eleito pelo povo
Percílio dos Santos 1963-1967 Eleito pelo povo
José Gonçalves Cruz Filho 1967 Eleito pelo povo
José Vardes 1967 Interino
Antônio Baptista dos Santos 1967 Interino
Fernando Ferreira da Silva 1968 Interino
Walter de Almeida Mansur 1970-1973 Eleito pelo povo
José Vardes de Souza 1973-1975 Eleito pelo povo
Walter de Almeida Mansur 1976 Eleito pelo povo
Maria Luiza Dias Laudano 1977-1983 Eleita pelo povo
Luiz Alfredo Leite 1984-1988 Eleito pelo povo
Eudes José Argolo Guimarães 1989-1992 Eleito pelo povo
Luiz Alfredo Leite 1993-1996 Eleito pelo povo
Maria Luiza Dias Laudano 1997-2000 Eleita pelo povo
Maria Luiza Dias Laudano 2000-2004 Eleita pelo povo
Antônio Jorge de Aragão Nunes 2005-2006 Eleito pelo povo
Carlos Eduardo Bastos Leite 2006-2008 Decisão Judicial
Gerusa Dias Laudano 2009-2012 Eleito pelo povo
Ana Cristina Nunes Moreira 2013 Interina
Antônio Jorge de Aragão Nunes 2014-2016 Eleito pelo povo
Carlos Eduardo Bastos Leite 2017-2020 Eleito pelo povo

Nas últimas décadas, a política de Pojuca apresenta-se na maioria das vezes com o poder executivo se reversando com os mesmos grupos políticos, família Laudano e Leite. Nas eleições de 2012 por exemplo, o candidato a prefeito Antônio Jorge de Aragão Nunes, junto com o candidato a vice Carlos Eduardo Bastos Leite, venceu a candidata da família Laudano, Gerusa, porém ficou impedido de assumir o cargo e por decisão Judicial a sua irmã Ana Cristina Nunes Moreira assumiu a prefeitura por um ano; Por meio de uma liminar da justiça, Antônio Jorge de Aragão Nunes assume ao cargo de prefeito onde já tinha sido cassado num mandato anterior. Em 2016 Antônio Jorge de Aragão Nunes vira réu de um novo processo movido pela câmara de vereadores, desta vez os autos do processo foram encaminhados ao Ministério Público que caberá julgá-lo.

Em 2016 vence as eleições o candidato Carlos Eduardo Bastos Leite que derrotou a candidata da família Laudano, Maria Luiza. Caso notório é que o prefeito eleito já havia assumido o poder executivo em outra ocasião com a cassação do seu antecessor Antônio Jorge de Aragão Nunes, e também foi durante 2014 e 2016 o vice-prefeito do município na chapa do prefeito processado no Ministério Público.

Referências

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  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
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Ver tambémEditar

Ligações externasEditar